UFJF - Universidade Federal de Juiz de Fora

1º semestre 2019

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GRADE DE HORÁRIO – 1º SEMESTRE 2019

 

 

                

Terça-feira

 

Quarta-feira

 

Quinta-feira

Tópicos em Artes, Cultura e Linguagens I  (2039011) –  Zaven Paré

MANHÃ

(08h as 12h)

 

 

Desenvolvimento de projetos em Música e Interartes (2039031) – Fabrício Carvalho e Rosane Preciosa

 

 

NOITE

(18h às 22h)

Narrativas em Cinema e Audiovisual (2039019) – Christian Pelegrini

TARDE

(14h às 18h)

 

 

Teorias da Cultura e da Arte  (2039020) –  Maria Lucia e Elisabeth Murilho

 

TARDE

(14h às 18h)

 

Tópicos em História da Arte (2039025 )  – Raquel Quinet

 

 

MANHÂ

(08h às 12h)

Estudos Avançados da Imagem e Som (2039001)  – Alessandra Brum

 

 

TARDE

(14h às 18h)

Tópicos em Artes, Cultura e Linguagens V  – Juliana Schmitt

Disciplina de 1 crédito nos dias 01 a 05 de abril

NOITE (18h às 21h)

 

Obs.:

As disciplinas destacadas na cor verde são obrigatórias para alunos do MESTRADO e DOUTORADO.

 

 

Ementas e Bibliografia:

 

Tópicos em Artes, Cultura e Linguagens I –  ARTES E TECNOLOGIAS
EMENTA: Este curso propõe uma perspectiva da história da arte a partir de uma reflexão sobre as inovações técnicas e tecnológicas usadas para criar efeitos especiais em diferentes formas de expressões artísticas, especialmente aquelas que se manifestam na forma de instalações, eventos ou acontecimentos, happenings, arte participativa ou interativa. Pretende-se analisar vários tipos de experimentações, de práticas e usos de técnicas, muitas vezes iniciadas por cientistas, engenheiros ou artesãos e apropriadas por artistas, no decorrer do tempo, em diversas modalidades. É proposta, assim, uma verdadeira arqueologia das inovações ao serviço das técnicas artísticas mais próximas de um sabe r tecnológico, tentando construir uma reflexão crítica sobre elas. 
Bibiografia:
AGAMBEN, G. O que é um dispositivo? Chapecó:  Argos, 2014.

BEUKERS, A. & VAN HINTE, E. Light-ness, Rotterdam: 010 Publisher, 1999.
BRUNEL, D. Le grand livre des feux d’artifice. Paris: CNRS Éditions,  2004.

CARROUGES, M., Les machines célibataires, Paris: Musée des Arts décoratifs, 1976.

COMMENT, B. Le 19ème siècle des panoramas. Paris: Adam Biro, 1993.
DE LA METTRIE, J-O. L’homme Machine, Paris: Gallimard, 1999.
EWBANK, T. A Descriptive and Historical Account of Hydraulic and Other Machines for Raising Water. New York: Publisher D. Appleton and Company, 1842.
FUCHS, P. Le Traité de la réalité virtuelle. Paris: Presse des Mines, 2006.
GELL, A., “The Technology of Enchantment and the Enchantment of Technology”, in

GOLDBERG, R. La Performance: du futurisme à nos jours. London: Thames & Hudson, 2012.

HOPKINS, A A., Magic, Stage Illusions, Special Effects and Trick Photography, New York: Dovers Publications, 1976.
KARGON R. H. et allii. World’s Fairs on the Eve of War: Science, Technology, and Modernity, 1937-1942. Pittsburg: University of Pittsburgh Press, 2015.
MALTHÊTE, J. & MARIE, M. Georges Méliès, l’illusionniste fin de siècle ? < span style=”font-family:”Times New Roman”, serif”>Paris: Presses Sorbonne Nouvelle, 1997.
MANOVITCH, L., The language of New Media, New York : Leonardo Books, 2002.
MORRIS, C., 9 Evenings Reconsidered: Art, Theatre, and Engineering, 1966, Cambridge: The MIT Press, 2008.
PAUL, C., Digital Art, London: Thames & Hudson, 2008.
POLIERI, J. Scénographie Nouvelle, in Aujourd’hui, Art et Architecture, n°42-43, Paris, 1963.

POPPER, F. Electra: l’électricité et l’électronique dans l’art du XXe siècle. 

ROUSIER, C. Oskar Schlemmer: l’homme et la figure de l’Art. Paris: CND, 2001.        

SONREL, P. Traité de scénographie. Paris: Lieuter, 1943.

TOMPKINS, C., The Bride and the Bachelors: Five Masters of the Avant-garde, New York: Viking Press, 1968.

