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Reportagem – Visita à ABAV

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A Exposição ABAV 2008 – Feira das Américas aconteceu de 22 a 24 de outubro de 2008, no Riocentro – RJ. A feira é reconhecida pelo setor turístico como a maior das Américas e a principal do setor na área da comercialização e comunicação.
       O destaque deste ano foi o estande do estado de Minas Gerais, eleito pela Revista Brasil Travel News como o mais original, criativo e bonito da ABAV 2008. Minas levou para a feira a réplica de uma estação ferroviária e uma Maria Fumaça em tamanho real.
       Alunos e professores do Curso de Turismo e alunos do Curso de Comunicação Social da UFJF visitaram a Feira no dia 24 de outubro em viagem organizada pela professora Alice Arcuri, na disciplina Organização e Produção de Eventos.  A Universidade apoiou a iniciativa, liberando o ônibus com 44 lugares. O Giro conversou com alunos e professores que estiveram lá.

GIRO: O que você achou da estrutura física, serviços e material gráfico distribuído na ABAV 2008?

Alice Arcuri (AA), Professora: Estrutura física excelente. Foram usados quatro pavilhões do Riocentro. O 1º para credenciamento, guarda-volumes, praça da alimentação e entrada da Feira, o 2º para os destinos turísticos estrangeiros, o 3º para os destinos turísticos brasileiros e o 4º para empresas e instituições diretamente relacionadas ao trade turístico. Quanto aos serviços, não gostei dos elevados preços na praça da alimentação. Coxinha a R$7, sanduíche de peru a R$9, cerveja a R$6 e refrigerante a R$4. Não faltaram pessoas para dar informações e pessoas limpando os banheiros. Tinha muita folheteria em todos os stands e de qualidade, além de brindes, dança, artesanato, comidas e bebidas típicos.
Bárbara Nascimento Duarte (BN), Professora:  Os expositores fizeram um investimento muito alto e com qualidade para
que os participantes pudessem usufruir e conhecer seus produtos,
principalmente aqueles que estavam no evento a fim de “fechar negócios”.
Portanto, a estrutura estava excelente.
Ana Helena Góes Vieira Trajano (AH), 5ºP: Achei a estrutura física muito boa e bem organizada. O material gráfico foi bem satisfatório. Achei a comida bastante cara.
Daisy Samia (DS), da Assessoria de Comunicação do Curso de Turismo: A estrutura era fenomenal. Praticamente todos os stands tinham algum apelo áudio-visual para mostrar os pontos turísticos de seus países ou estados. Um dos stands que mais me impressionou foi o do Amazonas, que foi decorado com plantas, canoas e utensílios da região; e ainda tinha a presença de dois índios mostrando trabalhos com palha e pinturas na pele.
Os materiais institucionais visavam pela informação objetiva e clara, e eram visualmente muito atrativos.
Poliana de Paula Mendonça (PP), 8ºP: A estrutura física estava a contento, o material gráfico era bem explicativo consegui achar os lugares com facilidade sem ter que recorrer a alguém. Já quanto aos serviços, achei que a alimentação deixou a desejar porque os preços estavam muito elevados, e os produtos não eram tão exuberantes para tanto.

GIRO: Qual o pavilhão que você achou mais interessante? Por quê?

AA: O dos destinos estrangeiros. Para mim, muitas novidades, pois freqüento o Salão do Turismo, que acontece em julho, em São Paulo, evento que mostra bem o turismo brasileiro.
AH: O de estados brasileiros, porque nos ajudou a ter uma noção melhor dos atrativos de cada estado brasileiro e estavam muito bonitos.
DS: O dos estados brasileiros. Eram visualmente mais atrativos e tinham muitas novidades. Mostravam os principais pontos turísticos, mas também se preocupavam em mostrar os estados como um todo. Adorei.
PP: Para mim o pavilhão mais interessante foi o 3º, o Nacional, pois pude ver o quanto nosso país é maravilhoso e com grande diversidade de hábitos, culturas, gastronomia.

GIRO: A Feira da ABAV te despertou para a profissão de turismólogo. O que você aprendeu por lá?

