25 de maio

Veículo: JF Hoje

MORRE ARTHUR ARCURI

Considerado o maior nome da arquitetura moderna em Juiz de Fora, Arthur Arcuri morreu na madrugada de ontem, aos 97 anos, de insuficiência respiratória. Entre seus principais projetos está o Campus da UFJF. Também esteve à frente do Museu Mariano Procópio por dez anos.

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Veículo: JF Hoje

Editoria: Cidade

Lixo vira situação de emergência

Karla Silva, Roberto de Castro e Thiago Stephan

cidade@jfhoje.com.br

O prefeito Custódio Mattos assinou, ontem, decreto que estabelece Situação de Emergência em relação à coleta de resíduos sólidos (lixo) e limpeza no município. Média de 350 toneladas de lixo deixou de ser recolhida por dia, desde a última quinta-feira, dia 20, quando os funcionários do Demlurb paralisaram suas atividades. O número representa 77,7% das 450 toneladas diárias de resíduos que deveriam ir para o aterro sanitário, permanecendo no local onde os moradores o depositam. Desde o início da paralisação, portanto, cerca de 1.750 toneladas de lixo estariam espalhadas pelas calçadas, ruas e avenidas de Juiz de Fora.

MOBILIZAÇÃO

Em entrevista coletiva na tarde de ontem, quando foi anunciada a Situação de Emergência, o secretário de Administração e Recursos Humanos, Vítor Valverde, disse que a Prefeitura pretende mobilizar todos os órgãos da administração direta e indireta, em apoio às atividades de limpeza na cidade, de forma a minimizar os riscos à saúde da população.

— O lixo não coletado gera problema de saúde pública, situação agravada pela epidemia de dengue que vivemos. Portanto, utilizaremos todos os recursos legalmente disponíveis para a execução dos serviços públicos. Não descartamos qualquer contratação emergencial para suprir a demanda. A única coisa que não é aceitável é lixo na rua — enfatizou o secretário.

Segundo o decreto, a Situação de Emergência fica estabelecida pelo prazo de 30 dias ou enquanto perdurar o movimento de paralisação dos servidores públicos.

MUITA SUJEIRA

Ontem, Juiz de Fora amanheceu imunda. Em virtude do impasse entre a Prefeitura e os servidores públicos municipais sobre o reajuste salarial, a coleta de lixo na cidade ficou comprometida e o lixo se acumulou. Estimativa do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserpu) indica que 80% dos trabalhadores do Demlurb tenham paralisado as atividades.

Ontem, equipe do JF HOJE esteve em algumas regiões da cidade, para ver como estava a situação. No Parque Halfeld, enquanto o pessoal da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) tentava limpar as lixeiras e fazer a varrição, idosos conversavam em meio ao lixo que tomava conta do coração da cidade. Na sarjeta da Avenida Rio Branco, mais sujeira.

Na Avenida Procópio Teixeira, no Bairro Bom Pastor, sacolas enchiam o canteiro da via, em frente à igreja do bairro. Pela manhã, a comerciante Rita de Cássia Almeida levou o filho para brincar na praça, mas não gostou do que viu.

— Tem muito lixo na praça. As calçadas onde é feita a caminhada também estão muito sujas. Isso é muito ruim, pois dá mau cheiro e os cachorros reviram. Além disso, fico com medo de chover. Se isso acontecer, além de espalhar o lixo, a enxurrada vai carregar as sacolas para o bueiro, com risco de entupir a rede de captação de água — disse, preocupada.

SANTA LUZIA

A situação estava ainda pior na Rua Ibitiguaia, no Bairro Santa Luzia. A laje que cobre o córrego ficou tomada pelo lixo, que também se acumulava pelas calçadas, aos pés de postes e árvores. O comerciante João Batista Xavier tem dois estabelecimentos comerciais na Rua Ibitiguaia: uma padaria e um açougue. Para ele, com a falta de limpeza fica difícil trabalhar.

— Está um inferno. A rua está uma nojeira. Eu pedi um funcionário para varrer a frente da padaria. O lixo atrapalha muito. Quando ele acumula, dá cheiro ruim, além de atrair baratas e outros insetos, bem como ratos — disse, revoltado.

REDUÇÃO DE DANOS

Segundo o coordenador do curso de Engenharia Sanitária da UFJF, José Homero Soares, o momento é para tentar reduzir o consumo, sobretudo de produtos geradores de resíduos.

— As pessoas precisam tentar reduzir, nesses dias, os materiais que geram resíduos. É preciso diminuir o consumo. A dica são os 3 R’s da sustentabilidade: reduzir, reutilizar e reciclar. Essa é uma orientação não só para esse momento, mas para todos os dias. É bom destacar que é possível reduzir a geração de resíduos por alguns dias, mas, se a paralisação continuar, não há solução. Por isso, é preciso resolver esse impasse o mais rápido possível — avaliou o coordenador, preocupado com as consequências que o acúmulo de lixo podem trazer para a cidade.

— Além do lado estético, há o problema de inundação. Se chover, o lixo será levado para os bueiros, que ficarão entupidos, ocasionando inundações. Sem falar na atração de vetores de doenças, como ratos e baratas. Por isso, precisamos que a Prefeitura e os servidores cheguem a um acordo — expôs José Honório, argumentando ainda que essa é a hora de as pessoas mostrarem que têm educação e não jogarem papel na rua.

Servidor mantém paralisação

Durante entrevista coletiva, ontem, a Prefeitura reafirmou a posição de oferecer reajuste linear de 7% aos servidores municipais e disse que estuda a possibilidade de antecipação do prazo previsto para o pagamento dos 4% restantes do IPCA de 2009, previstos para os anos de 2011 e 2012, proposta que surgiu em reunião realizada no último sábado, com a Comissão da Câmara Municipal e representantes dos sindicatos. O secretário de Administração e Recursos Humanos, Vítor Valverde, adiantou, no entanto, que, apesar da demanda salarial do funcionalismo ser legítima e democrática, é difícil que haja conciliação com a capacidade financeira do Executivo, que deverá fechar o ano com déficit estimado em R$ 26 milhões.

