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por aí – Experiência de vida na Inglaterra

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Por Zeil Ferreira

“Uma mochila nas costas e uma vontade de descobrir um mundo novo através de novas percepções. Avistar novos horizontes, conhecer diferentes povos, culturas, belezas materiais e imateriais, tangíveis ou intangíveis, mas que podem tocar cada um de nós de modo a passarmos a ver o mundo de um ângulo diferente. Esse é nosso objetivo amigo; curioso; entusiastas de viagens como esta, feita apenas com um ideal na cabeça, muito pouco dinheiro no bolso e muita disposição”. By Leandro Gazola

Assim começa a história de uma estudante de turismo que foi indicada por um amigo, para participar de uma seleção de trabalho voluntário em um Hotel na Inglaterra.

O trabalho oferecido era nas seguintes áreas: camareira, garçom, ajudante de cozinha e jardineiro. As vantagens deste trabalho voluntário seriam: casa, comida, garantia de 6 meses (pagos), em uma escola de inglês para estrangeiros, além de uma mesada. No entanto, o gasto com a viagem seria apenas com a passagem de avião. A seleção durou, aproximadamente, 8 meses até a confirmação dos 8 brasileiros que estariam embarcando em setembro de 2006 para Inglaterra.

Surpreendentemente dentre os selecionados estava a aluna do 6° período de turismo, Zeil Ferreira, 21, que foi uma das 2 selecionadas no estado de Minas Gerais. A expectativa antes da viagem foi muito grande, para os que viam a garota de origem simples, conquistando e surpreendendo todos a sua volta através de sua perseverança e ousadia.

O hotel localizado na cidade de Herne Bay, litoral da Inglaterra, possui estrutura horizontal, é destinado a encontros de conferências religiosas, mas com um público bastante especifico, que são os protestantes, o que mantém o hotel sempre em funcionamento, visto que a Inglaterra é um país de origem protestante.

A estudante morou em uma casa com 16 estrangeiros de várias partes do mundo, como: Romênia, Espanha, Alemanha, Slovakia, Hungria e Venezuela. Eram jovens entre 18 e 30 anos que, apesar de serem de origens e culturas tão diferentes, possuíam um mesmo objetivo, aprender inglês. Zeil começou o trabalho no hotel como camareira e garçonete, mas de acordo com o progresso do seu inglês e o desempenho do trabalho, ela teve oportunidade de estar como auxiliar de cozinha e conhecer outros países, como a Bélgica e o País de Gales.

A viagem, que era para durar apenas 6 meses, se estendeu até o 9° mês, o que permitiu a estudante experimentar outra opção de trabalho, que foi a de baby sitter, por 3 meses, em Londres. A vida agitada de Londres e a convivência com uma família inglesa facilitaram o desenvolvimento da língua inglesa e a compreensão de uma cultura vasta de curiosidades e excentricidades.

Do ponto de vista de um “futuro” turismólogo, segundo Zeil, a Inglaterra é um país que, apesar de desenvolvido e possuir muitas redes de hotéis famosos, ainda resiste, em sua capital, com hotéis com administração familiar, de infra-estrutura inferior ao padrão que o mercado atualmente exige e com preço superior ao que oferece aos clientes.

Quando observado pelos olhos de um turista, a Inglaterra é um emaranhado de atrações, devido a sua cultura, como a troca de guarda em frente ao Palácio de Buckingham; ônibus de dois andares em todas as direções; carros antigos; trânsito com mão contrária; variedade de museus; curiosidades, como o bairro chamado Candem Town, onde punks da velha guarda dividem a atenção com clubbers e góticos, e a existência de opções, de produtos fabricados com a fibra da cannabis (chá, pirulitos, camisetas, tênis…); tradições como o chá das 17 horas; a famosa batata frita; banhos de sol e piqueniques nas grandes áreas verdes, no centro de Londres; e o povo que, apesar de possuírem um certo distanciamento em relação ao tratamento, são muito educados.

De volta ao Brasil, a estudante, ainda em processo de readaptação, por enquanto pensa em empenhar-se em busca de desenvolver os conhecimentos adquiridos e ganhar mais experiência no ramo da hotelaria, até que a nova viagem venha.

“Turismo significa viajar para longe da nossa origem, dos nossos lares, para moradas que não são as nossas, mas que foram construídas especificamente para nós, turistas; para lugares onde pisamos o sustento da vida de “outros”, um tanto humanos quanto não-humanos. O mundo é um palco, e nós implacavelmente procuramos satisfazer nosso desejo, avançando através do globo para experimentar esses “outros” – culturas, natureza, panoramas, sons e cheiros – para ver cenários incomuns, para explorar o desconhecido, o estranho, o “mágico – o não-aqui.” By Stephen Wearing e John Neil

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    Graduação em Turismo


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