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Sociologia

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A Sociologia surge ao final do século XIX como uma ciência que visava dar respostas ao mundo moderno que eclodia então, gerando a vertiginosa urbanização que atingiu a Europa e o Hemisfério Norte.

 

O Surgimento das massas urbanas e da classe operária, da cultura de consumo e o desenvolvimento do padrão ocidental de vida como modelo de dominação, copiado por quase todas as outras sociedades “não desenvolvidas”, marca o período de surgimento da Sociologia. Essa ciência surge para explicar como as sociedades tornaram-se modernas deixando no passado resquícios de relações sociais e de instituições que pertenciam unicamente ao mundo tradicional. Essa resposta à modernidade obrigava a Sociologia a criar teorias sobre o desenvolvimento social e identificar seus atores e promotores.

 

Ao lado da tarefa de entender a modernidade, apareceram toda sorte de problemas sociais que reclamavam intervenção, como o aumento da criminalidade sob diversas formas, bem como da pobreza urbana, aumento da necessidade de políticas educacionais que integrassem as novas massas à moderna sociedade e um rol de questões que ainda hoje são objeto de intenso debate. A agenda social impôs à sociologia a tarefa de entender o mundo para nele intervir. Desde então o sociólogo é um profissional que levanta dados sobre a sociedade e formula idéias de como é possível explicar e intervir reflexivamente no mundo.

 

A sociologia, como todas as ciências sociais, não tem uma única direção teórica sendo formada na origem por contribuições distintas e que são um conjunto de abordagens apropriáveis pela pesquisa social. Temos desde a teoria crítica da modernidade que remonta a Karl Marx, passando pelas teorias da sociedade como organismo, centradas em Durkheim, e as teorias da racionalização do mundo moderno, referenciadas em Weber. Esses grandes autores são continuamente reinterpretados somando-se a outras referencias como o funcionalismo de Parsons e Merton, a teoria da reprodução de Pierre Bourdieu, além da microssociologia interativa da Escola de Chicago, das teorias sistêmicas de Luhmann e tantos outros enquadramentos possíveis. A significativa produção da sociologia brasileira também se faz presente.

 

O conjunto de instrumentos aprendidos no curso de Ciências Sociais em teoria sociológica, juntamente com a técnica de pesquisa permite então uma formação complexa, que levará o sociólogo a tornar-se um agente capaz de lidar com vários temas: a riqueza, a pobreza, a urbanização e suas conseqüências, os sindicatos e toda gama de movimentos sociais, a globalização, o crime e a sua repressão, as relações de trabalho, o mundo formal e a sociedade informal, o universo rural/não-urbano, etc. Enfim, o cientista pode tomar todas as relações sociais possíveis para análise. O conhecimento de tais espaços de reflexão sociológica supõe pesquisadores altamente qualificados, capazes de investigações quantitativas sobre todo tipo de opinião social, bem como de metodologias qualitativas, como as observações e as entrevistas de campo.

 

Esse conjunto de instrumentos fundamenta a possibilidade de uma monografia de bacharelado com temas de sociologia e sua continuidade como pesquisa acadêmica de alto nível no Mestrado e no Doutorado em Ciências Sociais da UFJF, ou em qualquer outra conceituada instituição.