Dias 8, 9, 10 e 11 de maio

VEÍCULO: ACESSA.COM

UFJF informa ao MEC sobre sua decisão de adotar o Enem como opção à primeira fase do vestibular

Da Redação

A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) comunicou nesta sexta-feira, 8 de maio, ao Ministério da Educação (MEC) que irá aderir parcialmente à proposta de unificação do processo seletivo das instituições federais,
através do novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Ficou estabelecido que já neste ano o candidato poderá optar pelo novo Enem como primeira etapa do processo seletivo. Mesmo assim, deverá
realizar a primeira e segunda fase do vestibular tradicional, como é feito atualmente.

A proposta possibilita ao candidato escolher a melhor das duas notas para a segunda fase da seleção (discursiva, conforme área de conhecimento). Dessa forma, aumenta-se a possibilidade de ingresso do aluno, que poderá avaliar suas chances e ainda melhorar seu resultado.

Nesta sexta-feira, o Conselho Superior da UFJF se reuniu para definir a questão e informar ao MEC sua posição oficial. Apesar dos recursos movidos pelo Colégio de Aplicação João XXIII e pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE), a Universidade permaneceu fiel à proposta já votada pelo Congrad e divulgada no dia 23 de abril.

Vale lembrar que o Programa de Ingresso Seletivo Misto (PISM) permanece inalterado, assim como o sistema de cotas já adotado pela instituição.

VEÍCULO: ACESSA.COM

Critt comemora 14 anos com Instituto de Energia e estudo de viabilidade do Parque Tecnológico

Daniele Gruppi
Repórter

As comemorações dos 14 anos de trajetória do Centro Regional de Inovação e Transferência de Tecnologia (Critt) serão marcadas por uma série de atividades, que ocorrem nesta sexta-feira, às 19h, no Museu de Arte Murilo Mendes. Haverá o lançamento do Instituto Nacional de Energia (Inerge) e a apresentação do relatório final dos Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e de Impacto Ambiental e Social (EVTECIAS) do Parque Tecnológico de Juiz de Fora.
O Inerge

O Inerge nasceu de um consórcio entre a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e outras instituições federais, como a de São João Del Rei (UFSJ), a de Itajubá (Unifei), a do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Fluminense (UFF). O objetivo é desenvolver ciência e inovação tecnológica em benefício do setor de Energia Elétrica. De acordo com a UFJF, os investimentos são da ordem dos R$ 4 milhões a serem aplicados em três anos. A expectativa é de que após esse prazo o instituto possa se manter de forma independente.
Parque Tecnológico de Juiz de Fora

Depois de comprovada a viabilidade de implantação do Parque Tecnológico de Juiz de Fora, o próximo passo para dar prosseguimento ao projeto será a definição do local de instalação, que deve ser em Juiz de Fora devido à proximidade com os demais parceiros, empresas, universidades e institutos de ciência e tecnologia. O Secretário de Desenvolvimento Tecnológico, Paulo Augusto Nepomuceno, afirma que existem áreas candidatas para receber o empreendimento, mas ainda é preciso um estudo complementar para a definição do local.

O Parque Tecnológico abrigará empresas voltadas para os setores de eletro-eletrônicos, biotecnologia e leite e derivados. “O Parque Tecnológico é importante para desenvolver a cultura de inovação. Será possível buscar informações na universidade e levar para as empresas, que levam os produtos ao mercado, gerando riqueza e bem-estar social.” Com a definição e aquisição de um local apropriado à instalação, serão feitos estudos econômicos e financeiros para a implantação.
Os 14 anos anos do Critt

Os 14 anos do Critt também são lembrados pela inauguração da pré-incubadora, realizada em abril. É voltada para alunos e professores da UFJF com propostas de projetos vinculados ao conceito de inovação tecnológica. O objetivo do processo é fomentar o empreendedorismo e estimular o desenvolvimento de projetos de base tecnológica dentro e fora do meio acadêmico, como forma de contribuir efetivamente para o crescimento da Zona da Mata mineira.

Nesses anos, o Critt graduou 23 empresas, trabalhando para a melhoria sócio-econômica da cidade. Promoveu cursos de capacitação voltados à sociedade e incentivou a criação de empresas inovadoras.

Além disso, atuou este ano na divulgação e orientação dos trabalhos inscritos para o Programa Primeira Empresa Inovadora (Prime), uma iniciativa da Financiadora de Estudos e Projetos do Governo Federal (Finep), resultando em 20 projetos inscritos, que concorrem a um aporte financeiro de R$ 120 mil.

Recebeu a certificação do sistema de gestão da Qualidade pelo sistema internacional NBR ISO 9001:2000, em 2007. Em agosto de 2008, foi credenciado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) como instituição de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) no Grupo de Serviços Tecnológicos referente à “Gestão Tecnológica de Projetos e Programas” na área de Energia.

Em 2008, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) beneficiou o Centro com a liberação de verbas para os eventos Olimpíada de Robôs e Feira de Ciências de 2009 e recursos para suporte ao Plano de Negócios Estendido dos Projetos de Inovação.

VEÍCULO: JFMG

Juiz de Fora

Congrad rejeita pedido de revisão do uso do Enem
postada em 08/05/2009 às 16:31

O Conselho de Graduação (Congrad) da UFJF se reuniu ontem para votar dois recursos interpelados contra a decisão da universidade de dar ao aluno a possibilidade de substituir o desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) pela nota obtida na primeira fase do vestibular. O Diretório Central dos Estudantes (DCE) pediu a suspensão da validade da reunião do Congrad, quando a UFJF aderiu à proposta do Ministério da Educação (MEC), e o Colégio de Aplicação João XXIII, a revisão da competência do conselho para tomar esse tipo de decisão. Ambas instituições entendem que a adesão ao projeto é uma decisão política, que caberia ao Conselho Superior (Consu), como determina o regimento. As duas proposições foram negadas. No entanto, os recursos seguem hoje para o Consu, que avaliará a matéria a partir das 15h.

