Reaproveitar água da chuva leva à economia de até 70% na conta mensal

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Ssistema foi instalado em 1999

Em 1999, quando poucas pessoas se preocupavam com medidas sustentáveis e ecologicamente corretas, o professor da Faculdade de Engenharia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e coordenador do curso de Especialização em Análise Ambiental, Cézar Barra, deu um passo inovador em relação à questão ambiental.

Naquele ano, decidiu adotar medidas sustentáveis em sua residência, implantando um sistema de captação da água da chuva. O projeto é composto por uma caixa de água de 5.500 litros, calhas e tubulação comum. A água captada é usada para fins “não nobres”, como irrigação de jardins, lavanderia e descargas de vasos sanitários. A economia mensal na conta de água chega a 70%, e o único cuidado especial a ser tomado com o sistema é descartar a primeira chuva após sua implantação, pois a água acaba sendo contaminada pela sujeira do telhado.

Quem se interessar em utilizar a água da chuva para tomar banho, por exemplo, deve instalar um filtro entre as calhas e a caixa de água, sob orientação de um engenheiro. Durante a época de seca, Barra utiliza a água de um poço, localizado em seu terreno, para substituir a água da chuva. Em imóveis que não possuem este recurso, a solução é abastecer pela rede de água da Companhia de Saneamento Municipal (Cesama) ou construir uma cisterna – caixa de água de grandes proporções com capacidade de armazenamento para períodos sem chuvas.

Além do reaproveitamento de água, o professor procura adotar outras medidas sustentáveis no dia a dia. Sua casa também possui placas para captação de energia solar e ele procura se deslocar o mínimo possível com seu carro, que é abastecido somente com etanol, combustível menos poluente do que a gasolina e o diesel.

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Cézar Barra ressalta que há pouca informação sobre as vantagens do sistema no Brasil

Segundo Barra, o investimento nos mecanismos de aproveitamento de água de chuva e de energia solar é pago com a economia nas contas de água e luz em, no máximo, dois anos. Ele ressalta, no entanto, que esse prazo pode variar de acordo com o tamanho do imóvel e o número de habitantes.

 

Apesar de todas as vantagens, a implantação de sistemas como esses ainda não é largamente difundido no Brasil. Para o professor, o fenômeno se explica pela falta de informação sobre as vantagens obtidas com o sistema e, além disso, pela falta de incentivo dos órgãos públicos. Ainda segundo ele, a forma mais fácil de atingir a população é “pelo bolso”: “Em algumas cidades, por exemplo, há descontos no IPTU para imóveis sustentáveis. Infelizmente, ainda não temos esse tipo de apoio em Juiz de Fora”.

Outras informações: (32) 2102-3414 (Faculdade de Engenharia)