YOUNGBLOOD, G. Expanded Cinema. New York:  P. Dutton & Co.,1970.

 

 

Desenvolvimento de projetos em Música e Interartes

EMENTA: O principal propósito desta disciplina é exibir e discutir produções artísticas, modelos e teorias, que recentemente investigam as relações entre diversas linguagens artísticas, entre processos e obras de arte, e entre dois ou mais sistemas de linguagem. A disciplina inclui em seu escopo de abordagens as atividades musicais criativas incluindo “música e novas mídias”, “música e outras artes”, “música, ciência e tecnologia”.

Bibliografia:

Aguiar, D.; Queiroz, J. (orgs.) Tradução, Transposição e Adaptação Intersemióticas. São Paulo: Pedro & João Editores.

Beckett, Samuel. O despovoador. Mal visto mal dito. São Paulo: Martins Fontes, 2008.

Clüver, Claus 2011. Intermidialidade. Pós 1 (2): 8-23.

Clüver, Claus 2006. Da Transposição Intersemiótica. In: Márcia Arbex (org.), Poéticas do visível: ensaios sobre a escrita e a imagem. Belo Horizonte: Programa de Pós-Graduação em Letras – Estudos Literários, 107-166.

Kissane, Seán (ed.) 2010. Vertical thoughts: Morton Feldman and the visual arts. Dublin: Irish Museum of Modern Art.

Queiroz, João and Daniella Aguiar 2015. C. S. Peirce and Intersemiotic Translation. In: Peter Pericles Trifonas (ed.), International Handbook of Semiotics. Netherlands: Springer, 201-215.

Rajewsky, Irina 2005. Intermediality, Intertextuality, and Remediation: A Literary Perspective on Intermediality. Intermédialités 6: 43-64.

 

Narrativas em Cinema e Audiovisual

EMENTA: Trata do estudo dos conteúdos narrativos em cinema e audiovisual enfocando as estratégias de construção do discurso e suas relações com modelos de produção e suporte tecnológico dos meios. Abrange tanto o campo do cinema de ficção como do documentário, abordando questões relacionadas a estética, teoria, história e gêneros ficcionais. 

Bibliografia:

AUMONT, Jacques. O cinema e a encenação. Lisboa: Texto & Grafia, 2008.

BAZIN, André. O cinema: ensaios. São Paulo: Editora Braziliense, 1991.

BELLOUR, Raymond. Entre-imagens. Campinas: Papirus Editora, 1997.

BERNARDET, Jean-Claude. Brasil em tempo de cinema. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

BORDWELL, David. Narration in the fiction film. Wisconsin: University of Wisconsin Press, 1985.

CARRIÈRE, Jean-Claude; BONITZER, Pascal. Prática do Roteiro Cinematográfico. São Paulo: JSN Editora, 1996.

CHATMAN, Seymour. Story and discourse. Ithaca and London: Cornell University Press, 1978.

CHION, Michel. L’audio-vision, son et image au cinema. Paris: Armand Colin, 2005.

COSTA, Flávia Cesarino. O primeiro cinema: espetaculo, narração, domesticação. Rio de Janeiro: Azougue Editorial, 2005.

GAUDREAULT, André; JOST, François. A narrativa cinematográfica. Brasília: UNB, 2010.

GOSCIOLA, Vicente. Roteiro para as novas midias: do cinema as midias interativas. São Paulo: SENAC, 2008.

MACHADO, Arlindo. Pré-cinemas, pós-cinemas. Campinas: Papirus Editora, 1997.

MANOVICH, Lev. Language of new media. Massachusetts: MIT Press, 2002.

METZ, Christian. A significação no cinema. São Paulo: Editora Perspectiva, 1977.

PLANTINGA, Carl R.. Rhetoric and representation in nonfiction film. Cambridge, Cambridge University Press, 1997.

RAMOS, Fernão Pessoa. Teoria contemporânea do cinema (vol. I e vol. II). São Paulo: Editora Senac, 2005.

RICOEUR, Paul. Tempo e narrativa (vol.II). São Paulo: Martins Fontes, 2010.

ROSEN, Phillip. Narrative, apparatus, ideology: a film theory reader. New York: Columbia University Press, 1986. 

 

 

Teorias da Arte  

EMENTA: Essa disciplina tem por objetivo discutir a arte e a cultura a partir de múltiplos olhares da história da arte e das ciências sociais, procurando analisar os vários significados e sentidos que os dois conceitos podem assumir a partir de contextos sociais e políticos distintos. Assim, a disciplina pretende levar o aluno a refletir sobre as práticas culturais e artísticas contemporâneas, oferecendo elementos para um debate crítico.

