Fechar menu lateral

UFJF inaugura Lugar de Honra no MAMM com homenagem à Tribuna

UFJF inaugura Lugar de Honra no MAMM com homenagem à Tribuna

 

Reitor Henrique Duque ressalta o jornal como fonte confiável

das mudanças evolutivas de Juiz de Fora

 

Com a presença do reitor Henrique Duque de Miranda Chaves Filho, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), e do fundador da Tribuna de Minas, Juracy Neves, que pertenceu ao quadro docente da instituição, foi inaugurado nesta segunda-feira, 26 de setembro, o Lugar de Honra do Museu de Arte Murilo Mendes (MAMM). Com a proposta de reverenciar aqueles que contribuíram de forma singular e abrangente para a construção, o resgate e a divulgação da cultura, o novo espaço, situado no hall de entrada, recebeu dois painéis que homenageiam os 30 anos de fundação do jornal, em especial o Caderno Dois.

O evento, que foi prestigiado por personalidades como o ex-prefeito Tarcísio Delgado, o deputado federal Júlio Delgado e o vereador José Sóter de Figueirôa Neto, contou com a presença do secretário-geral da UFJF, Basileu Tavares, e dos pró-reitores Marta D’Agosto, de Pesquisa; Alexandre Zanini, de Planejamento e Gestão; André Cabral, de Finanças; José Alberto Pinho Neves, de Cultura, e a pró-reitora adjunta Nelma Fróes, entre outros. A família Bracher, representada pelos artistas Carlos e sua esposa Fani, além de Nívea, que expõe na Galeria Convergência, ressaltou a iniciativa da ProCult na criação do Lugar de Honra como “prova do dinamismo e da seriedade com que a UFJF trata a questão cultural”.

Depois de entregar flores às representantes do jornal Suzana Neves, diretora comercial, Denise Gonçalves, editora executiva, e Isabel Pequeno, editora do Caderno Dois, além de uma placa ao fundador Juracy Neves, o reitor Henrique Duque, em seu discurso, ressaltou o jornal como fonte confiável das mudanças evolutivas de Juiz de Fora: “Ao criar, em 1981, a Tribuna de Minas, Juracy Neves assegurou a tradição e a liberdade da informação permanente na cidade desde antigamente, com tecnologias próprias, aos tempos contemporâneos”. Segundo o reitor, a exemplo de antigos periódicos, como O Pharol, poderemos, graças ao registro diário feito pela Tribuna, “no futuro saber o que outrora fomos”.

Ao relembrar o sonho de criar um jornal, Juracy Neves revisitou seu tempo como professor de filosofia na antiga Faculdade de Filosofia e Letras (FAFILE), em que já acreditava na força e na importância da comunicação social. Reconhecido como um empreendedor de valor, o empresário recordou os passos da compra da Esdeva Empresa Gráfica, em 1981, para alicerçar a Tribuna de Minas, e ressaltou a importância dos filhos André, Márcia, Marcos e Susana para a transformação da gráfica numa das três maiores do Brasil atualmente. Emocionado, nomeou os colaboradores do jornal, a redação, observando que o jornalista é, antes de tudo, um profissional comprometido com a informação, “um idealista que deve estar 24 horas a serviço da notícia”.

Durante um mês, o Lugar de Honra expõe sua reverência aos 30 anos da Tribuna de Minas, em especial ao Caderno Dois, por sua ampla contribuição à cultura na cidade, na região e no estado. A proposta do pró-reitor de Cultura foi inspirada pelo título Lugar de Honra em matéria do repórter Leonardo Toledo, do jornal, por ocasião do lançamento da exposição “Daibert, o poeta das imagens” e do livro Arlindo Daibert: fortuna crítica, que aconteceram no MAMM. O jornalista, que compareceu à solenidade de inauguração, elogiou o novo espaço, tomando-o como um importante passo para marcar o resgate da memória cultural da cidade.

Os próximos homenageados do Lugar de Honra são a Sociedade de Belas Artes Antônio Parreiras na representação dos pintores Sylvio Aragão e Heitor de Alencar; o painel da artista plástica Nívea Bracher sobre o antigo prédio e a capela do Colégio Stella Matutina, e o escritor Belmiro Braga, que foi professor do poeta Murilo Mendes. Em edições mensais, o projeto pretende expressar mais que uma homenagem. Segundo Pinho Neves, “Lugar de Honra intenciona firmar-se como o reconhecimento e o mapeamento da casa de Murilo Mendes àqueles que, com seu dedo criador, transformaram o estado das coisas, determinando-lhes rumos (gêneses) sociais e culturais”.