UFJF - Universidade Federal de Juiz de Fora

André Píres

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AUTO-RETRATO

Nasci numa família de músicos.

Andre_PiresO pai de meu pai tocava tuba numa banda civil, um irmão dele era cantor de rádio. Minha avó  e seis tias maternas, sem exceção, tocavam todas algum instrumento. Minha mãe Lourdes foi professora de acordeon e piano: minha primeira e fundamental professora de música.

Nasci no Rio de Janeiro, mas sou mineiro. Meu avô materno me garantiu que gato que nasce no forno não é biscoito, é gato.

Minha estréia foi aos quatro anos, solando “Jambalaia” e “Serenô” ao acordeon, no palco do cine Taboada, em Macaé. Daí em diante tomei gosto pela coisa e continuei subindo em palcos brasileiros, latino-americanos e europeus para fazer recitais de piano, órgão, solar concertos com orquestra, reger corais, fazer música de câmara, escrever arranjos, participar de shows de MPB, gravar LPs e CDs. Nunca reneguei minha herança didática: andei por aí e por aqui me arriscando no ensino de piano, teoria, análise, órgão, história da música, estética, canto coral, até mesmo regência…

Possuo graduação em piano e mestrado em música pela UFRJ, e estou concluindo o doutorado em práticas interpretativas na UNIRIO. Estudei na Alemanha como bolsista da KWU, onde fiz especialização em órgão. Minha vida profissional me trouxe do Rio a Juiz de Fora, passando antes por Tiradentes, Mariana e São João del-Rei. Nessa caminhada conheci e me debrucei sobre a obra de três compositores mineiros: Manoel Dias de Oliveira (Tiradentes, XVIII), Presciliano Silva (São João del-Rei, XIX) e Francisco Valle (Juiz de Fora, XIX).

Não me perdoaria se não mencionasse alguns nomes-bússola em minha formação musical além do de minha mãe, que já citei: Homero Magalhães, Antônio Guedes Barbosa, Arnaldo Estrela, Walter Greb, Myriam Dauelsberg. É evidente que muitos outros tiveram enorme importância para mim, mas me contenho. Não caberia aqui citar todos!

Trabalho enquanto professor na Universidade Federal de Juiz de Fora desde 1984,  onde a partir de 2000 acumulei a função de regente do Coral Universitário. Por duas vezes iniciei processo para a criação de um bacharelado em música na UFJF. Foram dois abortos. Na terceira tentativa, entretanto, a gravidez chegou a um termo feliz: o “menino” nasceu saudável, no vestibular de 2009, para júbilo de toda a família musical da região.

Sou flamengo bissexto, voto pela esquerda, e católico – daqueles que envergonham o Ratzinger, mas que também se sentiram envergonhados quando ele foi escolhido papa. Parodiando Milton Nascimento, tenho um compromisso com a felicidade. Sou companheiro de vida da Luiza Guimarães há 31 anos, e com ela partilho o orgulho e as alegrias da paternidade do André Monteiro e da Roberta Pires.

(Para informações congeladas e mais antisséticas, sugiro consultar o Lattes)

André Pires


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