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5ª Semana do Turismo – Entrevista com participantes

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1 – O que vocês acharam da 5ª Semana do Turismo da UFJF?

Alice Arcuri (Pres. Comissão Organizadora da 5ª Semana): Coordenamos uma equipe com mais de 60 integrantes, alunos do 5º período, que fazem a disciplina de Eventos comigo, bolsistas de vários projetos do curso e monitores de eventos, agenciamento e transportes, o que não foi nada fácil!!!. Trabalhamos quatro meses, ininterruptos, o que nos exigiu muitíssimo. Recursos financeiros foram escassos, mas conseguimos ajuda de muitas empresas e instituições públicas que nos deram o que tinham, seja em serviços, seja em produtos, seja em iniciativas que se somaram à programação do evento. Contamos com a colaboração de professores e profissionais diversos e de diferentes partes do país, que trouxeram oportunidades e conhecimentos durante as conferências e mini-cursos ao nosso público, público que ficou acima de nossa expectativa e que acreditou em nós. Daí que…se as pessoas ficaram satisfeitas, só temos que agradecer a todos, todos os dias!!!

Marcelo Rodrigues (Professor do mini-curso “Gastronomia e Cinema”): Ótimo. Um evento que cresce a cada ano.

Daniele Rodrigues (Aluna 5º período): O evento cresceu bem em termos de tamanho e, conseqüentemente, de problemas. A idéia da programação cultural foi ótima, atraindo ainda mais participantes, e agregando mais valor ao evento, fazendo valer o tema “Turismo e Cultura”. Foi realmente muito bom, além do conteúdo das conferências e mini-cursos que também foram ótimos.

Susana Gastal (Conferencista): Foi muito gratificante participar da semana, primeiro porque eventos organizados por profissionais do Turismo são sempre muito especiais, pois recebemos muita atenção e carinho. Depois, o nível qualificado das palestras e dos debates permitiu uma excelente troca de idéias.

Carla Fraga (Professora do mini-curso “Elaboração de roteiros para o desenvolvimento do turismo cultural ferroviário no Brasil”): Eu só participei do primeiro dia, ministrando um mini-curso, mas tive uma excelente impressão com relação à organização e interesse dos participantes. O evento foi muito elogiado por pessoas de outros cursos, que tenho contato. O material – pasta, cds etc – estavam de primeira qualidade e os recursos técnicos e humanos impecáveis. Parabéns!

Natália Vieira (Aluna 1º período): Eu adorei todos os temas das conferências e a maneira como foram abordados, já que nunca havia participado de nenhuma semana do turismo. Quanto aos mini-cursos que fiz, achei todos dois muito interessantes e já penso na possibilidade de trabalhar nesses ramos futuramente.

Maria Lúcia Menezes (“A importância dos espaços públicos ao ar livre: parques, praças, orlas e beira-rios”): Muito bem organizada, principalmente no tocante às palestras. Também houve um oferecimento bem variado de mini-cursos. Os professores e demais participantes da comissão organizadora e recepção foram impecáveis. Lamento apenas não ter participado mais ativamente das atividades, em função de outras atividades de trabalho.

Miriane Frossard (Professora do mini-curso “Como iniciar meu TCC?”): A melhor de todos os tempos. Perfeita em todos os quesitos. Da temática ao cafezinho! Grande expressão no meio Turístico.

Fernanda Silvino (Aluna 3º período): Muito bem organizada e com um tema interessante e pouco abordado em sala de aula. A complementaridade do evento para a formação acadêmica é relevante.

 

 

 

2 – As expectativas que vocês tinham sobre o evento foram correspondidas?

A.A.: Correspondidas e superadas!

M.R.: Sim, foram inclusive superadas.

D.R.: Sim, sim, com certeza.. Não imagina que seu tamanho final seria este, e que o sucesso também seria alcançado!! Ficou realmente muito bonito, e trabalhoso.

S.G.: Sim, foram plenamente correspondidas. Já participei de outras atividades acadêmicas em Minas Gerais e o nível e participação dos alunos são sempre muito qualificados e ricos.

C.F.: Eu tinha a expectativa de participar mais, pelo menos na terça-feira, mas infelizmente não pude. Agora, como ministrante de mini-curso, minhas expectativas foram superadas, tanto pela organização, quanto pelo interesse dos participantes. Gostaria de ter acesso à pesquisa que vocês realizaram com os participantes, para verificar o nível de satisfação com relação ao mini-curso ministrado, seria possível? Pois, acredito que seria um bom indicador para melhorar meu trabalho, já que o público era diversificado – várias instituições: UFJF, Estácio, UNESP e mesmo do mercado – SIRFE, e de outros cursos, como uma mestranda em História. Queria saber a opinião dessas pessoas.

N.V.: Sim, já que aprendi muita coisa nova e que vão se somar ao meu aprendizado acadêmico.

