UFJF - Universidade Federal de Juiz de Fora

2007

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Mestrando(a)

GISLENE TEIXEIRA COELHO

Título

“O NEOBARROCO EM TEBAS DO MEU CORAÇÃO, DE NÉLIDA PIÑON: UMA FORMA DE REPRESENTAR A AMÉRICA MESTIÇA”

Orientador(a)

Profª. Drª. Maria Luiza Scher Pereira

Data da defesa

27/04/2007

Resumo

Este trabalho desenvolve suas questões a partir de duas obras de Nélida Píñon: o romance Tebas do meu coração (1974) e a obra crítica Presumível coração da América (2002). A autora recorre aos recursos do (neo)barroco de modo a desconstruir a representação convencional do mundo e ampliar o sentido da obra.  Segundo nossa leitura, o discurso (neo)barroco pode ser utilizado como uma forma de refletir (sobre) a formação mestiça da América Latina, levantando e problematizando questões que envolvem sua história, sua memória e sua identidade. Trabalhamos ainda com a idéia da utopia, pois lemos na obra a tentativa de elaboração de um projeto utópico, que põe em xeque o antigo projeto utópico-civilizatório europeu, baseado na dominação e repressão da alteridade. A partir de categorias teóricas, como utopias, contra-utopias, não-lugar e heterotopia, estabelecemos um contraponto à Utopia européia. Utilizamos a heterotopia como uma noção válida para a América Latina por se basear em novos conceitos como descentramento, negociação e abertura, os quais discutem antigos paradigmas. O trabalho reflete também sobre a complexa relação entre Literatura e subalternidade e sobre o exercício inclusivo da literatura (neo)barroca que representa o subalterno como alteridade e apresenta a razão mestiça como uma forma de pensar e produzir literatura e teoria.

Palavras-chave: neobarroco, mestiçagem, subalternidade, negociação e heterotopia.

 

Mestrando(a)

MARIA LUIZA ALMADA MOREIRA

Título

“MILTON HATOUM E O EXÍLIO COMO METÁFORA PARA A CONDIÇÃO DO INTELECTUAL”

Orientador(a)

Profª. Drª. Maria Luiza Scher Pereira

Data da defesa

27/04/2007

Resumo

Neste trabalho, a partir de uma reflexão em torno do escritor amazonense Milton Hatoum, pretendemos desenvolver um estudo sobre a figura do intelectual, procurando sublinhar o lugar não-fixo e errático que este ocupa na contemporaneidade. Por meio da leitura dos romances Relato de um certo oriente e Dois irmãos, procuramos desenvolver a hipótese de que o “exílio” pode funcionar como uma metáfora da condição do intelectual. Ou seja, o lugar do intelectual é um lugar outro de enunciação, a partir de onde ele interpela os discursos hegemônicos da cultura, ora dialogando com eles, ora questionando os seus centramentos e a sua fixidez. E ainda, a partir dessa questão do lócus de enunciação, desdobramos a análise das obras, focalizando o espaço como localidade cultural.Assim sendo, destacamos a paisagem amazônica e os discursos que moldaram, ao longo do tempo, um imaginário acerca dessa região, procurando compreender como ela é atualmente revisitada pelos novos discursos críticos.

 

Mestrando(a)

JOSYANE MALTA NASCIMENTO

Título

“A MEMÓRIA COMO CACOS: INFÂNCIA E RESISTÊNCIA EM BOITEMPO”

Orientador(a)

