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Conforto I

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PROGRAMA DE DISCIPLINA

Disciplina: Conforto Ambiental para Arquitetura e Urbanismo I
Curso: Arquitetura e Urbanismo

Código: AUR 118 Turma: A
Carga Horária Semestral: 30 horas

Carga Horária Semanal: 2 horas Período

Letivo: 2016_1
Ministrada por: Letícia Zambrano

Horário t. A: 4as feiras das 8 às 10h Sala 5301

EMENTA (conforme caderno de currículo e ementas):

SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL. BIOCLIMATISMO E ARQUITETURA. O MEIO AMBIENTE E O CONFORTO TÉRMICO NA ARQUITETURA E NO URBANISMO. MEIOS NATURAIS E ARTIFICIAIS.
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
(conforme caderno de currículo e ementas):
­ Estudo das questões de conforto ambiental de forma geral, e em especial do conforto térmico, relacionadas ao conforto humano.
­ Sustentabilidade ambiental: preservação ambiental, integração harmoniosa com a paisagem e redução dos impactos ao meio ambiente com vistas ao equilíbrio ecológico.
­ Bioclimatismo; medição de variáveis físicas dos ambientes; análise dos climas brasileiros; cartas bioclimáticas e normas vigentes.
­ Estudo das condições climáticas, térmicas e energéticas e das técnicas apropriadas a elas associadas.
­ Insolação; gráficos solares; sobreamento; tipos de aberturas e proteções; o uso da energia solar; fontes alternativas de energia.
­ Ventilação natural; medições de passagens do ar; tipologias construtivas condicionadas ao movimento do ar; sistemas passivos de refrigeração; ar condicionado e racionalização do consumo de energia.
­ Aplicação dos conhecimentos de conforto térmico em projetos de arquitetura, urbanismo e paisagismo, considerando os fatores de custo, de durabilidade, de manutenção e de especificações, bem como os regulamentos legais, de modo a satisfazer as exigências culturais, econômicas, estéticas, técnicas, ambientais e de acessibilidade dos usuários.
­ Aplicação de instrumental gráfico e digital para tratamento de informações, simulação e representação aplicada ao conforto ambiental.
­ Emprego adequado e econômico dos materiais de construção e das técnicas e sistemas construtivos com vistas ao conforto térmico.
­ Abordagem do conforto térmico integrado ao conforto luminoso e acústico, tanto no ambiente urbano como edilício.

OBJETIVOS:
• Desenvolver conhecimentos básicos sobre os elementos de conforto ambiental, de forma a permitir sua abordagem na concepção arquitetônica e urbana.
• Abordar de forma integrada o projeto, tendo em vista a sua sustentabilidade ambiental, o desempenho higrotérmico, lumínico e acústico do ambiente construído.
• Promover a reflexão crítica sobre e o conforto ambiental no projeto de arquitetura com vistas à qualidade da edificação e a sustentabilidade.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
• Desenvolver conhecimentos sobre a abordagem bioclimática do projeto de arquitetura para obtenção de conforto com base no uso de recursos climáticos e naturais;
• Desenvolver conhecimentos sobre a insolação, ventilação natural e conforto higrotérmico no ambiente construído e urbano.
• Desenvolver conhecimentos relativos a abordagem da sustentabilidade ambiental no projeto urbano e de edificações.

O curso se organiza a partir dos seguintes conjuntos de conteúdos:

1. INTRODUÇÃO A DISCIPLINA DE CONFORTO AMBIENTAL
• Noções gerais sobre Sustentabilidade e Conforto Ambiental como disciplina de Arquitetura e Urbanismo.
2. ARQUITETURA E CLIMA; ANÁLISE DO SÍTIO DE IMPLANATAÇÃO; BIOCLIMATISMO
• Variáveis climáticas e análise dos climas brasileiros; Cartas bioclimáticas; Zoneamento bioclimático brasileiro;
• Análise bioclimática do sítio;
• Geometria solar e uso de gráficos solares para estudo de insolação e sombreamento.
3. ESTRATÉGIAS BIOCLIMÁTICAS PARA O PROJETO
• Estratégias bioclimáticas: Aquecimento passivo e artificial, resfriamento natural e mecânico, umidificação e desumidificação;
• Aplicação de estratégias bioclimáticas em função do zoneamento bioclimático brasileiro;
4. CONFORTO COM EFICIÊNCIA ENERGÉTICA
• Questões de eficiência energética do ambiente construído e o conforto;
• Climatização com eficiência energética,
• Aquecimento solar de água como estratégia de eficiência energética.

METODOLOGIA DE ENSINO:
A disciplina será desenvolvida através da combinação de diferentes métodos: exposição didática, aulas práticas em laboratório ou em campo, exercícios práticos em sala de aula, trabalhos extraclasse individuais ou em grupo para apreensão do conteúdo do curso.

AVALIAÇÃO:

Serão realizadas três etapas de avaliação, sendo elas:
Etapa 1 de Avaliação: um ou mais exercícios práticos de aplicação de estudo/análise microclimática de terreno / situação de projeto proposta;
Etapa 2 de Avaliação: um ou mais exercícios práticos de aplicação de estratégias bioclimáticas para projeto;
Etapa 3 de Avaliação: Média entre auto avaliação do aluno e avaliação do professor sobre o aluno.