Um ofício também teria sido encaminhado ao Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserpu), ontem, informando não haver a possibilidade de efetuar desconto dos dias parados nos salários dos servidores ausentes ao serviço, “por imposição legal”. Uma nova reunião entre os interessados está marcada para hoje, às 10h, na Prefeitura.

— Amanhã (hoje) é o prazo final para a Prefeitura processar a próxima folha de pagamento. Enviamos mensagem à Câmara, com indicativo de urgência, e aguardamos apreciação da matéria. Caso seja aprovada, já na segunda-feira, dia 31, os servidores poderão contar com o reajuste de 7% e a manutenção dos abonos — afirmou o secretário.

PARALISAÇÃO

Depois de se reunirem ontem pela manhã, os servidores municipais decidiram manter a paralisação e marcaram nova assembléia para hoje, às 16h. A assembleia de ontem, na Praça da Estação, foi a que reuniu maior número de participantes. Enquanto a Polícia Militar (PM) estimava cerca de mil pessoas, o comando grevista contava seis mil. Depois de se concentrarem na Praça da Estação, os manifestantes subiram o Calçadão da Rua Halfeld, até chegarem em frente à Câmara Municipal. Carregando faixas, eles gritavam palavras de ordem, como “Se o custódio não cedera, a cidade vai feder”, em referência à interrupção no serviço de coleta de lixo.

— O reajuste sinalizado pela Prefeitura, mesmo que seja escalonado, não resolve o problema para os servidores da base. Eles vão continuar recebendo menos que o salário mínimo e será necessário manter as complementações — protesta Cosme Nogueira.

E S T Í M U LO

O presidente do Sindicato dos Médicos, Gilson Salomão, informou que, entre as unidades de Atenção Primária à Saúde (Uaps), 31 fecharam as portas ontem e 19 funcionaram parcialmente. O atendimento foi parcial também no PAM Marechal e no Instituto da Criança e do Adolescente. A adesão entre os profissionais de engenharia foi de 60%, conforme o presidente do Sindicato dos Engenheiros, João Queiroz. Na avaliação do Sindicato dos Professores, 97% da categoria cruzaram os braços.

— A ameaça de corte no ponto estimulou os trabalhadores, que foram incentivados também pela notícia de abertura da negociação — comentou o coordenador geral do Sinpro, Flávio Bitarello.

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Veículo: JF Hoje

Editoria: Cidade

Morre Arthur Arcuri, o maior nome da arquitetura moderna de JF

•Arcuri morreu na madrugada de ontem, aos 97 anos. Entre seus principais projetos está o Campus da UFJF

Morreu na madrugada de ontem, aos 97 anos, Arthur Arcuri, um dos homens mais importantes de Juiz de Fora no século passado, no campo da arquitetura, nas artes plásticas, na fotografia artística e nas iniciativas culturais. Arcuri faleceu no Hospital Albert Sabin, de insuficiência respiratória. O corpo foi sepultado na tarde desta segunda-feira, no Cemitério Municipal.

Nascido em Juiz de Fora, em fevereiro de 1913, Arthur Arcuri cursou o ginasial no Colégio Santa Rosa, em Niterói, e, em 1937, diplomava-se na Escola Nacional de Engenharia, no Rio. Filho de outra personalidade ilustre, Pantaleone Arcuri, que se projetou como pioneiro na construção civil brasileira, Arthur foi diretor da companhia que tinha o nome do pai. Confessava aos amigos mais próximos que, quando a empresa encerrou as atividades, assumiu um estado depressivo que o acompanharia por muito tempo.

Com uma vida inteira ligada à cultura e às artes, seu nome está inscrito nas atas de fundação do Instituto Santo Tomás de Aquino, do Centro Dom Vital, Aliança Franco Brasileira, Associação Brasil-Estados Unidos e, com Joaquim Ribeiro de Oliveira, chegou a criar um centro de estudos musicais.

Durante dez anos, dirigiu o Museu Mariano Procópio, onde viveu sucessão de frustrações, diante da permanente carência de recursos negados pela Prefeitura. Nos anos 60, foi o autor do Plano Diretor da UFJF, onde lecionou História da Arte. Mas é na arquitetura que fica como a marca principal de sua longa vida.

ROMPIMENTO COM O CONSERVADORISMO

No final da década de 30, diplomado, Arcuri retornou a Juiz de Fora, cheio de ideias e disposto a romper com o conservadorismo. Contudo, seu primeiro projeto foi o matadouro municipal, “apenas um trabalho comercial”, como explicou mais tarde.

Pioneiro na arquitetura moderna na cidade, começou ousando na concepção da casa de seu irmão Reginaldo, na Benjamin Constant 1.000. Uma casa não para ser vista, mas para ser morada, com a cozinha na frente, quando todas as construções a tinham nos fundos.

Rodrigo Santana e Stella Pugliesi publicaram livro sobre o modernismo nos projetos de Arcuri, o mais importante dos quais demolido há três anos, a casa da família Assis, onde funcionou o Colégio Magister, primeira do gênero no Brasil para residência familiar.

Seu trabalho chegou a ser enaltecido por Lúcio Costa no número 8 da revista “Brasil – Arquitetura Contemporânea” e por Oscar Niemeyer, em entrevista ao “Diário Mercantil”, jornal em que colaborou assinando coluna sobre música erudita.

Algumas das obras que projetou para Juiz de Fora estão publicadas em revistas famosas, como “Domus” (Itália), “Revue d’Amiente-Ciment” (Suíça), “Madi”, “Casas y Jardines (Argentina) e “Nuestra Arquitetura”, que lhe dedicou número especial. A Enciclopédia Labor, editada na Espanha, o definiu como um dos pioneiros da arquitetura brasileira.

Com Portinari e Di Cavalcanti

Em sete décadas que dedicou à arquitetura e às artes de modo geral, Arthur Arcuri teve oportunidade de conviver com celebridades. Caso interessante ocorreu no seu primeiro encontro com Cândido Portinari, quando saíam da Escola de Belas Artes, no Rio de Janeiro. Portinari lhe disse o que ninguém sabia: por muito pouco ele teria nascido em Juiz de Fora, pois morar aqui era a intenção de seu pai. Isso só não se deu, porque o navio que trazia da Itália o casal Portinari teve de permanecer em quarentena em São Paulo, o que alterou os planos da família.

