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por aí – por: Rodrigo Tadini

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A experiência na Austrália foi excelente, entretanto é preciso fazer escolhas. A maioria dos estudantes que vão pra lá opta em trabalhar como cleaner em escritórios, estudar pouco e viajar para conhecer a Austrália ou países como Fiji, Bali, etc.

Isso tem o efeito positivo de conhecer outras culturas, salvar um bom dinheiro, fazer compras. Entretanto, quem opta por esse tipo de estratégia, tem menos contato com a língua inglesa, estuda menos e volta para o Brasil sem uma bagagem específica da área de formação e sem perspectiva de uma melhor inserção no mercado de trabalho.

Antes de minha viagem, fiz um planejamento de não trabalhar durante os dois primeiros meses e concentrar meus esforços em estudar e fazer contato com instituições australianas que ofereciam doutorado na área de esportes. No começo, foi bastante complicado ver meus amigos viajando e eu em casa. Às vezes sofri até mesmo com o preconceito de alguns brasileiros que me chamou de “playboyzinho” por não trabalhar.

Contudo, depois de terminar a pesquisa almejada e fazer contato via email com os professores, comecei a trabalhar em uma empresa de Turismo e Hospitalidade que atuava como uma agência de recrutamento para organizadoras de eventos, restaurantes, hotéis, cassinos, etc. Com esse emprego, eu conseguia me sustentar trabalhando, na maioria das vezes como garçom, sem prejudicar meus estudos e meus objetivos.

Em agosto fiz a prova do IELTS, pré-requisito para entrada de estudantes internacionais e em Universidades australianas e em setembro, meu último mês na Austrália, contato pessoal com o Prof. PhD Graham Cuskelly, chefe do departamento de Turismo, Hotelaria, Lazer e Gestão Esportiva da Griffith University.

Após uma reunião que consistiu na apresentação de meus objetivos profissionais e um resumo da proposta de doutorado, o professor Cuskelly aceitou ser meu orientador de doutorado no Programa de Doutorado da Griffith, mediante o envio de um projeto de aproximadamente 15 páginas.

Recém chegado no Brasil, praticamente não tive tempo para readaptação, família, namorada e amigos. Toda a energia foi convertida para o projeto de doutorado no exterior enviado a CAPES no dia 16 deste mês.

A idéia é realizar o doutorado na Austrália com o título: “Voluntariado em eventos esportivos especiais: Um estudo comparativo entre as metodologias de Austrália e Brasil”. Cabe ressaltar que isso vai depender da bolsa de estudos do governo brasileiro.

A experiência prática foi de grande valia. Consegui trabalhar em diferentes tipos de eventos (esportivos, sociais, negócios, incentivo) para diferentes empresas e clientes, e conhecer muito mais do que existe de diferenciado no ambiente dos eventos no exterior.

Como turista, tive pouco tempo e dinheiro para conhecer outras regiões da Austrália e países próximos. Contudo, estive em Gold Coast, uma das principais áreas de turismo de lazer e compras da Austrália e Sidney, principal centro econômico (turismo de negócios). Essas duas viagens foram de grande valia para observar como os atrativos turísticos australianos se transformam em um produto diferenciado, ecologicamente correto e de fácil consumo. O turista tem fácil acesso às ofertas e maiores opções de escolha dentro do seu perfil.

Para fechar, recomendo a todos que um dia forem à Austrália e especificamente à cidade de Sidney, dois passeios: Parque Olímpico (Jogos de 2000) e Blue Mountains, à aproximadamente 200 km da capital de New South Wales.

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    Graduação em Turismo


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