Como destacou o diretor do João XXIII, José Luiz Lacerda, o pedido de revisão do modelo de ingresso da UFJF ocorreu porque a instituição entende que a utilização do exame nacional este ano é precipitada. “Não somos contra a proposta, mas sim contra a adoção dela já neste ano. Estamos em pleno mês de maio e, até agora, o ministério não divulgou um conteúdo programático. Se as referências das obras forem diferentes, por exemplo, o trabalho será dobrado”, destaca.

Já o coordenador geral do DCE, Luã Cupolillo, afirma que a entidade não é contrária nem favorável à utilização do Enem, mas acredita que o debate precisaria ser aprofundado. “Segundo ranking do MEC, das duas mil escolas mais bem colocadas somente 34 são estaduais, sendo que destas, 32 são técnicas. Estes são dados importantes que merecem uma reavaliação.”

Fonte: Tribuna de Minas – da Redação

VEÍCULO: JFMG

Juiz de Fora

Museu de Arte Murilo Mendes recebe exposição sobre grafite
postada em 08/05/2009 às 11:37

Depois de finalizar uma obra de rua, o artista a entrega para o tempo. Chuva, sol, homens e horas irão consumi-la sem comedimento, fazendo dela um elemento integrado à urbanidade. Levar o grafite para a galeria, portanto, é engenhar uma nova possibilidade de diálogo. Afinal, a proposta subverte a ideia da arte emoldurada e nobre. Assim será na exposição “Grafite: canonização da poética urbana”, que entra em cartaz hoje na Galeria Retratos-relâmpago, do Museu de Arte Murilo Mendes (Mamm).

A convite do pró-reitor de cultura da UFJF, José Alberto Pinho Neves, três grafiteiros da cidade desenvolveram releituras de telas famosas de diferentes épocas. Em comum, elas têm o tema e a capacidade de produzir reflexão e inquietação nos espectadores. “Escolhemos a guerra para discutir várias questões. Entre elas, o fato de as discordâncias políticas não precisarem ser resolvidas por meio de confrontos bélicos”, explica Pinho Neves, ressaltando que os quadros não são o conflito em si, mas sim uma maneira de pensar sobre ele. Na lista, estão: “Guernica”, de Pablo Picasso, “A guerra”, de Henri Rousseau, “Guerra e paz”, de Candido Portinari, e “As I opened fire” (“Quando abri fogo”), de Roy Lichtenstein. Na frente de cada recriação, estarão cópias da obra original, além de informações relevantes sobre ela.

Lúcio Rodrigues e Thiago Campos são velhos conhecidos dos juizforanos. Quase diariamente, a população visita seus trabalhos estampados nos pontos de ônibus, em um projeto iniciado há três anos. “Fiquei lisonjeado por ser reconhecido, principalmente por não fazer parte do meio acadêmico”, comenta Lúcio, que não vê diferenças entre pintar sob a proteção da urbe ou a do museu. Para ele, a arte é sempre efêmera, como a vida: dura um tempo, cumpre sua função e, então, pode ser apagada. Talvez por pensar assim, ele não se incomode com o fato de, ao fim da mostra no Mamm, seu trabalho ser substituído pela tinta branca.

A esse respeito, Pinho Neves afirma que é uma maneira de levar para a galeria um pouco mais da atmosfera do grafite, que, na sua opinião, não deve ser confundido com depredação ou pichação. De acordo com o pró-reitor, a técnica estabelece uma conversa mais direta com o público, especialmente com os estudantes que irão visitar a exposição e aprender um pouco mais sobre a história da arte com a ajuda de uma linguagem contemporânea.

Zelando pela arte de rua

Tiago, embora também reconheça que as criações da cena pública estão sujeitas a qualquer intervenção, revela que já chegou a ligar para pessoas que coloram cartazes sobre as pinturas dos pontos de ônibus, onde, aliás, a “Guernica” já foi estampada. “É preciso zelar pelo trabalho”, justifica, destacando que a arte das avenidas surpreende a população, tão desinteressada nas informações cada vez mais acessíveis.

O estudante de arquitetura André Castanheira também foi convidado a integrar o projeto. “Foi muito legal conhecer o Lúcio e o Thiago”, afirma, contando que virou grafiteiro há 2 anos, depois de comprar tinta e aprender a arte “na marra”. No museu, os artistas usaram os mesmos materiais e técnicas dos muros, aproximando-se ao máximo do original, sem perder a liberdade. “Quando estou com essas telas na minha frente, vejo o quanto seus autores eram gênios”, elogia Lúcio.

– Hoje, abertura de exposição. Visitação de segunda a sexta, das 10h às 18h, e aos sábados e domingos, das 13h às 18h. Até 14 de junho. Na Galeria Retratos-relâmpago, do Mamm (Rua Benjamin Constant 790).

Fonte: Tribuna de Minas – Raphaela Ramos

VEÍCULO: JFMG

Juiz de Fora

Indefinição na lista de literatura prejudica candidatos
postada em 08/05/2009 às 10:19

A incerteza quanto a validade do programa de literatura que será utilizado pela UFJF no próximo vestibular e nos três módulos do Pism tem causado transtornos para os candidatos ao concurso 2010, causado ansiedade em pais e dificultado o trabalho de professores da cidade. Além da indefinição, por parte dos alunos, do que precisa ser estudado e dos livros que serão cobrados, os colégios têm tido dificuldade de planejar as aulas das disciplinas. Algumas instituições optaram por trabalhar o programa divulgado em março; outras ainda não começaram as análises das obras e oferecem apenas a teoria da literatura, lamentando estarem já no quinto mês do ano. A situação é considerada ainda mais prejudicial aos estudantes que prestam o próximo concurso, segundo os educadores, porque outras polêmicas já estiveram em pauta ao longo do ano: duas modificações nos tipos de provas do concurso foram anunciadas desde janeiro, e a universidade utilizará o Enem como possível substituição das notas da primeira fase da avaliação.

A dúvida quanto ao uso do edital de literatura acontece desde março. Isso porque, logo que foi divulgado, o programa teve a legalidade questionada por um grupo de dirigentes de cursinhos e colégios, ficando sob análise da instituição. A UFJF chegou, até mesmo, a retirar do ar, em seu site, o edital com as obras de literatura. Os representantes de colégios e cursinhos alegaram que o regimento interno da universidade estaria sendo infringido, uma vez que previa a divulgação desse tipo de programa pelo menos dois anos antes de sua validação oficial. Dessa forma, quando a UFJF divulgou, há dois meses, os livros que os alunos terão que ler para a próxima avaliação estaria tornando nula a ação.

