Caminhada pode prevenir dores e doenças durante o inverno

Reforma

Revitalização da calçada da UFJF trouxe mais segurança à prática da caminhada no local eleito pelos juizforanos como o melhor para o exercício

O inverno chegou, na semana passada, trazendo frio e termômetros próximos a 10 graus em Juiz de Fora. Diante desse cenário, diminuiu, no mesmo ritmo da queda de temperatura, o volume de pessoas praticando exercícios físicos na cidade. Basta percorrer o anel viário do Campus da UFJF nos dias nublados para comprovar a situação.

No entanto, o professor e coordenador do programa Caminhada Orientada da UFJF, José Marques Novo Júnior, orienta os praticantes da atividade a não se deixarem vencer pelo desânimo. Isso porque a caminhada afasta uma série de enfermidades comuns nessa época do ano, como dores nos músculos e articulações (ocasionadas pelo movimento de encolhimento para reter calor) e também problemas respiratórios. O professor destaca, ainda, que a diminuição da circulação sanguínea provocada pela vasoconstrição também tende a ser atenuada com a prática da atividade.

Preparação
Para iniciar a caminhada ele reforça a necessidade de um aquecimento prévio completo, sempre com a orientação de um profissional de educação física, preparando o corpo e todas as articulações para o exercício. Segundo o professor, o aquecimento é o mesmo realizado em qualquer época do ano, mas sua ausência, sobretudo no período de frio, pode provocar danos maiores do que em dias com temperaturas mais amenas. Em épocas em que os termômetros estão mais baixos, a musculatura fica mais contraída, comprometendo alguns movimentos e aumentando a possibilidade de ocorrência de lesões, como contraturas, estiramentos e até distensões.

José Marques orienta ainda sobre os cuidados com a respiração. “A respiração deve ocorrer sempre pelo nariz, mas quando a atividade física é mais intensa, a inspiração deve ser pelo nariz e a expiração pela boca. O nariz filtra o ar e o aquece até a chegada nos pulmões, evitando o resfriamento.”

O professor também indica a utilização de agasalhos leves, “mas que resguardem do vento a pessoa que caminha”. Outra característica, segundo ele, é que o ritmo comece mais lento, para só depois adquirir uma velocidade maior. “Esse tipo de atividade pode ser praticada por quase todo mundo, mas é preciso um acompanhamento médico. No frio, é mais perigoso fazer atividades sem consultar um médico, já que a frequência cardíaca e a pressão arterial atingem níveis maiores.”

Sem preguiça
A aposentada Evair Aparecida Gouvêa Ribeiro caminha todos os dias na UFJF e diz que o frio não influencia em sua decisão ao sair de casa. “Venho todos os dias, menos quando está chovendo.” Diabética, ela diz aliar a caminhada à prática de exercícios em uma academia de ginástica. “É o meu principal remédio.”

Contrariando o movimento dos que abandonam as atividades nesta época, o aposentado Elias Batistoni reiniciou na última segunda-feira, após vários meses parado, a prática de caminhada na Universidade. “Resolvi retornar, pois o exercício faz muito bem. O frio não é problema.”

Já a dona de casa Roberta Silveira diz que ficou duas semanas longe do exercício, mas voltou a praticá-lo na segunda-feira, ao ver o sol pela manhã. “Confesso que o frio me desanima bem a sair de casa. Mas vou insistir para não abandonar esse hábito, que é tão saudável.”

Outras dicas podem ser obtidas no site oficial do programa Caminhada Orientada, pelo endereço www.ufjf.br/caminhada.