UFJF - Universidade Federal de Juiz de Fora

2008

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Mestrando(a)

TÁSCIA OLIVEIRA SOUZA

Título

“RELÓGIOS PARADOS, ÁRVORES PARTIDAS: JORGE ANDRADE EM RASTOS DE IDENTIDADE E MEMÓRIA.”

Orientador(a)

Profª. Drª. Maria Lúcia Campanha da Rocha Ribeiro

Data da defesa

04/04/2008

Resumo

Este trabalho busca analisar, a partir das dez peças de Jorge Andrade que compõem a coletânea Marta, a árvore e o relógio, como o drama é capaz de sustentar o diálogo entre identidade autoral e identidade cultural como pólos de um mesmo processo de construção da representação cultural brasileira. As representações da memória, feitas pelo dramaturgo através de recursos textuais e cênicos, como saltos e recuos espaços-temporais, evidenciam como a presente marca identitária de uma nação só é possível mediante a compreensão de seu passado histórico. Além disso, pretende-se mostrar de que forma Jorge Andrade, utilizando-se da metalinguagem, lança luz sobre o papel da dramaturgia e do teatro na reelaboração da realidade e das memórias individuais e coletivas, bem como sobre sua função de conscientizar os homens acerca da própria identidade..

 

Mestrando(a)

VIRNA LÚCIA COUTINHO SCHMITZ

Título

“DE CAMALEÃO CULTURAL A DRAGÃO TRANSCULTURAL.”

Orientador(a)

Profª. Drª. Márcia de Almeida

Data da defesa

09/06/2008

Resumo

Este trabalho propõe uma leitura de Silent Dancing: a partial remembrance of a Puerto Rican childhood, Judith Ortiz Cofer, e investiga, principalmente, o percurso de formação identitária da narradora: de uma subjetividade em trânsito entre duas culturas, a porto-riquenha e a estadunidense, ao desenvolvimento de uma identidade transcultural, ou seja, tematiza a sua transformação de “camaleão cultural” em “dragão transcultural”. O estudo inclui, ainda, considerações sobre o gênero memorialístico, reflexões sobre o imbricamento das línguas inglesa e espanhola presente no livro, além de uma análise da pertinência da mistura de textos narrativos e poemas que se constata no volume.

 

Mestrando(a)

RAQUEL DE CASTRO

Título

“OS SERTÕES”,DE EUCLIDES DA CUNHA, COMO ARQUIVO DE MEMÓRIA E RESISTÊNCIA”

Orientador(a)

Profª. Drª. Terezinha Maria Scher Pereira

Data da defesa

22/08/2008

Resumo

Nesta dissertação analisamos Os Sertões, de Euclides da Cunha, como obra exemplar de resistência à opressão sobre a população do Brasil. Essa resistência é presente na obra não só em seu conteúdo de denúncia, mas também no estilo literário de Euclides da Cunha, que é um historiador e um narrador aos moldes das teorias de Walter Benjamin, cujo pensamento está presente em toda a dissertação. A maior (e infeliz) atualidade de Os Sertões está no fato de que os “canudenses” estão presentes até hoje, vitimados pela extrema desigualdade social e econômica que caracteriza o nosso país, onde a maior parte da população não tem direito a uma vida digna; não vive, sobrevive; ignorada pelo poder, sofre essa violência profundamente física e moralmente, já que privada de seus direitos básicos. Os Sertões é um arquivo que gera outras obras, artísticas e teóricas, porém não é o suficiente: refletimos sobre a necessidade de um maior engajamento político dos intelectuais e artistas, através de um olhar político sobre o passado, narrando a História dos vencidos e oprimidos através de suas produções culturais e artísticas e com uma urgente e necessária democratização do arquivo; o sentimento de empatia em relação à situação desse povo brasileiro é de extrema importância, para produzir uma maior conscientização política e desalienação do povo. Através também da solidariedade, característica comum a qualquer movimento que queira modificar a realidade do presente e, tendo em mira a construção de um futuro em que a ética, a fraternidade, a liberdade e a alegria (não alienada) sejam a realidade dos nossos descendentes.

 

Mestrando(a)

DENISE DE FÁTIMA GONZAGA DA SILVA

Título

“CECÍLIA MEIRELES E O HERÓI INCONFIDENTE: UM ENCONTRO DA POÉTICA MODERNA COM OS ARQUIVOS DA HISTÓRIA BRASILEIRA”

Orientador(a)

Profª. Drª. Maria Luíza Scher Pereira

Data da defesa

29/08/2008

Resumo

Essa dissertação desenvolve suas questões a partir da análise do Romanceiro da Inconfidência de Cecília Meireles(1953) e da Conferência proferida pela poetisa em 1955 na cidade de Ouro Preto. A autora recorre aos recursos estilísticos que caracterizam a forma de um Romanceiro rompendo com a construção do herói segundo o paradigma clássico ao aproximar a construção simbólica de Tiradentes da cultura popular, dos personagens marginalizados e da imagem de transgressão. Segundo nossa leitura, o discurso poético de Cecília traria em si o encontro de distintas temporalidades, mediante a confluência do passado colonial brasileiro no século XVIII, a aquisição e transformação do arquivo dos Inconfidentes no século XIX pela República e o momento de escritura da autora no século XX. .Dentro disso, trabalhamos com a busca da construção de identidade e nacionalismo produzidas pela autora modernista, no século XX, além da conseqüente construção da memória e da lírica no enveredar pelos arquivos da história brasileira.Observamos que é possível reconhecer a aproximação de duas formas de conhecimento fundamentais- o saber histórico e literário que alicerçam a composição de um conceito de história em consonância com Walter Benjamin nas suas Teses sobre a história.O trabalho busca refletir sobre a construção do herói formulada pela artista modernista concebendo o mundo do texto como um espaço aberto onde se entremeiam e espelham os tempos e espaços que marcam a constituição de nossa nacionalidade e identidade a partir da ótica do intelectual moderno e do discurso como lugar de poder onde as questões políticas e sociais se ensejam..