Foi Arcuri que enviou ao grande pintor, para atender a curiosidade que havia manifestado, uma foto da tela “Tiradentes Esquartejado”, do acervo do Museu Mariano Procópio. Portinari, como qualquer pessoa de bom gosto, achou aquilo horrível. “Uma pintura muito mal feita”, diria em seguida.

Em 1950, encarregado de projetar o monumento que marcaria o centenário de Juiz de Fora, Arcuri conviveu com outra expressão das artes: Di Cavalcanti, que lhe foi apresentado por Oscar Niemeyer. Desse encontro, resultaria a escolha de Di Cavalcanti para assinar o painel comemorativo, obra inicialmente destinada a ser confiada a Paulo Werneck.

Uma visão sobre os conjuntos

Nos anos 80, quando a cidade despertava para uma política de preservação do patrimônio, entrou na discussão para advertir que essa preocupação não devia radicalizar- se, não ceder à tentação de tombar “tudo que é velho”. Algumas de suas declarações tornaram- se polêmicas, como as que fez durante entrevista a Wilson Cid, na TV Alterosa, em maio de 1985. Dizia, por exemplo, que achava inconveniente o tombamento dos Grupos Centrais, por ser uma obra isolada em relação aos prédios próximos. Com tal visão de conjunto, aplaudia a preservação dos prédios das praças da Estação e a Antônio Carlos.

Graças a essas idéias, o arquiteto costumava ir na contramão das opiniões gerais. Quando toda cidade ainda reagia à demolição do Colégio Stella Matutina, indagou: “Seria justo cercear o desenvolvimento por causa de obras isoladas, como o Stella, um pastiche do gótico, que não apresentava qualquer valor, sem proporções e arquitetonicamente zero?”, disse naquela entrevista televisada, quando nem o Central escapou. Reconhecendo no Theatro algum valor histórico para a cidade, negava- lhe, contudo, valor artístico. Sua obsessão pelos conjuntos não impediria que boa parte de sua vida fosse dedicada a um prédio isolado distante, o Museu Mariano Procópio, onde esteve por meio século como membro do Conselho de Amigos da casa que Ferreira Lage doou à cidade.

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Veículo: JF Hoje

Editoria: Cidade

Personalidades falam de Arcuri

“A morte de Arthur Arcuri constitui uma grande perda para a cidade. Ele foi uma pessoa que participou ativamente de um período muito importante para a história de Juiz de Fora e o fortalecimento da cultura local”.

Toninho Dutra

Superintendente da Funalfa

 

“Em um primeiro olhar, poderíamos dizer que Juiz de Fora fica mais pobre em cultura com a morte do professor da UFJF, Arthur Arcuri, mas isso seria um erro diante de um legado tão expressivo, que enriquece a cidade muito além do tempo presente. A excelência e a veia artística sempre estiveram em seu sangue, heranças do pai, o comendador Pantaleone Arcuri, que influenciou seu trabalho, marcado pelo conhecimento e pela praticidade. Impossível deixar de reverenciar sua obra mais marcante na cidade, o projeto do Campus da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), que continua a se ampliar sem ferir as linhas originais, simples e objetivas, que, nos anos 60, já se abriam para o futuro, para a expansão. Aqui mesmo, no Campus, Arthur Arcuri transferiu com humildade e dedicação seu amplo saber, em especial sobre a história da arte. Todos lamentamos profundamente esta perda e reverenciamos também o homem, que ao longo de seus 97 anos norteou sua vida pela ética, pela integridade e pelo bom senso”.

José Alberto Pinho Neves

Pró-Reitor de Cultura da UFJF

 

“Arthur Arcuri teve excelência na arquitetura residencial, com a colocação das área de serviço na parte  frontal dos imóveis, resguardando a parte íntima e social da casa. Engenheiro com alma de arquiteto, soube fazer a integração do exterior e interior, unindo paisagismo com o projeto arquitetônico. Seu trabalho também tem forte relação com as artes plásticas, com a utilização de painéis de pintores e artistas renomados na parte interna dos imóveis. Como exemplo, cito a antiga sede do Magister, com painéis do artista João Guimarães Vieira, o Guima”.

Mauro Campello

Professor de Projeto Arquitetônico do Curso de Arquitetura e Urbanismo da UFJF

 

“Arthur Arcuri foi um grande amigo do Centro Cultural Pró-Música, desde a primeira ideia para sua concepção. Foi um apoiador ao longo dos anos e membro do Conselho Consultivo do espaço. Perdemos um amigo e um incentivador”.

Maria Isabel de Souza Santos

Presidente do Centro CulturalPró- Música

 

“Arthur Arcuri foi um incentivador dos primeiros anos do Grupo Divulgação. No início de nossos trabalhos, o Grupo Divulgação contava com um pequeno público, e Arthur Arcuri fazia parte desse público. Eu o respeitava muito. Juiz de Fora fica mais pobre. É uma pena que isso tenha ocorrido. Estou muito sensibilizado.”

José Luiz Ribeiro

Diretor do Grupo Divulgação

 

“Arthur Arcuri foi muito importante para a arquitetura moderna mineira e brasileira, com obras de qualidade admirável, entre os maiores modernistas do Brasil. Tive oportunidade de conviver com ele e não posso deixar de ressaltar a gentileza e generosidade, além de sua humildade. Lembro que na obra ‘Arquitetura Moderna em Juiz de Fora (…)’ chegou a questionar os autores se eles achavam mesmo que a obra dele merecia um livro.”

Marcos Olender

Coordenador do Laboratório dePatrimônio Cultural (Lapa) e doCurso de Arquitetura e Urbanismo, além de presidente do Instituto deArquitetos do Brasil (IAB) em

Juiz de Fora

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Veículo: JF Hoje

Editoria: Cidade

Tenda movimenta Centro Cultural Bernardo Mascarenhas

A partir das 16h de hoje, a Tenda de Minas Solidária comemora o segundo ano de atividades no Centro Cultural Bernardo Mascarenhas (CCBM).

