Clipping UFJF – 13, 14 e 15 de Dezembro de 2015

Veículo: Tribuna de Minas

Editoria: Cultura

Data: 13/12/2015

Link:http://www.tribunademinas.com.br/a-cidade-corre-quase-invisivel/

A cidade corre (quase) invisível

Sensível, o artista anuncia, em versos, o retratado em seus traços. “A cidade corre/ Com suas cores/ Por entre meus dedos,/ Fazendo-me grafite estático/ Diante de seus contrastes.” Em “Referências (quase) invisíveis”, série que integra o calendário da Tribuna, encartado na edição deste domingo, para assinantes, Gerson Guedes permite o aflorar de uma técnica que lhe é tão cara. As cores, sempre intensas, agora dão lugar ao branco. “Sempre resguardei o meu desenho, mas ele se mostra mais vivo, é o esqueleto do meu trabalho. Antes, ele estava encoberto por pessoas, acontecimentos, por uma paisagem”, revela ele, que, nas 15 obras, apresenta paisagens e monumentos históricos de Juiz de Fora.

O passado se faz presente quando Gerson faz surgir, à caneta, o bonde percorrendo as ruas da cidade e a riqueza da arquitetura do Colégio Stella Matutina. Contudo, o artista se põe a observar a vida que corre, colocando em evidência as mudanças trazidas com o tempo. “Preciso fotografar primeiro, porque o prédio sofre alterações com elementos que entram ou desaparecem. Misturo as referências reais com as mudanças”, explica Gerson, deixando transparecer, na voz e no olhar, o prazer pela arte que brota após os dois anos e meio dedicados ao trabalho na Pró-reitoria de Cultura da UFJF.

Sobre uma tela branca, surgem “telhados, abóbodas, fachadas, sobrados…”, que fazem lembrar o que já não mais atrai o passante, entregue à fria tela de um celular. “São pontos que estão na memória ou acima da linha do horizonte. São quase invisíveis porque ninguém tem mais tempo de olhar para eles, e eles são referências que codificam a cidade de Juiz de Fora.” Para voltar a um terreno inúmeras vezes visitado, Gerson conta com o imprevisível. “Não apago nada, despisto meu erro porque ele faz parte da minha liberdade e da velocidade do desenho”, diz ele, que, de forma inédita, também traz as estruturas dos patrimônios em perspectiva, acompanhadas da volumetria. “Consigo ampliar muito mais o quadro ao fazer uso da perspectiva. Foi uma experiência nova que trouxe mais vigor ao desenho.”

Olhe para mim

Gerson decidiu iniciar a série com o complexo do Colégio Stella Matutina, e a escolha tem razão de ser. “Com a demolição do Stella, fez nascer em nós a consciência da preservação. Foi preciso sacrificá-lo para que outros bens, como o Cine-Theatro Central e o Espaço Mascarenhas, fossem conservados”, diz, apontando para o quadro a fim de revelar uma de várias leituras que podem ser feitas. “Fiz o prédio só com a fachada. Só tem a casca, fazendo referência a sua demolição. Você não vê a parede.”

 

 

Entre as “referências (quase) invisíveis”, está a Catedral Metropolitana com as cores do seu interior saindo pelas janelas. Na confecção desse prédio, Gerson inova, mais uma vez, trazendo um recurso da arte barroca. “Esse vitral do centro da catedral deveria ficar um pouco mais ovalado para acompanhar o desenho, mas, propositalmente, eu o coloquei de frente. Queria que esse círculo, assim como os olhos dos santos barrocos, me acompanhasse onde eu estivesse. Minha intenção é dar a entender que esse patrimônio está dizendo ‘olhe para mim, cuide de mim, eu ainda existo’”, dispara o artista.

