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Projetos

A linha de pesquisa Memória, Áfricas, Escravidão se propõe a pensar a história da África e da escravidão Atlântica, bem como das sociedades africanas pós-coloniais e do pós-abolição nas Américas. Interessa-nos a história do racismo e a temática dos passados sensíveis em sociedades coloniais e escravistas, pós-escravistas e pós-coloniais, bem como a história da escravidão atlântica e das formas pelas quais ela tem sido narrada no tempo presente. Propõe debates sobre história social; gênero, patrimônio, cultura negra, história pública e educação. Elencamos a seguir os projetos e produtos desenvolvidos pelo LABHOI/UFJF e alguns outros, diretamente relacionados, desenvolvidos no LABHOI/UFF sob coordenação da Profa. Hebe Mattos.

 

Passados Presentes: história pública, escravidão e cidadania de Moçambique a Minas Gerais.

Página do projeto coordenado por Hebe Mattos, aprovado no edital Universal da FAPEMIG 2018, com objetivo de criar e consolidar a linha de pesquisa Memória, Áfricas, Escravidão do LABHOI/UFJF. Organiza-se como um projeto integrado de pesquisa, em colaboração com diversos outros laboratórios da UFJF, voltado para um estudo comparado de alguns aspectos da diáspora africana engendrada pelo tráfico (já ilegal) de escravizados africanos  para o Brasil no segundo quartel do século 19 e das formas como a memória dessa experiência de violência tem sido politicamente interpretada em termos de relações de trabalho, processos de racialização e direitos de cidadania nos dois lados do Atlântico, ao longo dos séculos 19 e 20, enfatizando os casos de Moçambique e da Zona da Mata Mineira.

 
 
O LAB Afrikas é um projeto de iniciação cientifica que visa produzir material audiovisual sobre Africa, africanidade e racismo. O projeto está vinculado tanto à pesquisa, quanto extensão e ensino, uma vez que o interesse é produzir vídeos didáticos que podem ser utilizados no espaço escolar, nas rodas de conversa e na reflexão acadêmica. A primeira produção é a Websérie chamada “Reflexo Reverso”.
 

Passados Presentes – Memória da Escravidão no Brasil

Site do projeto de história pública, extensão e turismo de memória, coordenado por Hebe Mattos (UFJF/UFF), Martha Abreu (UFF/UNRIO) e Keila Grinberg (UNIRIO), a partir da pesquisa desenvolvida desde 2005 com as comunidades envolvidas, sob coordenação de Hebe Mattos e Martha Abreu. No século 19, estima-se que cerca de dois milhões e meio de africanos tenham desembarcado no Brasil. No Rio de Janeiro, a maioria deles aportou no Cais do Valongo e depois em portos clandestinos do litoral, como a antiga fazenda do Bracuí, em Angra dos Reis, onde hoje se localiza o Quilombo do mesmo nome. Os africanos chegados viveram o resto de suas vidas nas plantações de café no Vale do Paraíba, como a antiga fazenda de São José da Serra, cujas terras hoje formam o Quilombo São José, em Valença. Abolida a escravidão, em 1888, muitos de seus descendentes migraram para as áreas urbanas do estado do Rio de Janeiro e transformaram a vida dessas cidades ao longo do século 20. A associação de jongueiros da cidade de Pinheiral, erguida em torno da antiga estação ferroviária, por onde muitos libertos chegaram, expressa esse movimento. Com o objetivo de reconhecer essas histórias e estimular o turismo de memória no Rio de Janeiro, o projeto Passados Presentes – memória da escravidão no Brasil, em parceria com as comunidades, desenvolveu quatro aplicativos para celular e construiu exposições permanentes no quilombo do Bracuí, no quilombo de São José da Serra e na cidade de Pinheiral. A sinalização turística e os memoriais a céu aberto buscam honrar as vítimas da tragédia da escravização e celebrar o patrimônio cultural negro erguido em terras brasileiras pelos que sobreviveram. Projeto de história digital, seu site engloba também um banco de dados sobre lugares de memória do tráfico atlântico de escravos e dos africanos escravizados no Brasil, em expansão. Foi uma iniciativa da Rede de Pesquisa Passados Presentes (LABHOI/UFF/UFJF) e (NUMEM/UNIRIO) em parceria com o Centro de Referência de Estudos Afro-Brasileiros do Sul Fluminense (Jongo de Pinheiral) e o Pontão do Jongo e do Caxambu. O projeto começou a ser desenvolvido em 2015, primeiro ano da Década Internacional Afro Descendente instituída pela ONU (2015-2024).

