UFJF - Universidade Federal de Juiz de Fora

2º semestre 2019

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GRADE DE HORÁRIOS – 2º SEMESTRE 2019

 

 

 

 

Segunda-feira

                

Terça-feira

 

Quarta-feira

 

Quinta-feira

Tópicos em Artes, Cultura e Linguagens V (2039032) – João Queiroz

 

NOITE

18h às 22h

(1 crédito)

FACOM

 

 

 

 

Tópicos em Artes, Cultura e Linguagens III (2039013) – Luís Alberto Melo (IMACS)

 

NOITE

18h às 22h

 

 

 

 

 

Seminário Avançado em Artes, Cultura e Linguagens (3022001) – Elisabeth Murilho e Marta Castello Branco (obrigatória do Doutorado)

 

 

MANHÃ

08h às 12h

 

 

Tópicos em Artes, Cultura e Linguagens II (2039012) – Éric Zavenne Paré

 

 

TARDE

14h as 18h

 

 

 

Cinema Contemporâneo: vertentes e interfaces

 (2039029) – Felipe Muanis (IMACS)

 

 

 

MANHÃ

09h às 13h

 

 

Metodologia da Pesquisa em Artes, Cultura e Linguagens (2039015) – Maria Claudia Bonadio (obrigatória Mestrado)

 

 

 

TARDE

14h às 18h

 

 

Tópicos em Artes, Cultura e Linguagens VI (2039033) – Luiz Castelões

 

 

 

 

MANHÃ

11h às 13h

(2 créditos)

Sala 09 Música

 

Tópicos em Artes, Cultura e Linguagens IV (2039014) – Renata Zago

 

 

 

 

TARDE

14h às 18h

 

 

OBS.

A disciplina Metodologia da Pesquisa em Artes, Cultura e Linguagens é obrigatória para alunos do mestrado e não aceita aluno especial.

A disciplina Seminário Avançado em Artes, Cultura e Linguagens é obrigatória para alunos do doutorado e não aceita aluno especial.

A disciplina Cinema, Cultura e Sociedade no Brasil é obrigatória para os alunos do IMACS e demais interessados.

A disciplina Cinema Contemporâneo: vertentes e interfaces é obrigatória para os alunos do IMACS e demais interessados.

 

 

 

Ementas e Bibliografia:

 

 

Tópicos em Artes, Cultura e Linguagens VI – Luiz Castelões

Composição Algorítmica” (2 cr.)

Ementa

Oficina teórico-prática em Composição Musical contemporânea, com foco em um pensar-fazer algorítmico.

(URL com materiais da disciplina: http://www.ufjf.br/mus/mestrado/)

Forma de avaliação

Durante o curso, os participantes devem desenvolver e redigir um (ou mais) exemplo(s) completos de algoritmo que conduza à produção de obra(s) musical(is) autoral e inédita. O formato do texto a ser entregue ao final do curso pode ser o de um artigo a ser publicado, capítulo de dissertação, memorial descritivo, ou similar (acompanhado ou não da obra musical pronta). Curso presencial. Com presença obrigatória em todos os encontros do curso.

Bibliografia

Abdounur, Oscar João. Matemática e Música: pensamento analógico na construção de

significados. São Paulo: Escrituras Editora, 1999.

Agon, Carlos et al (eds.). The OM Composer’s book, volume 1. Paris: Éditions Delatour, 2006.

Agon, Carlos et al (eds.). The OM Composer’s book, volume 2. Paris: Éditions Delatour, 2008.

Caesar, Rodolfo. Circulos Ceifados. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2008.

Castelões, Luiz. Matemáticas da Musica. A Matemática está em tudo, por César, Eloi T. et al. (org.)

São Paulo: Editora Livraria da Física, 2018.

_______________. Musicalising Sonification. OM Composer’s Book, Vol. 3, por Jean Bresson

[ed.], Paris: Editions Delatour, 2016.

_______________. “Análise espectral e teoria musical em suporte ao pianismo de samba e generos

afins”. El Oido Pensante, v. 1, p. 1-17, 2013.