 

 

Com o calendário que chega, hoje, às casas dos leitores da Tribuna, não restam dúvidas de que o berço de Murilo Mendes e seu patrimônio constituem o universo do artista. “O Gerson sempre retratou Juiz de Fora, e a Tribuna sempre prezou por referenciar a cidade. Foi uma união perfeita. Tivemos um retorno expressivo dos apoiadores nesse momento tão difícil da nossa economia, e o nome dele contribui para isso”, afirma Suzana Neves, diretora do Grupo Solar Comunicações. “O mais interessante é ficar o exemplo de que a gente não tem que se apegar só ao poder público como o grande promotor e fomentador das nossas ideias, seja qual for nossa concepção artística. Temos que chegar com nossa proposta até a iniciativa privada. Nesse projeto, está envolvida não só a produção de um pintor, mas uma reflexão sobre o patrimônio”, conclui Gerson.

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Veículo: Tribuna de Minas

Editoria: Cidade

Data: 14/12/2015

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Semana começa com temperatura em elevação

O enfraquecimento do sistema frontal em atuação sobre o oceano cria condições favoráveis à diminuição das áreas de instabilidade sobre Minas Gerais nesta segunda-feira (14). Com a diminuição da nebulosidade, a estimativa é que os termômetros entrem em elevação.

Conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a previsão é de que a temperatura máxima chegue a 30 graus em Juiz de Fora. A mínima do dia foi registrada por volta das 2h, quando os termômetros do 5º Distrito de Meteorologia, instalados no Campus da UFJF, marcaram 18,7 graus.

Embora a meteorologia aponte maior possibilidade de chuva para regiões de divisa com o estado de São Paulo, o instituto não descarta a possibilidade de pancadas e trovoadas isoladas também na Zona da Mata, incluindo Juiz de Fora. O Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (Cptec) ainda aponta probabilidade de pancadas de chuva na cidade na casa dos 80% entre hoje e amanhã. Já a partir de quarta, as chances de precipitações caem para apenas 5%.

Chuva no fim de semana

De acordo com pluviômetros do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), monitorados pela Defesa Civil, a média de chuva em Juiz de Fora registrada nas últimas 72 horas foi de 38,84 milímetros. As regiões com maior acumulado foram Santa Terezinha, com 69,2 milímetros, Cidade Universitária, 63,88 milímetros, e Paço Del Rey, com 61,81 milímetros. Ainda conforme a pasta, com as chuvas do fim de semana, o volume mensal de precipitações chegou a 169 milímetros. O esperado para todo  o mês, de acordo com a média histórica, são 327,1 milímetros.

Nas últimas 72 horas, foram registradas 10 ocorrências: três na região Oeste, três na Norte, duas na Nordeste, uma na Sudeste e uma na Leste. Entre os tipos de registros, estão um alagamento, uma ameaça de queda de árvore, um destelhamento total de edificação, um escorregamento de pedra, um escorregamento de talude, uma orientação técnica preventiva, uma queda de árvore, duas reavaliações, e uma trinca em muro de divisa.

De acordo com a Cesama, em relação à sexta-feira, a Represa de São Pedro apresentou aumento de 9,5% de seu volume, chegando a 97,1% de água acumulada na manhã desta segunda. O ganho na Represa João Penido, principal manancial da cidade, foi mais modesto, de 1,3%. Com isso, o local concentra agora 47,4% de sua capacidade. Já o nível de água em Chapéu D’Uvas não apresentou alteração, mantendo-se com 58,5%.

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Veículo: Tribuna de Minas

Editoria: Cidade

Data: 14/12/2015

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Professora da UFJF é vítima de estelionato

Uma professora do Centro de Biologia da Reprodução, da UFJF, registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil, sexta-feira (11), informando que está sendo vítima de estelionato. Segundo ela, docentes, servidores e alunos de universidades de todo o país – incluindo a UFJF – estão recebendo um e-mail falso, assinado por ela e uma professora da Universidade de São Paulo (USP), informando sobre vagas para serviços temporários. Entre eles, coordenadores e auxiliares para monitorarem vestibulares e concursos em instituições públicas e privadas em todo o Brasil.

Além de pedir depósito de R$ 125 em nome das docentes, o golpista também solicita uma série de informações para cadastro, como números dos documentos de identidade e CPF. “O primeiro alerta que tive foi na quinta-feira, quando uma professora entrou em contato comigo perguntando se eu havia enviado o e-mail. Na sexta, recebi várias mensagens e telefonemas de pessoas de todo o país perguntando se eu estava fazendo este cadastro. Entrei em contato com a professora da USP, também vítima do golpe, que me explicou que isso começou há um mês e, agora, estariam agindo em instituições de Minas Gerais”, disse a professora, que preferiu não ser identificada.