 

Mestrando(a)

DULCE MARY GODINHO PEREIRA

Título

“O CASO RUBEM FONSECA: UMA ANÁLISE DO “MAL-ESTAR” NA ESCRITURA.”

Orientador(a)

Profª. Drª. Terezinha Scher Pereira

Data da defesa

15/09/2008

Resumo

Este trabalho se propõe, a partir dos romances O Caso Morel e o Diário de um Fescenino, além do conto Intestino Grosso de Rubem Fonseca ,demonstrar um desconforto provocativo sentido através das leituras devido às estratégias do narrador e dos personagens. A denominação mal-estar refere-se ao sentimento de incômodo em virtude das várias vozes presentes no texto e as escolhas para a criação ficcional. Ainda se pretende fazer uma leitura dialógica entre a produção do autor e outras manifestações artísticas, como pinturas e filmes. Os quadros de Francis Bacon e Ingres serão articulados paralelamente à escritura contemporânea, assim como a produção cinematográfica O Homem do Ano. Faremos também análises dos “herdeiros” de Fonseca, como Patrícia Melo e Zeca Fonseca. Os textos críticos norteadores são O mal- estar na civilização de Sigmund Freud e, consequentemente, a obra Mal-estar na atualidade de Joel Birman, entre outros. Este estudo pretende, então, articular algumas questões pelas quais há essa provocação ao leitor, seja pela própria escritura, seja pelas ações dos personagens fonsequianos.

 

Mestrando(a)

LEONARDO RAMOS DE TOLEDO

Título

“CONFISSÃO NA RIBALTA: O TEATRO AUTOBIOGRÁFICO DE MAURO RASI”

Orientador(a)

Profª. Drª. Jovita Maria Gerhein Noronha

Data da defesa

28/11/2008

Resumo

A dissertação investiga as possibilidades da autobiografia no teatro, suas limitações e desdobramentos, a partir do pacto autobiográfico de Philippe Lejeune. No intuito de melhor explorar as particularidades impostas pelo gênero dramático nas escritas de si, tomamos como corpus a obra do dramaturgo Mauro Rasi, que produziu uma obra teatral que parece se enquadrar na questão proposta. Apesar do conteúdo das peças ser autobiográfico, não há relação de identidade entre os nomes do autor, narrador e personagem, condição considerada fundamental por Lejeune na caracterização de uma autobiografia em sticto senso. Nesse sentido, o trabalho explora a atuação dos meios de comunicação como elementos que ampliam o acesso à informação por parte dos leitores, promovendo, conseqüentemente, um alargamento do espaço autobiográfico. De acordo com esse raciocínio, sugerimos a criação de uma nova modalidade de mediação, uma espécie de pacto por procuração.

 

Mestrando(a)

TATIANA DA SILVA FALCÃO COSTA

Título

“A POÉTICA DO ENCONTRO: UMA PERCEPÇÃO CONTEMPORÂNEA DO MUNDO ATRAVÉS DA POESIA DE FERNANDO FIORESE”

Orientador(a)

Profª. Drª. Silvina Liliana Carrizo

Data da defesa

08/12/2008

Resumo

Esta dissertação busca, através da poética de Fernando Fábio Fiorese Furtado, i) ampliar as possibilidades de questionamentos em relação à atuação da poesia na elaboração identitária individual (a priori) e coletiva (a posteriori) e ii) delinear uma percepção contemporânea do mundo a partir desta poética do encontro. Os textos trabalhados por nós, tanto os teóricos, quanto os literários, nos parecem compactuar com uma concepção de mundo/vida que se harmoniza em torno de perspectivas de enunciação que são, consciente e criticamente, relativas, ou seja, compartilham de uma ambivalência produtiva que gera e/ou articula valores e concepções que se sabem passíveis de (re)elaboração e revisão a dar-se sempre a partir do diálogo/enfrentamento.

 

Mestrando(a)

ADRIANA APARECIDA ABRANTES

Título

“ECOS DA SOCIEDADE PATRIARCAL EM MULHER NO ESPELHO”

Orientador(a)

Profª. Drª. Márcia de Almeida

Data da defesa

19/12/2008

Resumo

A presente dissertação pretende identificar os ecos da sociedade patriarcal na literatura de autoria feminina, tendo como corpus de análise Mulher no espelho, de Helena Parente Cunha. Sob a ótica dos Estudos de Gênero (LAURETIS, 1994), que trouxeram um novo entendimento para a valorização desigual dos papéis atribuídos a mulheres e homens em nossa sociedade, buscamos investigar o percurso da protagonista rumo ao auto-conhecimento e uma nova e libertadora definição identitária. E, através das novas perspectivas de leitura, advindas dos pressupostos da Crítica Feminista (SHOWALTER, 1994), objetivamos inserir esse romance em uma tradição de autoria feminina que denuncia e questiona a opressão da mulher.
Na obra, publicada em 1985, a protagonista investiga seu passado em busca do auto-conhecimento e de uma redefinição de sua identidade, através da freqüência a espaços antes interditados e uma vivência mais livre de sua sexualidade. O espelho constitui a via através da qual a personagem questiona a si própria e investiga as dissonâncias entre sua imagem de mulher submissa e a voz de sua consciência que a incentiva a atitudes subversivas, representada não mulher que me escreve.

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