Alunos e professores cobram uma resposta urgente da federal e afirmam já estarem prejudicados com o descompasso para a resolução do problema. Caso seja anulado o programa, será utilizado o do último vestibular, realizado no final do ano. “Não sabemos o que precisamos estudar. Há duas possibilidades completamente diferentes em nossa frente e muito extensas, aliás”, criticou a candidata ao curso de direito Natália Fernandes Parma, 19 anos. Moana Fiorino, 16, prestará medicina, mas ainda não começou a ler os livros devido ao desacordo. “Essa situação deixa a gente confusa. Ano de vestibular já é muito difícil para termos esse tipo de problema.” A opinião é compartilhada por Welington Jesus Souza Júnior, 17: “São muitos livros para ler. Tenho medo de não dar tempo.”

Preparação psicológica

Professores e educadores também expõem os problemas causados pela suspensão temporária do programa de literatura da federal. Além da dificuldade de direcionamento das aulas, eles ressaltam a necessidade de redobrar o trabalho de preparação psicológica desenvolvido com os estudantes. “A universidade não tem noção do que está causando na comunidade acadêmica. Eu já tenho alunos que estão chorando, passando mal quando eu entro na sala de aula. Essa situação já passou de um mal estar, já virou um surto. O mal já está feito. A insegurança já está estabelecida. Isso tem um peso absurdo na segurança emocional desses candidatos”, faz questão de frisar a professora de literatura do Colégio Academia e do Curso Cave, Moema Rodrigues Brandão Mendes. Segundo ela, a discussão já extrapolou os limites da legalidade do programa, precisando ser resolvido mais que depressa para minimizar os impactos. “O professorado não está medindo forças, o povo quer trabalhar. Não estou nem querendo discutir a legalidade ou a ilegalidade do programa mais. Fecho a questão falando que é extremamente ilegal a postura da universidade. Ilegal, imoral e injusta.”

Diretor de ensino do Meta, José Mário Brunelli também critica a demora no posicionamento da universidade. Segundo ele, apesar de seus professores estarem seguindo o modelo divulgado em março deste ano, existe uma ansiedade muito grande entre os candidatos e os próprios professores sobre os riscos de esse trabalho não ser aproveitado.

UFJF promete definição nos próximos dias

A UFJF, entretanto, promete definir oficialmente o impasse sobre os livros de literatura nos próximos dias. Na época que os questionamentos entraram em análise, em março, a Pró-reitoria de Graduação pediu explicações para o Departamento de Letras, para decisão sobre a manutenção ou mudanças do conteúdo de literatura. O retorno veio na última semana. De acordo com o pró-reitor de Graduação da instituição, Eduardo Magrone, o chefe do Departamento de Letras, Gilvan Procópio Ribeiro, enviou um ofício atestando que se reuniu com as escolas do ensino médio no dia 18 de agosto de 2006, repassando, nessa ocasião, o novo edital da disciplina. Dessa forma, ele estaria cumprindo o regimento e acenando para a manutenção do material de estudo divulgado este ano. Agora, o pró-reitor espera o recebimento da cópia da ata desta reunião para possivelmente reafirmar o programa.

Apresentação informal

Mas os colégios e cursinhos questionam esse entendimento do problema. De acordo com o grupo, esse encontro aconteceu em 2006, e o programa foi apresentado de maneira informal, em uma reunião de departamento. “O regimento é claro. Qualquer mudança precisa ser aprovada por uma comissão normativa, e isso não aconteceu”, defendeu o diretor de ensino do Cave, Nelson Ragazzi.

Em resposta, Gilvan Procópio Ribeiro disse que o Departamento de Letras participou da discussão apenas como convidado, não organizando o encontro, e que a pauta debatida na época foi exatamente a mudança no programa de literatura.

Alunos do Pism sem referências de correção

Mais de um mês após divulgar as notas do Pism I e II, a UFJF ainda não tornou público os critérios de correção das questões descritivas (abertas) das avaliações, e os 13.700 candidatos que participaram dos dois módulos no último concurso podem ter sido prejudicados. Segundo professores da rede pública e privada da cidade, os parâmetros para correção sempre foram divulgados pela instituição no mesmo dia da publicação das notas, para que os alunos pudessem se basear neles para decidir se iriam ou não entrar com recurso. Entretanto, o prazo para que os estudantes fizessem pedido de revisão foi encerrado no dia 30 de março, mesmo sem a divulgação do que foi levado em conta pelas bancas durante a análise das respostas.

De acordo com o coordenador de física da Academia de Comércio, Marcus Vinícius de Souza Vieira, os candidatos foram prejudicados, e muitos desistiram de pedir revisão da correção, por desconhecer as referências utilizadas e temer que a nota fosse diminuída. “Os que recorreram arriscaram no escuro.” De acordo com o professor, a UFJF informou que abriria um novo prazo para recurso assim que o problema fosse sanado. “Esperamos que assim que soltarem essas referências, estendam o prazo de revisão. Mas, mesmo com o cumprimento dessa promessa, o problema não será completamente resolvido, pois o prejuízo já ocorreu.” Marcus Vinícius ressalta que o atraso foi muito grande, “as provas ocorreram no fim de dezembro, o ideal seria que as referências fossem publicadas junto com o gabarito das questões fechadas”, e muitos alunos já não se lembram mais das respostas que elaboraram ou não querem se preocupar com essa questão agora, para evitar mais ansiedade e por temerem alguma retaliação.

O estudante do terceiro ano do ensino médio Lucas de Oliveira Noman, 16 anos, participou do segundo módulo do Pism no ano passado e deixou de pedir revisão da correção das questões de uma das disciplinas por não saber quais parâmetros foram usados pela instituição. “Eu queria saber os critérios nos quais fui avaliado, porque não concordei com a nota que tirei em física. Mas pude me basear só pela resolução das questões feita pelos professores do cursinho, porque, sem os critérios de correção da universidade, não dá para saber o que eles levaram em conta na hora de avaliar.” Lucas achou que não foi dado a ele e aos outros participantes o direito de pedir a revisão da correção da maneira correta. “Deveria ser uma obrigação da UFJF divulgar isso o quanto antes, até mesmo para que a gente descubra como pode melhorar em alguma disciplina. Agora, sinto que a demora foi demais. Eu, por exemplo, quero me preocupar com a minha preparação para fazer um bom Pism 3 e não vou querer mais correr o risco de pedir a revisão.”