“Estão usando de nossa credibilidade para aplicar o golpe. Já sei que minhas informações não vazaram da base de dados da UFJF, porque foi feita uma investigação ainda na sexta. Alguns alunos começaram a rastrear estas mensagens e já detectaram, inclusive, algumas contas beneficiadas com o depósito. Com base em tudo isso, registrei o boletim de ocorrência na Polícia Civil.” Ainda segundo a professora, o próximo passo será comunicar o fato ao Ministério Público Federal. Na tarde de ontem, ela reunia provas que poderão ser usadas nas investigações. “Infelizmente sei de pessoas que fizeram o depósito”, lamentou.

UFJF alerta
Na manhã de ontem, a UFJF enviou um e-mail para toda a comunidade acadêmica informando do golpe. A mensagem cita que a instituição “não está chamando ninguém para tais serviços e orienta os docentes que forem vítimas a realizarem boletim de ocorrência na Polícia Civil e registrar a denúncia na Polícia Federal.”

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Veículo: Tribuna de Minas

Editoria: Cidade

Data: 14/12/2015

Link:http://www.tribunademinas.com.br/divulgado-o-regimento-para-a-escolha-do-novo-reitor/

Divulgado o regimento para a escolha do novo reitor

Foi aprovado pelo Conselho Universitário (Consu) o regimento para a consulta acadêmica que irá definir os nomes do novo reitor e vice da UFJF. A eleição poderá ser realizada em dois turnos, caso sejam inscritas mais de duas chapas. Para ser eleita no primeiro turno, que ocorre nos dias 20 e 21 de janeiro de 2016, uma das chapas deverá atingir mais de 50% dos pontos no conjunto de técnicos, estudantes e professores e mais de 30% em cada segmento. Num eventual segundo turno, a eleição ocorrerá nos dias 3 e 4 de fevereiro, com a divulgação do resultado até o dia 5. A chapa eleita deverá indicar outros três nomes para a composição da lista tríplice que será encaminhada pelo Consu ao MEC.

Professores doutores interessados em compor chapas deverão realizar a inscrição nesta quinta e sexta. A partir de sábado (19) terá início a campanha, com debates já agendados em Governador Valadares, em 8 de janeiro, e Juiz de Fora, no dia 13 do mesmo mês. Também será realizado um debate on-line no dia 18 de janeiro, marcando o fim da campanha. No caso de segundo turno, a campanha será reiniciada no dia 25 de janeiro, com debate on-line entre os dois candidatos no dia 28. O prazo para propaganda terminará no dia 1º de fevereiro.

Durante o período de campanha, será permitida a afixação de cartazes e banners em locais determinados pela comissão eleitoral, além da divulgação do programa da chapa em sites, e-mails, redes sociais e listas de discussão. Também é permitida a distribuição de adesivos e folders, entretanto, é proibida a confecção de brindes como camisas, bonés e chaveiros. O regimento foi aprovado pelo Consu na última sexta-feira (14).

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Veículo: Tribuna de Minas

Editoria: Cidade

Data: 14/12/2015

Link:http://www.tribunademinas.com.br/funcionarios-da-upa-sao-pedro-deflagram-greve/

Funcionários da UPA São Pedro deflagram greve

Os funcionários da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) São Pedro deflagraram greve nesta segunda-feira (14). Eles estão sem receber o salário referente ao mês trabalhado de novembro, que deveria ter sido pago no quinto dia último de dezembro. Dos 200 funcionários, cerca de 70 estão atuando, atendendo casos de urgência e emergência, que correspondem às cores laranja e vermelha do Protocolo de Manchester. Nesta terça-feira (15), haverá uma assembleia no Sindicato dos Médicos para definir uma escala de 30% do atendimento. A UPA São Pedro é gerida pela Fundação de Apoio ao Hospital Universitário (Fundação HU).