Castelões, Luiz E.; Oliveira, Talita De; Franco, Yago. “Conversores de parámetros del color a

parámetros sonoros cuantificables usando los sistemas RGB, HSV y CMYK.” Sonic Ideas, 7(14),

2015.

Malt, Mikhail. “Concepts et modèles, de l’imaginaire a l’écriture dans la composition assistée par

ordinateur”, in Musique, instruments, machines. Autour des musiques électroacoustiques, textes

réunis et édités par Bruno Bossis, Anne Veitl et Marc Battier, MINT, série Musique et nouvelles

technologies, n°2, p. 213-234, Paris IV, Sorbonne, Paris, 2006.

_______________. “Quelques propriétés des représentations, le cas de la notation musicale”,

Revista do Conservatório de Musica da UFPel, Pelotas, no3, p. 1-26, 2010.

Menezes, Flo. A acústica musical em palavras e sons. 2a ed. Cotia, SP: Atelie Editorial, 2014.

Read, Gardner. Source Book of Proposed Music Notation Reforms. New York: Greenwood Press,

1987.

Stone, Kurt. Music Notation in the Twentieth Century. New York: W. W. Norton, 1980.

Xenakis, Iannis. Thought and Mathematics in Composition. Stuyvesant, NY: Pendragon Press,

1992.

 

Tópicos em Artes, Cultura e Linguagens II – Éric Zavenne Paré

Design e Tecnologia 

Ementa

Em nossa contemporaneidade, a prática do design é assistida por computador, e novas tecnologias e inovações técnicas propõem “objetos tecnológicos” inteligentes e conectados, dentre eles roupas e acessórios. O mundo está em plena transformação e o design, expressão dos nossos modos de vida, acompanha visivelmente essas mudanças. A partir da história destas transformações, este curso propõe estudar processos de concepção e de fabricação desses “objetos tecnológicos”, assim como fenômenos culturais e comportamentos sociais ligados às tecnologias. Suas apropriações e suas funções no âmbito da moda serão estudados através de trabalhos expressivos de designers da alta costura, que apontam para novos campos de referências e novos repertórios.

 

Aulas:

– Aula 1, 6 Agosto:

Introdução.

A roupa como objeto e expressão da transformação do design.

Resiliência, adaptação, evolução, inovação, disrupção com as novas tecnologias.                                  

 

– Aula 2, 13 Agosto:

Os regimes de apropriação do design do vestuário de trabalho.

Estudo de caso:

O processo de pesquisa: o designer Yohji Yamamoto e o fotógrafo August Sander.

 

– Aula 3, 20 Agosto:

A inovação das técnicas de produção industrial.

Estudo de caso:

A evolução paralela da engenharia dos autômatos e dos teares: Jacques de Vaucanson, Joseph Marie Jacquard e Sakichi Toyoda.

 

– Aula 4, 27 Agosto:

O drapeado, o plissado e o dobrável na historia da arte.

Estudo de caso:

O tecido drapeado segundo Gaëtan Gatian de Clérambault, o plissado segundo Mariano Fortuni e o dobrável segundo Issey Miyake.

 

– Aula 5, 3 Setembro:

As transformações do artesanato ao serviço da indústria do luxo.

Estudo de caso:

Sobre os acessórios de couro: dos arreios Hermès aos arneses BDSM de Jean-Paul Gaultier.

 

– Aula 6, 10 Setembro:

As desconstruções, as assemblages e as colagens na historia da arte.

Estudo de caso:

A simplicidade e a complexidade na moda Japonesa: da tradição dos quimonos às coleções da designer Rei Kawakubo.

 

– Aula 7, 17 Setembro:

A historia da engenharia reversa e da cópia no Ocidente e no Oriente. 

Estudo de caso

A inovação conceptual das técnicas de fabricação nas coleções de Martin Margiela.

 

– Aula 8, 24 Setembro:

Os conceitos antropológicos dos usos do design.

Estudo de caso:

Camuflagem e proteção do corpo: macacões profissionais e roupas militares.