UFJF alega atraso por parte das bancas

O professor de física Arthur Rodrigues de Mello, da Escola Estadual Antônio Carlos, explica que, na rede pública, principalmente estadual, a participação dos estudantes no Pism é muito pequena e, “talvez por isso, a não divulgação dos parâmetros não seja tão sentida e cobrada quanto ocorre com as particulares”. Entretanto, Arthur ressalta que é importante o acesso a essas informações. “O programa do ensino médio da rede estadual é um pouco diferente do cobrado pela universidade e não temos carga horária suficiente para dar todo o conteúdo exigido no Pism. Até por isso, muitos desistem dessa modalidade e, às vezes, nem sabem dos seus direitos, como o de recorrer do resultado. Outro problema é que, mesmo para os professores, os critérios de correção são importantes. Eles podem nos demonstrar uma nova forma de interpretar uma situação, pois também temos dúvidas sobre como uma resposta pode ser melhor formulada e buscamos entender o que a instituição valoriza mais numa questão.”

Prazo

Segundo informações da Diretoria de Comunicação da UFJF, houve um atraso na entrega das referências à Comissão Permanente de Seleção (Copese), por parte das bancas de correção. Apenas há pouco tempo, todas foram entregues, e a comissão informou que vai divulgar os arquivos no site da instituição até o fim da próxima semana. A universidade confirmou ainda que será aberto novo prazo para pedidos de revisão assim que as referências forem publicadas, em respeito ao direito dos estudantes.

Fonte: Tribuna de Minas – da Redação

VEÍCULO: RÁDIO SOLAR

UFJF confirma adoção do ENEM como método de ingresso
09/05/2009

A Universidade Federal de Juiz de Fora comunicou ao MEC o que já havia anunciado: de aderir à proposta de adotar o Enem como método de ingresso, porém de forma parcial. De acordo com a instituição, o candidato vai optar pelo novo Enem como primeira etapa do processo de seleção. Independente disso, vai realizar a primeira e segunda fase do Vestibular tradicional. Com isso, os vestibulandos vão disputar o processo com a melhor nota obtida. Mesmo com os recursos movidos pelo Colégio de Aplicação João XXIII e Diretório Central dos Estudantes, o DCE, a UFJF manteve a adoção do ENEM. O PISM e o sistema de cotas não sofrem alterações.

VEÍCULO: RÁDIO CIDADE

UFJF não define lista de livros de literatura para o Vestibular e Pism

A indefinição na lista das obras literárias cobradas para o Vestibular e o Programa de Ingresso Seletivo Misto (Pism) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) prejudica a preparação dos estudantes. A legalidade do programa de literatura foi questionada em março por colégio e cursinhos. A instituição prometeu uma solução para o impasse nos próximos dias.

VEÍCULO: MEGAMINAS.COM

Educação

UFJF implantará Parque Tecnológico em Juiz de Fora
Publicado em 08/05/2009 às 11:20

Por MGTV Panorama
de Juiz de Fora

Próxima etapa é a definição do terreno onde o Parque será construído

A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) terminou o estudo de viabilidade para a implantação de um Parque Tecnológico na cidade.

O estudo concluiu que Juiz de Fora precisa de um Parque Tecnológico e ainda aponta possíveis locais onde ele pode ser implantado.

Entre as áreas de desenvolvimento de tecnologias estão a eletroeletrônica, biotecnológica e leite e derivados. A próxima etapa é a definição do terreno onde o parque será construído. Os custos ainda não foram calculados. Mais informações no site da UFJF.

VEÍCULO: JF HOJE

Aterro em pauta

Assunto está entre temas das audiências públicas da Câmara que têm início nesta terça-feira

Esta semana os vereadores retornam ao plenário do Palácio Barbosa Lima para realizar audiências públicas e sessões ordinárias. Na pauta das reuniões estão previstas discussões polêmicas, como o Aterro Sanitário do Salvaterra e o descredenciamento dos hospitais São Marcos e Pinho Masini pelo Ministério da Saúde.

O calendário de atividade do Legislativo municipal em maio começa amanhã com audiência solicitada pelo vereador Júlio Gasparete (PMDB). Ele solicitou a presença de representantes da Secretaria de Esporte e Lazer que vão apresentar programas e projetos do setor e discutir a situação do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) dos clubes da cidade.

As reuniões serão retomadas na semana que vem com o debate sobre a permanência do
Aterro Sanitário no Salvaterra, no dia 19. Durante a discussão, os vereadores Noraldino Júnior (PTC) e Roberto Cupolillo (Betão – PT), que solicitaram a reunião, ainda deverão levantar a polêmica sobre a construção da Central de Tratamento de Resíduos, no Bairro Dias Tavares.

A continuidade do processo de autorização para construção do novo aterro chegou a ser suspensa depois que José Sóter de Figueirôa (PMDB) entrou com ação popular, pedindo a suspensão das obras, já que o atual aterro ainda tem condições de ser utilizado. No entanto, as obras foram liberadas no final de março.

O caso tem sido discutido pela Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam). Estão convidados para a discussão representantes do Demlurb, Agenda/JF, Conselho Municipal de Meio Ambiente (Condema), Grupo Ecológico Salvaterra, Ministério Público e UFJF.

VEÍCULO: JF HOJE (TEATRO)

A lira do encanto

Texto e direção: José Luiz Ribeiro. Com Grupo Divulgação. De amanhã até 5 de julho, sempre aos sábados e domingos, às 16h45min, no Forum da Cultura (Rua Santo Antônio 1112 – Centro).

