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Reportagem – Concurso de Substituto

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O Giro conversou com os finalistas para os concursos de professores substitutos do Curso de Turismo minutos antes deles se submeterem à prova-aula e entrevista com a banca examinadora. Confira o que cada um disse sobre a possibilidade de ser aprovado, os planos para atuarem como professores e o que estavam sentindo por estarem entre os finalistas.

 

 

 

 

Geísa Martins Soares – GMS: É passar em primeiro lugar e ser professora aqui na universidade.

 

Aline Rocha Nery – ARN:Sempre fui apaixonada pela área acadêmica, desde que entrei na faculdade eu procurei desenvolver atividades que fossem de encontro a essa área e acho que é aqui que eu me realizo. Seria muito bom poder voltar a um curso que me ajudou tanto, que me incentivou a correr atrás, a lutar pelas coisas que eu acredito. Além disso, eu gostaria muito de voltar e repassar para os alunos, tudo que eu adquiri até agora, nas minhas experiências.

 

Giselle Assis Mafra – GAM: Meu interesse é por dar aula. Já tinha pensado em faculdade particular, mas Federal é mais reconhecido. A questão do professor substituto é um passo para depois virar professora efetiva do Curso de Turismo. Então é esse meu interesse: começar uma caminhada para chegar até onde eu quero.

 

Bárbara Nascimento Duarte – BND: Eu quero seguir a área acadêmica. Acabei de me formar (2º semestre de 2007) e peguei essa oportunidade, para acrescentar no currículo, ter experiência.

 

Amanda Cristina Machado – ACM: Desde que eu comecei o Curso de Turismo eu percebi que eu queria ficar na área da pesquisa e do ensino. Então é uma oportunidade de me realizar profissionalmente.

 

Érika Aleixo Silva – EAS: Desde que eu entrei na graduação já tinha interesse pela área acadêmica, mas eu formei em 2004 e foram aparecendo várias outras oportunidades, fora da área acadêmica, que eu fui encarando como desafio. Então há uns dois anos resolvi parar e perseguir aquilo que eu quero. Comecei a investir na área, (está terminando Pós-Graduação em Gestão em Patrimônio Cultural) e acredito que a área acadêmica não é só lecionar, é pesquisa também.

 

Bruno Jardim Lopes – BJL: Eu tenho interesse realmente no ensino do Turismo, o que é muito importante para nós, profissionais bacharéis.

 

Izabel Rodrigues – IR: É ajudar a fazer uma realidade diferente da que eu vivi quando eu fiz o curso. Antigamente a gente pensava muito no Turismo, agora está na hora da gente praticar o Turismo. Meu interesse é contribuir para a formação de profissionais superiores. Tenho certeza que a realidade já mudou muito, porque o que eu tinha na minha época era muito diferente do que têm hoje e eu quero, na verdade, participar disso, depois da minha experiência, da minha vivência, acho que tenho muito a contribuir.

 

Marcelo Augusto Mascarenhas – MAM: Primeiro é aumentar minha experiência na docência, pois quero seguir a área acadêmica: lecionar e pesquisar. Segundo será muito prazeroso retornar a casa onde me formei, sob outra ótica, como professor.

 

 

Por que escolheu a área de planejamento?

 

 

GMS: Porque essa já é a minha experiência. Desde que eu formei, além da docência, comecei também a trabalhar como consultora de turismo, com o planejamento. Fui gestora do Circuito Serras de Ibitipoca, onde implantei o circuito e no momento estou trabalhando como consultora em planejamento.

 

GAM: O nosso curso (Turismo UFJF) foi mais voltado para essa área de planejamento. E eu me identifico mais com a questão do planejamento, que envolve toda a complexidade de movimentos comunitários, de gestão dos atores, de conflitos, de processo de planejamento e é que eu gosto.

 

EAS: Porque vejo o turismo como uma atividade interdisciplinar e o planejamento é uma das áreas que vai conjugar todas essas disciplinas, que promove essa interdisciplinaridade. Embora seja um campo que na prática ainda não seja tão difundido, é essencial para o turismo.

 

IR: Porque é o que eu amo fazer: planejamento, projeto, a parte de consultoria. É a parte que eu tenho conhecimento e a parte que eu quero.

 

MAM: Porque é uma área carente de pesquisa, onde eu poderei expor o que desenvolvi no Mestrado e vou desenvolver no Doutorado. Além disso, há demanda profissional nessa área.

 

 

Por que escolheu a área de gestão?

 

 

 

ARN: Fui uma decisão muito difícil. É muito difícil fazer essa escolha, porque quando se trabalha com o turismo você acaba se envolvendo com tudo, mas as minhas últimas experiências na área profissional, foram nessa área. Trabalhei um ano no Museu Ferroviário, participei em várias discussões sobre transporte, depois trabalhei em uma churrascaria, na área de alimentos e bebidas e pude ver toda complexidade dessa área. Por fim, comecei a trabalhar em uma agência de transporte, lidando com essa área de agenciamento e isso me motivou a tentar nessa área.

 

BND: Porque é a área que eu tenho mais fluência, mais conhecimento, onde eu tive os melhores professores.

 

ACM: Eu sempre tive mais afinidade com essa área. Participei de um projeto com o professor Marcelo, de Alimentos e Bebidas, na área de Gastronomia e eu gostei muito e fui despertada para o lado da gestão.

 

BJL: Estou terminando minha pós-graduação em Gestão da Qualidade e achei muito interessante e bem voltada para o mercado de trabalho.