Bibliografia:

BOURDIEU, Pierre. A Distinção. Porto Alegre, Zouk, 2011.

CLARK, T. J., A pintura da vida moderna. Paris na arte de Manet e de seus seguidores. São Paulo: Companhia das Letras, 2004. Capítulo 4, Um bar no Folies- Bergère.

___________, Jackson Pollock ‘s Abstration. In Serge Guilbaut (org.), Reconstructing Modernism. Art in New York, Paris and Montreal 1945-1964. Cambridge/London: MIT Press, 1990.

CLIFFORD, James. Coleccionando arte e cultura.IN Ana Gabriela Macedo e Francesca Raynes,  Gênero, Cultura Visual e Performance. Antologia Crítica. Minho: Universidade do Minho/Ed. Humus, 2011.  

CROW, Thomas. Modernism and Mass Culture in the Visual Arts, Fashioning the New York School e Saturday Disasters:Trace and Reference in Early Warhol in Thomas Crow, Modern Art in the Common Culture, New Haven/London; Yale University Press, 1996.

GIDDENS, Anthony. A transformação da intimidade. Campinas, Unesp, 2003.

HARVEY, David. A condição pós-moderna. São Paulo, Loyola, 1992.

POLLOCK, Griselda. Visión y Diferencia. Feminismo, feminidad e histórias da arte. Buenos Aires: Fiordo, 2013.

 

 

Tópicos em História da Arte

EMENTA: O curso pretende investigar as premissas filosóficas e teóricas que orientam a crítica de arte de Murilo Mendes. Propõe refletir sobre alguns pontos fundamentais de seu pensamento estético e histórico como a oposição entre razão e sensibilidade, a educação estética, a função social da arte e a crise da arte na cultura moderna. Busca, sobretudo, identificar na obra “Invenção do Finito”, seu livro de crítica de arte, afinidades com o pensamento estético de Mario Pedrosa e Giulio Carlo Argan.

Bibliografia:

ARGAN, Giulio Carlo. Salvezza e caduta nell’arte moderna. Studi e note II.

Milano: Il Saggiatore, 1964.

ARGAN, Giulio Carlo. Arte Moderna. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.

HUSSERL, E. A Crise da Humanidade Européia e a Filosofia. Covilhã:

LusoSofia Press, 2008. (disponível em lusofia.net)

MENDES, Murilo. Invenção do Finito; in: Murilo Mendes, poesia completa e

prosa. (org. Luciana Stegnano Pichio) Rio de janeiro: Nova Aguilar, 1994, v4.

NOVALIS. Fragmentos de Novalis. Lisboa: Assirio &amp; Alvim, 2000.

PEDROSA, Mario. Arte, necessidade vital. Rio de Janeiro: Casa do Estudante,

1949.

PEDROSA, Mario. Mundo, Homem, Arte em Crise. São Paulo: Perspectiva,

1975.

SCHILLER, Friedrich. Poesia Ingênua e sentimental. São Paulo: Iluminuras,

1991.

 

 

Estudos Avançados da Imagem e Som

EMENTA: Este curso tem por objetivo propor uma reflexão sobre as questões metodológicas e de abordagens que envolvem a relação cinema e história, em diálogo constante com as tradições e transformações no campo de análise. Às questões relativas à estética, teoria e História e historiografia do cinema entendidas em um complexo cultural que possibilite a ampliação das possibilidades de se lidar com o cinema como fonte de pesquisa.

Bibliografia:

AMADO, Janaina (org.). Usos e abusos da historia oralSão Paulo: FGV, 2006.

ASTRUC, Alexandre. Naissance d`une nouvelle avant-garde: la caméra-stylo. L`Écran Français, n.144, 30 mars 1948.

AUMONT, Jacques. Moderno? Por que o cinema se tornou a mais singular das artes. Campinas: Papirus, 2008.

BAECQUE, Antoine de. Cinefilia. Invenção do Olhar, história de uma cultura, 1944-1968. São Paulo: Cosac e Naif, 2010.

BAZIN, André. O que é o Cinema? Cinema, Teatro e modernidade. São Paulo: Cosac e Naif, 2014.

BESSIÈRE, Irène; GILI, Jean A (Org.). Histoire du Cinéma. Problématique des sources. Paris, 2002.

BERNARDET, Jean-Claude. A Entrevista. In: Cineastas e imagens do povo. São Paulo: Companhia das Letras, 2003, p.281-296.

BORDEWELL, David. Figuras Traçadas na Luz. A Encenação no cinema. Campinas: Papirus, 2008.