VEÍCULO: TRIBUNA DE MINAS (CARTAS)

Vestibular e Pism

Coitado mesmo de quem faz vestibular esse ano na UFJF, porque as confusões estão demais. Isso é um tipo de discussão que precisaria ser resolvida com urgência. Ano de vestibular é já muito confuso para se ter mais transtornos.
Clara Rezende
Juiz de Fora/por e-mail

Não dá para entender a série de posturas irresponsáveis e inconsequentes que vêm sendo tomadas pela UFJF nesse ano de 2009. Com semblante de destemida a qualquer tipo de lei ou acordo, a instituição vem desrespeitando alunos e cursos de forma inaceitável. Já faz mais de quatro meses de realização das provas do Pism e não há gabaritos das questões abertas. Já temos quase dois bimestres letivos corridos e não há definição do programa de literatura. Os excelentíssimos senhores professores, pró-reitores, membros de comissões, ou qualquer que seja o título, parecem se sentir muito confortáveis, pois, independentemente da atitude tomada, não há punição para eles. Seria necessário aos mesmos pensarem que há milhares de alunos já no ano mais confuso de vestibular, graças às mudanças com o Enem, e, ainda assim, temos tal situação. Independentemente do que escolherem, escolham! Não há mais tempo para discussões, agora é necessário agir, para, ao menos, minimizar os irreversíveis prejuízos.
Fernando Gonçalves de Aquino
Juiz de Fora/por e-mail

VEÍCULO: TRIBUNA DE MINAS (GERAL)

Análise de recursos

Consu mantém decisão sobre uso do Enem

Depois de uma reunião de quase cinco horas, o Conselho Superior (Consu) da UFJF ratificou ontem a decisão tomada pelo Conselho de Graduação (Congrad), na última quinta-feira, de rejeitar os dois recursos interpelados contra o uso do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) na seleção da federal. Os pedidos de anulação foram propostos pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) e pelo Colégio de Aplicação João XXII. A primeira entidade pediu a suspensão da validade da reunião do Congrad, quando a UFJF aderiu à proposta do Ministério da Educação (MEC), e a segunda, a revisão da competência do conselho para tomar esse tipo de decisão. Ambas instituições classificam a adesão ao projeto como uma sentença política, que caberia ao Conselho Superior (Consu), como determina o regimento da instituição.

De acordo com o pró-reitor de Graduação da UFJF, Eduardo Magrone, prevaleceu, entre os membros do Consu, o entendimento de que nenhum dos dois recursos traziam elementos significativos que pudessem validar uma alteração na decisão da universidade. A partir desse ano, os estudantes poderão substituir o desempenho no Enem pela nota da primeira fase da vestibular. Segundo Magrone, a manifestação dos recursos tentava atribuir uma falta de competência do Congrad, o que de fato não existe.

VEÍCULO: TRIBUNA DE MINAS (CADERNO DOIS)

‘A lira do encanto’

Conto moderno

Bruno Calixto
Repórter

Infelizmente, Orfeu tentou, mas, por não esperar o nefasto caminho de retorno à Terra para se virar em direção a sua amada, não conseguiu trazer Eurídice de volta à vida. Este e muitos outros trechos do universo lírico voltam a tomar o palco do Forum da Cultura, onde o Grupo Divulgação estreou, ontem, o espetáculo infantojuvenil “A lira do encanto”, escrito e dirigido por José Luiz Ribeiro. “A peça traz três dicotomias: nova e antiga geração, urbano e rural e velho e novo. A intenção é mostrar como as três irmãs, que antes eram escravas da TV, vão descobrindo a magia, inclusive por meio das lembranças que voltam a tocar sua mãe”, destaca Ribeiro à Tribuna, durante o penúltimo ensaio da peça, na quarta-feira.

Prontas para dormir, as adolescentes Bate, Nanda e Hilde conversam sobre fazer propaganda, ser modelo e como não “pagar mico”. Este é apenas o início da trama, que, com o volume da TV no máximo, traz três meninas, filhas de uma professora primária, sendo criadas na cidade e levadas para passar as férias em Espera Feliz, no interior de Minas. Por lá, no sítio da avó Fiorita – personagem da atriz Márcia Falabella -, elas descobrem as delícias de um pomar, e a mãe reencontra suas recordações de criança, entremeadas de contos de fada e folclore.

Este seria, então, o embate entre a vida na cidade e no interior, citado por José Luiz Ribeiro e ilustrado pela aparição de símbolos da cultura popular, como Pai do Mato, papel escolhido por um dos novatos da trupe, Hudson Polonini. “Fixei-me na ideia de resgatar hábitos que vêm sendo perdidos, pois, apesar de o espetáculo ser moderno, trata de valores antigos”, ressalta o ator, incumbido também de encarnar Orfeu.

Ainda neste contexto, as meninas aprendem com os personagens que encontram pelo caminho, como o coelho de “Alice no País das Maravilhas” e a Chapeuzinho Vermelho, interpretada por Ana Paula Dessupoio, que também faz a irmã mais nova, Bete. “É uma responsabilidade muito grande assumir esta personagem (Bete), que retrata a realidade das crianças. Por isso, procurei observar o comportamento de adolescentes na rua, além de ler bastante sobre o tema”, conta a atriz, que já foi vista no mesmo palco durante os três últimos anos, tempo em que integrou a turma de adolescentes do Centro de Estudos Teatrais (CET/Divulgação).

A lira da vovó
“Onde vaga / o meu amor, / esquecido em seu penar. / Eu também tenho uma dor, / muita mágoa de chorar.” Com estes versos, Orfeu e sua lira tocam o coração do rei, que decidi devolver Eurídice ao amado. De posse do instrumento, vovó Fiorita encanta as netas, que, ao beber na fonte da literatura, experimentam a terceira dicotomia estabelecida pelo diretor. “Quando elas conhecem o sapo, que é um personagem novo e, a princípio, encantado, passam a não dar a mínima para o cão de guarda que as acompanha. Esta é a relação entre o ser humano e o descartável, que perde sua utilidade quando o novo aparece”, detalha José Luiz Ribeiro.

Se a variedade de tons dos figurinos traduz a alegria do espetáculo, a cenografia e a iluminação complementam o universo “teatralista”, que lembra ilustrações de livros infantis. “A filtragem da luz cria transparências, alterando, em cada cena, os efeitos plásticos”, esclarece Márcia Falabella, que se destaca no elenco, formado ainda por Tonimar Vaz, Filipi Mostaro, Fátima Amorim, Maiara Batista, Maurício Ribeiro, Allana Meirelles, Gabriela Reis e Avner Proba.

