O Centro

O Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (CAEd) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) é que uma instituição que operacionaliza (elabora e desenvolve) programas estaduais e municipais destinados a mensurar o rendimento de estudantes das escolas públicas. Também cria e promove cursos de formação, qualificação e aprimoramento aos profissionais da Educação de diversos estados do Brasil, além de desenvolver software para a gestão de escolas públicas com o objetivo de modernizar a gestão educacional. O CAEd oferece, ainda, apoio para o desenvolvimento de projetos educacionais promovidos por iniciativas privadas.

É referência nacional na execução de programas de avaliação educacional, na formação de especialistas na área de gestão da educação pública e no desenvolvimento de tecnologias de administração escolar. Atua junto ao Governo Federal, governos estaduais e municipais, além de instituições e fundações na realização de avaliações de larga escala com a produção de medidas de desempenho e na investigação de fatores “intra” e “extraescolares” associados ao desempenho. O objetivo é oferecer dados e informações úteis capazes de subsidiar as ações de melhoria da qualidade da educação e equidade nas oportunidades educacionais.

Serviços prestados

O CAEd presta serviços que beneficiam indiretamente à sociedade, atuando no segmentos de avaliação, pesquisa, formação, sistema de gestão e administração. Os cinco pilares da atuação do Centro sustentam o trabalho pela avaliação e modernização da gestão educacional, sobretudo na educação pública.

Avaliação

O setor de avaliação, em qualquer instituição de ensino, trabalha com a produção de informações sobre a realidade do ensino, aferindo o aprendizado dos estudantes avaliados por meio de diversos instrumentos (observações, registros, provas, etc.) e indicam, a partir daí, o que precisa ser feito para que eles tenham condições de avançar no sistema escolar.

Por isso, paralelamente aos métodos de avaliação tradicionais implementados pelas escolas, o CAEd trabalha para implementar a “avaliação em larga escala”, que tem objetivos e procedimentos diferenciados das avaliações tradicionais, isto é, são organizadas a partir de um sistema de avaliação cognitiva dos estudantes e são aplicadas de forma padronizada para um grande número de pessoas, entre os quais estão alunos, professores, diretores e coordenadores. Estas avaliações em larga escala utilizam instrumentos tais como testes de proficiência e questionários, que permitem avaliar o desempenho escolar e os fatores, de dentro e de fora do meio escolar, associados ao mesmo.

Tais avaliações são elaboradas a partir de Matrizes de Referência, que indiciam o que é avaliado para cada área de conhecimento e etapa de escolaridade, informando as competências e habilidades esperadas, em diversos níveis de complexidade.

Os métodos de avaliação utilizados pelo CAEd são:

  • Avaliação Diagnóstica: neste tipo de avaliação, realizado no início de um processo de aprendizagem, são observadas as aptidões, competências e conhecimentos dos estudantes com vista à organização de processos de ensino e aprendizagem de acordo com as situações identificadas. Coloca- se em evidência os pontos fortes e fracos de cada aluno, sendo possível, a partir do diagnóstico, determinar o modo de ensino de forma mais adequada. É prevenida, desta forma, a detecção tardia das dificuldades de aprendizagem dos alunos. Além disso, tornam-se mais compreensíveis os interesses e capacidades de cada aluno, permitindo a que a instituição de ensino opte por ações pedagógicas capazes de motivá-lo a estudar e crescer. As informações obtidas neste tipo de avaliação auxiliam as redes de ensino, bem como as unidades escolares, a planejar intervenções iniciais e propor procedimentos que levem os alunos a atingir novos patamares de conhecimento.
  • Avaliação Interna: é a que se dá quando o professor da instituição de ensino, em sala de aula, afere o desempenho do aluno por meio, por exemplo, de provas e trabalhos. Este tipo de avaliação é importante, uma vez que elas fornecem informações para o avanço em novas práticas pedagógicas, possibilitando o planejamento de tais ações no cuidado específico de cada aluno.
  • Avaliação Externa: o foco da avaliação externa é mais amplo, podendo abranger uma escola ou a rede pública de um município ou estado. A análise estabelecida numa escola deve resultar no encontro de uma medida de proficiência que possibilita aos gestores a implementação de políticas públicas, e às unidades escolares um retrato de seu desempenho. Tais avaliações buscam assegurar a qualidade da Educação ao oferecer um panorama geral da realidade educacional.

A avaliação externa requer metodologia e instrumentos específicos de análise que possibilitem a manutenção da comparabilidade e confiabilidade dos resultados. Para efetivar a comparabilidade, os testes são construídos de forma padronizada e seus resultados são alocados em uma escala de proficiência que varia de zero a 500 com intervalos de 25 a 25 pontos. Os intervalos indicam a consolidação de competências e habilidades ao longo do processo de ensino e aprendizagem.