A greve dos colaboradores do Hospital Universitário (HU) da UFJF, vinculados à Fundação HU, também está mantida. Eles estão sem receber o pagamento de dezembro e a primeira parcela do 13º salário. São cerca de 220 trabalhadores afetados.

Em nota, a Fundação HU informou que já fez contato com as instâncias para regularizar o pagamento dos colaboradores do HU e UPA São Pedro, e todas as instituições envolvidas estão trabalhando em conjunto para resolver a situação. “Quanto às manifestações e greve, a FHU considera a iniciativa dos trabalhadores legítima e respeita o movimento de classe. Na UPA São Pedro, durante a greve e quadro reduzido de profissionais, a Unidade realizará somente atendimentos de urgência e emergência. Reforçamos ainda que a segurança e qualidade da assistência ao usuário serão mantidas na unidade”, ressaltou a nota.

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Veículo: G1

Editoria: Zona da Mata

Data: 14/12/2015

Link:http://g1.globo.com/mg/zona-da-mata/noticia/2015/12/funcionarios-de-unidade-de-saude-paralisam-atividades-em-juiz-de-fora.html

Funcionários de unidade de saúde paralisam atividades em Juiz de Fora

Os funcionários da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Bairro São Pedro, em Juiz de Fora, estão em greve a partir desta segunda-feira (14). Quem faz o gerenciamento da unidade é a Fundação de Apoio ao Hospital Universitário (HU) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), através de um contrato com a Prefeitura de Juiz de Fora, desde a inauguração, em maio de 2010.

A assessoria da Secretaria Municipal de Saúde confirmou o atraso nos repasses e ressaltou que a responsabilidade do pagamento é da empresa prestadora. A assessoria da Fundação HU disse que está em contato com todas as instâncias envolvidas para resolver a situação.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde em Juiz de Fora Anderson Stheling, obedecendo à legislação, um terço dos 200 funcionários mantém os atendimentos de urgência e emergência.

“O motivo é o não pagamento do salário de novembro, previsto para o dia 7, que não foi pago até esta segunda. Os atrasos foram problema recorrente ao longo deste ano. Os funcionários não voltam a trabalhar enquanto não receberem”, ressaltou. Ainda segundo Anderson Stheling, há uma expectativa de reunião do Sindicato com a Fundação HU. No entanto, ele informou que o encontro ainda não foi agendado.

Posicionamentos

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que os constantes atrasos de repasses do Governo Federal e do Governo de Minas, aliados ao momento de crise financeira nacional, impactaram especialmente as contas do municípios e os pagamentos que precisam ser realizados. Muitos valores ainda não chegaram ao município este mês. A Secretaria ressaltou que, independente disso, o pagamento de funcionários é de responsabilidade da empresa prestadora.

A Fundação HU informou em nota que já fez contato com as instâncias e está em andamento um trabalho conjunto para regularizar o pagamento dos colaboradores do HU e UPA São Pedro. Quanto às manifestações e greve, a FHU considera a iniciativa dos trabalhadores legítima e respeita o movimento de classe. A assessoria destacou que durante a greve e quadro reduzido de profissionais na UPA São Pedro, a Unidade realizará somente atendimentos de urgência e emergência. Reforçamos ainda que a segurança e qualidade da assistência ao usuário serão mantidas na Unidade.

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Veículo: G1

Editoria: Zona da Mata

Data: 14/12/2015

Link:http://g1.globo.com/mg/zona-da-mata/noticia/2015/12/funcionarios-do-hu-da-ufjf-ainda-aguardam-pagamento.html

Funcionários do HU da UFJF ainda aguardam pagamento

A verba federal que deveria ter sido repassada na última sexta-feira (11) para a Fundação de Apoio ao Hospital Universitário (HU) para realizar o pagamento dos funcionários do Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) ainda não chegou, segundo a assessoria do HU. Diante da informação, o G1 solicitou posicionamento ao Ministério da Saúde e aguarda retorno.

Na sexta-feira, os funcionários do HU-UFJF fizeram uma manifestação por causa do atraso no pagamento do salário de novembro e a primeira parcela do 13º salário. Eles fecharam o trânsito da Avenida dos Andradas, perto da sede da unidade no Bairro Santa Catarina. Os pagamentos deveriam ter sido realizados na segunda-feira, dia 7 de dezembro.