O medo do fantasma Tutu Marambá e o galanteio de um sapo falante, como aquele que engoliu as pílulas da Emília do Sítio do Pica-Pau Amarelo, integram a eclética barca do imaginário popular que “A lira do encanto” promete mostrar. E nada disto seria possível, se, como espectadores, fôssemos impedidos de sonhar, como fez Orfeu da Conceição, ao entoar: “Navegando neste mundo, / em busca de uma paixão. / Não retorno, nunca volto, / sem sofrer no coração / pra morrer de tanto amor.”

‘Ilustrações’
Quem assistir ao espetáculo poderá, também, ver a mostra “Ilustrações”, que reúne, na Galeria de Arte do Forum da Cultura, desenhos de 17 espetáculos infantojuvenis do Grupo Divulgação, como “A onça de asas”, “O menino dos caracóis” “Bicho sim, bico não”. Artistas como Eliardo França, Adalton de Carvalho, Thiago Berzoini e Douglas Zimmermann assinam as peças, que permanecem em cartaz até 31 de maio.

– “A lira do encanto” – Sábados e domingos, às 16h45, no Forum da Cultura (Rua Santo Antônio 1.112 – Centro). 3215-3850. Até 5 de julho.

– “Ilustrações” – De segunda a sexta, das 14h às 20h30, sábados e domingos, das 15h30 às 17h, no Forum da Cultura. Até 31 de maio.

VEÍCULO: TRIBUNA DE MINAS (CADERNO DOIS, CONTA-GOTAS)

Balé da Cidade de São Paulo

Companhia de dança contemporânea visita Juiz de Fora no dia 24 de maio. A apresentação, promovida pela Funalfa, acontece no Cine-Theatro Central, às 20h30. Os ingressos são gratuitos e podem ser retirados, de 18 a 22 de maio, na sede da instituição (Avenida Rio Branco 2.234, Centro).

VEÍCULO: TRIBUNA DE MINAS (SHOWS)

Rita Lee
Show “Pic nic”. Às 21h, no Cine-Theatro Central (Praça João Pessoa s/n – Calçadão da Rua Halfeld). 3215-1400.

VEÍCULO: TRIBUNA DE MINAS (TEATRO)

Estreia

“A lira do encanto”
Musical infantil. Texto e direção: José Luiz Ribeiro. Com Grupo Divulgação.
Três meninas criadas na cidade vão passar as férias em um lugarejo do interior. No embate entre a vida urbana e rural, surge o aprendizado, e elas se deparam com personagens clássicos dos contos de fada. Sábados e domingos, às 16h45, no Forum da Cultura (Rua Santo Antônio 1.112 – Centro). 3215-3850. Até 5 de julho.

VEÍCULO: TRIBUNA DE MINAS (GERAL)

A partir de 2º-feira na UFJF

Aprovados terão que confirmar matrícula

Candidatos aprovados para o segundo semestre no último concurso da UFJF precisam confirmar a matrícula a partir de amanhã, sob a pena de perderem a vaga na universidade. Para realizar o procedimento, que segue até sexta-feira, dia 15, o aluno deve enviar o formulário próprio de confirmação, fornecido no dia da primeira matrícula, pelos Correios ou entregá-lo pessoalmente na Central de Atendimento da instituição, localizada no prédio da Reitoria, no campus. O atendimento acontece das 8h às 20h.

Como destaca o gerente de matrícula da Coordenadoria de Assuntos e Registros Acadêmicos (Cdara), Helenilson da Fonseca e Silva, quem não realizar a confirmação na data prevista estará automaticamente fora da instituição. Com isso, há a possibilidade do oferecimento de novas vagas para alunos excedentes nos próximos meses. “Caso haja vagas ociosas, será disponibilizada uma lista de reclassificação.”

– O endereço para postagem do formulário de confirmação via Correios é Central de Atendimento da UFJF – prédio da Reitoria, Campus Universitário, Bairro Martelos.

VEÍCULO: TRIBUNA DE MINAS (GERAL)

‘Viagem de formadores de opinião’

Estudantes embarcam amanhã para a Amazônia

Uma oportunidade única de ter contato com uma nova cultura e, de quebra, conhecer a Amazônia. É levando esse pensamento na bagagem que os oito alunos da UFJF, selecionados para participar do projeto “Viagem de formadores de opinião”, embarcam nesta segunda-feira, para o que, provavelmente, será uma das maiores aventuras de suas vidas. Iniciativa do Centro de Comunicação do Exército, o projeto tem como meta divulgar o trabalho e a atuação das Forças Armadas naquela região. Até o dia 17, o grupo, que será acompanhado por dois professores e um técnico-administrativo da universidade, fará uma série de atividades, entre elas, uma missão a São Gabriel da Cachoeira, a 860km de Manaus.

A estudante de geografia Natália Campos, 23 anos, uma das selecionadas, não consegue conter a ansiedade. Na sexta-feira, três dias antes da viagem, ela já estava de malas prontas. “A expectativa é grande. Espero conhecer a vida daquelas pessoas e o trabalho do Exército. Sempre tive interesse focado na área ambiental. Quando a gente aprende na teoria, não tem a dimensão prática. Essa experiência vai acrescentar muito na minha formação”, comemora.

Para o aluno de medicina Bruno Saraiva, 22, a viagem será uma oportunidade de se defrontar com uma realidade diferente da que está acostumado. “É uma outra área de trabalho, voltada para a saúde primária. Vou poder ver como eles atuam e quais estratégias utilizam para contornar os problemas.” Segundo o universitário, será, ainda, uma chance de assimilar novas ideias. “Quando se entra em contato com outro tipo de cultura, a capacidade de tolerância aumenta.”

A proposta é que cada estudante divulgue, posteriormente, um trabalho na própria área. “O objetivo é repassar o conhecimento adquirido”, diz Natália. Ao todo, 146 alunos se inscreveram, dos quais 24 foram escolhidos por sorteio. Os oito que viajam foram selecionados por entrevista. Além da UFJF, participarão alunos da PUC-MG e da Universidade Católica de Brasília.