 

Passados Presentes. Memória da Escravidão e Políticas de Reparação no Brasil.

Projeto apresentado ao edital E15/2014 Cooperacão Bilateral FAPERJ/ Associação Columbia Global Center por Hebe Mattos (UFF/UFJF) e David Scott (Columbia University). Site do relatório final (2016) com publicações onlines, eventos e acesso a plataformas digitais.

 

Inventário dos Lugares de Memória do Tráfico Atlântico de Escravos e da História dos Africanos Escravizados no Brasil

Primeiro resultado do projeto de organização de um Inventário dos Lugares de Memória do Tráfico Atlântico de Escravos e da História dos Africanos Escravizados no Brasil, coordenado por Milton Guran, Martha Abreu e Hebe Mattos, no Laboratório de História Oral e Imagem (LABHOI) da Universidade Federal Fluminense, em parceria com o Comitê Científico Internacional do Projeto da UNESCO “Rota do Escravo: Resistência, Herança e Liberdade”. Reúne 100 Lugares de Memória e foi construído a partir da indicação e contribuição de diversos historiadores, antropólogos e geógrafos do país, após consultas e intensas trocas de informações. Sem essa generosa contribuição, inclusive na redação preliminar dos verbetes e indicação da bibliografia ou fontes de referência, não teria sido possível a reunião desse amplo material. A versão impressa, bilíngue, com prefácio de Aly Moussa, coordenador do Projeto Slave Route da UNESCO, está disponível em PDF na aba publicações do projeto FAPERJ/COLUMBIA.

 

Jongos, Calangos e Folias: Música Negra, Memória e Poesia

A Universidade Federal Fluminense, através do Laboratório de História Oral e Imagem (LABHOI/UFF) e do Núcleo de Pesquisa em História Cultural (NUPEHC/UFF) desenvolveu, em 2007, sob coordenação de Hebe Mattos  (UFF/UFJF) e Martha Abreu (UFF/UNIRIO), o projeto Jongos, Calangos e Folias: Memória e Música Negra em comunidades rurais do Rio de Janeiro. Com origem nas lutas dos últimos escravos pela liberdade, jongos, calangos e folias afirmam identidades negras e contribuem para uma luta política mais ampla, hoje visualizada em todo o Brasil, de combate às desigualdades raciais e culturais. O objetivo do projeto era registrar tais manifestações e a história das comunidades que as protagonizam, disponibilizando o material produzido no Acervo UFF Petrobrás Cultural de Memória e Música Negra, além de produzir material didático e historiográfico, nos termos das Diretrizes para o ensino da História da África e da Cultura Afro-Brasileira. O projeto recebeu patrocínio do Edital Petrobrás Cultural / 2005.

 

Memórias do Cativeiro: Narrativas

Iniciado por Hebe Mattos, Ana Lugão Rios e Robson Martins, em 1994, o projeto de documentação e pesquisa Memórias do Cativeiro deu origem ao acervo oral de mesmo título, depositado no LABHOI-UFF, com entrevistas genealógicas de camponeses negros das antigas áreas cafeeiras do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e do Espírito Santo. O LABHOI/UFF guarda, também, cópia da transcrição dos depoimentos de descendentes de escravos, moradores em áreas rurais do Estado de São Paulo, do acervo do projeto Memória da Escravidão em Famílias Negras de São Paulo, coordenado por Maria de Lourdes Janoti e Sueli Robles em 1987 (Centro de Apoio a Pesquisa Sérgio Buarque de Holanda – USP – caixas 1 a 16). O projeto “narrativas” identificou e editou coincidências discursivas presentes nesses diferentes acervos. A edição foi feita a partir de cinco “chaves temáticas” e está publicada no livro “Memórias do Cativeiro: família, trabalho e cidadania no pós-abolição” de Hebe Mattos e Ana Lugão Rios (RJ: Civilização Brasileira, 2005) precedida de um ensaio analítico. Ela pode ser também acessada em pdf neste sítio [chaves Temáticas] e cotejada com a transcrição integral das entrevistas ou dos principais trechos relativos à memória do cativeiro nos diferentes acervos pesquisados sobre os quais trabalhamos [Depoimentos]. Artigos acadêmicos, coleções de imagens, monografias e dissertações resultantes do desenvolvimento do projeto podem ser também acessados on line nesta página [Produtos]. O projeto resultou também no filme documentário “Memórias do Cativeiro” (40’, direção acadêmica Hebe Mattos e Martha Abreu; direção e montagem: Guilherme Fernandes e Isabel Castro), produto cultural sem fins lucrativos produzido pelo LABHOI com apoio do CNPq e da FAPERJ.