  • Avaliação Formativa: tem seu foco no processo de ensino-aprendizagem. Não tem finalidade probatória e está incorporada no ato de ensinar, integrada na ação de formação. Pretende melhorar o uso de informações levantadas por meio da ação avaliativa. Semelhante à avaliação diagnóstica, busca detectar dificuldades suscetíveis de aparecer durante a aprendizagem a fim de corrigi-las rapidamente. Todavia, seu foco está no processo de ensino-aprendizagem.
  • Avaliação Somativa: é uma modalidade avaliativa pontual que ocorre ao fim de um processo educacional. Atém-se à determinação do grau de domínio de alguns objetivos pré-estabelecidos propondo-se a realizar um balanço somatório de uma ou várias sequências de um trabalho de formação. Está preocupada com os resultados das aprendizagens, fazendo um balanço somatório de uma ou várias sequencias do trabalho. Sintetiza as aprendizagens dos alunos tendo por base critérios gerais.

Padrões utilizados pelo CAEd

  • Medida de Proficiência: é a medida que representa um determinado traço latente (aptidão) de um aluno. Assem sendo, pode-se dizer que o conhecimento de um aluno em determinada disciplina é um traço latente que pode ser medido através de instrumentos compostos por itens elaborados a partir de uma matriz de habilidades.

A “ferramenta” utilizada para calcular a proficiência é denominada Teoria da Resposta ao Item (TRI), sendo caracterizada por um conjunto de modelos matemáticos, no qual a probabilidade de acerto a um item é estimada em função do conhecimento do aluno.

Tais medidas propiciam a construção da escala de conhecimento: após a aplicação de testes, as respostas dos alunos aos itens são processadas de forma a constituir uma base de dados. Através desta base e da utilização da TRI são calculados as características matemáticas dos itens ou parâmetros e as proficiências dos alunos. Em seguida, são realizados procedimentos matemáticos, denominados equalizações, de forma a colocar as proficiências dos alunos e parâmetros dos itens em determinada escala. Os resultados, assim obtidos, podem ser comparados entre diferentes avaliações em um mesmo período de tempo ou, também, em diferentes períodos de tempo.

  • Interpretação da escala de conhecimento: é a tradução dos resultados da medida da habilidade em termos de seu significado cognitivo e educacional. Desta forma, especialistas das áreas avaliadas, utilizando as proficiências dos alunos e os parâmetros dos itens, interpretam o que significa pedagogicamente estar em determinadas categorias de desempenho. Ou seja, o que os alunos, cujas proficiências localizam-se em cada nível, são capazes de fazer. Isso envolve a produção de textos adequados aos principais interessados nos resultados, tendo como leitores prioritários os educadores, mas dirigidos, também, a gestores, famílias, especialistas, destre outros.
  • Matriz de Referência: é formada por um conjunto de descritores que mostram as habilidades que são esperadas dos alunos em diferentes etapas de escolarização e passíveis de serem aferidas em testes padronizados de desempenho. Construída a partir de estudos das propostas curriculares de ensino, sobre os currículos em atividade nas redes de ensino e especialistas em educação.

É formada por um conjunto de tópicos ou temas que representam uma subdivisão de acordo com conteúdo, competências de área e habilidades. Cada tópico ou tema de uma Matriz de Referência é constituído por elementos que descrevem as habilidades que serão avaliadas nos itens, esses elementos são os “descritores”. Assim, os itens são elaborados com base nos descritores das Matrizes de Referência das disciplinas avaliadas nos testes de proficiência, que reúnem o conteúdo a ser avaliado em cada período escolar e disciplina e informam o que se espera do aluno em termos de desempenho escolar. As Matrizes de Referência não esgotam o conteúdo a ser trabalhado em sala de aula e, portanto, não podem ser confundidas com propostas curriculares, estratégias de ensino ou diretrizes pedagógicas.

  • Padrões de Desempenho: são agrupamentos a partir da proficiência obtida nas avaliações em larga escala por meio da Teoria de Resposta ao Item (TRI). Esses padrões podem ser divididos em três ou quatro níveis, de acordo com as diretrizes pedagógicas adotadas pelos municípios e estados. O agrupamento visa a facilitar a interpretação pedagógica das habilidades desenvolvidas pelos estudantes, pois apresenta a descrição das habilidades distintivas de cada um de seus intervalos, em um continuum, do nível mais baixo ao mais alto.

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