VEÍCULO: TRIBUNA DE MINAS (CADERNO DOIS)

Murilo Mendes

Sob a luz da França

Leonardo Toledo
Repórter

Tributário de alguns dos grandes intelectuais da França, o poeta Murilo Mendes teve a oportunidade de vivenciar “in loco” um pouco da efervescência cultural do país, especialmente nos quatro anos em que participou da chamada Missão Cultural (1952 a 1956). Na ocasião, o conhecimento adquirido em sua volumosa biblioteca de obras francesas encontrou eco nas ruas e nos cafés de Paris, que há séculos servia de abrigo para pensadores e artistas de vanguarda. Foi também nesse período que o poeta estreitou laços de amizade com escritores influentes, como André Breton e Albert Camus, e intensificou uma afeição pela língua francesa que cultivava desde a juventude. A relação entre o poeta e o país dos iluministas surge em detalhes na exposição “O universo francês de Murilo Mendes”, aberta na próxima quarta – dia em que o poeta completaria 108 anos -, no Museu de Arte Murilo Mendes (Mamm).

Organizada de modo cronológico, a exposição mostra como a língua francesa e o pensamento daquele país estiveram presentes na vida e na obra de Murilo. Ainda jovem, o poeta dominava completamente o idioma. Sua aptidão era tamanha que chegou a gerar histórias com ares de gracejo. A irmã do poeta, Virgínia, contava que Murilo chegava a errar de propósito a pronúncia de determinadas palavras só para não humilhar os colegas de classe.

De acordo com o curador da exposição, Aloísio Nunes de Castro, a ênfase da temática francesa na vida e na obra de Murilo Mendes pode ser comprovada pela grande quantidade de obras francesas presentes na biblioteca particular do poeta, as amizades que fez com autores desse país e, sobretudo, a influência desses escritores em sua obra.

Canto de página
Para narrar a produtiva relação de Murilo com a língua francesa, a mostra recorre a paineis elaborados com fragmentos de textos do próprio poeta e de autores que escreveram sobre sua obra. As vedetes da exposição, entretanto, são algumas raridades da biblioteca pessoal do juizforano. As edições contam com dedicatórias de autores importantes, como Maurice Blanchard, que se tornaram amigo do brasileiro durante sua estadia na Europa. Outros exemplares trazem a caligrafia do próprio Murilo, em anotações feitas em francês nas bordas das páginas – a chamada “marginália muriliana”.

Fazendo a ligação com o material bibliográfico, fragmentos de poemas e críticas escritas por Murilo mostram no corpo de sua obra a influência dessas leituras. O visitante poderá conhecer, ainda, alguns dos “papiers”, poemas escritos originalmente em francês por Murilo.

A temática da exposição, que faz referência ao Ano da França no Brasil, é oportuna também para a exibição de um dos mais notáveis segmentos da coleção de arte do poeta, sob a guarda do Mamm. O acervo inclui obras de artistas como Georges Braque e Pablo Picasso, que, embora tenha nascido na Espanha, pertenceu à chamada Escola de Paris.

Aproximação pela língua
Na semana de aniversário do poeta juizforano, a obra do autor também será discutida no seminário “Murilo Mendes: reflexões avulsas”, promovido, de terça a quinta, também no Mamm. De acordo com o organizador do evento, o professor Darlan Lula, a programação contempla uma grande variedade de recortes e leituras da poesia muriliana. Nas palestras, serão tratados, por exemplo, temas como a influência da arte italiana na obra de Murilo e a memória de Juiz de Fora na poesia do autor. A intenção, conforme Darlan, é transformar o seminário em um livro.

Na quarta, antes da abertura da exposição comemorativa da data, o professor José Marinho do Nascimento, da Faculdade Santo André (SP), ministra a palestra “Papiers ou os guardados do coração: uma sugestão de leitura”. Em consonância com o tema da mostra, o especialista fala sobre a afinidade de Murilo pela língua francesa, com ênfase em sua produção poética nesse idioma. “Os ‘papiers’ representam a afetividade de Murilo Mendes pela língua francesa. Embora tenha fixado residência na Itália, foi o francês que ele escolheu para acompanhar sua trajetória poética”, explica o professor.

Apesar de só terem sido publicados no livro “Antologia poética” (1976), os “papiers” acompanharam o mineiro durante toda sua trajetória como escritor. Os primeiros datam da década de 1930 e os últimos, de 1974, quando o poeta parou de escrever. “Enquanto Murilo produzia em português, ele também produzia em francês, ainda que esporadicamente”, ressalta Nascimento.

– “O universo francês de Murilo Mendes”. Abertura na quarta, às 20h30, no Mamm (Rua Benjamin Constant 790 – Centro). Visitação de segunda a sexta, das 10h às 18h, e aos sábados e domingos, das 13h às 18h. Até julho.

Programação

Terça
16h30 – “Murilo Mendes e Adalgisa Nery” – Ana Arruda Calado (PUC-Rio)
18h – “Poesia e amizade na Espanha de Murilo Mendes” – Ricardo Souza de Carvalho (USP)

Quarta
16h30 – “O intertexto de Murilo Mendes e T. S. Eliot” – William Valentine Redmond (CES)
18h – “Murilo Mendes entre uma e outra Tróia: a metamorfose de Orfeu” – Fernando Fiorese (UFJF)
19h – “Papiers ou os guardados do coração: uma sugestão de leitura” – José Marinho do Nascimento (FSA – Santo André)

Quinta
16h30 – “Murilo Mendes e a crítica italiana” – Maria Betânia Amoroso (Unicamp)
18h – “Piano, serrote e manequim” – Marília Rothier Cardoso (PUC-Rio)

VEÍCULO: TRIBUNA DE MINAS (CADERNO DOIS, CESAR ROMERO)

Balé no Central

O superintendente da Funalfa, Toninho Cunha, trará o Balé da Cidade de São Paulo para uma apresentação gratuita, dia 24, no palco do Cine-Theatro Central.
Os convites poderão ser retirados na Funalfa, entre os dias 18 e 22.