O Sindicato dos Servidores da Saúde informou que está prevista uma assembleia nesta terça-feira (15) para que os funcionários decidam se entram ou não com uma ação coletiva na Justiça pedindo o desligamento do emprego por meio de uma recisão indireta. 

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Veículo: Estado de Minas

Editoria: Educação

Data: 15/12/2015

Link:http://www.em.com.br/app/noticia/especiais/educacao/2015/12/15/internas_educacao,717250/sisu-especial-tera-114-mil-vagas-pelo-menos-2-5-mil-em-universidades.shtml

Sisu especial terá 114 mil vagas, pelo menos 2,5 mil em universidades de Minas

O Ministério da Educação (MEC) prepara mais uma forma de entrada para as universidades federais de todo o Brasil, abrindo expectativa para milhares de estudantes. A pasta anunciou a criação de um Sistema de Seleção Unificada (Sisu) exclusivo para as vagas ociosas dessas instituições. Previsto para o primeiro semestre do ano que vem, o processo deve abrir 114 mil vagas em cursos superiores em todo o país, se todas as federais aderirem. No entanto, parte delas já realiza processos internos para o preenchimento dessas vagas: as transferências e obtenções de novo título. Levantamento feito pelo Estado de Minas aponta pelo menos 2,5 mil cadeiras nas instituições mineiras. Na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) são 562 vagas; na Federal de Uberlândia (UFU), 1.203; na Federal de Lavras (Ufla), 600; e na Federal de Alfenas (Unifal), 172. Esse número pode ser maior, uma vez que há outras sete instituições federais no estado que não se manifestaram sobre o assunto.

Antes do anúncio, boa parte das universidades abriu processos internos, como ocorreu na UFU e na UFMG. Em Uberlândia, os exames foram realizados há uma semana. Na UFMG, estão abertos os editais para obtenção de novo título e transferências. As inscrições vão até 20 de janeiro do ano que vem. Na maior universidade mineira, a maior parte dos cursos com vagas ociosas é na área de licenciatura. Matemática lidera, com 103 vagas para os cursos noturnos e diurnos. Para o curso de gestão de serviço de saúde são 62 vagas e para enfermagem, 32. Nas federais de São João Del Rei (UFSJ) e Lavras, a maioria também está nos cursos de licenciatura. A UFSJ não informou quantas vagas são, mas disse que há processos da própria universidade para o preenchimento. De acordo com a assessoria, a universidade só vai se posicionar quanto à adesão ao novo Sisu depois de reunião em Brasília com os reitores, prevista para o dia 17.

As posições e os métodos de seleção podem mudar depois da conversa. Isso porque o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, adiantou que o novo Sisu será acompanhado de mudança no repasse de recursos para as universidades. “Queremos todas essas vagas preenchidas com um critério transparente, republicano e meritocrático de acesso. Para isso, vamos mudar o mecanismo de repasse de verba para as instituições federais. O MEC não repassará recurso por vaga, mas sim por matrícula efetivamente realizada”, afirmou. Por meio da assessoria de comunicação, a UFMG confirmou que as vagas ociosas representam perdas para os cofres públicos. “A universidade tem estrutura para manter um determinado número de alunos. Se atende menos, deixa de usar todos os recursos disponíveis.”

O reitor da Ufla, José Roberto Soares Scolforo, disse que o MEC considera o orçamento por estudante a partir do peso de cada área do conhecimento. Segundo ele, as perdas financeiras na institui;óes que coordena são menores, porque a maior parte das vagas está em áreas sociais e humanas, cujo peso é menor para o ministério. “Todavia, há um custo social nesse processo, já que a Ufla valoriza a formação de profissionais de licenciatura, ou seja, a formação de professores qualificados para atender à demanda crescente do país”, disse.

O reitor informou ainda que são implementadas ações de assistência estudantil para minimizar a evasão, problema comum entre as instituições superiores de ensino. “A instituição investe até três vezes os recursos do Programa Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes) em ações voltadas para alimentação, moradia, atendimento médico, odontológico, apoio psicológico e atividades culturais e esportivas”, disse. Para impedir que os estudantes abandonem os cursos, a universidade também investe em 1,5 mil bolsas.