M.L.M.: Sim, claro!

M.F.: Foram superadas!

F.S.: Em parte sim. Quanto a organização, as expectativas foram superadas. A mostra acadêmica também superou: é uma prova da capacidade dos alunos do curso de turismo, o que prova a qualidade do curso, muitas vezes questionada pelos acadêmicos. É lamentável que não haja um interesse em relação à mostra. Em relação a alguns mini-cursos, foi um pouco frustrante.

 

 

 

3 – Como vocês avaliam os mini-cursos e as conferências? Vocês acharam importantes os temas tratados nos mesmos?

A.A.: Muito importantes, pois abrem caminhos para que outras informações e conteúdos aprendidos em sala de aula ou no mercado se misturem, se interajam com os apreendidos durante a 5ª Semana. O processo é dinâmico e interativo!

M.R.: Adorei os mini-cursos e adorei mais ainda a enorme participação dos alunos. Percebi que os alunos carecem de algo novo no aprendizado – novo na forma e no conteúdo. É fundamental esse papel da universidade – e o mérito é para os professores – de ampliar os horizontes do saber, de polemizar, de discutir, de levantar questões.

D.R.: Como citado na primeira resposta, os temas abordados são condizentes com o proposto, e foram realizadas ótimas conferências. Em relação a mini-cursos, as opções eram variadas e de qualidade, enriquecendo mais o eventos, contando com ministrantes competentes.

S.G.: Só participei de uma mesa, que foi muito qualificada.

C.F.: Pela programação achei coerente, e bem diversificada, privilegiando a prata da casa, dando oportunidades para profissionais recém formados, e de renome compartilharem e trocarem experiência sobre a temática macro Turismo e Cultura, em seus diversos vieses.

N.V.: Achei muito interessante nas conferências o modo como tiveram início, através de música e apresentações. Já os mini-cursos, achei alguns com “cara” de palestra, tornando-se assim, um pouco monótonos. Porém, os temas tratados foram sim de muita importância para nós estudantes de turismo.

M.L.M.: De minha parte sim, sendo que a participação dos alunos demonstrou o sucesso da organização.

M.F.: .: Todos com muita qualidade! Além disso, foi muito bom ver ex-alunos ministrando os mini-cursos em sua instituição de origem!

F.S.: Os temas de ambos foram interessantes, os ministrantes tinham domínio do assunto e seus diferentes pontos de vista nos fazem ter uma visão mais crítica da teria e da prática relativas ao turismo. Avalio os mini-cursos e as conferencias, portanto, de forma positiva.

 

4 – Em que os mini-cursos e as conferências contribuíram para a formação e vida profissional de vocês?

A.A.: As conferências que participamos nos abrem perspectivas acadêmicas de estudos e nos remete a uma visão realista e crítica sobre a área de atuação do turismólogo. É preciso pensar e (re) pensar sempre tudo!

M.R.: Para mim foi um enorme desafio. Falar sobre um tema novo, para um público bem jovem… realmente foi um enorme aprendizado. Fui um dos que mais aprendi com o mini-curso.

D.R.: Como faço parte da comissão organizadora, assisti a praticamente todas as conferências à noite, e gostei realmente de todas, dando destaque ao humor do conferencista Ralph, sobre seu Festival da Loucura em Barbacena, e também a representante do ministério do Turismo, Maria Tereza, com sua palestra cheia de conceitos atuais na primeira noite. Em termos de mini-cursos, muitos me chamaram a atenção, mas em virtude de ter de trabalhar durante o evento, tentei assisti a pelo menos um que era o que mais me interessava: Turismo Esportivo e sua relação com eventos internacionais, do Rodrigo Tadini. Foi ótimo!!

C.F.: O fato de ministrar o mini-curso “Elaboração de Roteiros como ferramenta para o desenvolvimento do Turismo Cultural Ferroviário” foi uma oportunidade ímpar de intercalar dois assuntos tão necessários e tão complementares, sob a ótica de um planejamento, principalmente de base participativa. Fato enriquecedor, quando tratado com participantes. Como citei acima, de diversas áreas e instituições, e mesmo do mercado.

N.V.: Como ainda estou no primeiro período de turismo, eles me ajudaram a começar descobrir quais as áreas que mais me identifico e valorizo.

M.L.M.: Programei este mini-curso com muita satisfação e através de sua realização, conformo que abro um novo caminho para minhas pesquisas e que estão ligadas aos espaços públicos ao ar livre.

M.F.: Mostrou-me diversos pontos de vista sobre o mesmo fenômeno e me permitiu aumentar minha rede de relacionamentos na área acadêmica de turismo.

F.S.: Contribuiu para a ampliação dos horizontes e para a formação de um pensamento ainda mais crítico. A mostra acadêmica também teve papel decisivo nessa questão.