 

– Aula 9, 1 Outubro:

A pesquisa, a inovação e a performance.

Estudo de caso sobre a ciência e a engenharia ao serviço do design:

Os desempenhos e as inovações das roupas esportivas.

 

– Aula 10, 8 Outubro:

O conceito da leveza no design.

Estudo de caso:

Tecidos elásticos e infláveis: o vestuário do Cirque du Soleil.

 

– Aula 11, 15 Outubro:

A ficção científica e o design.

Estudo de caso:

Space Age na alta costura francesa: Pierre Cardin, Paco Rabanne e André Courrèges.

 

– Aula 12, 22 Outubro:

A robótica ao serviço do design e as próteses ao serviço do corpo.

Estudo de caso:

Dos robôs estilistas às roupas protéticas: Alexander McQueen

 

– Aula 13, 12 Novembro:

Os objetos tecnológicos, vestíveis, imprimíveis, inteligentes e conectados.

Estudo de caso:

Invenções de interfaces: Hussein Chalayan

 

– Aula 14, 19 Novembro:

Os fandoms nas passarelas e nas ruas.

Estudo de caso:

Dos super-heróis aos cosplays e crossplay: Gundam e Final Fantasy.

 

– Aula 15, 26 Novembro:

Como imaginar o futuro: entre previsão e predição.

Estudo de caso:

Avatar Age: Second Life, Ghost In The Shell, Blade Runner e Gatebox.

 

 

Cinema Contemporâneo: vertentes e interfaces – Felipe Muanis

As interseções do documentário entre quadrinhos cinema

(IMACS: Pratiques des nouveaux médias et culture des images)

 

Ementa

O documental se desenvolveu nos últimos anos como um sólido gênero de quadrinhos. Suas estratégias e operações vêm do cinema, da televisão, da ilustração, do jornalismo, com muitas possibilidades de influências e hibridizações. Entender o processo dos quadrinhos documentais também ajudam a tensionaralguns cânones do documentário no cinema, como representação da imagem, memória e pós-memória, testemunho, intensidade, presença e fabulação. Nesta discussão, alguns modelos de cinema como o documentário animado e o documentário interativo podem propor um conhecimento mais amplo dos discursos documentais.

 

The documentary comics have risen in the last years as a strong comics genre. The strategies and operations from it come from cinema, television, illustration, and journalism with many possibilities of influences and hybridizations. Understand the documentary comics process also helps to stress some canons of the documentary on cinema, like image representation, memory, and post-memory, testimony, intensity, presence, and fabulation. In such discussion, some essential modes of cinema like the animated documentary and interactive documentary also helps to point to a broad understanding of documentary discourses.

 

Bibliografia

ADAMS, Jeff. Documentary Graphic Novels and Social Realism. Bern: Peter Lang,

2008.

BARNOUW, Erik. El documental. Barcelona: Gedisa, 1993.

BENJAMIN, Walter. Magia e técnica, arte e política. São Paulo: Brasiliense, 1994.

BERGSON, Henri. Matéria e Memória. Ensaio da relação do corpo com o espírito. São

Paulo: Martins Fontes, 2010.

BURKE, Peter. Testemunha Ocular: história e imagem.Baurú: EDUSC, 2004.

CHUTE, Hillary. Disaster Drawn: visual witness, comics, and documentary form.

Cambridge: Harvard, 2016.

DIDI-HUBERMAN, Georges. Imágenes pese a todo: memoria visual del holocausto.

Barcelona: Paidós, 2004.

DIDI-HUBERMAN, Georges. Cascas. São Paulo: Editora 34, 2017.

FLUSSER, Vilém. Filosofia da caixa preta: ensaios para uma filosofia da fotografia.

Rio de Janeiro: Reliume Dumará, 2002.

GAGNEBIN, Jean-Marie. Lembrar escrever esquecer. São Paulo: Editora 34, 2009.

GAINES, Jane; RENOV, Michael. (org.). Collecting visible evidence. Minneapolis:

University of Minnesota, 1999.

GOMBRICH, E.H. Arte e ilusão: um estudo da psicologia da representação pictórica.

