Grupo Divulgação agora é patrimônio imaterial de Juiz de Fora

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"Depois da novela das oito", peça encenada no ano passado (Foto: Divulgação)

O projeto de lei que registra o Grupo Divulgação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) como patrimônio imaterial do município foi sancionado no último dia 26. A lei de número 12.484/20120 declara o Grupo Divulgação como bem de utilidade pública para fins de tombamento.

“A gente assiste isso como o reconhecimento da comunidade, são 46 anos de estrada, olhamos para trás e vemos que grande parte do dever foi cumprido“, afirma o diretor da companhia de teatro, professor José Luiz Ribeiro. Ele ressalta que a notícia da aprovação do projeto foi recebida com muita alegria pelos integrantes de várias gerações do grupo.

Cabe agora, aos órgãos encarregados da política de proteção e promoção do patrimônio cultural a adoção de medidas técnicas que assegurem a inscrição do grupo teatral no registro de bens culturais de Juiz de Fora.

“O reconhecimento do poder público inscreve o Divulgação na esfera simbólica e isso é uma responsabilidade muito grande. A paixão também alimenta a gente. Este ato é um reconhecimento ao trabalho quase de voluntariado feito pelas pessoas que passaram pelo Grupo Divulgação. São muitas horas de dedicação e comprometimento que vão além do horário de trabalho normal.“

E o Grupo não para de produzir frutos para a população juiz-forana. Em março, o Divulgação retoma as suas atividades com os projetos de extensão. Entre eles, o curso para alunos da terceira idade, os trabalhos com os adolescentes e o mergulhão teatral . Outra atividade do Grupo prevista para março é a 27ª edição do Seminário Caminhos do Teatro que trará discussões acerca da prática teatral, seus rumos e transformações.

História

Fundando em 1966, o Grupo Divulgação é inspirado por grandes nomes do teatro mundial: Jean Vilar, Jean-Louis Barrault, com a visão de um teatro popular; Stanislavski e Brecht, com o trabalho de criação artística e estética; e Federico García Lorca, e seu grupo de teatro universitário La Barraca, no modelo da companhia.

Em 1971, o convite do então reitor Gilson Salomão, para integrar o novo espaço de cultura da Universidade, com a promessa de que enquanto houvesse trabalho por parte do grupo haveria um espaço garantido para suas atividades. O Salão Nobre da antiga Faculdade de Direito foi adaptado para Sala de Espetáculos.

Em 1972, com o espetáculo “A Morta”, de Oswald de Andrade, o grupo inaugura o espaço e não para mais de produzir crescendo gradativamente ao longo dos anos. A ida para o Fórum da Cultura proporcionou uma identidade para o grupo e tornou possível a preservação de sua memória.

Dentro das atividades do grupo está o Projeto de Extensão Escola de Espectador, criado em 1984, e desenvolvido com o objetivo de promover o acesso ao teatro às camadas carentes e às escolas pública, municipais e estaduais, com mais de 190 instituições atendidas.

Outras informações: (32) 3215-3850 (Forum da Cultura)

www.ufjf.br/forumdacultura

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