UFJF - Universidade Federal de Juiz de Fora

Ana Lygia Vieira Schil da Veiga

Você está em: Equipe > Corpo Discente > Doutorandos > Ana Lygia Vieira Schil da Veiga

(ninaveiga@ninaveiga.com.br) 

Currículo Resumido

Mestre em Cultura e Linguagem, psicopedagoga institucional e clínica, especialista em Docência do Ensino Superior. Qualificada em Pedagogia Waldorf e Pedagogia Terapêutica. Professora universitária em pós-graduações, ministra cursos, palestras e workshops relacionados a pedagogia, arte e terapia através de sua empresa em parceria com instituições e universidades. Desde 1991, Nina Veiga, como é conhecida, desenvolve em seu atelier brinquedos inspirados no conhecimento antroposófico da educação Waldorf, levando em conta a imagem ampliada do homem e as necessidades terapêuticas da criança moderna. Na graduação, foi monitora e bolsista da Fepesmig, pesquisando o fluxo de consciência em Clarice Lispector. Na especialização, enfocou o afeto nas interações dos Ambientes Virtuais de Aprendizagem. No mestrado, estudou o gênero fórum educacional virtual nos ambientes de aprendizagem da EaD na perspectiva bakhtiniana. Atualmente, é doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora, na linha de pesquisa Linguagem e Formação de Professores, sob orientação da Profa. Dra. Sônia Maria Clareto e participa do grupo de estudos Travessia.

 

Resumo de projeto de pesquisa

 

Título: O EDUCADOR-APRENDIZ E A APRENDIZAGEM DO CORPO: cartografias de uma oficina de fiação manual com professores alfabetizadores, suas memórias da escola e registros nos cadernos-diários.

 

Orientador: Profa. Dra. Sônia Maria Clareto

 

A proposta da pesquisa pretende cartografar, na perspectiva de Deleuze e Guattari, processos e linhas de força presentes em uma oficina de fiação com professores alfabetizadores. A oficina de prática artística aciona processos de produção de subjetividade, onde a aprendizagem inventiva se faz através do trabalho com matérias brutas e rudimentares. Fibras como o algodão e a lã de carneiro, pedras roladas, fusos, pêndulos e rodas de fiar produzem nos sujeitos-participantes sensações e relações que os aproxima da criança em seus primeiros anos de descobertas na alfabetização. No entanto, na oficina de fiação, tais descobertas passam pelo corpo, o que nos leva a perguntar sobre a aprendizagem do corpo também na alfabetização.  A oficina valer-se-á do caderno-diário dos sujeitos-participantes, dispositivo criador de condições concretas para a prática da cartografia. Nos cadernos-diários, as linhas escritas indicam os modos de ver e de dizer permitindo novos regimes de enunciação e subjetivação. O movimento circular da fiação com sua capacidade de conectar pelo movimento diversos materiais nos remete ao conceito de ritornelo, derivado da música e ampliado por Deleuze e Guattari, ao considerá-lo como uma máquina que gira e faz conectar e modular fragmentos heterogêneos, engendrando diversos tempos. Nessa pesquisa, o ritornelo também engendra o tempo da escolarização do agora professor-alfabetizador. A oficina permite acessar o plano da virtualidade do si, onde o si-mesmo emerge e se transforma. No momento da prática da fiação há um movimento de produção de realidade, que ultrapassa objetivos convencionais de conscientização ou reflexão a cerca de um estado de coisas e permite uma função geradora de efeitos de transformação e produção de realidade.

Programa de Pós-Graduação em Educação