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5ª Semana do Turismo – Entrevista com os conferencistas

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Como estão os preparativos para a Conferência?

Haudrey Germiniani: Estou preparando com muita dedicação.

Luiz Octávio de Lima Camargo: Tenho um texto já pronto, que vai me servir de base para a apresentação.

Maria Luísa Leal: Tudo vai muito bem. Nessa 5ª Semana do Turismo pretendo fazer uma breve exposição sobre as realizações do Ministério do Turismo, sobre os resultados já alcançados, com destaque para as ações de qualificação. O turismo é um setor gerador de empregos e de oportunidades de ocupações. Contudo, a ausência de uma mão-de-obra qualificada afeta, por um lado, a produtividade das empresas e, por outro, limita a inclusão social, repercutindo negativamente na sustentabilidade dos destinos turísticos. É importante salientar que o aumento de competitividade também está diretamente associado à valorização da cultura local. O envolvimento das comunidades locais é fundamental para que o desenvolvimento do turismo esteja comprometido com o respeito à singularidade regional e local, com a preservação dos bens naturais e patrimoniais, com a geração de oportunidades de trabalho e renda, com a geração de bem-estar-social e, ainda, com a prevenção à exploração sexual e comercial de crianças e adolescentes no turismo. Por isso, o Ministério do Turismo já promoveu investimentos da ordem R$ 46,5 milhões na qualificação dos profissionais que atuam no setor. Isso já resultou na qualificação de 155 mil profissionais e empresários do turismo.

Ralph Justino: Estou no momento desenvolvendo o material de data show para a apresentação.

Rafael dos Santos: Em pleno andamento. Os temas que trabalharei, tanto na palestra como no mini-curso, são instigantes e bastante vinculados à minha pesquisa, por isso está sendo muito bom prepará-los.

Sandra de Sá Carneiro: Na conferência pretendo abordar questões relativas ao projeto de pesquisa que venho desenvolvendo nos últimos anos: as relações entre modernidade e religiosidade no mundo contemporâneo, particularmente as transformações do campo religioso na sociedade brasileira atual. Um das idéias centrais é estudar as interfaces entre peregrinação e turismo, tomando como objeto empírico as peregrinações inspiradas no Caminho de Santiago, que surgiram no Brasil, a partir de 2000 – particularmente, o Caminho do Sol (São Paulo), o Caminho da Luz (Minas Gerais), o Caminho de Passos de Anchieta (Espírito Santo), o Caminho das Missões (Rio Grande do Sul) e o Caminho da Fé (São Paulo). A criação, organização e desenvolvimento destas novas rotas de peregrinação tem envolvido prefeituras, igreja católica, agências de turismo e organizações da sociedade civil, nos levando a repensar as fronteiras entre turismo e peregrinação. Até o presente momento, tenho trabalhado com a hipótese que o que estes caminhos têm em comum é o fato de incorporarem elementos de uma espiritualidade muito próxima ao que vem sendo definido como Nova Era, associada muitas vezes ao catolicismo tradicional, indicando para a fluidez das fronteiras simbólicas entre as religiões estabelecidas e o que Paul Helal chamou de religiões do self.
Ao analisar as relações entre peregrinação e turismo procuramos perceber as tensões, as negociações e as possibilidades advindas destas relações, particularmente no que se refere às mediações estabelecidas pelos idealizadores dos caminhos, pelas prefeituras locais, pelas secretarias municipais de turismo, pelas agências de turismo com o mercado e com a criação de um “produto turístico”. Estas são apenas algumas idéias do que eu gostaria de debater durante o seminário.

 

 

 

Qual a sua expectativa para o evento?

H.G.: A melhor possível.

L.B.: Eu espero que seja bem freqüentado, com todos os alunos do curso de turismo e essa hospitalidade da turma da UFJF.

Espero o mesmo bom nível de outra edição da qual participei.