São Paulo: Martins Fontes, 1986.

GRAU, Oliver (org.). Imagery in the 21 st Century. Massachusetts: MIT, 2013.

GRÜNEWALD, Dietrich (org.). Der Dokumentarische Comic: reportage und Biografie.

Essen: Christian A. Bachmann, 2013.

GUIMARÃES, César; FRANÇA, Vera. Na mídia, na rua: narrativas do cotidiano. Belo

Horizonte: Autêntica, 2006.

GUZMÁN, Patricio. Filmar o que não se vê: um modo de fazer documentários. São

Paulo: Sesc, 2017.

HIRSCH, Mariane. The generation of Postmemory: writing and visual culture after the

holocaust. New York: Columbia University, 2012.

HUYSSEN, Andreas.Present Past: urban palimpsests and the politics of memory.

Stanford: Stanford University, 2003.

JOLY, Martine. La interpretación de la imagen: entre memoria, estereotipo y seducción.

Barcelona: Paidós, 2003.

LEVI, Primo. Os afogados e os sobreviventes: os delitos, os castigos, as penas, as

impunidades. São Paulo: Paz e Terra, 2006.

MELO, Cristina Teixeira Vieira de. O documentário como genero audiovisual. In: XXV

Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, 2002, Salvador. Anais do XXV

Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, 2002. v. 1.

MICKWITZ, Nina. Documentary Comics: graphic truth-telling in a Skeptical age.

Hampshire: Palgrave-Macmillan, 2016.

ODIN, Roger. Filme documentário, leitura documentarizante. In: Significação: São

Paulo: ano 39, no. 37, p. 10-30.

NICHOLS, Bill. Introdução ao documentário. Campinas: Papirus, 2005.

PASAMONIK, Didier; KOTEK, Joël. Shoah et bande dessinée: l’image au service de la

mémoire. Paris: Éditions Denoël, Mémorial de la Shoah, 2017.

PIEDRAS, Pablo. El cine documental en primera persona. Buenos Aires: Paidós, 2014.

RAMOS, Fernão. O que é Documentário? in: RAMOS, Fernão; CATANI, Afrânio

(orgs.). Estudos de Cinema SOCINE 2000, Porto alegre, Editora Sulina, 2001, pp.

192/207.

RANCIÈRE, Jacques. A partilha do sensível: estética e política. São Paulo: Editora 34,

2009.

RICOEUR, Paul. A memória, a história, o esquecimento. Campinas: Unicamp, 2007.

SALGADO, Gilberto. Fabulação e Fantasia. Juiz de Fora: UFJF, 2005

SARLO, Beatriz. Tempo Passado. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

SIBILIA, Paula. O show do eu: a intimidade como espetáculo. Rio de Janeiro:

Contraponto, 2016.

SIMONT, Juliette. Claude Lanzmann: un voyant dans le siècle. Paris: Gallimard, 2017.

SONTAG, Susan. Diante da dor dos outros. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.

TURNER, Graeme. Ordinary People and the Media. New Delhi: Sage, 2010.

VERGUEIRO, Waldomiro; RAMOS, Paulo; CHINEN, Nobu. (org.). Enquadrando o

real. São Paulo: Criativo, 2016.

WIKINSKI, Mariana. El trabajo del testigo: testimonio y experiencia traumática.

Aldrogué: La Cebra, 2016.

WINSTON, Brian. Claiming the real: the documentary film revisited. London: BFI,

1999.

WINSTON, Brian; VANSTONE, Gail; CHI, Wang. The act of documenting:

documentary Film in the 21 st Century. New York: Bloomsbury, 2017.

ZUNZUNEGUI, Santos. Pensar la imagen. Madrid: Cátedra, 2003.