Profª. Drª. Terezinha Maria Scher Pereira

Data da defesa

11/05/2007

Resumo

Esta dissertação tem como objetivo central discutir a trilogia de memórias Boitempo (1968, 1973 e 1979), do poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade, levando em consideração o debate dos estudos de crítica da cultura. O problema do intelectual que se encontra deslocado em seu próprio meio cultural será discutido a partir das categorias de análise do estrangeiro e do marginal, noções essas que se aproximam em nosso estudo, principalmente quando o intelectual se propõe a discutir os mecanismos de poder e de manipulação cultural. A condição de desajustamento político do escritor é percebida nos poemas que compõem Boitempo, tanto a partir da perspectiva deslocada do poeta nos anos de ditadura militar no Brasil – entre as décadas de 1960 e 70 -, quanto da ótica da criança, ao ser representada nas memórias de Drummond. Como categoria de análise, a criança será um dos pontos centrais do olhar crítico do poeta em direção às relações de poder. A partir da ótica infantil, encontramos metáforas relevantes, como a do fazendeiro do ar, que ajudarão na reflexão sobre o espaço de exclusão da criança em seu próprio lar. E esse espaço é o que possibilita a construção da alteridade discursiva nos poemas que analisamos. Finalmente, a construção do discurso da criança na obra de Drummond é processada de forma alegórica, quando a representação das “micro-relações” autoritárias durante a infância, sob o ponto de vista particular do poeta, adquire uma percepção ampla e universal das diversas relações de poder.

 

Mestrando(a)

LEONARDO MARTINELLI DE CAMPOS MATTOS

Título

“LAS VEGAS NA CABEÇA E O ESTRANHO FREUDIANO”

Orientador(a)

Profª. Drª. Terezinha Maria Scher Pereira

Data da defesa

11/05/2007

Resumo

O objetivo primeiro desta dissertação é realizar um estudo do entrelaçamento da realidade e da ficção no gênero jornalístico híbrido, conhecido como Gonzo, tendo como base a obra de Hunter Thompson, principalmente o livro Las Vegas na Cabeça. A leitura desse livro será realizada sob a luz do conceito do “estranho”, elaborado por Sigmund Freud. O trabalho intenta também ampliar a idéia do “estranho”, retirando-o de um contexto meramente psicológico e estético e o inserindo em um contexto com implicações sociais e culturais mais amplas, tal como o fez Martin Jay, no texto The uncanny nineties. Esta dissertação tem também por objetivo fazer uma análise do surgimento do jornalismo Gonzo, de suas ramificações no Brasil e, em um aspecto mais geral, das experiências com entorpecentes no campo literário.

 

Mestrando(a)

LUCIANA DE MESQUITA SILVA

Título

“TONI MORRISON E A CONSTRUÇÃO DO PARAÍSO: QUESTÕES DE CRÍTICA LITERÁRIA E DE TRADUÇÃO”

Orientador(a)

Profª. Drª. Maria Clara Castellões de Oliveira

Data da defesa

27/09/2007

Resumo

Nesta dissertação, tivemos como objetivo abordar o modo pelo qual o romance Paradise (1998), de Toni Morrison, traduzido para o português com o título de Paraíso (1998), trata de algumas questões que mobilizam o pensamento crítico literário, cultural e tradutório na contemporaneidade. Nesse sentido, realizamos discussões sobre tradução, alegoria e história e as entrelaçamos ao pensamento de Walter Benjamin. Detivemo-nos também em considerações relativas à hospitalidade, ao estrangeiro e ao fanatismo e as confrontamos com reflexões feitas respectivamente por Jacques Derrida, Julia Kristeva e Amós Oz. Finalmente, focalizamos a noção de arquivo no contexto do romance em tela e a articulamos com percepções de Derrida sobre o assunto.

 

Mestrando(a)

FRANCINE PEREIRA FONTAINHA DE CARVALHO

Título

“FLORBELA E FRIDA: TROCANDO OLHARES NO RTABLE DE DOLORES”

Orientador(a)

 