O evento terá atrações como a cantora Alexiana e a exposição de representantes do Centro Socioeducativo, da Penitenciária e do Centro de Referência Especializada em Assistência Social de Moradores de Rua (Creas). A entrada é franca. A Tenda tem o objetivo de gerar renda para grupos excluídos do mercado formal, como pessoas com problemas sociais e mentais. Ela foi criada em 26 de maio de 2008, mas vem de um projeto anterior (do ano de 2003), com o apoio da Incubadora Tecnológica da Universidade Federal de Juiz de Fora ( I n t e c o o p / U F JF).

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Veículo: Tribuna de Minas

Editoria: Geral

 

SUPERLOTAÇÃO

Usuários reclamam de ônibus

Fernanda Sanglard
Repórter

Desumana. É com esta palavra que a cozinheira Maria das Graças Mendes, 48 anos, define a situação enfrentada pelos passageiros da linha de ônibus 520 (Aeroporto) no início da manhã e no fim da tarde. Coincidentemente, o termo também é usado pelo representante comercial Antonino Antunes Martins, 44, para se referir à linha 766 (Zona Norte/Rio Branco). Os usuários dos dois coletivos enfrentam diariamente a superlotação e a dificuldade de chegar no horário nos compromissos. O mesmo ocorre com a linha 106 (Parque Independência/Jardim Gaúcho). Mas estes são apenas alguns coletivos alvos de reclamação da população que a Tribuna acompanhou este mês. Empurrra-empurra e falta de espaço são frequentes nos veículos. Quem entra não pode se mover e, para desembarcar, as pessoas precisam fazer uma verdadeira “ginástica”.

Nos flagrantes da reportagem, diversos coletivos trafegavam com mais de cem passageiros, quando a capacidade máxima é de 80. Há casos de pessoas que se machucaram no percurso, perderam o sapato ou ficaram com uma parte do corpo e a bolsa presas na porta. No último dia 4, um dos carros da linha 520 circulava com 120 passageiros, quase 50% a mais que a capacidade de 76 pessoas. Já o ônibus Parque Independência não tinha afixada a quantidade permitida, mas, às 7h30, transitava com 110.

Para Aeroporto
O itinerário da linha 520 sentido Aeroporto, na Cidade Alta, começa na Rua Barão de Cataguases, no Centro, e se estende até a Rua Acácio Alves Alvim, no Marilândia. Principalmente no início da manhã, o coletivo é muito usado por quem sai de diversos bairros para trabalhar na Cidade Alta. Por volta das 7h, no ponto da Avenida dos Andradas, o carro da 520 já está cheio. Mas em quase todos os pontos até a Avenida Deusdedith Salgado há embarque de passageiros e poucos desembarques. A quantidade de pessoas só diminui no ponto da Avenida Guadalajara, em frente à Sociedade Portuguesa.

“Embarco na Independência, perto da Praça de São Mateus, às 7h30. Só dá para ir em pé, colado um no outro, igual sardinha”, diz Maria das Graças. Segundo ela, alguns patrões da Cidade Alta cogitam a possibilidade de contratar vans para fazer o transporte dos funcionários. A professora Mara Bontempo, 35, já se machucou por ter ficado perto da porta de entrada do coletivo. “Não foi nada grave, mas poderia ter sido. Outro dia, uma moça perdeu o tênis na altura do Parque da Lajinha. Ele caiu do lado de fora quando a porta, que não tinha fechado, bateu.” O motorista Eder Rosa, 43, explica que a principal reivindicação é que tenha mais carros no horário de pico. “Não precisa colocar todos os ônibus indo até o ponto final, pois até na Sociedade Portuguesa desafoga bastante.”

De acordo com a chefe do Departamento de Transporte Público da Settra, Andrea Julia Gonzalez Santos, o órgão realizou pesquisas no sentido de fluxo do coletivo (saindo do Aeroporto em direção ao Centro, na parte da manhã, e do Centro para o bairro, à tarde) e não constatou superlotação. “Não temos a pesquisa de contrafluxo, nos locais e horários verificados pela reportagem. Mas podemos rever isso, programar uma nova avaliação e, caso o problema seja verificado, propor alternativas.”

‘Ir para trabalho é quase martírio’
Passageiros que embarcam na linha 766 (Zona Norte/Rio Branco) também enfrentam problemas, principalmente, no horário das 6h50. Como o trajeto até a região Central costuma demorar mais de uma hora, muitos trabalhadores precisam do ônibus nesse horário. “Seja para trabalhar às 8h ou às 10h, temos que sair às 7h. Mas é um grande sacrifício pegar esse ônibus, por causa da superlotação. Mal dá para respirar”, reclama Antonino Martins, 44 anos.

Outra linha considerada problemática pelos usuários é a 106 (Parque Independência/Jardim Gaúcho). No início da manhã, moradores da Região Nordeste formam uma fila na Rua Gabriel Gonçalves da Silva, Bairro Parque Independência, para embarcar. “Moro na parte alta do bairro e venho até este primeiro ponto para entrar no ônibus vazio. É ruim, mas pelo menos consigo entrar”, conta a doméstica Maria Aparecida Elia, 46. Os passageiros consideram que pior do que sair cedo e ficar espremido no coletivo é voltar para casa no fim do dia. De acordo com a professora Carolina Campos, 26, “ir para o trabalho é quase um martírio, mas voltar para casa é ainda pior”.

A partir das 17h, os moradores chegam a ficar duas horas nos pontos da Avenida Rio Branco, para entrar no coletivo. Conforme Carolina, “é comum passar dois ou três carros em horários próximos e depois ficar horas sem vir nenhum. Fora que o das 18h15 costuma passar atrasado e lotado. Tem dia que vemos o ônibus e não temos como entrar.” A estudante Mariana Faria Moreira, 23, confirma. Segundo ela, muita gente embarca na linha 106 para ir até o Bairro Grama, principalmente estudantes de uma faculdade na região, e quem precisa ir para bairros mais distantes fica sem alternativa. “Isso demonstra que é um problema geral, e que a região precisa de mais ônibus.”

A chefe do Departamento de Transporte Público, Andrea Julia, informa que a Settra está ciente de parte dos problemas da linha Parque Independência/Jardim Gaúcho e que ela será beneficiada, junto com outras nove linhas, a partir de 1º de junho. “A 106 terá mais um carro e mudanças nos horários, para que haja adequação do tempo de viagem. Isso vai evitar que os carros passem em comboio pelos pontos e os atrasos, além de reduzir um pouco a lotação. Mas vamos continuar monitorando.” Em relação à 766, Andrea explica que a última pesquisa foi realizada em fevereiro e constatou que “uma das viagens no horário da manhã tinha lotação alta, mas ainda aceitável”. Ela diz que pretende refazer a pesquisa, levando em conta um número maior de viagens, para verificar a situação e se é necessário alguma alteração.