 

Tópicos em Artes, Cultura e Linguagens V – João Queiroz

Criatividade e tradução intersemiotica (4 encontros, 1 credito)

Ementa

Gertrude Stein traduziu as abordagens protocubistas e cubistas de Cézanne e Picasso para literatura; Kandinsky traduziu os métodos de Arnold Schoenberg para pintura; Morton Feldman traduziu os procedimentos formais do expressionismo abstrato para música; Paul Klee traduziu estruturas musicais da polifonia para pintura; Augusto de Campos traduziu os modelos de Anton Webern para poesia visual. A tradução intersemiótica é uma ferramenta antecipatória, generativa e metassemiótica que se aproveita da iconicidade (auto-referencialidade semiótica) para transformar espaços conceituais e estruturas de problemas, nas artes. Como técnica antecipatória, ela funciona como uma ferramenta preditiva de novos e surpreendentes padrões de eventos e processos. Ao mesmo tempo, ela funciona como um modelo generativo, fornecendo informações novas, inesperadas e surpreendentes ao sistema de destino (target system) e fornecendo resultados concorrentes que permitem ao sistema gerar instâncias candidatas. Como ferramenta metassemiótica, a tradução intersemiótica cria um processo de nível superior (meta-level process). Vou detalhar semioticamente este fenômeno, e explorar analiticamente diversos casos, de Stein e Kandinsky a Cunningham, Feldman e Campos.

 

Bibliografia

– Queiroz, J.; Atã, P.  2019. Intersemiotic Translation, Cognitive Artefact, and Creativity. Adaptation (Oxford). https://doi.org/10.1093/adaptation/apz001 

– Fernandes, A.; Queiroz, J. 2019. Relação foto-poesia em fotolivros de literatura: uma análise do Quarenta Clics em Curitiba. Rev. Estud. Ling., Belo Horizonte, aop14076.2019, 1-30. http://www.periodicos.letras.ufmg.br/index.php/relin/article/view/14076/pdf

– Aguiar, D.; Collin, L. & Queiroz, J. (eds.) (2018) Ao Vires Isto: Gertrude Stein em Tradução. Kotter Editorial. https://kotter.com.br/loja/ao-vires-isto/

– Vitral, L.; Queiroz, J. 2018. Palast der Republik – Iconically Modeling a Demolition Process. Semiotica. https://www.degruyter.com/view/j/semi.2018.2018.issue-224/sem-2016-0029/sem-2016-0029.xml

– Queiroz, J.; Ata, P. 2018. Intersemiotic Translation as an Abductive Cognitive Artifact. In: Kobus Marais and Reine Meylaerts (eds.). Complexity Thinking in Translation Studies: Methodological Considerations. Taylor & Francis. pp. 19-32.

 

 

 

Tópicos em Artes, Cultura e Linguagens III – Luís Alberto Rocha Melo

Ementa: Este curso pretende compreender as dimensões ideológicas que envolvem a história e a historiografia do cinema no Brasil, no que se refere aos elementos estilísticos e autorais. O curso está dividido em dois módulos, e nosso percurso será mediado pelo conceito de historiografia audiovisual, isto é, o estudo de filmes que apresentam como tema o próprio cinema, e pelo conflito entre duas perspectivas estéticas, quais sejam, o “realismo” e o “intimismo”.
Módulo 1
Historiografia audiovisual: teoria das formas visuais e sonoras

Tomando como ponto de partida o longa-metragem em Super 8 O insigne ficante
(Jairo Ferreira, 1980), realizado sob o impacto de uma das principais obras de vanguarda do cinema brasileiro silencioso, o filme Limite (Mário Peixoto, 1930), o curso apresentará e discutirá noções de marginalidade, realismo, intimismo, identidade nacional e experimentalismo a partir de longas-metragens como o próprio Limite, A mulher de longe (Lúcio Cardoso, 1949), Porto das Caixas (Paulo César Saraceni, 1962), A margem (Ozualdo Candeias, 1967) e Orgia, ou o homem que deu cria (João Silvério Trevisan, 1970), entre outros.
Módulo 2
Historiografia audiovisual: história das formas visuais e sonoras
Desde os anos 1930 até a contemporaneidade, foram realizados inúmeros títulos documentais ou ficcionais de curta, média e longa-metragem, que se preocuparam em representar o meio cinematográfico ou em contar a história do cinema no país. Qual seria o possível impacto desses filmes na construção de novos discursos historiográficos sobre o cinema? Este módulo está voltado para a história do cinema “escrita” pelos filmes, a partir de múltiplas perspectivas, desde o panorama cronológico mais tradicional até o filme-ensaio e as biografias de cineastas, técnicos e atores, passando por recortes mais específicos, como movimentos, filmografias, gêneros e estilos.

