Grupo Guerreiras de Clara apresenta a força e a importância da mulher negra para a cultura brasileira (Foto: divulgação)

Grupo “Guerreiras de Clara” utiliza a música para apresentar a força e a importância da mulher negra para a cultura brasileira (Foto: divulgação)

Como reflexo do Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, data da morte de Zumbi dos Palmares, um dos símbolos do movimento negro nacional, o Museu de Arte Murilo Mendes apresenta uma programação especial durante toda a semana, com filmes, palestra e apresentação musical para discutir a importância da cultura afro e promover sua visibilidade.

A palestra “Processos transculturais no acalanto das amas de leite, em A Idade do Serrote” é o destaque desta terça-feira, dia 21, às 19h, com a professora e pesquisadora muriliana, Cida Schmidt, analisando o papel social e humano desempenhado pelas amas de leite tal como apresentado pelo poeta juiz-forano em seu livro de memórias.

As vozes das Guerreiras de Clara se levantam nesta quarta-feira, dia 22, às 19h, homenageando a intérprete Clara Nunes, precursora na popularização da música afrodescendente. Composto exclusivamente por mulheres – são 23 – o grupo apresenta a força e a importância da mulher negra para a cultura brasileira, ao som de tambores, atabaques e cavaquinho na releitura das canções entoadas por Clara Nunes.

Cinema, vida e luta

Nos dias 23 e 24, às 19h30, os amantes da sétima arte terão sessões com obras especialmente dedicadas ao tema Cultura Negra.  A quinta-feira terá a exibição de “Selma- Uma luta pela liberdade”. Dirigido pela cineasta negra Ava DuVernay,  o filme conta a história do pastor e ativista Martin Luther King, que lutou pela igualdade racial nos Estados Unidos. O longa retrata a marcha histórica, que saiu da cidade de Selma, no interior do Alabama, até a capital Montgomery, em busca de direitos eleitorais equânimes entre negros e brancos.

No dia 24, os documentários “O disfarce perfeito” e “A pele do monstro” e o drama de ficção “A pequena vendedora de sol” são as atrações. Produzido em Juiz de Fora e dirigido por Jéssica Ribeiro, o primeiro filme mostra o cotidiano dos barbeiros da periferia da cidade que fazem da navalha um instrumento de arte na construção das identidades sociais e culturais de seus clientes.

Cena do documentário “A pequena vendedora de sol” que será exibido nesta sexta, 24 (Foto: reprodução)

Cena do documentário “A pequena vendedora de sol”, que será exibido nesta sexta, 24 (Foto: reprodução)

Já o drama senegalês “A pequena vendedora de sol” conta a história de Sili, uma pequena menina de 12 anos que usa muletas e pede esmolas pelas ruas de Dakar. Após sofrer com a zombaria de meninos que vendem jornais, em razão de sua deficiência física, Sili toma coragem, larga a mendicância e decide vender jornais, desafiando os garotos que dominam a atividade.

Também de produção local, com a direção assinada pela aluna da UFJF Bárbara Maria, o documentário “A pele do monstro” discute a questão do racismo tal como ela aparece nos filmes de terror “A noite dos mortos vivos” e “Mortos que matam”. Para o documentário, a diretora reuniu estudantes negros da Universidade para assistirem aos longas, registrando suas reações, e depois os entrevistou, gravando suas impressões. 

Programação:
Semana da Consciência Negra – Museu de Arte Murilo Mendes

Dia 21, às 19h
Palestra “Processos Transculturais no acalanto das amas de leite, em ‘A Idade do Serrote’” com Cida Schmidt

Dia 22, às 19h
Apresentação Musical com Guerreiras de Clara

Dia 23, às19h30
Mostra Travessias de Cinema Negro
Filme: “Selma – Uma Luta pela Igualdade”
Direção: de Ava DuVernay
Duração: 128 min

Dia 24, às 19h30
Mostra Travessias de Cinema Negro – 3 Curtas

“O Disfarce Perfeito”
Direção: Jéssica Ribeiro
Duração:18 min

“A pequena vendedora de Sol”
Direção: Dijibil Diop Mambéty
Duração: 45 min

“A Pele do Monstro”
Direção: Bárbara Maria
Duração: 20 min

Local: Museu de Arte Murilo Mendes – Rua Benjamin Constant, 790, Centro  
Entrada Franca
Outras informações: (32) 2102-9070  – MAMM