 

 

Como se sente estando entre os finalistas?

 

 

 

GMS: Fico feliz e em termos de construção de um currículo, de construção de uma história profissional. Inicialmente é o esperado porque é isso que estou buscando: conseguir uma vaga, agora como substituta, mas, futuramente, uma vaga de professora efetiva na universidade.

 

ARN: Muito feliz, é uma satisfação enorme e a expectativa é muito grande, principalmente por ser o primeiro concurso. Eu quero muito passar, mas fico feliz emver que pessoas que estão aqui comigo são pessoas muito boas.

 

GAM: É legal e uma forma de saber que estou no caminho certo.

 

BND: É uma sensação de nervosismo, de felicidade. É bom!

 

ACM: É ótimo. Eu quero ser “a” finalista, mas já está entre os finalistas é muito bom. Acho que significa que o curso valeu a pena, que o curso foi muito bom, porque agora estou sendo exigida de conhecimento e estou conseguindo desempenhar.  

 

EAS: Foi uma surpresa porque eu sabia que tinha muita gente boa, que já está investindo nisso há bastante tempo e eu estou terminando a pós-graduação, fazendo monografia, nem tive tempo de me preparar do jeito que eu gostaria. Por isso fiquei feliz em ter ficado em terceiro lugar.

 

BJL: É como se fosse um Pan Americano aqui no Brasil: uma coisa é estar entre os finalistas, outra é estar entre os finalistas em casa, pois sou aqui da UFJF e é muito interessante, porque é uma etapa já vencida e um desafio para a próxima.

 

IR: O sentimento é de muita expectativa e esperança e também estou tentando ser muito otimista com a realidade.

 

MAM: É extremamente prazeroso ter a possibilidade de ser aprovado. Nunca imaginei voltar para a UFJF e voltar sob uma nova perspectiva é muito legal.

 

 

O que pretende realizar no curso de Turismo da UFJF, caso seja aprovado em primeiro lugar?

 

 

GMS: É preciso primeiro analisar qual que é o foco do Curso de Turismo, mas, inicialmente, como docente e planejadora, considero importante levar os alunos para campo, principalmente para a realização de pesquisa, porque é no campo que o futuro turismólogo tem a oportunidade de conhecer as políticas públicas, de conhecer as comunidades locais, de ter o contato direto com o turismo e ver o fenômeno acontecendo, por que só livro, só sala de aula, não forma ninguém.

 

ARN: Pretendo dar o meu máximo no curso, contribuir com as experiências acadêmicas, e procurar fazer com que os alunos saiam motivados. Também quero incentivar a pesquisa, que é uma necessidade muito grande do nosso curso, o trabalho de campo, e que junto possamos construir um trabalho que venha só a acrescentar para o nosso curso.

 

GAM: Eu tive uma carreira profissional até então muito ligada ao mercado e às políticas públicas, na Secretaria e Ministério de Turismo. Então eu quero trazer a realidade, o que tem sido feito, para dentro da universidade, porque acho que em alguns momentos isso se distancia e é interessante fazer essa ligação.

 

BND: Algo que eu quero e que senti um pouco de falta é incentivar os alunos a produzirem artigos científicos, o que ajuda muito quando tentarem uma prova de Mestrado, por exemplo. Além disso, conta no currículo, mais do que uma área técnica de Turismo, mas como pessoas que são formadas para poder fazer a diferença no mercado que vão atuar.

 

ACM: Fiquei muito agradecida com o Curso, e bons professores me marcaram muito. Então quero deixar minha marca também como professora. Como aluna eu fiz algumas coisas, participei da Empresa Júnior, fiz projetos, trabalhei na Coordenação, fui bastante atuante e agora quero ser atuante como professora também. Acho que os professores que temos no Departamento são muitos bons, mas acho que tenho qualidades que me diferenciam, e venho para complementar, não sei exatamente o quê, mas acho que ter conhecido o outro lado me possibilita essa visão: o quê que os alunos querem, o que eles precisam.

 

EAS: Não sei quais as possibilidades para um professor substituto no sentido de se engajar em algum processo de pesquisa, algum grupo, mas posso contribuir para o departamento como professora. Fora isso, tenho alguns projetos de extensão que gostaria de fazer, orientar os alunos, fazer esse intercâmbio entre a teoria e os alunos. A pós pode contribuir, pois a gestão de cidades históricas é pouco explorada dentro da perspectiva turística, mas não vejo um planejamento macro das cidades históricas e isso faz ponte também para a questão do meio ambiente, do meio ambiente cultural e por aí vai. Então pode ser uma perspectiva aí.

 

BJL: Mesmo não tendo muita experiência no mercado, o que eu gostaria realmente é de abrir a visão do universitário para o mercado de trabalho, pois a visão é, realmente, bem distorcida, quando você sai imagina que é uma coisa e é totalmente diferente.

 

IR: Pretendo tornar o curso um pouco mais prático. Através de visitas técnicas, mostrar a realidade, sair um pouco dos livros.

 

MAM: Pretendo contribuir para a qualidade do curso. Incentivar publicações, leitura. Vejo também que há a necessidade de motivar os alunos, pois muitas vezes os profissionais chegam desmotivados ao mercado. Além disso, vou mostrar o que desenvolvi no Mestrado, o que vou começar a desenvolver no doutorado e passar minhas experiências enquanto profissional no Rio de Janeiro.

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    Graduação em Turismo


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