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Ano I :: Volume 2 :: Novembro 2005

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Editorial

Apresentamos nesta segunda edição da revista GATILHO um número comemorativo. Iniciamos então nossas festividades com o dossiê Quixote produzido pelos alunos de graduação da disciplina Literatura Espanhola I, ministrada pela professora Silvina Carrizo. Em seguida, a revista tem o prazer de disponibilizar, agora on-line, o segundo volume de sua versão impressa, publicado em 1998.

No âmbito da Lingüística, reunimos trabalhos de diferentes orientações teóricas. Nossos artigos abordam teorias voltadas para a Análise do Discurso e para a Sociolingüística Interacional. Focalizando diferentes perspectivas, as resenhas contemplam dois renomados autores como Goffman e Tomasello. O mesmo acontece à Teoria da Literatura: várias vozes que se propõem, neste espaço virtual, a debaterem em paridade de forças.

Agradecemos também a todos aqueles que confiaram na revista enviando seus textos. É com prazer que os recebemos, tendo em vista a sua boa qualidade.

Para finalizar, a revista conta ainda com dois contos dos nossos alunos do mestrado.

A Comissão Editorial.

Artigos

Contos

Resenhas

Dossiê Quixote

Apresentação

Nesse ano, comemoram-se 400 anos da publicação do romance El Ingenioso Hidalgo Don Quijote de La Mancha de Miguel de Cervantes Saavedra. Dentro dessas comemorações, temos a possibilidade inédita no Departamento de Letras de publicar este dossier “Dom Quixote”, pois foi no ano passado, em 2004, que tivemos a alegria de criar a disciplina “Literatura Espanhola 1”, e junto com essa criação, poder oferecer, pela primeira vez, um curso completo sobre a literatura barroca da Espanha — também conhecida como literatura do século de o uro espanhol. O curso, que contou com uma grande quantidade de alunos, centrou-se numa aproximação a cultura barroca enquanto cultura moderna e, nesse sentido, os autores e suas obras foram lidos na sua pulsão crítica, forma e ação do pensamento que nos configura por sermos justamente sujeitos da modernidade. No caso específico do romance em questão, foi proposta, aos alunos, uma leitura do texto que objetivava um trabalho com as diferentes formas da paródia. A paródia como um desdobramento da problemática da perspectiva que abre tanto a arte pictórica, as ciências com Galileu e Kepler, a música com Bach e a literatura, por um lado, com a inscrição dos poetas Góngora e Quevedo e, por outro, com a escritura de Cervantes. Dessa maneira, a paródia pode ser entendida não apenas como homenagem, mas também como forma crítica, corrosiva, humorística e caricaturesca e, como forma altamente erudita e intertextual. A intertextualidade compreendida na sua grande abrangência, pois se pensou não somente nos textos referidos, mas também na tradição cultural que se fazia menção. Tentou-se mostrar, por sua vez, as possibilidades infinitas de entrada ao romance quando considerado como um verdadeiro palimpsesto textual e cultural. Foi assim que chegamos, como na teoria borgeana dos “precursores” — enunciada no seu famoso artigo “Kafka e seus precursores” —, a iluminar a partir de Dom Quixote outros tipos de gêneros, quais sejam: a “novela de cavalaria”, a “novela pastoril”, a novela per ser e problemáticas culturais como a de a realidade e a aparência, o que vemos quando vemos, o conflito cidade e campo, o drama do homem arrojado num mundo que já não mais lhe possibilita um solo seguro.

Fruto dessas instigantes horas de aula são os diferentes artigos aqui apresentados pelos alunos, que expressam tanto minha gratidão para com eles, quanto “a curiosidade impertinente” deles, para parafrasear uma das belíssimas novelas inseridas dentro de Dom Quixote. Estes artigos estão escritos todos em castelhano porque se inserem dentro do “Curso de Espanhol e as suas Literaturas” e, representam o resultado, nesse sentido, do trabalho de tantos anos da Professora Rose Mary Abrão Nascif e do apoio oferecido pelo grupo de professores do Departamento.

Queria, então, dizer para finalizar que esse dossier dos alunos é a verdadeira homenagem que prestamos ao Cavaleiro da Triste Figura, pela qualidade dos trabalhos e das idéias colocadas, mas também e, muito especialmente, porque o nosso futuro está nas mãos da consciência crítica deles, uma das grandes conquistas da universidade enquanto projeto da modernidade.

Silvina Carrizo

Professora Adjunta

Juiz de Fora, Outubro de 2005

TEXTOS

Memória

A fim de relembrar a produção intelectual dos alunos de pós-graduação de nossa instituição, disponibilizaremos a edição impressa da revista GATILHO do ano de 1998. Com isso pretendemos homenagear estes ex-alunos que hoje seguiram outros caminhos, mas que são parte importante de nossa história. Foram eles quem, nestes dois volumes anteriores, abriram trilhas que, agora, querem se transformar numa estrada cada vez mais longa. A revista migra do âmbito impresso para o meio on-line e o faz de modo imperativo, uma vez que abrange um maior número de leitores e atende, melhor, aos anseios de uma sociedade moderna rápida e veloz.

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http://www.ufjf.br/revistagatilho/files/2009/12/quixoteMarcia.pdf

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