Os trabalhos poderão ser realizados em sala de aula e/ou como exercício extraclasse, a combinar com a turma na definição da tarefa.

Observação importante: Podem ser propostos mais de um exercício dentro de cada etapa de avaliação para compor a nota da avaliação.

Cada trabalho proposto valerá 100 pontos, sendo a composição das notas da seguinte forma:
Etapa de Avaliação peso
A1 (média aritmética dos exercícios propostos na etapa) 40
A2 (média aritmética dos exercícios propostos na etapa) 40
A3 (média aritmética da autoavaliação do aluno e professor*) 20
Total 100
*Na avaliação 3, se a nota do aluno coincidir com a nota do professor, este ganhará mais 10 pontos nesta nota.

Cálculo da Média final:
A média final é ponderada entre as médias obtidas nas etapas de avaliação, da seguinte forma:

Média final = (A1x40) + (A2 x40) + (A3 x20)
100

CRONOGRAMA DAS AULAS:

A distribuição dos temas pelos dias pode sofrer pequenas alterações em função do ritmo efetivo de evolução da matéria.

Planejamento das aulas de Conforto I no período letivo de 2016_1
Dia Aula Conteúdo
06/04 1 Apresentação da disciplina e Aula teórica 1: Introdução ao Conforto Ambiental e Sustentabilidade aplicados ao ambiente construído
13/04 2 Aula teórica 2: Variáveis climáticas e análise dos climas brasileiros; Cartas bioclimáticas; Zoneamento bioclimático brasileiro.
20/04 3 Aula teórica 3: Análise bioclimática do sítio de implantação, Geometria solar e uso de gráficos solares para estudo de insolação e sombreamento.
27/04 4 Aula no heliodon – no Laboratório de Estudos em Conforto – ECOS (sala 214 do galpão)
04/05 5 Trabalho 1a – Exercícios práticos de insolação em sala de aula (a ser entregue ao final da aula)
11/05 6 Trabalho 1b – Exercícios práticos de insolação em sala de aula (a ser entregue ao final da aula)
18/05 7 Aula teórica 4: Zoneamento bioclimático brasileiro e Estratégias bioclimáticas
25/05 Semana MAU – planejar oficina de conforto ou visita
01/06 8 Aula teórica 5: Estratégias Bioclimáticas (continuação)
08/06 9 Aula teórica 6: Aplicação das estratégias bioclimáticas nas Zonas Bioclimáticas Brasileiras Apresentação Trabalho 1c – Análise bioclimática de sítio de implantação / diretrizes de projeto
15/06 10 Letícia ausente para palestra em Colóquio
Visita ao laboratório casa Sustentável no Jardim Botânico com Arquiteta Míriam Carla e Monitor de conforto
Plantões no laboratório com monitor para apoio ao Trabalho 1c
22/06 11 Orientação Trabalho 1c – para tirar dúvidas do trabalho
29/06 12 Entrega Trabalho 1c
Aula teórica 7: Aplicação das estratégias bioclimáticas nas Zonas Bioclimáticas Brasileiras (continuação).
Apresentação Trabalho 2a – Aplicação de estratégias bioclimáticas em projeto
06/07 13 Aula teórica 8: Eficiência energética, climatização artificial
Plantões no laboratório com monitor para apoio ao Trabalho 2a
13/07 14 Orientação Trabalho 2a – para tirar dúvidas finais do trabalho
Plantões no laboratório com monitor para apoio ao Trabalho 2a
20/07 15 Entrega Trabalho 2a
Aula teórica 9: Aquecimento solar de água
Apresentação Trabalho 2b – Projeto do aquecimento solar de água
Plantões no laboratório com monitor para apoio ao Trabalho 2b
27/07 16 Orientação Trabalho 2b – para tirar dúvidas finais do trabalho;
Avaliação coletiva da disciplina
Plantões no laboratório com monitor para apoio ao Trabalho 2b
03/08 17 Entrega Trabalho 2b e 3 (autoavaliação)

BIBLIOGRAFIA BÁSICA:

BITTENCOURT, L. Uso das cartas solares. Diretrizes para arquitetos. 4ª ed. Alagoas: UFAL, 2004.

CORBELLA, O., YANNAS, S. Em busca de uma Arquitetura Sustentável para os trópicos. Rio de Janeiro: Revan. 2003.

FROTA, Anésia e SCHFFER, Sueli R. Manual de Conforto Térmico. Studio Nobel. 3ed. 1999.

HERTZ, J. B. Ecotécnicas em Arquitetura: Como projetar nos trópicos úmidos do Brasil. São Paulo: Pioneira. 1998

LAMBERTS, R., DUTRA, L., PEREIRA, F.O.R. Eficiência Energética na Arquitetura. São Paulo: PW Editores. 1997. 192 p. Disponível em: http://www.labeee.ufsc.br/arquivos/publicacoes/eficiencia_energetica_na_arquitetura.pdf

MASCARÓ, L. R. Energia na Edificação. Estratégias para minimizar seu consumo. São Paulo: Ed. Projeto.

