Entrelinhas com o secretário-executivo do Esporte, Wadson Ribeiro

Wadson Ribeiro, secretário-executivo do Ministério do Esporte

Wadson Ribeiro, secretário-executivo do Ministério do Esporte

Sediar a Copa do Mundo de 2014 poderá impulsionar o desenvolvimento do país, melhorar a renda dos trabalhadores e capacitar profissionais em diferentes áreas. Essa é a perspectiva do Secretário-Executivo do Ministério do Esporte, Wadson Ribeiro, que participou, no Rio de Janeiro, do lançamento dos cursos de Capacitação para a COPA de 2014, que envolve uma parceria da UFJF, IEDS-Digital e Instituto João Havelange. Em entrevista á Diretoria de Comunicação da UFJF, Wadson diz que mostraremos ao mundo que o Brasil é o país do samba, do futebol e da ciência e tecnologia.

Dircom: Qual a importância dessa parceria entre as três instituições não só para o esporte, mas também para a educação no país?

Wadson Ribeiro: Eu acho que isso faz parte de um legado que fica pro país com a realização de grandes eventos. Neste caso aqui, estamos falando de que legado? Um legado ligado a qualificação que esse programa propiciará a milhares de jovens brasileiros. Com a realização da Copa aprenderão noções de línguas e poderão estar capacitados para o trabalho em diferentes áreas. Então, acho que a Copa propiciará a esses jovens uma qualificação profissional maior, o que pode significar para a vida um futuro melhor, um emprego melhor, melhores salários. É uma outra dimensão da Copa que nós atingimos com esse tipo de capacitação.

Dircom: O Presidente de Honra da Fifa, João Havelange disse que esse é um momento que o país tem para poder estar repensando a questão social e da educação. De que forma que os Ministérios vão se envolver nesse projeto de tornar o país um pouco melhor após a copa?

Wadson: Você já ganha, porque ao organizar um grande evento como esse, se cria no país uma cultura esportiva muito intensa. E essa cultura esportiva já de saída, muda também a cabeça da juventude, das pessoas. Torna a juventude mais apta a fazer o esporte, a praticar o esporte, porque ela vê ali os seus ídolos, ela se espelha neles e nesses grandes eventos.
E uma outra dimensão são as várias áreas que a Copa abrange. Tratará de temas, por exemplo, ligados ao turismo, segurança, saúde. E você vai envolver uma série de famílias na preparação da Copa e isso gera para elas também uma condição de vida melhor. Você ter um país crescendo mais economicamente, em função de obras da Copa, gera uma distribuição de renda melhor para as famílias, para os trabalhadores e tem impacto na melhoria geral de qualidade de vida da população.
Os jogos Pan-americanos, por exemplo, mostraram que a economia de Estados como Rio e São Paulo cresceram. O Rio porque sediou o evento e São Paulo porque tem as principais indústrias que se envolveram comercialmente com a realização dos jogos. Então, tem uma melhora direta, social, que são aqueles programas sociais feitos no bojo da organização da Copa e tem uma outra melhoria social indireta, que a medida que cresce a economia, gera mais emprego e você melhora a vida das pessoas.

Dircom: A ideia também é que se “venda” uma nova imagem do país?

Wadson: Você tem mais de três bilhões de pessoas que assistem a uma final de Copa do mundo. É a possibilidade de “vender” a imagem do país. A Alemanha, por exemplo, quando realizou a copa 2006, fez pesquisas que identificaram que o povo via o alemão como um sujeito frio, pouco afeito a amizades e até isso eles trabalharam na Copa. Venderam a imagem de uma Alemanha fraterna, de uma Alemanha onde se faz amigos, de uma Alemanha também onde se diverte, se faz turismo. E no Brasil? Qual o Brasil que nós queremos vender? Queremos vender um Brasil da Amazônia brasileira, do Pantanal brasileiro, um país pacificado, um país bom para o turismo, um país bom para se investir.
Você não conseguiria mensurar isso em pagamento publicitário, o retorno de mídia, de uma visão sobre o Brasil que esses grandes eventos propiciam. O mundo hoje tem uma visão sobre a China que não tinha antes das Olimpíadas. O mundo tem uma visão sobre Barcelona que não tinha antes das Olimpíadas, terá uma visão sobre a África do Sul que não tinha antes da Copa. Esperamos que com o Brasil possa ocorrer o mesmo.

Dircom: O Brasil então vai deixar de ser o país do samba e do futebol para virar o país do samba, futebol e educação?

Wadson: Ele vai ser do samba, futebol, mas vai mostrar ao mundo que é um país que e tem muita ciência e tecnologia, tem boas universidades, é um Brasil que quer crescer e se desenvolver, e sediar a Copa já é um reflexo disso.

 

 

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