Espaço vago até na medicina

Embora os cursos de licenciatura apareçam entre aqueles com maior índice de ociosidade, as carteiras vazias nas federais ocorrem até mesmo em graduações disputadas, como medicina. Desde que o curso de medicina foi implantado na UFV, em 2010, a média é de 25% de vagas ociosas a cada turma, que tem entrada anual. São ofertadas 50 cadeiras no início do ano. A UFJF enfrenta o mesmo problema com a turma de 2015 de medicina. Entraram 90 estudantes, mas 20 mudaram de instituição. “Nenhuma dessas vagas foi preenchida.Tivemos greve de três meses e meio. Voltamos no dia 26 de outubro e até então não foi divulgado nenhum edital para preenchimento”, diz a estudante do segundo período de medicina da UFJF Tainá Diana Rodrigues, de 23 anos.

A jovem considera que o mau remanejamento das vagas ociosas impede que muitos estudantes ingressem na universidade pública e também reduz a capacidade de formação dessas instituições. “É injusto, uma pessoa que tenta ingressar no curso de medicina há cinco anos poderia estar lá. Temos uma estrutura moderna, um prédio inaugurado em 2013, que poderia receber 90 alunos em uma sala, mas está recebendo apenas 70”, critica. Na avaliação da estudante, o problema de ociosidade de vagas ficou maior depois da implantação do Sisu. No caso do curso de medicina, muitos estudantes tentam uma vaga na UFMG, mas, como as duas entradas não são divulgadas no início do ano, se não estiverem na lista da primeira entrada tentam uma vaga no interior. No entanto, se o estudante se classifica para a segunda entrada, abandona o curso iniciado fora da capital.

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Veículo: Tribuna de Minas

Editoria: Cultura

Data: 15/12/2015

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A urbe em detalhe

O imóvel localizado na esquina entre as ruas Halfeld e Paulo de Frontin, segundo o pesquisador Marcos Olender, professor do departamento de história da UFJF, era pertencente ao estilo eclético até a década de 1930. Ao passar por uma reforma, despiu-se dos ornamentos que o classificavam como eclético e assumiu o estilo art déco, recorrente na época. Da mesma forma, os prédios que circundam o largo da Praça João Pessoa, onde fica o Central, precisaram ser alterados para a construção do teatro, abandonando o ecletismo e adotando o art déco. Pequenos ou não, detalhados ou simples, os ornamentos classificam e, sobretudo, embelezam, ainda que passem desapercebidos no correr dos dias. “Se pedir que as pessoas descrevam as edificações que estão em seus percursos diários, elas não serão capazes de fazer, porque usam a cidade, passam, apenas”, comenta Olender.

Tomando o pensamento do filósofo alemão Walter Benjamin, Olender pontua que as pequenas obras de arte que se “escondem” em prédios e casas respondem à fruição natural da urbe. “Com a pintura e com a escultura, nos relacionamos pela contemplação. Já a arquitetura é pela distração. Normalmente, a gente não percebe esses detalhes, porque usamos distraidamente as cidades para ir de um lugar a outro, e muito porque não somos levados à observação contida”, defende o professor. Destacando justamente tais alegorias, o calendário de 2016 produzido e distribuído gratuitamente pela Funalfa lança um olhar sensível para os capitéis (extremidades de uma coluna), florões (ornamento de flores), máscaras (reprodução de rostos e figuras), além de outros detalhes feitos em cimento ou ferro.

“Nossa ideia é colocar uma lupa em nossos prédios, fugindo dos clássicos e mostrando outros bens tombados, que também são uma riqueza e trazem um conjunto de informações importantes que justificam seus tombamentos. Esse é nosso convite para que as pessoas se deixem provocar para esses detalhes, com a ideia de transformar os recortes em uma obra”, comenta o superintendente da Funalfa Toninho Dutra. “Cada vez mais os tombamentos têm sido justificados pela importância história e relevância dos imóveis como um todo. Queremos, então, mostrar um outro olhar sobre esses prédios, outra poesia sobre esse conjunto”, completa, destacando a expressividade das imagens registradas pelo fotógrafo Humberto Nicoline.