Comédia

Adriane Galisteu e Leandro Hassum estarão no próximo sábado, no Central, com a peça “Um casal aberto ma non troppo!”.
Grande parte do espetáculo é realizado na plateia e, por isso, não serão vendidos ingressos no balcão nobre e galeria. Os técnicos chegam na sexta-feira para a montagem e adaptações necessárias.

Em JF

Em seu giro pela cidade, a simpática escritora Íris de Carvalho Drummond, há vários anos morando no Rio, foi conferir a apresentação do padre Fábio de Mello, no Cine-Theatro Central, lotado. Definindo o padre como “pessoa encantadora”, ela destaca uma de suas frases: “A gente conhece o verdadeiro amor é na distância”.
A propósito, Íris está orgulhosa com a homenagem da Academia Carioca de Letras ao saudoso desembargador José Eduardo Pizarro Drummond. A presidente Stella Leonardos acaba de instituir a “Medalha de Honra ao Mérito Cultural José Eduardo Pizarro Drummond”, reverenciando-lhe a memória pela admirável contribuição ao mundo das letras.
Vão receber a comenda, dia 18, no Rio, o ministro Arnaldo Lopes Süssekind e a própria, Íris, que é acadêmica.

Voo Livre

Professora-doutora da UFSC Alacoque Lorenzini Erdmann foi convidada para abrir as comemorações dos 30 anos da Faculdade de Enfermagem da UFJF. Terça-feira, Dia Internacional do Enfermeiro.

VEÍCULO: TRIBUNA DE MINAS (EXPOSIÇÕES)

“Metáforas populares – Arte naïf”
Pinturas de artistas brasileiros retratando diversas manifestações populares. De segunda a sexta, das 10h às 18h, sábado e domingo, das 13h às 18h, na Galeria Poliedro do Museu de Arte Murilo Mendes (Rua Benjamin Constant 790 – Centro). 3229-9070. Até 31 de maio.

“Grafite: canonização da poética urbana”
Releitura de obras referenciais da história da arte, com trabalhos de Lúcio Rodrigues, André Castanheira e Thiago Campos. De segunda a sexta, das 10h às 18h, e aos sábados e domingos, das 13h às 18h, na Galeria Retratos-relâmpago do Museu de Arte Murilo Mendes (Rua Benjamin Constant 790 – Centro). Até 14 de junho.

VEÍCULO: TRIBUNA DE MINAS (CADERNO DOIS, DICAS)

Seminário
“Murilo Mendes: reflexões avulsas”. De terça a quinta, no Museu de Arte Murilo Mendes (Rua Benjamin Constant 790 – Centro). Outras informações pelo telefone 3229-9070 ou no site www.mam.ufjf.br.

VEÍCULO: MIDIAMAX

Colégio militar domina olimpíada de matemática da escola pública
10/05/2009 08:58

Folha Online/CBJr.

Quase 40% dos 300 alunos mais bem colocados na 4ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) são de colégios militares ou das escolas preparatórias das Forças Armadas. Entre os meninos e meninas de todo o país que receberam a medalha de ouro, 118 pertencem a instituições militares (39,3%).

Participaram 18,3 milhões de alunos da rede pública brasileira da edição de 2008. O predomínio é ainda maior no nível 3 (ensino médio). Entre os cem primeiros colocados nessa categoria, 49 estudam em colégios militares, inclusive os 11 primeiros colocados. O primeiro foi César Ilhaco Magalhães, 15, cujo pai, José Ronaldo, só foi estudar pouco antes dos 16 anos. O filho nasceu quando o pai já fazia PhD nos Estados Unidos. César aprendeu a ler aos quatro e foi identificado como superdotado nos EUA.

Aos 12 anos, foi aprovado para cursar o ensino médio na Escola Preparatória de Cadetes do Ar, da Aeronáutica, e no ano passado fez a prova que lhe deu a primeira colocação na Olimpíada e passou no vestibular de medicina na UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora). Pretende ser militar e cursar engenharia no ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica). “Não me considero um gênio. Nem um “nerd': fiz caratê, corrida, canto em coral e fiz aulas de teclado. Também não estudo todo dia. Procuro equilibrar tudo”, diz Cesar.

O Sistema Colégio Militar do Brasil, mantido pelo Exército, é composto por apenas 12 colégios, com cerca de 14,5 mil alunos. Computando-se as escolas preparatórias das Forças Armadas, são 15 estabelecimentos, que correspondem a não mais do que 0,00037% do total de 40.377 escolas inscritas no concurso.

Daí a atenção que desperta esse desempenho. Culto à disciplina Dentre os medalhistas de ouro no nível 1 da Obmep (alunos dos 6ª e 7ª anos), 37 são de colégios militares, de diferentes Estados; no 2 (8ª e 9ª séries), foram 33 dessas escolas. A maioria dos outros vencedores vem de escolas técnicas ou federais.

Estudantes da rede pública convencional (estadual ou municipal) são minoria. No nível 3, além dos alunos de colégios militares, preponderam jovens de estabelecimentos federais, com 72 das cem primeiras posições -27 são de escolas estaduais e uma de municipal. Para a diretora acadêmica da Obmep, a professora do Instituto de Matemática da Universidade Federal Fluminense (UFF) Suely Druck, um dos motivos que explicam o resultado dos colégios militares é a disciplina da vida castrense. “A infraestrutura é excelente e há professores muito bem preparados.

Os alunos talentosos são inseridos em um ambiente sério e de disciplina. A matemática é sequencial e exige disciplina, cultivada nesses colégios”, afirma. O comandante do Colégio Militar de Brasília -o maior do sistema, com 3.400 alunos e 14 medalhistas de ouro-, coronel Wagner Gonçalves, não se surpreende com o desempenho.

“A matemática é vista como bicho-papão, e aqui nós já desmistificamos isso há anos. Preparamos para escolas militares, o IME (Instituto Militar de Engenharia) e o ITA.” O oficial corrobora a tese de que a disciplina, cultivada pelas Forças Armadas, afeta o resultado. “Ajuda muito na matemática e vice-versa. O bom matemático tem muita influência da disciplina; o cartesiano é disciplinado.” Coronel da Arma de engenharia e filho de sargento do Exército, ele e os filhos foram alunos de colégios militares. “Não sou craque em matemática; passei com média 8, não 9″, brinca.

 

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