UFJF - Universidade Federal de Juiz de Fora

1993

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Mestrando(a)

BEATRIZ GOMES GUERRA

Título

“RECURSOS POÉTICO EM HORÁCIO: A ‘RECONSTRUCTIO’ DA SÁTIRA LATINA”

Orientador(a)

Prof. Dr. Pedro Pires Bessa

Ano da defesa

1993

Resumo

Este trabalho visa um estudo das raízes latinas da sátira literária. Buscam-se os antecedentes do gênero satírico da Grécia e seu florescimento na idade áurea romana do século I a.C. Os primeiros passos da sátira latina na península itálica, sua criação, aperfeiçoamento e a renovação do gênero são pesquisados na obra de Quinto Horácio Flaco, através da auto-referencialidade expressa na suas sátiras de cunho teórico-literário: I,4 e 10 e II,1. A luz de teorias crítico-literárias contemporâneas, analisam-se também os recursos utilizados pelo satírico latino, tais como o riso, ironia, paródia, intertextualidade e linguagem, bem como a posição inovadora de sua obra que a aproxima aos elementos da sátira menipéia. Através dessa ‘reconstructio’ do processo satírico, evidencia-se e valoriza-se nossa latinidade, herança e marca de nossos ancestrais.

 

Mestrando(a)

MARIA APARECIDA NOGUEIRA SCHMIT

Título

“POALHA DA MODERNIDADE NA AMÉRICA LATINA”

Orientador(a)

Prof. Dr. Pedro Pires Bessa

Ano da defesa

1993

Resumo

Este estudo apresenta a constatação da função social do romance atual e da adaptação da estética modernista européia advinda de Baudelaire à realidade da América Latina. O reconhecimento da literatura-invectiva de O. Lins e J. Cortázar pauta-se nas denúncias de alienação que deformam e inibem a verdadeira essência do ser humano. As semelhanças entre os autores e as obras proporcionam o diálogo dos textos. A constante busca das personagens revela a projeção dos escritores que tentam se encontrar nos desencontros dos “seres de papel”. O recurso dos duplos leva à epifania em A rainha dos cárceres da Grécia e em O jogo de amarelinha com realização do fluxo da consciência os respectivos autores, chegando-se à voz do fantástico que estabelece a ruptura com as concepções unilaterais de realidade.

 

Mestrando(a)

MARIA CLARA CASTELLÕES DE OLIVEIRA

Título

“O LEITOR E A DECODIFICAÇÃO TEXTUAL PARÓDICA NO SÉCULO XX”

Orientador(a)

Profª. Drª. Nancy Campi de Castro

Ano da defesa

1993

Resumo

Este trabalho procura delinear a constituição da crítica literária ocidental, da Grécia Antiga aos dias de hoje, tendo como fio condutor um estudo das considerações feitas sobre o leitor por algumas das diversas correntes que contribuíram para a formação de tal campo de estudos. O ponto culminante desse empreendimento é a descrição dos níveis de cooperação textual que, segundo Umberto Eco, são trilhados pelo Leitor-Modelo de textos narrativos abertos durante o processo de sua decodificação. A seguir, a partir de teorias elaboradas por Linda Hutcheon, a paródia, cuja decodificação é plenamente satisfeita pelo modelo de Eco, é caracterizada como legítima representante da produção textual do século XX. Finalmente, é feita uma leitura de “God”, texto dramático escrito por Woody Allen, à luz da teoria da paródia de Hutcheon.

 

Mestrando(a)

MARIA DAS MERCÊS VIANA DIAS

Título

“A CONSTRUÇÃO POLIFÔNICA NO FUNDADOR, DE NÉLIDA PIÑON”

Orientador(a)

Prof. Dr. Pedro Pires Bessa

Ano da defesa

1993

Resumo

Este estudo registra uma descrição e alguns aspectos constitutivos do romance Fundador, de Nélida Piñon. Aparentemente, o livro é um caos, mas existe a presidi-lo, verdadeiramente, um rigor construtivo. A propósito do seu universo constitutivo, o Fundador rompe com a linearidade da narrativa tradicional. Há um jogo de vozes que perpassa todo o texto, como acontece na obra de Bakhtin, denominada polifônica. O diálogo com outros textos revela que tudo já foi dito, mas pode ser redito diferentemente. Em relação ao tempo, ocorre uma variação entre o passado remoto e os nossos dias, e o marco espacial se faz presente através de um mapa. Também evidenciamos a multiplicidade de pontos de vista: de narrador e de personagens.

 

Mestrando(a)

MARINA APARECIDA FAJARDO DE FREITAS

Título

“O JOGO DA MONTAGEM E DA INTERTEXTUALIDADE EM A FESTA, DE IVAN ÂNGELO”

Orientador(a)

Profª. Drª. Maria de Lourdes Abreu de Oliveira

Ano da defesa

1993

Resumo

Este trabalho procura investigar as formas de apresentação da montagem no romance A FESTA, do escritor contemporâneo Ivan Ângelo. Apóia-se, para isso, nas teorias que analisam as relações entre cinema e literatura e naquelas que abordam a questão da intertextualidade. Observa-se como, tanto num plano mais geral quanto num sentido mais particular, a noção de intertexto perpassa o tema da montagem literária. Tal artifício manifesta-se sob a forma de alternância de pontos de vista, de presença de elementos estranhos ao texto, de retomada pelo próprio texto pelo autor, de análise crítica da própria obra, de condensação de palavra e de estruturação da obra através da manipulação de suas partes. Na montagem de A FESTA, o desafio de um jogo ao leitor.

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