Após retratar a beleza estética e narrativa dos bordados, depois de destacar os característicos ladrilhos hidráulicos da Pantaleone Arcuri, passados os imponentes vitrais da cidade, a publicação deste ano retoma a questão das lembranças urbanas. “O calendário virou uma referência, uma tradição. É uma forma de marcar o tempo, mantendo assuntos em baila, trazendo discussões para espaços que nem sempre se atentam para isso”, pontua Dutra, para logo acrescentar: “Informalmente, trata-se de uma educação patrimonial. Esse ano, coincidentemente, vários outros calendários, como os da Tribuna e da Academia de Commércio, trazem a temática do patrimônio e da memória como referência, e isso contribui para um debate efetivo.”

Simbólicos e afetivos

No Edifício Comendador Pantaleone Arcuri, na esquina entre a Avenida Presidente Itamar Franco e Rua Espírito Santo, reproduções de cabeças do Deus Hermes se espalham pelas fachadas, dizendo de uma casa edificada para servir como loja, cujo símbolo é justamente a divindade filha de Zeus e de Maia. No calendário municipal, com tiragem limitada (para adquirir basta se dirigir ao prédio da Funalfa, no Parque Halfeld), uma flor esculpida em cimento ocupando o alto das colunas do térreo, e outra, em ferro, ornando as portas do prédio, mostram a série de delicadezas de uma construtora que também projetou imóveis como o Banco do Crédito Real (com seus capitéis a estampar junho).

“Até hoje temos ornamentos na arquitetura, mas foi a partir do século XVIII que ele começou a ser questionado. A arquitetura rococó é impensável sem ornamentos. Porém, a partir do neoclássico, ele passou a ser algo mais superficial, identificando estilos e não compondo espaços. Eles ganharam uma importância muito mais simbólica. Se tirarmos esses detalhes, os imóveis perdem, completamente, seus estilos”, explica Marcos Olender, estudioso do trabalho da Companhia Pantaleone Arcuri, citando o modernismo como estilo que rompeu, até mesmo, com a ornamentação. “Os detalhes podem nos surpreender, e uma boa arquitetura é assim, surpreendente”, completa.

‘O caminho é a educação’

Por trás das coloridas, ainda que sóbrias, páginas da publicação municipal, está um discurso que se deseja consolidar acerca da solidariedade coletiva para com os patrimônios locais. De acordo com Marcos Olender, representante do Instituto Brasileiro de Arquitetura – Juiz de Fora (IAB/JF) na composição do Conselho Municipal de Patrimônio Cultural (Comppac), a cidade merece passos mais largos na área da preservação. “Estou muito desanimado com a nova composição do Comppac. Muito preocupado. Com todo o respeito ao trabalho da Funalfa e da Dipac (Divisão de Patrimônio Cultural da PJF), que se esforçam, mesmo contando com uma estrutura muito reduzida, me preocupa a própria estrutura do conselho, que não é deliberativo, não é paritário e cuja composição excluiu, atualmente, as cadeiras do Museu Mariano Procópio, do Arquivo Histórico Municipal e da Secretaria da Fazenda”, comenta.

Segundo Olender, a substituição não foi coerente, já que no lugar dos dois órgãos entraram a Settra, a Secretaria de Administração e Recursos Humanos e mais uma cadeira para a Procuradoria Geral do Município. “É o momento de refletir sobre a reestruturação do conselho, mesmo que a legislação permita ao prefeito fazer isso”, aponta o estudioso. Conforme avalia o superintendente Toninho Dutra, muitos avanços foram feitos em 2015, como a revitalização de três prédios da Praça da Estação, que deram nova cara ao lugar. “Essa é uma área difícil, que guarda interesses diversos, além de muita subjetividade. É importante chorar os prédios que já foram e lutar pelos que estão de pé, para que se mantenham. Não podemos ignorar essa questão. Conseguimos avançar, não sei se a velocidade é a ideal, mas seguimos trabalhando. O caminho é a educação”, finaliza.