 

5 – Qual o ponto forte do evento? O que mais gostaram e o que menos gostaram?

A.A.: O ponto forte foi experimentar, na pele, esta experiência e poder compartilhar nossa visão com todas as pessoas. Para nós que trabalhamos na organização do evento, o que mais nos agradou foram as boas energias das pessoas que nos ajudaram, nos deram forças, que acreditaram na nossa proposta e nos incentivaram a dar o melhor de nós. O pior sempre é o individualismo e a falta de vontade das pessoas de contribuir para algo que é de todos, que é coletivo, que dura uma eternidade

M.R.: Ponte forte: nível dos conferencistas. Ponto fraco: pequeno número de alunos nas conferências.

D.R.: Com certeza foi a integração da programação cultural!! Deu um valor e tanto para todo o evento! O aumento no número de mini-cursos também é importante, sem perder a qualidade. Talvez, um ponto negativo seria a questão temporal: às vezes se deseja fazer tantos mini-cursos e participar de tantas conferencias, além de querer assistir à mostra, que uma semana parece pouco tempo.E eu não vi um grande apelo ao artesanato: pra mim, passou batido…

S.G.: O ponto forte foi a qualidade em termos de conteúdo, mas também a organização, profissional, eficiente e carinhosa

C.F.: Os pontos fortes que eu observei foram a organização e amplitude.

N.V.: Ponto forte acho que foram os palestrantes, todos muito bem instruídos e atualizados sobre os assuntos. Mais gostei dos mini-cursos, pois tinham uma interação maior conosco. Menos gostei do adiantar da hora nas conferencias, pois chegava em casa muito cansada e com tarefas ainda para fazer.

M.L.M.: As conferências foram as que mais gostei.

M.F.: Ponto Forte: temática. Mais gostei: As mesas e mini-cursos. Menos gostei: ter que ficar emprestando meu notebook para o evento. O aproveitamento inadequado de importantes nomes do turismo no Brasil pela questão do não gerenciamento do tempo.

F.S.: O ponto forte foram os conferencistas de renome nacional, como Susana Gastal e Luiz Otávio de Lima Camargo. O diferencial das apresentações culturais também foi um ponto forte a ser destacado, sendo, juntamente com as conferencias, o que mais gostei no evento. O que menos gostei foi da informalidade da equipe de recepção; acho que deveria ter um rigor maior na entrada das conferências, já que os crachás deixaram de ser usados pela maioria dos inscritos logo no segundo dia do evento.

 

6 – Para um próximo evento, o que gostariam que fosse diferente?

A.A.: Mais tempo para se planejar o evento, recursos financeiros e maior participação de todos os segmentos: alunos, professores, funcionários, universidade, empresas e instituições em geral. M.R.: Que as conferências fossem gratuitas.

M.R.: Que as conferências fossem gratuitas.

D.R.: Talvez mais tempo de duração, e em termos de organização, que o pré-evento começasse bem antes, e que houvesse uma conscientização maior sobre o trabalho desempenhado por cada membro da comissão organizadora, além de um melhor desenho das funções de cada membro, também com antecedência.

S.G.: Gostaria de assistir as outras mesas.

C.F.: Minha sugestão é fazer um evento em parceria com a Semana de Turismo da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, onde, atualmente sou professora.

N.V.: Não sei responder, já que só tenho o parecer da 5° Semana, não tendo participado e acompanhado a evolução dos eventos anteriores.

M.L.: Que houvesse um fórum de discussão sobre o mercado de trabalho do Turismólogo.

M.F.: Nada.

F.S.: O horário da mostra acadêmica, que deveria ser antes das conferências.

 

 

7 – O que acharam da programação cultural?

A.A.: Excelente, porque todos os artistas (artesãos, músicos ou dançarinos) se apresentaram gratuitamente e puderam mostrar seu trabalho, com alegria e espontaneidade.

M.R.: Muito legal. Discuto alguns pontos da ótima festa de encerramento.

D.R.: Como já dito acima, foi maravilhosa! Todos os grupos foram lindos em suas apresentações, com destaques para o Coral Universitário e também para a Colônia Portuguesa que foi fofa. Não acompanhei todas, mas das que presenciei, essas foram as melhores. A questão do tempo também pode atrapalhar na apreciação da programação cultural. E pelo jeito a festa de encerramento também foi aprovada!

S.G.: O que assisti, muito bom.

C.F.: Um diferencial, e a criatividade imperou, atingindo a vários gostos.

N.V.: Muito boa e diversificada. Diverti-me com as apresentações e relaxei com a festa.

M.L.M.: De excelente qualidade, pena que pude curtir pouco.

M.F.: Perfeita e adequada. Deveriam ser mais bem programada em termos de horário.

F.S.: Surpreendente e dentro da temática do evento, demonstrando a diversidade cultural brasileira e a importância disso para o turismo.

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