Data da defesa

28/09/2007

Resumo

O mundo do melancólico e suas misérias constituem nosso objeto de estudo.  Os sonetos e composições da poeta portuguesa Florbela Espanca, mormente os presentes no Livro de Mágoas, bem como os quadros e cartas da pintora mexicana Frida Kahlo, nos fornecem material de investigação da dor, da melancolia e do eu presente em suas vidas, com suas semelhanças e singularidades.  O eu da poeta portuguesa e da pintora mexicana nos interessa na medida em que possam ser explorados biográfica e psicologicamente a partir do corpo do texto e das figurações da tela, enquanto expressão do “mundo dolorido” dos melancólicos. Nosso intuito é demonstrar os desdobramentos da psiché melancolia, em suas vidas e obras, sem olvidar as interseções biográficas possíveis.  Partiremos sempre das obras a fim de trabalhar os temas por nós propostos, uma vez que as  mesmas nos fornecem elementos de investigação da vida pessoal de ambas. O adentrar da dor e os sentimentos análogos a ela desdobram-se em suas obras através das lembranças dos eventos passados rememorados no futuro: a lembrança da mãe – ora apresentada como morte, ora como marte –  a presença constante da dor, a certeza do interdito envolto em um grande sentimento de impotência e o desejo pulsante da morte serão, outrossim, por nós analisados.

 

Mestrando(a)

TATIANA FRANCA RODRIGUES

Título

“A IMPOSSÍVEL LINGUAGEM: UMA LEITURA SOBRE AS VOZES DISSIDENTES NA ESCRITURA DE HILDA HILST.”

Orientador(a)

Prof. Dr. Alexandre Graça Faria

Data da defesa

16/10/2007

Resumo

A vasta obra de Hilda Hilst compõe um cenário desafiante a todos aqueles que pretendem estudá-la. Primeiramente, porque não há grande sorte de leituras teóricas a seu respeito, antagonicamente, porém, boa parte da crítica a entende como “obscena”, “pornográfica” ou “erótica”, o que acaba por traçar uma característica de estilo que rotula a autora, tornando de diminuta importância o trabalho de linguagem que há nos seus textos. A segunda dificuldade encontrada na realização da pesquisa é a escolha bibliográfica – já que a escritora cultivou os três gêneros textuais na sua escrita: prosa, poesia e teatro – pois, embora não haja a pretensão de dar conta de tão extensa obra neste trabalho, é importante cuidar para não torná-la menor, nem em relação à teoria abordada, nem devido aos recortes escolhidos para a presente análise.

 

Mestrando(a)

LESLLIE SOARES TEDESCO

Título

“MIRAGENS DE SÍSIFO: UMA LEITURA SOBRE MEMÓRIA NA POESIA DE IACYR ANDERSON FREITAS”

Orientador(a)

Profª. Drª. Miriam Lidia Volpe

Data da defesa

31/10/2007

Resumo

Esta dissertação se propõe a trazer para a discussão acadêmica a obra marcadamente contemporânea do poeta mineiro Iacyr Anderson Freitas, já reconhecida, nacional e internacionalmente, através de premiações e de traduções de seus poemas em vários países, como França, Itália, Espanha e Chile. Diante do desafio de dar conta de sua extensa produção, este trabalho fez um recorte para analisar, em sua poesia, um tema que não apenas reflete a eterna preocupação do homem com suas origens cósmicas e humanas, mas que tem também desafiado os críticos de todos os tempos e que, hoje, se impõe sob a forma de reflexões inovadoras: o resgate do passado no tempo simultâneo da expressão poética. Para tanto, foram selecionados poemas que apresentam um misto de imagens colhidas de fragmentos, mas que, unidas, fazem emergir uma memória de todas as memórias, ainda que sua significação plena, “sisificamente”, nunca se cumpra. Nortearam, assim, este trabalho, a presença de uma memória pessoal, a de uma memória resgatada da mitologia e, com ela, a que desvela o manto anterior ao acontecimento da linguagem, instrumento essencial da poesia.

