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Reportagem – Alunos do Turismo são voluntários no Pan

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Os jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro, que aconteceram entre os dias 13 e 29 de julho, foi um evento de grandes números: 5662 atletas, 44 esportes, 42 países participantes e 15000 voluntários. Entre eles, alunos do Curso de Turismo da UFJF, que agora contam suas experiências para o Giro.

A aluna Mariane Robusti, 8ºP, afirma que adorou trabalhar no Pan, pois além de divertido foi possível aprender muito. Ela foi voluntária em Campo Grande, no Centro Esportivo Miécimo da Silva, onde foram realizados os esportes karatê, futebol, patinação artística e squash. Mariane trabalhava com o transporte de atletas, delegações e chefes de Estado.

Já as alunas Fahrenheit Barbosa, 3ºP, e Daniele Dias, 7ºP, trabalharam na Vila Pan-Americana, na Barra da Tijuca, a moradia dos atletas durante o evento. As duas trabalharam como atendente de residências e Daniele chegou a trabalhar também no credenciamento de imprensa e no protocolo. “Foi ótimo ter atuado no Pan, ter sido útil para a organização, perceber como o evento funcionou ali na Vila, ainda mais para mim que sou apaixonada pela área de organização de eventos”, conta Daniele. Farenheit diz que alguns voluntários gostaram tanto de trabalhar no Pan que já estão planejando viajar para o México em 2011, para voluntariar na próxima edição dos jogos. “Que Guadalajara nos espere!” entusiasma-se a aluna.

Juliana Massi, 7ºP, também trabalhou na Vila Pan-Americana, na distribuição de brindes e assistência aos observadores. A aluna afirma que teve um aprendizado prático sobre tudo que envolve um evento desse porte. “Foi uma experiência única que me lembrarei por toda a vida”. Juliana considera que realizou um bom trabalho graças ao conhecimento adquirido através do Curso de Turismo.
A aluna Bianca Medina, 8ºP, foi atendente de boas vindas na Vila. “Além de aprender a conviver com as diferenças, pude aperfeiçoar meu inglês e espanhol, pois eu tive um contato direto com cada atleta”, diz Bianca. Ela afirma que o conhecimento do curso de turismo ajudou no seu trabalho, principalmente quanto à hospitalidade que o voluntário precisa ter.

Poliana Mendonça, 8ºP, considerou a experiência fantástica. Ela ficou na área de apoio à tecnologia no Riocentro, que foi palco de 12 modalidades: badminton, boxe, esgrima, futsal, handebol, ginástica rítmica e de trampolim, judô, levantamento de peso, lutas, taekwondo e tênis de mesa. Porém, Poliana afirma que o curso superior dos voluntários poderia ter sido analisado na hora de alocar as pessoas em suas funções, assim os futuros turismólogos da UFJF poderiam ter usado melhor seu potencial.

A aluna Marion Vieira, 8ºP, afirma que teve que ter muito jogo de cintura no Pan. Ela trabalhou na equipe de Serviço ao Telespectador (STS), no Maracananzinho, sede da competição de voleibol. Marion adorou a experiência, mas também considera que os currículos deveriam ser analisados para alocarem melhor os estagiários. Ela enfrentou a prepotência de autoridades de outros países e de jornalistas e teve que conviver com o desmando e a falta de organização em vários momentos.

Ana Carolina Benevides, 4ºP, trabalhou na equipe STS, na Arena Multiuso da Cidade dos Esportes, palco das competições de basquete e ginástica artística. A aluna afirma que o curso de turismo deixa os alunos mais críticos, principalmente após a disciplina de Organização e Produção de Eventos. Mas, apesar de alguns problemas que ocorreram na organização do Pan, Ana considerou a experiência maravilhosa: “trabalhar nos bastidores de um megaevento e ver realmente como a coisa toda funciona é incrível, e só me deu mais motivação para continuar nessa área”.

Os voluntários trabalharam muito, mas apenas alguns conseguiram ver as competições. O pessoal que trabalhou na Vila Pan-Americana tinha mais dificuldade, como no caso das alunas Daniele, Farenheit, Juliana e Bianca, pois nenhum jogo foi realizado no local. Porém, já que lá era o dormitório dos atletas, tirar fotos com eles foi muito fácil. Além de fotografar muito, Bianca ainda conseguiu assistir a semi-final de pólo aquático masculino, equipe que foi medalhista de prata. Já Marion, que ficou no Maracanazinho, afirma que era muito difícil assistir aos jogos do Brasil. Poliana assistiu a Taekwendo, Judô e Lutas Greco-Romana e Livre, disputas que aconteciam no local onde ela estava alocada.

A organização do Pan colaborou com dois vales-transporte e um lanche para os voluntários. Voluntários que não moram no Rio tiveram que arcar com as despesas de moradia durante o período do evento. Apesar das dificuldades, todos afirmam que valeu a pena e muitos estão repetindo a mesma frase da aluna Fahrenheit : “Que Guadalajara nos espere!”.

 

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    Graduação em Turismo


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