M.L.: Espero uma discussão de alto nível sobre o tema Turismo e Hospitalidade. Pesquisas recentes, realizadas pelo Ministério do Turismo, com turistas brasileiros e estrangeiros apontam que a qualidade dos serviços e produtos ofertados deixa a desejar em razão, dentre outros aspectos, da falta ou deficiência da formação e qualificação profissional. Esse entrave à competitividade do país é suavizado pelo estilo brasileiro de receber, a hospitalidade brasileira. Contudo, a falta de profissionais qualificados e formados adequadamente pode tornar-se um problema grave na medida em que o setor apresente taxas expressivas de crescimento, como vem ocorrendo nos últimos anos. Para se ter uma idéia, em 2002, o Brasil recebeu 2,8 milhões de turistas estrangeiros. Três anos depois o número saltou para 5,3 milhões – ou seja, um crescimento de 43%. Em 2005, US$ 3,861 bilhões ingressaram no país por meio dos turistas internacionais, segundo o Banco Central. A previsão para 2006 é de outro recorde histórico: entrada de cerca de US$ 4,5 bilhões, o que colocará o turismo entre os quatro principais produtos da pauta de exportações do Brasil. Esse crescimento é muito bom, mas devemos estar alertas, pois se houver falhas na política pública voltada para o desenvolvimento e crescimento do setor, em particular daquelas que dão o suporte à qualidade e ao diferencial do produto e do serviço ofertado, geram-se entraves não só de ordem econômica, mas também social.

R.J.: Espero poder contribuir com minha experiência mostrando alguns projetos vitoriosos na iniciativa público de turismo.

R.S.: Minhas expectativas são boas tendo em vista a forma como o evento está sendo preparado, com muita competência. Espero que seja uma oportunidade para estudantes, professores e pesquisadores aprofundarem as discussões sobre temas importantes do Turismo.

S.S.: A de um debate enriquecedor.

 

 

 

Você já conhece o nosso site www.turismo.ufjf.br?

H.G.: Sim, e acessei várias vezes para obter informações

L.B.: Vou aproveitar a boa vontade do meu filho e ver hoje para dar pessoalmente minhas impressões.

L.O.: Sim, é muito bem formatado.

M.E.: Não conhecia o sítio. Fiz uma rápida visita. Não poderia avaliar as funcionalidades do www.turismo.ufjf.br, mas pelo que pude ver, possui uma apresentação agradável, é bonito e me pareceu adequado aos objetivos.

R.J.: Não, infelizmente ainda não pude dar uma olhada mais profunda para poder criticar.

R.S.: Sim, já conheci o site, de navegação fácil e atraente.

S.S.: Conheço e gostei muito pelas informações e por sua construção, agilizando os dados relativos ao seminário.

 

 

 

Você já veio à Juiz de Fora?

H.G.: Sim, minha formação acadêmica foi realizada na UFJF.

L.B.: Já no Encontro Regional de História Oral e foi muito bom. A turma participou bastante e as esticadas nos restaurantes foram nota 1000.

Por duas vezes, já estive em JF, sendo que, em ambas vezes, o motivo sempre foi o Curso de Turismo.

M.L.: Sim, a trabalho. É uma cidade muito agradável, com vocação e potencial para o desenvolvimento do turismo.

R.J.: Já fui a Juiz de Fora várias vezes a trabalho e a passeio. Acho uma cidade bonita, organizada e que possui um grande potencial dentre as cidades mineiras.

R.S.: Não, nunca. Será minha primeira vez.

S.S.: Não posso dizer que conheço a cidade de Juiz de Fora, propriamente. Nos últimos três anos já fui algumas vezes participar de bancas de mestrado ou doutorado, na área de Ciência da Religião. Tenho feito isto com muito prazer pelo intercâmbio que isto proporciona, fomentando o diálogo entre pesquisadores de diferentes universidades e pela alegria de poder rever grandes amigos e parceiros.

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    Graduação em Turismo


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