Referências bibliográficas

ALLEN, Robert C. & GOMERY, Douglas. Teoría e práctica de la historia del cine. Barcelona: Paidós, 1996.
AUTRAN, Arthur. O pensamento industrial cinematográfico brasileiro. São Paulo: Hucitec Editora, 2013.
BERNARDET, Jean-Claude. Cinema brasileiro: propostas para uma história (segunda edição revista e ampliada). São Paulo: Cia de Bolso, 2009.
______. Historiografia clássica do cinema brasileiro. São Paulo: Annablume, 1995.
______. “A migração das imagens”. In: TEIXEIRA, Francisco Elinaldo (org).

Documentário no Brasil: tradição e transformação. São Paulo: Summus, 2004, pp. 69- 79.
BORDWELL, David. “Estudos de cinema hoje e as vicissitudes da grande teoria”. In: RAMOS, Fernão (org) Teoria contemporânea do cinema. Pós-estruturalismo e filosofia analítica. (Vol. I). São Paulo: Senac, 2005, pp. 25-70.
FERRO, Marc. Cinema e História. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992.
GOMES, Paulo Emílio Salles. “Panorama do cinema brasileiro: 1896/1966” In: ______. Cinema: trajetória no subdesenvolvimento. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1980, pp. 35-79.
HOLANDA, Karla e TEDESCO, Marina (orgs). Feminino e plural: mulheres no cinema brasileiro. Campinas: Papirus, 2017.
LAGNY, Michèle. Cine e historia: problemas y métodos en la investigación cinematográfica. Barcelona: Bosch Casa Editorial, 1997.
MELO, Luís Alberto Rocha. “La Dama de las Camelias, Carnaval Atlântida y la ilusión industrialista”. In: VILLARROEL, Mónica (org). De Ruiz a la utopía contemporánea en el cine chileno y latinoamericano. Santiago de Chile: LOM, 2017a, pp. 91-101.
______. “Historiografia Audiovisual: a história escrita pelos filmes”. Revista ARS. Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da ECA – Universidade de São Paulo, v. 14, nº 28. São Paulo: 2016a, pp. 221-245. (http://www.revistas.usp.br/ars/article/view/122967)
______. “Imágenes en conflicto: historiografía y apropiaciones del pasado em Panorama do cinema brasileiro”. In: VILLARROEL, Mónica (org). Memorias y representaciones en el cine chileno y latinoamericano. Santiago de Chile: LOM, 2016b, pp. 79-87.
MORETTIN, Eduardo. “O cinema como fonte histórica na obra de Marc Ferro”. In:
CAPELATO, Maria Helena et al (orgs). História e cinema: dimensões históricas do audiovisual. São Paulo: Alameda, 2007, pp. 39-64.
PAIVA, Samuel e SCHVARZMAN, Sheila. Viagem ao cinema silencioso do Brasil. Rio de Janeiro: Azougue, 2011.
PARANAGUÁ, Paulo Antônio. Le cinéma en Amérique Latine: le miroir éclaté, historiographie et comparatisme. Paris: L’Harmattan, 2000.
______.Tradición y modernidad en el cine de América Latina. Madri: Fondo de Cultura Económica, 2003.
PAZ, Octavio. Os filhos do barro. São Paulo: Cosac Naify, 2013.
RAMOS, Fernão Pessoa; SCHVARZMAN, Sheila (org). Nova história do cinema brasileiro. Vols. 1 e 2. São Paulo: Sesc, 2018.
ROCHA, Glauber. Revisão crítica do cinema brasileiro. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1963.
VIANY, Alex. Introdução ao cinema brasileiro. Rio de Janeiro: Instituto Nacional do Livro, 1959.
______. O processo do Cinema Novo. AVELLAR, José Carlos (org). Rio de Janeiro: Aeroplano, 1999.