AA: Que é uma profissão atual e de futuro, com amplo campo de atuação.
AH: Eu aprendi que para os atrativos dos estados brasileiros crescerem deve haver um bom planejamento e uma boa divulgação.
DS: Pela feira eu conheci mais sobre as áreas de atuação de um turismólogo, e achei uma profissão muito interessante. Percebi que os profissionais do Turismo tem um perfil muito dinâmico e criativo.
PP: Com a feira pude perceber o quanto é necessário para o profissional do futuro estar em contato com as novas tendências do mercado, aumentar sempre sua rede de relacionamentos.

GIRO: Qual a importância da feira para o turismo brasileiro?

AA: A comercialização dos destinos turísticos para agências de viagens e operadoras.
BN: O evento é de extrema importânca para aqueles que buscam atualização e
iserção nas novidades que envolvem o setor de agenciamento, reforçando a
imagem de muitas empresas que já atuam na área.
AH: Eu acho que a divulgação. Por ser no Brasil, os empresários que vêm para a feira acabam por consumir os produtos brasileiros e conhecer o país.
DS: Eu conheci vários pontos turísticos de alguns estados que não tinha nem ouvido falar. Além dos materiais, a maior parte dos stands ofereciam comidas típicas e artesanatos, o que instigava mais a vontade de conhecer os estados. É por todo esse conhecimento adquirido, que acredito que a ABAV contribui muito para o turismo brasileiro.
PP: Essa feira é capaz de reunir empresas de todo o país e das Américas e isso é bom para o Brasil, pois é um jeito de divulgação dos nossos destinos turísticos.

GIRO: Culturalmente, o que viu e descobriu?

AA: Vi demonstração de dança, artesanato e gastronomia de outros países e do Brasil. Provei da comida e da bebida de vários destinos turísticos e me encantei com a diversidade cultural. Aprendi muito.
AH: Pessoas com roupas típicas, danças, distribuição de comidas típicas das regiões e artesanato.
DS: Vi muitos artesanatos, apresentação de danças, distribuição de comidas típicas. Conheci muita coisa que só sabia pelo nome. Isso cria um interesse maior pela cultura de outros estados.
PP: Culturalmente é possível perceber claramente as diferenças do nosso país. Cada região é um “país diferente”, com hábitos, fisionomia e gastronomia totalmente diferentes. Pude perceber todas essas diferenças quando estive nos estandes dos estados do Pernambuco e Santa Catarina, com danças típicas, vestuário, sotaques bem contrastantes.

GIRO: Ao visitar a ABAV, você achou que o turismo está em ascensão?

AA: Sim.
BN: Acredito que as oportunidades para os turismólogos são maiores do que  que
imaginamos, nossas perspectivas para os alunos são ampliadas.Há muitas
empresas, como vimos lá, que com certeza necessitam de profissionais
qualificados ( com conhecimento vasto não só do turismo mas de outras
áreas)  e dispostos para atuar tanto no Brasil quanto no exterior.
AH: Parece que sim.
DS: Sim.
PP: Sim, os governos estão intensificando cada vez mais na publicidade dos destinos
AA: Sim, pois é possível fazer contato pessoal, deixar cartão personalizado e ter uma percepção do mercado no setor.
AH: Sinceramente, não. A feira era muito comercial, estava voltada para empresários da área do turismo.
DS: Sim, porque a partir desses eventos pode-se fazer muitos contatos profissionais.
PP: Com certeza abre portas. Já que entramos em contato diretamente com as empresas.

GIRO: Você acha que participar desse tipo de evento abre portas para a vida profissional?

GIRO: Recomenda este evento para outros alunos e para professores do turismo? Por que?

AA: Recomendo. Os alunos ficaram encantados com o que viram, ouviram e experimentaram. Ficaram mais entusiasmados e mais informados com a profissão. Para os professores é um espaço para pesquisa e compreensão de parte do fenômeno turístico.
AH: Recomendo mais para os alunos do que para os professores, principalmente quando os alunos não tem muita certeza que escolheram a profissão correta. A feira é estimulante.
DS: Recomendo. Porque é uma feira extremamente informativa e interessante. É uma forma diferente de saber sobre a própria profissão e o mercado de trabalho.
PP: Para os alunos sim, pois puderam observar quais empresas existem no mercado e como trabalham.

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