 

Mestrando(a)

MARCELA CARVALHO MEIRELES

Título

“QUESTÕES IDENTITÁRIAS NA OBRA DE MARYSE CONDÉ”

Orientador(a)

Profª. Drª. Jovita Maria Gerheim Noronha

Data da defesa

23/11/2007

Resumo

Este trabalho é o resultado de uma leitura crítica da obra da escritora Maryse Condé, nascida em 1937, na Guadalupe. Nos textos da autora pode-se observar a recorrência de alguns temas: a procura do antilhano, sobretudo da mulher antilhana, por suas origens, a tentativa de compreensão e aceitação da condição negra, o sentimento de exílio, os constantes deslocamentos em busca de uma definição identitária, o triângulo África-América-Europa. O objetivo do trabalho é mostrar como essas questões que permeiam sua obra se expressam por meio de três eixos: o ensaio, a ficção e a autobiografia.

 

Mestrando(a)

MIRIAM RIBEIRO DIAS

Título

“MACUNAÍMA DAIBERT DE ANDRADE: A SOMA DE UNIVERSOS”

Orientador(a)

Profª. Drª. Maria Lúcia Campanha Rocha Ribeiro

Data da defesa

26/11/2007

Resumo

O presente trabalho se propõe a pensar a copia impressa dos desenhos, colagens, pinturas, etc., do artista plástico juizforano, Arlindo Daibert, em especial, a série Macunaíma de Andrade – norte de nossa investigação entre Macunaíma de Mário de Andrade e Macunaíma de Daibert e/ou outros hipertextos da mesma obra – sob o ponto de vista do diálogo entre textos, seja do cânone pictórico ocidental, seja da literatura ocidental e/ou nacional. A partir de uma reflexão calcada nos postulados de Gérard Genette, no que diz respeito ao texto de segunda mão, investigamos o minucioso trabalho de Arlindo Daibert, que extraiu de hipotextos, do cânone europeu, diversos hipertextos imagéticos que imprimiram em suas obras a visão crítica e questionadora de artista sul-americano. Comprometido com a preocupação de produzir e incentivar o saber e a cultura, realizou, não ilustrações que acompanham as narrativas, mas hipertextos, que expressam a visão  que o artista tinha de cada uma das obras literárias, dos autores, da época em que foram produzidas e, ainda mais, semelhante à voluta barroca, Daibert acrescenta às suas traduções detalhes que dizem respeito a si mesmo, ao seu trabalho, à sua época, ao seu contexto juizforano e brasileiro, tudo isso, num conjunto em forma de espiral que se expande ao infinito.

 

Mestrando(a)

LUCIANA ORNELAS MARTINS ASSIS

Título

“DO HERÓI SEM NENHUM CARÁTER AO HERÓI MAU CARÁTER: UMA LEITURA DE MÁRIO DE ANDRADE E DE RUBEM FONSECA”

Orientador(a)

Profª. Drª. Teresinha Vânia Zimbrão da Silva

Data da defesa

28/11/2007

Resumo

Este trabalho procura estabelecer um diálogo entre Macunaíma, de Mário de Andrade,e os contos fonsequianos Nau Catrineta, O Outro e O Cobrador, tendo como objeto de estudo a violência registrada nessas obras. Através dos conceitos da Psicologia Analítica, das considerações feitas pelo psicólogo e antropólogo Roberto Gambini e pelo crítico literário Tzvetan Todorov, pretende-se demonstrar que a violência que caracteriza a obra de Rubem Fonseca também se encontra em Macunaíma e que essa violência não é somente uma característica da Modernidade ou da Pós-modernidade, mas que está presente na sociedade brasileira desde o seu nascimento, perpetuando-se entre nós como uma herança sombria que nos foi legada por nossos colonizadores e registrada nas obras de Mário de Andrade e de Rubem Fonseca.