 

 

2nd Semester 2019 (3rd IMACS semester)

The cinema between realism and intimacy: avant-garde, traditions and cleavages

(Théories des formes visuelles et sonores – Module nº 11)

 

Onwards the Brazilian Super8 feature film O insigne ficante (The insigni ficant, Jairo Ferreira, 1980), filmed after the impact one of the most important Brazilian avant-garde silent film, Limite (Limit, Mário Peixoto, 1930), this module will discuss from theory from Octavio Paz and François Albera, the notions of avant-garde and avant-garde’s dawn, as the “rupture of tradition”. The discussions surrounding realism will come from Andre Bazin, David Bordwell, and Glauber Rocha; relations of national identity and intimism from Marilena Chaui, Renato Ortiz e Carlos Nelson Coutinho. Brazilian films as Limite, A mulher de longe (The woman from away, Lúcio Cardoso, 1949), Porto das Caixas (Caixas’ harbour, Paulo César Saraceni, 1962), A margem (The margin, Ozualdo Candeias, 1967) e Orgia, ou o homem que deu cria (Orgy, or the man who calves, João Silvério Trevisan, 1970) will be discussed in their relations between the modern cinema and the counterculture, as the ideas about marginality and experimentalism on cinema.

 

 

Introdution to an audiovisual Brazilian historiography

(Histoires des formes visuelles et sonores – Module nº 12)

 

From the 1930’s until our times were made many documentaries, short and feature films, which were concerned to represent the cinema environment or to tell the Brazilian cinema history. What is the practical impact of these films on building new historiographic discourses about cinema? This module turns to the cinema history “written” by films, from multiple perspectives, since the more traditional chronological landscape until the essay film and filmmakers, technicians and actors biographies, going to more specific approaches like movements, filmographies, genres, and styles. From authors as Robert C. Allen and Douglas Gomery, Michèle Lagny, Jean-Claude Bernardet, Paulo Antonio Paranaguá and Timothy Corrigan we can map an initial and introductory walk around the cinematographic essays about itself.

 

Bibliography

ALLEN, Robert C. & GOMERY, Douglas. Teoría e práctica de la historia del cine. Barcelona: Paidós, 1996.

AUTRAN, Arthur. O pensamento industrial cinematográfico brasileiro. São Paulo: Hucitec Editora, 2013.

BERNARDET, Jean-Claude. Cinema brasileiro: propostas para uma história (segunda edição revista e ampliada). São Paulo: Cia de Bolso, 2009.

______. Historiografia clássica do cinema brasileiro. São Paulo: Annablume, 1995.

______. “A migração das imagens”. In: TEIXEIRA, Francisco Elinaldo (org). Documentário no Brasil: tradição e transformação. São Paulo: Summus, 2004, pp. 69-79.

BORDWELL, David. “Estudos de cinema hoje e as vicissitudes da grande teoria”. In: RAMOS, Fernão (org) Teoria contemporânea do cinema. Pós-estruturalismo e filosofia analítica. (Vol. I). São Paulo: Senac, 2005, pp. 25-70.

FERRO, Marc. Cinema e História. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992.

GOMES, Paulo Emílio Salles. “Panorama do cinema brasileiro: 1896/1966” In: ______. Cinema: trajetória no subdesenvolvimento. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1980, pp. 35-79.

HOLANDA, Karla e TEDESCO, Marina (orgs). Feminino e plural: mulheres no cinema brasileiro. Campinas: Papirus, 2017.

LAGNY, Michèle. Cine e historia: problemas y métodos en la investigación cinematográfica. Barcelona: Bosch Casa Editorial, 1997.

MELO, Luís Alberto Rocha. “La Dama de las Camelias, Carnaval Atlântida y la ilusión industrialista”. In: VILLARROEL, Mónica (org). De Ruiz a la utopía contemporánea en el cine chileno y latinoamericano. Santiago de Chile: LOM, 2017a, pp. 91-101.

