UFJF - Universidade Federal de Juiz de Fora

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GT.01.: Religião, Literatura e Filosofia

Coordenação: Rafael de Castro Lins e Aline Leite Grunewald

Grupo de Trabalho de Religião, Literatura e Filosofia objetiva reunir pesquisadores, alunos e professores que versem sobre as temáticas da religião, da literatura e da filosofia – sem se restringir tão somente aos autores russos; constituindo-se assim um ambiente plural de reflexão e debate, cujo fim é promover e partilhar investigações de cunho acadêmico e artístico que contemplem as interfaces destas grandes áreas do conhecimento. Nesse sentido, o Grupo de Trabalho se desenvolve sobre a vasta extensão da literatura e da filosofia como campo fértil onde vestígios de religiosidades podem ser observados nos seus mais diversos aspectos. Resumos que integrem estes universos e capturem matizes religiosas no espaço literário e/ou filosófico, sob o prisma conceitual/acadêmico, serão especialmente bem-vindos.

 

GT.02.: Religião, cultura e filosofia na literatura russa

Coordenação: Arlene Fernandes, Eliana Moura Carvalho Mattos e Pedro Uchôas

A literatura russa esteve, desde sua origem, intimamente relacionada às dimensões do sagrado presentes na realidade cultural de um país que confiou às letras o âmbito para a revelação da verdade divina. É ao considerar o amplo alcance desse tema que o presente grupo de trabalho busca então reunir pesquisadores, das mais variadas áreas de estudo, que possam contribuir para o debate acerca da religião, filosofia e cultura na literatura russa. Serão bem-vindos resumos que abordem diretamente a arte de literatos russos, sob diversas perspectivas de análise, bem como trabalhos que contribuam para a compreensão do contexto histórico que deu origem às ideias que guiaram suas obras.

 

GT.03.: Religião, literatura russa e Oriente

Coordenação: Isabela Barros e Ananda de Paula Ribeiro

No cenário das narrativas pós-guerra, a Rússia configurou-se como uma fonte de inspiração política, filosófica e religiosa para os países asiáticos, na medida em que denunciou, através da literatura, uma consciência fragmentada e uma perspectiva niilista sobre a condição humana e apontou para uma nova experiência filosófico-religiosa – imune a quaisquer conclusões abstratas e condicionantes da metafísica –, que se apresentou como espaço possível para solução dos problemas éticos. Nesse sentido, no Japão, o encontro dos intelectuais japoneses com pensadores ocidentais resultou na criação da Escola de Kyoto, na qual as obras de Dostoiévski tiveram importância fundamental. No caso da Índia, o sistema colonial enquanto modelador da estrutura das universidades indianas forçou o contato da Índia com os sistemas filosóficos europeus. Nesse contexto, a Rússia apresentou-se como uma alternativa crítica ao discurso racionalista/imperialista e ofereceu um auxílio importante no processo de independência do subcontinente indiano, o qual, por sua vez, ainda que nunca tenha se declarado comunista, também apoiou o bloco soviético em sua constituição. Além disso, qualquer discussão sobre a literatura russa com relação à Índia não pode deixar de fora o interesse particular de Tolstói sobre a religiosidade e a espiritualidade indiana e sua grande influência sobre Gandhi. Na China, a influência do pensamento russo também se fez presente, uma vez que os líderes da República Popular da China optaram pelo modelo político soviético de desenvolvimento agrário e industrial. Em vista do acima exposto, o presente GT aceita comunicações que vão à direção dos encontros entre a literatura russa e o oriente, principalmente no que diz respeito às narrativas políticas, religiosas e filosóficas. Serão também aceitos trabalhos que abordem a recepção da literatura russa na literatura contemporânea oriental.

 

Núcleo de Estudos da Religião em Dostoiévski e Tolstói