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Reportagem – Rondon em Salinas, Minas

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Por Valéria Fernandes Rezende ¹

 

      A oportunidade de participar do Projeto Rondon com o desenvolvimento de atividades em Santa Cruz de Salinas, município do Norte do Estado de Minas Gerais trouxe, desde o início, desafios e expectativas. Uma vez que tratava-se de uma região de realidade diferente das demais regiões nas quais já desenvolvi atividades de extensão e pesquisa na área de turismo, além da imagem de dificuldades relacionada à escassez de água potável, pobreza, seca, população sofrida, realidade adversa e de resistência que nos é passada do norte do estado mencionado.

      Diante deste contexto, o planejamento e desenvolvimento turístico coloca-se distante das extremas urgências básicas dessas populações, apresentando-se o grande desafio a ser superado durante as atividades do Projeto Rondon: a sensibilização da população local para suas potencialidades turísticas, para a legitimação de suas tradições, saberes, costumes, além da conservação destes e do cenário natural tão rico.

      Cabe ressaltar, que logo no decorrer da viagem de Montes Claros até Santa Cruz de salinas a paisagem já cuidava de mudar a imagem que havia pré-concebido da região e, desta forma, com os passar dos dias e experiências vividas nos itinerários urbanos e rurais, com a hospitalidade da população local e com todo a aprendizado acumulado durante as atividades desenvolvidas, posso dizer que a região tem muito para mostrar aos seus futuros visitantes, bem como valorizar e conservar o seu patrimônio natural e cultural.

      A atratividade da localidade está relacionada, principalmente, com a beleza cênica das paisagens naturais, a cultura local, ao modo de vida tranqüilo e hospitaleiro, a vivência rural e as manifestações programadas, sendo as mais tradicionais as festas em homenagem aos santos padroeiros das comunidades. O objetivo do trabalho nas oficinas era essencialmente de sensibilização quanto a diversos aspectos que envolviam o despertar para a identidade local e senso coletivo, valorização do espaço e cultura, reconhecimento da cidadania, direito de participação, propondo o turismo de base comunitária como uma das alternativas.

      Construir e efetivar esta alternativa não se configura uma tarefa fácil, e temos ciência de que ainda há um longo caminho a ser trilhado, para o qual desejamos que a experiência das oficinas do Projeto Rondon tenha contribuído para que a comunidade de santa Cruz de Salinas passe a seguir em frente na busca de seus direitos como cidadãos, na participação no planejamento do município e no desenvolvimento de atividades que visem o bem comum e a melhoria na qualidade de vida.  

¹ Acadêmica do 8º período do curso de Turismo da Universidade Federal de Juiz de Fora.           

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    Graduação em Turismo


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