______. “Historiografia Audiovisual: a história escrita pelos filmes”. Revista ARS. Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da ECA – Universidade de São Paulo,  v. 14, nº 28. São Paulo: 2016a, pp. 221-245. (http://www.revistas.usp.br/ars/article/view/122967)

______. “Imágenes en conflicto: historiografía y apropiaciones del pasado en Panorama do cinema brasileiro”. In: VILLARROEL, Mónica (org). Memorias y representaciones en el cine chileno y latinoamericano. Santiago de Chile: LOM, 2016b, pp. 79-87.

MORETTIN, Eduardo. “O cinema como fonte histórica na obra de Marc Ferro”. In: CAPELATO, Maria Helena et al (orgs). História e cinema: dimensões históricas do audiovisual. São Paulo: Alameda, 2007, pp. 39-64.

PAIVA, Samuel e SCHVARZMAN, Sheila. Viagem ao cinema silencioso do Brasil. Rio de Janeiro: Azougue, 2011.

PARANAGUÁ, Paulo Antônio. Le cinéma en Amérique Latine: le miroir éclaté, historiographie et comparatisme. Paris: L’Harmattan, 2000.

______.Tradición y modernidad en el cine de América Latina. Madri: Fondo de Cultura Económica, 2003.

PAZ, Octavio. Os filhos do barro. São Paulo: Cosac Naify, 2013.

RAMOS, Fernão Pessoa; SCHVARZMAN, Sheila (org). Nova história do cinema brasileiro. Vols. 1 e 2. São Paulo: Sesc, 2018.

ROCHA, Glauber. Revisão crítica do cinema brasileiro. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1963.

VIANY, Alex. Introdução ao cinema brasileiro. Rio de Janeiro: Instituto Nacional do Livro, 1959.

______. O processo do Cinema Novo. AVELLAR, José Carlos (org). Rio de Janeiro: Aeroplano, 1999.

 

 

 

Tópicos em Artes, Cultura e Linguagens IV – Renata Zago

História da arte como história das exposições: discursos, instituições, crítica, curadoria, acervos e arquivos.

Ementa:

A história das exposições de arte possibilita compreender singularidades de períodos artísticos, sociais, políticos e econômicos, quando relacionados a um determinado sistema da arte. Diante do pluralismo presente na arte hoje, a proposta dessa disciplina é realizar um estudo a partir da designação de exposição de arte como escrita da história da arte e como espaço de discussão entre curadores, artistas e público.

As exposições de arte que a priori eram pensadas nos campos da museologia ou da sociologia, atualmente são exploradas pela teoria e história da arte. Iniciativas recentes como o programa Recherche et Mondialisation do Centre Georges Pompidou (Paris) em 2010, que implementou um ciclo de reflexão e pesquisa com o objetivo de questionar a historicidade das exposições, seus formatos e suas práticas curatoriais, produzindo um catalogue raisonné online das exposições ocorridas na instituição; ou ainda as recentes e especializadas publicações da série Exhibition Histories, da editora inglesa Afterall, que buscaram criar uma metodologia para um novo campo de pesquisa dentro da história da arte (LAFUENTE: 2016, 13-16), surgem principalmente da consideração de que a história das exposições ainda se mostra um campo pouco explorado. Nos últimos dez anos, novas pesquisas foram editadas, entre as quais: L’art: une histoire d’expositions de Jérôme Glicenstein (2009); Salon to Biennial: Exhibitions That Made Art History de Bruce Altshule (vol.1 de 2008 e o segundo vol. referente ao período de 1962-2002, publicado em 2013); Quand l’oeuvre a lieu: l’art exposé et ses récits autorisés de Jean-Marc Poinsot (2008).  No Brasil, foi organizado um colóquio, em 2014, pelo Grupo de Pesquisa História da Arte: modos de ver, exibir e compreender (Ana Cavalcanti, Maria de Fátima Morethy Couto, Marize Malta e Emerson Dionísio Gomes de Oliveira) e posteriormente um livro Histórias da arte em exposições: modos de ver e exibir no Brasil, publicado em 2016.

 

Bibliografia:

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