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Veículo: Tribuna de Minas

Editoria: Cultura

Data: 15/12/2015

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Como um álbum de fotografias

Com as sobras de linha que ganha da irmã, Ana Cecília Tavares vai costurando, calmamente, cada exemplar de “Ensaio”. O livro de poemas, lançado nesta terça com uma tiragem de mil exemplares e apoio da Lei Murilo Mendes, traz em suas páginas, de aspecto envelhecido, a responsabilidade socioambiental da autora. São dela, também, as esculturas fotografadas por Sérgio Neumann para ilustrar a obra, que é acompanhada por um DVD com as poesias gravadas e tradução em libras, além da cartilha “Brincando de massinha com Ana Cecília”.

Cada poema tem uma história pessoal. Durante um incidente em que machucou os dedos, lá em 27 de janeiro de 1997 (ela faz questão de datar cada texto), Ana Cecília fez “Feliz devaneio”. “De dor esqueço o corpo…/ E se algum dia machucada/ eu vier a perder o chão/ lançarei voo sem limites/ Viajarei entorpecida, ganharei/ descobrindo, de pele nova, o céu.” Já em “Lágrimas”, de 8 de maio de 2010, está a dor da perda do pai amado. “… Linda, naquele instante tão breve se despede,/ se desmancha, vira lágrima./ Era tão simples assim, pai?/ Acho que eu não precisava ter temido tanto”, desabafa a filha, inspirada por uma singela bolinha de sabão que subia ao céu. “Tudo que escrevi me remete a um momento”, conta ela que já havia buscado em suas reminiscências a inspiração para “Lembranças…”, seu primeiro livro.

“Queria que ‘Ensaio’ ficasse semelhante a um álbum de fotografias, remetesse às minhas recordações.” O “livro aconteceu”, como diz a autora, e não foi escrito com a intenção de ganhar leitores. Ilustrá-lo tornou-se tarefa ainda mais árdua. “Tive que ilustrar o invisível, coisas que não eram para ser ilustradas. Era só o que eu sentia, e o Neumann conseguiu captar o meu instante”, comenta.

Em cada pontinho, um carinho especial

Formada na Escola Agrotécnica Federal de Rio Pomba/MG, com outras passagens por programas e oficinas relacionadas ao assunto, Ana Cecília sempre esteve à frente de causas ambientais, o que justifica não só o uso de materiais recicláveis na confecção do livro, mas também a contrapartida apresentada à Lei Murilo Mendes. Ana Cecília se compromete a executar o plantio de 90 mudas de espécies nativas da Mata Atlântica na cabeceira do manancial da Represa de São Pedro. “No meu trabalho, busco levar a educação ambiental de uma maneira leve e criativa.”

Mesmo o grande número de exemplares que a aguardam para ser alinhavados não a assusta. Segundo a também artesã, em uma hora, ela costurou 22 livros. “Além de representar uma economia, o livro fica mais bonito. Se eu sei costurar e posso fazer, por que não? Sem contar que ponho uma emoção em cima de cada pontinho. É como se eu estivesse mandando um carinho todo especial para cada pessoa”, afirma, justificando sua preocupação com a acessibilidade.

“Não adianta falar de poesia, de meio ambiente, se não for para todo mundo.” Nas poesias gravadas no DVD, estão as vozes de Iacyr Anderson Freitas, Tarsila Zaniratto, Lázara Papandrea, Ulisses Belleigoli, Marisa Timponi, Rosani Martins, Luiz Almeida e Ana Miranda. Davi Vieira Medeiros foi o tradutor e intérprete de libras, e a gravação foi realizada pela Produtora de Multimeios da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

A obra ainda contará com um áudiolivro, lançado com apoio da Fundação Dorina Nowill para Cegos, e que será vendido separadamente. Na noite de autógrafos, haverá apresentação do grupo Segura o Choro e convidados.

LANÇAMENTO DE LIVRO

“Ensaio”

15 de dezembro, às 19h30

Diamantina Bistrô Mineiro

(Rua Floriano Peixoto 549 – Centro)

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