______. Ambiência Urbana = Urban Environment. Porto Alegre: +4 Editora. 2004. 199 p.

______. Luz, clima e arquitetura. São Paulo : Nobel, 1983.

RIVERO, R. Arquitetura e Clima. Porto Alegre: Luzzato Editores. 1986.

ROMERO, M.A.B. Arquitetura Bioclimática do Espaço Público. Coleção Arquitetura e Urbanismo. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2001.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR CONFORTO:

ASSIS, E. S. S., R. V. G., MOURTHE, V. V. . Conforto térmico e iluminação natural: apostila de tabelas, dados e exercícios. Belo Horizonte: EAUFMG. 1999

BITTENCOURT, L., CÂNDIDO, C. Introdução à ventilação Natural. Alagoas: Ed. UFAL, 2006.

COMISSÃO MUNDIAL SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO. Nosso Futuro Comum. 2ª edição. Rio deJaneiro : Editora da Fundação Getúlio Vargas, 1991

GIVONI, B. L’Homme, L’Architecture et le Climat. (trad.) França: Ed. Du Moniteur, 1978.

GOULART, S.; LAMBERTS, R.; FIRMINO, S. Dados Climáticos para Projeto e Avaliação Energética de Edificações para 14 Cidades Brasileiras. 2ª edição. Florianópolis: Núcleo de Pesquisa em Construção/UFSC, 1998. 345 p.: il.

HINZ, E.; GONZALEZ, E.; OTEIZA, P.; QUIROS, C. Proyecto Clima y Arquitetura. Informe final de la primera etapa del trabajo de investigación, subvencionado por el Consejo de Desarrollo Científico y Humanístico (CONDES) de la Universidad del Zulia. Volumen 1. Mexico: Ediciones G. Gili, S.A. de C.V., 1986.

LABEEE – Laboratório de Eficiência energética em edificações Programa luz do sol. Disponível em: http://www.labeee.ufsc.br/software/luzDoSol.html

______. Programa Analysis Bio. Disponível em: http://www.labeee.ufsc.br/software/analysisBIO.html

LEITÃO, L. ; AMORIM, L. (org.) A casa nossa de cada dia. Recife: Ed. Universitária da UFPE, 2007.

MASCARÓ, L. R., VIANNNA., N. S. Iluminação natural. Porto Alegre: PROPAR/UFRS. 1980.

OLGYAY, V. Arquitectura y Clima. Manual de disenõ bioclimático para arquitetctos y urbanistas. Barcelona: Editorial Gustavo Gili S.A. 1998

ROMERO, M.A.B. Princípios Bioclimáticos para o Desenho Urbano. 2.ed. São Paulo: ProEditores, 2000.

ROSA, L. Z. Arquitetura e meio ambiente. Bioclimatismo. Apostila. Rio de Janeiro, 1991

SCHMID, A.L. A idéia de conforto. Reflexões sobre o ambiente construído. Curitiba: Pacto Ambiental, 2005.

BIBLIOGRAFIA SUASTENTABILIDADE:

CHARLOT-VALDIEU, C.; OUTREQUIN, P. HQE2R – Démarche pour intégrer le développement durable dans les projets d’aménagement et de renouvellement urbain. Paris. 2004. 127 p.
FERNANDES, Marlene. Agenda Habitat para Municípios. Rio de Janeiro: IBAM 224 p. 2003.
MMA. Agenda 21 Brasileira. Disponível em: http://www.mma.gov.br/responsabilidade-socioambiental/agenda-21/agenda-21-brasileira s/d
______, SECRETARIA DE POLÍTICAS PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL. Caderno de Debate Agenda 21 e Sustentabilidade. Agenda 21 e a Sustentabilidade das Cidades. Disponível em: http://www.mma.gov.br/estruturas/agenda21/_arquivos/caderno_verde.pdf
ONU ; COMISSÃO BRUNDTLAND. Nosso futuro comum. Comissão Mundial para o Meio Ambiente e Desenvolvimento. Rio de Janeiro: Editora da Fundação Getúlio Vargas. 1987.
PNUD BRASIL. Parceria UNV/UN-HABITAT para o fortalecimento do desenvolvimento urbano: PNUD. 2007 2007.
ROMERO, Marta Adriana Bustos. Arquitetura Bioclimática do Espaço Público. Brasília: Editora Universidade de Brasília. 2001 (Coleção Arquitetura e Urbanismo)
UNITED NATIONS. Report of the world commission on environment and development. Note by the Secretary General. 1987
______. The United Nations Framework Convention on Climate Change 2007 2007a.
______. World Urban Forum: UN-HABITAT 2007b.
______. Report of the United Nations Conference on Sustainable Development. Rio de Janeiro, Brazil, 20–22 June 2012.
ZAMBRANO, L. M. A. “Integração Dos Princípios Da Sustentabilidade Ao Projeto De Arqutetura.” Doutorado, Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2008.

Laboratório de Conforto Ambiental – ECOS