_________________. Sobre a História do Estilo Cinematográfico. Campinas: Editora Unicamp, 2013.

_________________. Estudos de cinema hoje e as vicissitudes da grande teoria. In: RAMOS, Fernão (Org.).Teoria contemporânea do Cinema: pós-estruturalismo e filosofia analítica. São Paulo: Senac, 2005, p.25-70. Vol.I.

CHARNEY, Leo R.; SCHWARTZ, Vanessa (org.) O cinema e a invenção da vida moderna. Trad. Regina Thompson. São Paulo: Cosac & Naif Edições, 2001.

COUTINHO, Eduardo. O cinema documentário e a escuta sensível da alteridade. In: Projeto História, São Paulo, n.15, p. 165-191, abril de 1997.

ELSAESSER, Thomas; HAGENER, Malte. Teoria do Cinema. Uma Introdução através dos Sentidos. Campinas: Papirus, 2018.

FERRO, Marc. Cinema e História. São Paulo: Paz e Terra, 2010.

GARDIES, René (Org.). Compreender o cinema e as imagens. Lisboa: Edições Texto & Grafia, 2008.

MORETTIN, Eduardo Victorio. O Cinema como fonte histórica na obra de Marc Ferro. In: História: Questões & Debates, Curitiba, n.38, p. 11-42, 2003.

NICHOLS, Bill. Introdução ao documentário. Campinas: Papirus Editora, 2005.

OLIVEIRA JR., Luiz Carlos. A Mise en scène no cinema. Do clássico ao cinema de fluxo. Campinas: Papirus, 2013.

RAMOS, Fernão. Mas afinal… o que é mesmo documentário?. São Paulo: Editora

      SENAC, 2008.

RICŒUR, Paul. “Três sujeitos de atribuição da lembrança: eu, os coletivos, os próximos”. In A memória, a história, o esquecimento. Campinas: Editora da Unicamp, 2007.

SHOAHAT, Ella; STAM, Robert. Do Eurocentrismo ao policentrismo. In: Crítica da Imagem Eurocêntrica. São Paulo: Cosac e Naif, 2006, p.37-88.

VOLDMAN, Daniéle. A invenção do depoimento oral. In: FERREIRA, Mariana de Moraes e

VÉRAY, Laurent. Les images d`archives face à L`Histoire. Paris:CNDP-CRDP, s/d.

XAVIER, Ismail. Cinema: revelação e engano. In: O Olhar e a Cena. São Paulo: Cosac&Naify, 2003, p.31-58

 

 

Tópicos em Artes, Cultura e Linguagens V  – A morte e o morrer no Ocidente: Narrativas, imagens, práticas culturais.

Creditação: 1 crédito

Carga horária: 15hrs

Data: 1 a 5 de abril (5 encontros de 3h/a, período noturno)

 

 

EMENTA: A historiografia da Morte a partir da década de 1970: principais autores, obras e conceitos. O panorama atual das pesquisas.  O imaginário macabro da Baixa Idade Média e suas manifestações nos gêneros “Danças Macabras”, “Triunfos da Morte” e “O encontro dos três vivos com os três mortos”. Estabelecer suas origens, motivações e características e traçar suas ramificações nos séculos seguintes, até a literatura do Romantismo. Configurações e contexto do luto burguês do século XIX. O surgimento do cemitério urbano e laico como representante de um novo entendimento sobre a morte. A arte tumular. As fotografias post-mortem. O vestuário de luto, suas normas, períodos e importância. O Dia dos Mortos no México: festa e sincretismo religioso. A noção de morte na contemporaneidade de acordo com os debates mais recentes e as narrativas ficcionais de um futuro utópico.

 

Avaliação: Cada aluno desenvolverá um artigo científico (até 10 páginas e normas ABNT) com o tema de sua preferência, desde que se relacione com os estudos sobre a morte e/ou os assuntos tratados no curso.

Plano de aulas:

 

Primeiro encontro:

– Apresentação do curso.

– A historiografia da Morte: principais autores, obras e conceitos. O panorama atual das pesquisas.

 

Segundo encontro:

– O imaginário macabro da Baixa Idade Média: Danças Macabras, Triunfos da Morte, O encontro dos três vivos com os três mortos. Origens, motivações e características. Suas ramificações nos séculos seguintes, até a literatura do Romantismo.

 

Terceiro encontro:

– Configurações e contexto do luto burguês do século XIX. O surgimento do cemitério urbano e laico como representante de um novo entendimento sobre a morte. A arte cemiterial. As fotografias post-mortem. O vestuário de luto, suas normas, períodos e importância.

 

Quarto encontro:

– O Dia dos Mortos no México: festa e sincretismo religioso. Depoimento e registros da celebração.

 

Quinto encontro:

– A morte na contemporaneidade: debates e utopias.

– Avaliação da disciplina: orientações e escolha de temas.