Alternativa é mudar sistema de transporte
Juiz de Fora já possui projeto de elaboração de um estudo amplo sobre o transporte coletivo. Contudo, em 2009, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) suspendeu o processo licitatório que previa a contratação do serviço. A Prefeitura recorreu e aguarda posicionamento do TCE para decidir quais serão os próximos passos para a alteração do sistema de transportes. Segundo o subsecretário de Mobilidade Urbana da Settra, Carlos Eduardo Meurer, não há dúvidas que é preciso um novo modelo e que o estudo será a base para a abertura de licitação para as novas concessões do transporte coletivo. “Não podemos negar que a população não está tendo um serviço de qualidade, mas não podemos nos concentrar apenas em mudanças pontuais. Precisamos da pesquisa de origem e destino de todas as linhas para descobrir as principais demandas e os pontos fracos do sistema. Assim, poderemos propor mudanças para, de fato, melhorar o serviço prestado.”

A chefe do Departamento de Transporte Público da Settra, Andrea Julia Gonzalez Santos, concorda e ressalta que o modelo de transporte em vigor na cidade faz parte do plano diretor da década de 80, o que demonstra a defasagem e a necessidade de modificações. Meurer explica que, apesar de a Settra ter dados que demonstrem que mais de 80% da demanda dos coletivos têm o Centro como origem e destino, há indícios de outras necessidades, como as linhas que fazem a conexão de bairros de regiões distintas, atingindo áreas de cobertura de empresas diferentes. “O caso das linhas da Zona Norte que fazem ligação com a UFJF e com o Bom Pastor é um exemplo. Por isso, esperamos que haja resposta do TCE o mais rápido possível, para podermos preparar as ações e dar andamento aos projetos.”

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Veículo: Tribuna de Minas

Editoria: Caderno Dois

 

O século XX na palma das mãos

Leonardo Toledo
Repórter

Juiz de Fora perdeu ontem o engenheiro Arthur Arcuri, considerado o grande responsável por introduzir a arquitetura moderna na cidade. O engenheiro morreu aos 97 anos de insuficiência respiratória, após duas semanas de internação hospitalar, e foi sepultado no final da tarde no Cemitério Municipal. O legado deixado por Arcuri inclui obras como o Campus da UFJF, o Colégio Magister (demolido em 2005) e o Marco do Centenário, que conta com mosaico de Di Cavalcanti. Filho mais novo do construtor Pantaleone Arcuri, foi professor na UFJF e diretor do Museu Mariano Procópio por 14 anos.

Apesar da admiração pela arquitetura, Arthur Arcuri optou pela graduação em engenharia. Em depoimento ao projeto “Diálogos abertos”, do Museu de Arte Murilo Mendes (Mamm), explicou a escolha com a humildade e a delicadeza que lhe eram peculiares. “Minha formação em engenharia se deve à ligação que eu tinha com meu pai. Eu gostava de arquitetura e a ela me dediquei porque pensava que um mau engenheiro faz menos mal do que um mau arquiteto.” A dedicação a essa paixão fez com que Arcuri fosse reconhecido dentro e fora do país por suas criações, publicando artigos em revistas brasileiras e estrangeiras, sendo citado na “Enciclopédia Labordieu”, da Espanha, e no “Dicionário brasileiro de artes plásticas”.

“Era um arquiteto brilhante, um dos principais nomes em Minas e no Brasil, como já reconhecia Lúcio Costa”, afirma o presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) de Juiz de Fora, Marcos Olender. O professor da UFJF também ressalta a criatividade do engenheiro, que continuou inovando a cada projeto. “Ele não se repetia, sempre criava”, sintetiza. “Foi ele quem trouxe as ideias de inspiração moderna para a arquitetura da cidade, projetando obras muito refinadas”, complementa a professora da UFJF Raquel Dias Vieira Braga, estudiosa das edificações modernistas de Juiz de Fora.

Convívio com a vanguarda
Depois de se graduar na Escola Nacional de Engenharia do Rio de Janeiro, Arthur Arcuri começou a trabalhar na empresa de seu pai. Costumava afirmar que seu interesse pela arquitetura foi fruto do contato com o mundo das artes, principalmente com os estudos sobre estética. Alguns dos primeiros passos nessa área foram dados com o auxílio do escritor Murilo Mendes, seu amigo. O engenheiro, aliás, atribuía ao poeta a oportunidade de participar da exposição “Arquitetura brasileira”, que correu as principais capitais da Europa.

Murilo não foi o único amigo célebre de Arcuri. O engenheiro conviveu com personalidades como o arquiteto Oscar Niemeyer e o urbanista Lúcio Costa. Niemeyer, aliás, foi o responsável por incluir Di Cavalcanti no projeto do Marco do Centenário, projetado pelo juizforano. Arcuri narrou o episódio com detalhes na gravação do “Diálogos abertos”. “A minha idéia era fazer um marco que fosse totalmente abstrato. Um dia, Oscar Niemeyer, no seu escritório, me apresentou ao Di Cavalcanti. Ficamos conversando à espera de Oscar, que ao chegar me perguntou se já havíamos chegado a um acordo; respondi negativamente. Ele argumentou que o Di estava precisando, pediu que eu desse a ele o trabalho porque estava necessitando. Convencido, combinei com o Di, e ele me mandou dois desenhos, escolhi um, mas foi necessário inverter a imagem, virando-a para o lado menor; tenho uma carta dele me autorizando a invertê-la”.

“Com os contatos que tinha, ele colocava Juiz de Fora nos cenários nacional e internacional. Não temos ainda como medir sua importância. Acredito que só daqui a duas gerações vamos conseguir processar isso”, opina o professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFJF Júlio Sampaio. O arquiteto Rogério Mascarenhas acrescenta, ainda, o compromisso do engenheiro em contribuir com a arte que amava. “Existem três tipos de arquitetos: os que projetam para si, os que projetam para os clientes e os que projetam para a arquitetura. Ele faz parte deste último grupo, o mais raro deles”, comenta.

