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Sobre a pesquisa

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Autor: Maria Teresa de Assunção Freitas 

 

Um pouco de nossa história: Diante de um mestrado que se iniciava na Faculdade de Educação da UFJF, interessava-nos fortalecer os trabalhos desenvolvidos no eixo: Linguagem, Conhecimento e Educação, com a criação de um grupo de pesquisa.

A oportunidade surgiu com o convite da Profª Sonia Kramer para participarmos de um projeto integrado envolvendo a PUC-RIO, UERJ, UFJF, intitulado “Cultura, Modernidade, Linguagem: leitura e escrita de professores em suas histórias de vida e formação”.

 

A vertente da pesquisa da UFJF, ligada ao projeto maior coordenado pela Profª Sonia Kramer, contou com a coordenação da Profª Maria Teresa de Assunção Freitas e a participação de quatro alunos do Curso de Mestrado em Educação da UFJ; Adiléia Freire Dianin, Jader Janer Moreira Lopes, Maria de Fátima Cavalcanti M. da Cruz e maria Teresa Scotton José; e de duas alunas do curso de Pedagogia da Faculdade de Educação da UFJF; Ana Paula de Oliveira Guedes e Rosa Maria Mendonça Valente bosita de iniciação científica (CNPQ).

 

Esse grupo tinha como principal objetivo retomar questões levantadas e investigadas pela pesquisa geradora, recriando o percurso por ela realizado, mas procurando ampliar os dados e as perspectivas de análise ao pesquisa uma outra realidade: professores da rede pública de Juiz de Fora que atuam na pré-escola e nas primeiras séries do primeiro grau. Mantivemos o mesmo referencial teórico-metodológico da pesquisa anterior para investigar a construção do processo de leitura e escrita de professores. Este resultou da busca de encontrar algo apropriado as ciências humanas: um referencial que considere o homem não como objeto, mas sujeito. Optamos, portanto, por trabalhar com uma abordagem qualitativa de pesquisa enfocando a história de vida. Tendo como suporte teórico uma teoria crítica da cultura e autores como Walter Benjamin, Mikhail Bakhtin, Lev Vygotsky, a pesquisa se propôs a resgatar a história de vida de professores procurando reconstituí-los enquanto sujeitos ao reconstituir sua cultura, seu espaço, seu tempo, sua história, re-inventando a dialogicidade, a palavra, a memória, na tensão do particular e da totalidade. O trabalho de nosso grupo de pesquisa constituiu-se pois, em investigar a relação de professores de pré-escolar e das primeiras séries do primeiro grau da rede pública de Juiz de Fora, com a linguagem falada e escrita no seu cotidiano.

 

O que contam, o que lêem, o que escrevem?

 

Como esta relação foi construída ao longo de suas histórias de vida, sempre entendidas como histórias construídas na coletividade?

 

De que maneira essa experiência acumulada influencia a prática desses professores com a linguagem, a leitura e a escrita na escola?

 

De que maneira o contexto escolar e as práticas institucionais ampliam ou restringem as possibilidade de trabalho com a língua escrita viva? Como se concretizam a narrativa, a leitura e a escrita desses professores em sala de aula?

 

Para responder a essas questões, nos propusemos antes de ir a campo, a construir o fio condutor de nossas análises partindo de um estudo fundamentado no pensamento de Vygotsky, Benjamin e Bakhtin. Foi a compreensão de que o homem é um sujeito histórico que se desenvolve e transforma na relação com o outro, com o seu contexto e sua cultura, que nos levou ao encontro dos professores pesquisados. Nesse encontro privilegiamos a entrevista como um espaço narrativo onde histórias de vida pudessem trazer á tona seus autores e suas relações com a leitura e a escrita.

 

Com os resultados da pesquisa e os textos construídos/tecidos publicamos os livros:Narrativas de Professoras e Memórias dos Professores.

Data: 09/02/2009

 

 

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LIC – Linguagem, Interação e Conhecimento