UFJF - Universidade Federal de Juiz de Fora

Andrea Borges Medeiros

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email: andreabmedeiros@ig.com.br

Currículo resumido:

A professora Andréa Borges de Medeiros é graduada em Pedagogia pelo Instituto Católico de Minas Gerais ( ICMG ) / Coronel Fabriciano ( 1993 ) e tem especialização em Alfabetização e Linguagem pela Universidade Federal de Juiz de Fora/UFJF              ( 1997). Conquistou o título de Mestre em Educação através do PPGE/UFJF em maio de 2001, focalizando a temática das relações étnico-raciais e da construção identitária de crianças afrodescendentes. Atualmente é doutoranda no mesmo Programa de Pós-Graduação, ou seja, no PPGE/UFJF, e desenvolve uma pesquisa em torno da compreensão das dinâmicas da Memória na infância. Andréa é coordenadora pedagógica de uma escola pública da rede municipal de ensino em Juiz de Fora, como também do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da Universidade Federal de Juiz de Fora/ NEAB. Sob a sua responsabilidade estão o curso de práticas pedagógicas para a compreensão das relações étnico-raciais e o Seminário de Pesquisa no Curso de Especialização em História da África e Cultura Afro-Brasileira oferecido para professores da rede pública. Atualmente as sua áreas de inserção acadêmica são as seguintes: Relações Étnico-raciais; Diversidade; Infância; Memória e Ensino de História.

Projeto de Pesquisa

Orientadora: Sonia Regina Miranda

Resumo do projeto de tese

A pesquisa desenvolvida pela doutoranda Andréa, sob a orientação da Profª Drª Sonia Regina Miranda, pretende revelar um contexto de investigação sobre a Memória na sua constituição pelas narrativas das crianças em torno das suas lembranças das experiências na escola. Isto requer pensar sobre as estratégias que elas utilizam para organizá-las como discurso. Requer ainda um olhar para a linguagem na sua dimensão de produção de sentidos num cotidiano que se inventa conforme a reflexão de Michel de Certeau ( 2001 ). Entretanto, como os sujeitos protagonistas das lembranças são as crianças, a sua habilidade para o devaneio e para os deslocamentos lingüísticos interpelados pela sua capacidade de “produzir semelhanças” ao dar sentido para o mundo das coisas, serão estudados. Sob este enfoque, procurar-se-á deixar à mostra o estilo filosófico das crianças atuarem sobre o mundo circundante. Assim, o caminho da investigação tem a infância como uma categoria histórica e cultural, fortalecida por uma relação estreita com o pensamento filosófico conforme as proposições de Walter Benjamin ( 1994, 2000, 2002 ), Jeanne Marie- Gagnebin ( 2005, 2007 ), Giorgio Agamben ( 2005 ) e Gastón Bachelar ( 1988 ). As dinâmicas da Memória, nesta perspectiva e associadas ao campo de investigação da História ( BLOCH, 1997; LOWENTHAL, 1998; RAMOS, 2004; SOBRAL, 1998; POLLACK, 1992; MIRANDA, 2009; ) serão tomadas na sua dimensão social, ou seja, na interface ou fusão dos acontecimentos vividos pessoalmente e aqueles partilhados    no contexto da convivência humana. Isto implica a legitimação da Memória pelas trocas sociais e afetivas travadas no cotidiano das relações. A Memória vista pelo viés dos sentidos implica ainda outra dimensão, a objetal. Conforme a análise de Paul Ricoeur ( 2007 ), o que é objetável não são as lembranças pessoais, mas sim os discursos traspassados pelo social A expectativa que move a pesquisa é desvelar os modos das crianças de  reiventar os sentidos de suas experiências com o passado e, dessa forma, reiventar também os sentidos da vida que experienciam nos tempos de seu viver.

Programa de Pós-Graduação em Educação