Memória da cidade
Sobrinho de Arthur, Rafael Arcuri Neto destaca o papel do tio na preservação da memória do legado da família. Filho mais novo do construtor Pantaleoni Arcuri, o engenheiro trabalhou até o último dia de funcionamento da empresa da família, em 1982. Após entregar a última obra realizada pela construtora, continuou responsável por preservar seu legado, através da conservação de plantas, fotografias e outros documentos.

Arcuri foi o quarto diretor do Museu Mariano Procópio, ficando no comando da instituição entre 1983 e 1997. Contudo, sua relação com a entidade era ainda mais antiga, datando do início da década de 1950, quando tomou posse no Conselho de Amigos do Museu. O engenheiro esteve envolvido nas obras de ampliação do prédio Mariano Procópio (também conhecido como Anexo), desenvolvida pela Pantaleone Arcuri. “Ele tinha domínio absoluto sobre o acervo e conviveu com pessoas importantes, como o fundador do museu, Alfredo Ferreira Lage”, destaca o diretora da Fundação Museu Mariano Procópio, Douglas Fasolato.

É notável também a contribuição do ex-diretor para o acervo fotográfico da entidade. A responsável pelo departamento, Rosane Carmanini Ferraz, destaca a doação de grande parte do material pertencente aos arquivos da Pantaleone Arcuri, contendo registros dos trabalhos desenvolvidos pela empresa ao longo de seis décadas. Os exemplares mais antigos remontam à década de 1920 e mostram preciosidades históricas, como as construções do Cine-Theatro Central e do edifício das Repartições Públicas (atual sede da Funalfa) e a reforma do Parque Halfeld.

O engenheiro também cedeu ao museu suas coleções de postais trazidos de várias partes do mundo e que reproduzem importantes obras de arte. O material era utilizado por Arcuri para ilustrar as aulas de história da arte que ministrava na UFJF. Arcuri ainda merece destaque como fotógrafo, uma vertente explorada na exposição “Uma visão dos anos 30”, realizada em 2006. “Esse contato com a fotografia, o estudo da estética e a seriedade com a qual lidei com o problema da composição com o resto das coisas me fizeram refém da arquitetura. Mas devo dizer o seguinte: nunca recebi um só tostão pelos projetos que fiz em toda a minha vida. Foram todos por amor à arte”, afirmou no depoimento ao Mamm.

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Veículo: Tribuna de Minas

Editoria: Caderno Dois

 

Ficção em destaque

O longa “Distrito 9” encerra o Ciclo de Cinema na Casa de Cultura, realizado durante as terças de maio. A sessão gratuita e aberta à população acontece hoje, às 19h, na filmoteca do espaço – Avenida Rio Branco 3.372. O título escolhido para fechar a iniciativa dedicada à ficção científica narra a história de alienígenas que chegam à Terra refugiados e se instalam em uma área da África do Sul, enquanto os humanos decidem o que fazer com eles. As edições anteriores do Ciclo de Cinema foram marcadas pelas produções “2001: Uma odisséia no espaço”, “Contatos imediatos de terceiro grau” e “Lunar”. Os idealizadores do projeto, Fabrício Carvalho e Thiago Berzoini, professores do Instituto de Artes e Design (IAD) da UFJF, observam que a iniciativa vale só para maio e que a continuidade do projeto depende do retorno do público e do interesse do espaço. Informações 3215-4694.

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Veículo: Tribuna de Minas

Editoria: Coluna César Romero


REGISTRO (1)

O prefeito Custódio Mattos e o reitor da UFJF, Henrique Duque, estavam entre os muitos presentes ontem, no Cemitério Municipal, para o último adeus ao professor Arthur Arcuri (97 anos), que deixa a viúva Geralda e a filha Alice.
Ele foi autor do projeto arquitetônico do Campus da UFJF e é considerado o pioneiro da arquitetura moderna em Juiz de Fora.

 

Voo LIVRE

Hoje, no MAMM, serão lançados os livros “Literatura, Crítica e Cultura”, organizado pelas professoras Ana Beatriz Rodrigues, Silvina Carrizo e Verônica Coutinho Lage, e “A jangada e o elefante, e outros ensaios”, de Maria Luiza Scher Pereira.

Autor do livro “Você é sua melhor marca”, Jussier Ramalho abre hoje, no Constantino, a VIII Semana Empresarial, promoção da Campe Consultoria Jr. em parceria com a Faculdade de Administração da UFJF.

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Veículo: Acessa

Editoria: Cidade

 

Engenheiro Arthur Arcuri é sepultado em Juiz de Fora

Aline Furtado
Repórter

Foi sepultado nesta segunda-feira, 24 de maio, em Juiz de Fora, o engenheiro e professor aposentado de História da Arte da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Arthur Arcuri. O engenheiro, que estava internado no Hospital Albert Sabin, morreu, aos 97 anos, na madrugada desta segunda-feira, 24.

Arcuri, que foi autor do projeto arquitetônico do campus da UFJF, tornou-se pioneiro da Arquitetura Moderna em Juiz de Fora, elaborando vários projetos que lançaram seu nome no exterior. Em seus trabalhos, o engenheiro defendeu o contato entre homem e natureza, por meio de espaços como os jardins internos nas residências.

Filho do Comendador Pantaleone Arcuri, Arthur Arcuri nasceu em Juiz de Fora, em 26 de fevereiro de 1913, e formou-se na Escola Nacional de Engenharia, no Rio de Janeiro. Antes mesmo da arquitetura, Arcuri já se mostrava um grande apaixonado pela arte. O interesse teve início pela fotografia, passando pelas audições musicais e pela pesquisa aprofundada na própria história da arte. Foi diretor do Museu Mariano Procópio. Uma de suas obras mais conhecidas é o mural modernista, com desenho de Di Cavalcante, criado em 1949.

“Arthur Arcuri foi uma pessoa sensacional, que deu uma enorme contribuição não só com relação à arquitetura, mas também à história de Juiz de Fora. O peso da dor é forte, mas ficam as lembranças do carinho com que ele tratou nossa equipe durante as filmagens do documentário, quando passamos a chamá-lo de “avô”. Arthur Arcuri será lembrado não só pelo profissional, mas pela figura humana e pela generosidade em transmitir todo o seu conhecimento.”

