UFJF - Universidade Federal de Juiz de Fora

ANA LETÍCIA DUIN TAVARES

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(anaduin@caed.ufjf.br)

Graduada em Pedagogia pela Universidade Federal de Juiz de Fora (2006) e especialista em Alfabetização e Linguagem pela UFJF (2008). Atua como analista de instrumento de avaliação do CAEd/UFJF. Atualmente é aluna do curso de Mestrado em Educação na linha Linguagem, Conhecimento e Formação de Professores, com participação no grupo de pesquisa Práticas de Leitura na educação infantil e na passagem ao ensino fundamental.

Título: PRÁTICAS DE ENSINO DA LEITURA E ESCRITA NA PERSPECTIVA DE PROFESSORES ALFABETIZADORES

Orientadora: Profª Luciane Manera Magalhães

No campo educacional não há um consenso sobre um único método de alfabetização considerado completamente eficaz e capaz de alfabetizar todas as crianças, o que pode explicar o processo de ecletismo metodológico existente nas práticas alfabetizadoras. Porém, na maioria das vezes, os critérios informados pelos professores para a escolha e associação de vários princípios metodológicos mostram-se pouco precisos e algumas vezes equivocados. Ainda não está claro se a dificuldade de explicitar os objetivos que norteiam a construção das intervenções acontece quando se trata de alfabetizadores considerados bem sucedidos por seus pares, nesse caso, seus coordenadores. Nessa pesquisa, o termo bem sucedido é entendido como a associação de vários fatores, advindos dos saberes dos professores provenientes de suas experiências, das trocas com seus pares, de sua formação acadêmica, da relação estabelecida com os alunos, entre outros, que resultam em uma prática diferenciada em sala de aula. Sendo assim, a questão que pretendo responder é: como professores alfabetizadores do 1º, 2º e 3º anos do ensino fundamental da rede pública de Juiz de Fora, considerados bem sucedidos, constroem suas práticas de ensino da leitura e da escrita, buscando, na percepção desses sujeitos, um olhar para o trabalho concreto realizado em sala de aula. Para responder a essa questão trago como suporte teórico os estudos de Maurice Tardif e Antônio Nóvoa que voltam a atenção para o saber plural do professor, formado pela articulação de saberes oriundos da formação profissional e de saberes disciplinares, curriculares e experienciais. E buscando ampliar as concepções de leitura e escrita que subsidiam as práticas pedagógicas me baseio em Sônia Kramer, Chartier, dentre outros autores que assumem o processo de leitura e escrita como experiência. Acredito que essa pesquisa, ao buscar compreender as experiências das práticas alfabetizadoras, possa contribuir para o debate em torno do processo de alfabetização e letramento fomentando a troca de saberes entre o pesquisador e professor.

Programa de Pós-Graduação em Educação