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FLUXO DE POTÊNCIA EM SISTEMAS QUE APRESENTAM LINHAS DE POTÊNCIA NATURAL ELEVADA (LPNES)

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Área de Concentração:
Sistemas Elétricos de Potência

 

Resumo:
Na solução do problema de fluxo de carga em sistemas de potência supõe-se que as linhas de transmissão possuem simetria e necessita-se somente de parâmetros de seqüência positiva para representá-las. Quando esta suposição é adotada nas linhas LPNE os resultados de fluxo de carga se tornam incorretos e podem ficar longe dos valores reais, comprometendo os cálculos de despacho e proteção. Este trabalho sugere procedimentos que podem ser adotados para obter os resultados do fluxo de potência próximos aos valores reais medidos. A solução ideal é utilizar o fluxo de potência trifásico, o qual leva em conta os parâmetros mútuos entre fases, como ferramenta para cálculo de fluxo de carga em sistemas onde se encontram inseridas linhas de potência natural elevada. Esta solução, porém, não é muito aconselhável para grandes sistemas de potência, pois o tempo computacional gasto para o cálculo do fluxo de carga trifásico torna-se significante com aumento do número de barras. Além disso, os efeitos dos desequilíbrios causados pelas LPNEs são mais acentuados nas barras próximas a estas linhas. Basicamente, divide-se o sistema em duas regiões, uma que contém as LPNEs e as suas barras vizinhas (região A), e outra que não contém as LPNEs, (região B). Existe também um conjunto de barras que compõem a fronteira entre as duas regiões. A solução proposta consiste em utilizar o fluxo trifásico somente para uma subrede, constituída pelas barras nas quais os efeitos de desequilíbrio da linha são mais acentuados, ou seja na região A, e utilizar o fluxo de seqüência direta para o resto do sistema, região B. Este procedimento permite aliar a precisão do fluxo trifásico à rapidez do fluxo de seqüência direta.