Adriano Medeiros, um dos cineastas responsáveis pelo documentário Arthur Arcuri – Arquitetura e arte

“Arquiteto e artista importante não só para a arquitetura de Juiz de Fora, mas para a mineira, a nacional. Arthur Arcuri é, sem dúvida, um dos principais expoentes da arquitetura modernista. Além disso, era um ser humano generoso, gentil, simples e de uma nobreza de caráter tamanha.”

Marcos Olender, coordenador do Laboratório de Patrimônio Cultural e do curso de
Arquitetura e Urbanismo, presidente do Instituto de Arquitetos do
Brasil (IAB) em Juiz de Fora

“A Universidade hoje está mais pobre e mais triste com a perda desta pessoa que esteve presente desde o início de nossa história, com o projeto do campus, e também como docente, passando seu amplo conhecimento aos alunos e contribuindo para a formação dos estudantes da UFJF.”

Henrique Duque, reitor da Universidade Federal de Juiz de Fora

“Arthur foi um exemplo não só de competência profissional, mas também pessoal, pois sempre colocou seus ideais à frente de seus projetos. Ele foi homenageado pela Faculdade de Engenharia em 2008, quando recebeu a medalha JK e esteve, em dezembro do ano passado, conosco, trocando ideias com os alunos e passando suas experiências. Sempre lúcido e cheio de criatividade. Estamos muito tristes com essa perda.”

Júlio Teixeira, diretor da Faculdade de Engenharia

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Veículo: Megaminas

Editoria: Minas Gerais

Morre em Juiz de Fora o engenheiro Arthur Arcuri

Arthur era conhecido por várias obras que se destacam na cidade, entre elas, o projeto do campus da UFJF

Morreu, na madrugada desta segunda-feira (24), o engenheiro Arthur Arcuri. Pioneiro do modernismo, é dele o projeto do campus da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), do Marco do Centenário, com um painel de Di Cavalcanti, dentre várias outras obras que se destacam na cidade.

Arthur Arcuri tinha 97 anos e estava internado no Hospital Albert Sabin. O corpo é velado na capela cinco do Cemitério Municipal e será sepultado às 16h.

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Veículo: Megaminas

Editoria: Saúde

Especialistas alertam: verminoses também causam prejuízos à saúde dos adultos

Pesquisa realizada pela UFJF mostra que 46% dos entrevistados com o problema tinham entre 25 e 59 anos

As doenças causadas pela contaminação de vermes são problemas que afetam não só as crianças, que são as vítimas mais frequentes, como também os adultos. E para prevenir as verminoses é preciso alguns cuidados.

Os catadores de recicláveis são pessoas que mais correm risco de contrair algum tipo de verme. Eles tiram o sustento dos papéis, plásticos, vidros e da sucata que encontram no lixo. Passam a maior parte do tempo revirando restos e até resíduos de alimentos. Mas apesar do contato com a sujeira, os catadores de material reciclável de uma associação em Juiz de Fora não usam qualquer tipo de proteção. Alguns andam até descalços no galpão onde fica o lixo.

A presidente da associação, Kátia da Silva de Almeida, confirma que os 18 catadores não têm materiais de proteção. Ela ainda comenta que no início a Prefeitura deu materiais, mas hoje eles pedem porque vários funcionários já tiveram verme e não têm mais a proteção.

Pegar uma verminose é mais comum do que muita gente pensa. Uma pesquisa da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) mostra que 46% dos entrevistados com o problema tinham entre 25 e 59 anos.

A médica e coordenadora da pesquisa, Sandra Tibiriçá, explica que as verminoses estão presentes em todas as classes sociais e na região. Ela afirma que a prática de tomar vermífugos de seis em seis meses não é o mais indicado. O ideal é fazer exames para saber qual é o tipo de parasita e sempre seguir cuidados preventivos.

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Veículo: Andifes

Editoria: Concursos

UFJF abre oito vagas em novo concurso para técnico-administrativos

A Universidade Federal de Juiz de Fora abriu na última quinta-feira, 20, as inscrições para concurso com oito vagas para técnico-administrativos em educação (edital 28/2010), proveniente do Reuni. Há uma vaga para arqueólogo, odontólogo, que exigem curso superior; diagramador, técnico em equipamentos médico-odontológicos, técnico em farmácia, técnico em instrumentação e duas vagas para técnico em arquivo, para os quais é preciso, conforme o cargo, ensino médio ou profissionalizante e curso técnico. Este é o quinto edital de concursos que a UFJF divulga neste ano (Ver ”Outros editais abertos“).

A jornada de trabalho semanal é de 40 horas, exceto para o cargo de odontólogo, que é de 30 horas. A remuneração inicial é de R$ 1.509,69 para cargos de ensino médio (nível de classificação D), e R$ 2.307,85 para os de ensino superior (nível E). Não estão inclusas nesse valor possíveis gratificações, adicionais e outros direitos previstos.

Para se inscrever, o candidato deve acessar o site www.concurso.ufjf.br, ler o edital e preencher o formulário eletrônico de inscrição até 14h do dia 2 de junho. O boleto da taxa de inscrição de R$ 38, para cargos de nível médio, ou R$58, de ensino superior, deve ser pago também até esta data. O candidato pode solicitar isenção da taxa pelo mesmo formulário. O comprovante de inscrição será disponibilizado na página do concurso na internet.

A prova teórica terá 160 questões de múltipla escolha de conhecimentos gerais (40 questões), língua portuguesa (20), raciocínio lógico-quantitativo (15), legislação (5) e conhecimentos específicos (30), exceto, neste caso, para os cargos de nível E, para os quais das 30 questões haverá dez discursivas. Essa prova acontecerá no dia 19 de junho somente em Juiz de Fora.

Os cargos de nível D também farão exame prático com valor total de 80 pontos no dia 27 de junho. A relação dos aprovados nessa etapa e o resultado final do concurso serão divulgados no dia seguinte, 28.

Outros editais em aberto

O período para inscrição em três editais de concursos da UFJF com 93 vagas para professores terminam nos próximos dias. O de número 23/2010 destina 30 vagas para o Colégio de Aplicação João XXIII. O primeiro período de inscrições termina nesta sexta-feira, 21.