 

Mestrando(a)

PAULO ROBERTO MACHADO TOSTES

Título

“ENTRE MARGENS: O ESPAÇO-TEMPO NA ESCRITA DE MIA COUTO”

Orientador(a)

Profª. Drª. Enilce Albergaria Rocha

Data da defesa

31/11/2007

Resumo

Esta dissertação propõe uma análise das imagens de espaço e tempo na escrita de Mia Couto, tendo como referência as obras Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra (2005), A varanda do frangipani (1996), Vinte e zinco (1999) e Terra sonâmbula (1995).
Estudamos nas obras analisadas como o autor (re) percorre a dimensão espaço-temporal para (re) compor e (re) propor o cenário cultural de Moçambique, em sua diversidade e complexidade. Nosso estudo aborda também os traços da colonização e o diálogo entre a tradição ocidental e as culturas orais, bem como as fragilidades que emergem desse confronto. Esse embate, entre o passado histórico e o trabalho de re-elaboração realizado pela escrita de Mia Couto, redimensiona os arquivos da História revelando-nos uma nação culturalmente híbrida, num incessante processo de deslocamento.
Este estudo contribui, portanto, para mostrar a problemática histórica e cultural inerente às culturas africanas de língua portuguesa, mais especificamente da nação moçambicana, assim como os conflitos entre as tradições e as aquisições do Ocidente e da Modernidade.

Palavras-chave: espaço, tempo, tradições e linguagem.

 

Mestrando(a)

ROSIANE VIEIRA DE REZENDE

Título

“LÚCIO CARDOSO – O LABORATÓRIO DA ESCRITA LITERÁRIA: DE MALEITA À LUZ NO SUBSOLO”

Orientador(a)

Profª. Drª. Silvina Liliana Carrizo

Data da defesa

03/12/2007

Resumo

Este trabalho teve como objetivo traçar o perfil da escrita de Lúcio Cardoso desde as publicações de Maleita e Salgueiro, de 1934 e 1935, à escrita de A luz no subsolo, seu terceiro romance, lançado em 1936.
O ponto crucial desta pesquisa foi propor uma revisão destes três primeiros romances do escritor e apontá-los como força motora do grande laboratório ficcional de Lúcio Cardoso. Desta forma, propôs-se acentuar o trabalho de experiência constante com a linguagem que teve sua culminância na Crônica da casa assassinada, obra-prima do autor, escrita em 1956.
Dentro desta hipótese de laboratório ficcional em processo buscou-se destacar a presença marcante do regionalismo nas duas primeiras narrativas de Lúcio e a ruptura desta linha literária a partir de A luz no subsolo.

Palavras-Chave: Lúcio Cardoso, laboratório ficcional, regionalismo.

 

Mestrando(a)

ROBERTO CÍRIO NOGUEIRA

Título

“JAGUNÇOS, PIVETES E OUTROS INOCENTES – VIOLÊNCIA E IDENTIDADE EM GUIMARÃES ROSA E RUBEM FONSECA”

Orientador(a)

Prof. Dr. Alexandre Graça Faria

Data da defesa

03/12/2007

Resumo

Estudo da brasilidade, em suas diferentes representações, através das relações de descontinuidade e permanência observadas em narrativas da autoria de Guimarães Rosa e Rubem Fonseca, que mimetizam determinadas formas de manifestação de violência, tendo como fundamentos identidade, literatura e estudos culturais. A partir da definição de violência, que varia de acordo com os paradigmas culturais de cada sociedade, delineou-se um histórico das construções discursivas que legitimam ou condenam suas manifestações, desde a República Velha até o regime militar, período no qual se contextualizam as obras dos autores citados. Reflexões embasadas numa metodologia interdisciplinar, sobre a moral da honra e da vingança, a luta por transformações sócio-político-econômicas e estratégias de sobrevivência num meio adverso, visam demonstrar a mudança que afetou a identidade cultural brasileira, submetida a um intensivo processo de industrialização e urbanização na extensão temporal referida. Articulando postulados teóricos das ciências humanas e estudos relevantes da fortuna crítica destes escritores, efetuou-se uma abordagem comparativa de determinadas estórias que, além de reiterar os antagonismos evidentes, revela também a existência de pontes entre as margens representadas por estes dois leitores do Brasil.

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