Mestranda da UFJF apresenta artigo sobre coberturas verdes em Copenhague

Segundo pesquisadora, as coberturas verdes funcionam como eficientes reguladores térmicos.

A aluna do Mestrado em Ambiente Construído da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Christiane Merhy Gatto, é a única representante da América Latina com artigo selecionado para apresentação no World Green Roof Congress (Congresso Mundial de Cobertura Verde), um dos maiores fóruns do mundo sobre políticas de urbanização sustentável. O evento, que está em sua terceira edição, acontece entre os dias 18 e 21 de setembro em Copenhague, na Dinamarca, e reúne políticos, arquitetos, designers, planejadores urbanos, industriais, engenheiros e consultores em assuntos ambientais e ecológicos.

Segundo Christiane, a oportunidade de participar do congresso surgiu durante o desenvolvimento de sua pesquisa, relacioanada ao tema da cobertura verde. “No meu artigo, procurei desfazer alguns mitos acerca da viabilidade técnica e financeira para a aplicação das coberturas verdes”, explica.

Em função da presença de instituições científicas e empresas interessadas em investir na pesquisa do assunto, Christiane leva para a Dinamarca boas expectativas em relação a possíveis parcerias da pesquisa da UFJF com outros órgãos internacionais. “Muitos pesquisadores têm apresentado trabalhos relevantes no exterior. A UFJF já é uma instituição reconhecida internacionalmente e isso nos motiva. Vamos apresentar nossas ideias no congresso. Quem sabe não surge de lá algum fruto?”

Depois de terminada a participação no congresso, Christiane viaja para França, onde realizará uma visita técnica no laboratório do Centro Superior de Tecnologia de Edificações, em Paris.

De cidades cinzas a cidades verdes

As coberturas verdes podem servir também para a captação de água da chuva em regiões onde há escassez.

O conceito da cobertura verde consiste em substituir as coberturas artificiais dos edifícios por coberturas vivas. A mistura do concreto com a implantação da cobertura verde tornou-se, nas últimas duas décadas, uma resposta viável a sérios problemas que a rápida urbanização começava a produzir, como ilhas de calor e excesso de poluição.

As coberturas verdes funcionam como eficientes reguladores térmicos. Em cidades muito frias, a água absorvida pelos vegetais contribui para a manutenção das temperaturas internas das construções, impedindo a saída brusca do calor. Além disso, no período de chuvas, a cobertura retém até 70% da água e auxilia o escoamento ao desafogar o sistema de drenagem das cidades, evitando enchentes.

As coberturas das edificações chegam em média a ocupar 27% do espaço de uma cidade. Segundo Christiane, ao implantar vegetação nas coberturas, uma cidade pode ter sua temperatura diminuída significativamente, em alguns casos, em mais de dez graus. As coberturas verdes podem servir também para a captação de água da chuva em regiões onde há escassez.

Segundo Christiane, o Brasil é um país rico em soluções criativas e baratas para diversos entraves técnicos. “Nós conseguimos produzir no Brasil um impermeabilizante para a produção das coberturas à base de óleo de mamona, que é uma matéria prima barata, não é tóxica e possui impacto ambiental praticamente zero. Nós somos ricos em fontes naturais e temos criatividade para aplicá-las com a mesma eficiência e produtividade que os materiais produzidos no exterior”, observa Christiane.

Outras informações:

www.ufjf.br/ambienteconstruido

www.worldgreenroofcongress.com

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