No edital 22, estão sendo selecionados 45 professores para nove unidades da UFJF, cujo primeiro período para se inscrever vai até esta segunda-feira, 24. Assim como no edital 23, poderão ser abertas mais duas novas fases.

Já para concorrer a 18 vagas remanescentes do maior concurso realizado pela instituição, que disponibilizou 90 oportunidades (edital 02/2010), os interessados também têm até a próxima segunda, 24, quando se encerra o terceiro período de inscrição. As vagas são para as faculdades de Direito, Educação, Engenharia, Educação Física, Medicina e Instituto de Ciências Exatas (ICE). A titulação exigida para os cargos segue a definição do departamento de cada unidade acadêmica, variando entre doutorado, mestrado e residência.

Conforme a pró-reitora de Recursos Humanos, Gessilene Zigler Foine, o total de vagas vinculadas ao Reuni para todo este ano é para 55 técnico-administrativos em educação e 53 professores. Concursos válidos anteriores serão aproveitados.

Outras informações: (32) 2102-3930 (Pró-Reitoria de Recursos Humanos)

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Veículo: Ecaderno

Editoria: Universitário


Começa nesta segunda a XII Semana de Ciências Sociais da UFJF

Centro Acadêmico realiza evento que pretende abordar “As Ciências Sociais hoje”. As palestras e mesas de discussão terão início nesta segunda-feira, dia 24, e terminam na sexta, 28.

 

Com o tema central “As Ciências Sociais hoje”, começa nesta segunda-feira, dia 24 e vai até o próximo dia 28, sexta-feira, da XII Semana de Ciências Sociais da Universidade Federal de Juiz de Fora. O evento é promovido pelo Centro Acadêmico (CA) da Faculdade de Ciências Sociais da UFJF e objetiva discutir as problemáticas relativas ao aprimoramento da sociedade em uma época marcada por constantes transformações.

A Semana visa, ainda, fornecer aos acadêmicos e cidadãos em geral instrumentos teóricos que os capacitem a entender e enfrentar a realidade social, por meio do confronto de ideias. Temas como saúde, educação, política, artes, pós-modernidade, entre outros, serão debatidos em mesas redondas e conferências com participação de professores da UFJF e diversas instituições. Haverá, ainda, apresentações de pesquisas realizadas por alunos de pós-graduação e docentes do Departamento de Ciências Sociais.

A abertura do evento, nesta segunda-feira, acontece às 19h, no Anfiteatro de Estudos Sociais, na Faculdade de Direito, no campus, com a palestra “Eleições e representações políticas no Brasil”, proferida pelo professores Raul Francisco Magalhães e Rubem Barboza Filho. As demais atividades acontecerão no Anfiteatro do Instituto de Ciências Humanas (ICH), onde as inscrições, fixadas em R$ 15, poderão ser efetuadas. Os certificados só serão emitidos para aqueles com 75% de freqüência.

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Veículo: Ecaderno

Editoria: Profissional

 

UFJF prorroga inscrições para especialização na Faculdade de Farmácia

Curso que acontecerá às sextas e aos sábados contará com professores de diversas universidades

Foram prorrogadas as inscrições para o Curso de Especialização Controle de qualidade de medicamentos, cosméticos e correlatos, da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Os graduados em qualquer curso da área de saúde têm até a próxima quinta-feira (27) para se inscreverem. A seleção acontecerá no dia 28, por meio de análise do currículo.

Para efetuar a inscrição, o candidato deve ligar para a Faculdade de Farmácia e solicitar a ficha, que será enviada por e-mail. Se a demanda for suficiente para a abertura da turma, que deve ter entre 20 e 30 alunos, outros documentos serão necessários para efetuar a inscrição. Além da cópia autenticada do diploma, também devem ser apresentadas cópias do RG, CPF e Certidão de Nascimento ou Casamento. O valor da taxa é de R$ 100.

As aulas serão ministradas às sextas-feiras, das 18h às 22h, e aos sábados, das 8h30 às 17h30. O curso terá duração de, aproximadamente, um ano e quatro meses.  As aulas serão dadas por professores de diversas instituições, como Universidade de São Paulo (USP), Fundação Oswaldo Cruz e docentes da UFJF.

O resultado da seleção será divulgado no dia 28. No mesmo dia, os candidatos aceitos devem comparecer à Faculdade de Farmácia, no campus, para realizar a matrícula e iniciar o curso.

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Veículo: Portal Click

UFJF lança edital para seleção de tutores a distância

A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) lançou, através do Centro de Educação a Distância (Cead/UFJF) e da Faculdade de Administração, o Edital nº 08/2010 para seleção de tutores a distância para o curso de graduação em Administração Pública. O processo formará cadastro reserva para as cidades de Juiz de Fora e Bicas e os interessados têm até o dia 26 de maio para se inscrever.

Caberá ao tutor acompanhar os alunos na plataforma Moodle, aplicar tarefas, corrigir provas, ministrar aulas em encontros presenciais, participar de reuniões semanais com o professor da disciplina e viajar para os polos, se necessário. A remuneração do tutor será de R$765 mensais por uma jornada de 20 horas semanais a ser cumprida à distância.

Para concorrer às vagas, o candidato precisa ter concluído curso de graduação em Administração, Economia, Ciências Contábeis ou Licenciatura em Matemática, ter experiência comprovada em um ano de magistério ou ter concluído ou estar cursando pós-graduação lato sensu na área de Educação ou stricto sensu em qualquer área. Além disso, deve ter familiaridade na utilização de ferramentas computacionais como internet, e-mail, fórum e chats. É desejável o domínio de internet, plataforma Moodle e experiência em tutoria na educação a distância.

A seleção será feita através de análise de currículo e de uma entrevista. O resultado do processo será divulgado no dia 11 de junho, quando os candidatos terão o prazo de 48h para encaminhar os pedidos de recurso.

Inscrições

O candidato deverá efetivar sua inscrição na Faculdade de Administração da UFJF, mais especificamente na sala Espaço-ADM-EAD, das 10h às 18h, até o dia 26 de maio, apresentando a documentação exigida no edital.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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