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Museu Dinâmico de Ciência e Tecnologia

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Um dos principais enfoques da exposição é o conceito de interdisciplinaridade, a qual se constitui em um dos imperativos mais importantes das novas condições da produção do conhecimento científico. A ciência e tecnologia são, igualmente, interdisciplinares por natureza, uma vez que fazem parte de um modelo social que lhes confere suporte e legitimidade, além de representarem um novo campo de produção de discursos, os quais interagem com os diversos campos sociais. 

Pretendemos com o processo de montagem desta exposição, demonstrar e enfatizar que os documentos e os instrumentos de ciência e tecnologia carregam inúmeros e diferentes valores imputados através de um processo social de construção histórica. Este processo compreende que os documentos, em conjunto com os instrumentos, são os principais suportes de informação, e é a pesquisa e a comunicação, representada por uma exposição, que determina o significado dos documentos.

Toda exposição, é de certa forma uma reinterpretação da realidade que recria fatos e acontecimentos a partir de operações ideológicas objetivando causar através da narração expositiva algum tipo de emoção. É do movimento das exposições e de suas constantes alterações que possibilita ao visitante realizar diferentes interpretações da realidade, pois a construção destas narrativas está intimamente associada as mais diversificadas visões de mundo.

É justamente destes movimentos que o discurso museológico proposto pelo MDCT busca reconhecer que o visitante é parte fundamental, seja como emissor de suas próprias narrativas ou de como percebe o museu e a exposição. É uma função da exposição reconhecer a pluralidade de visões contribuindo para que a prática museológica possa de alguma forma, encontrar-se associada a cada indivíduo ou grupo que vivencie o museu.

As diferentes linguagens a serem utilizadas na expografia constituem-se em um poderoso instrumento de informação, estando intimamente associado ao tempo e ao espaço através de uma nova criação discursiva, a qual define suas articulações, sempre buscando apresentar uma compreensão estruturada pelo rigor e coerência histórica que deve definir uma exposição de objetos de ciência e tecnologia.

É a capacidade de envolvimento do discurso museográfico, associada aos acervos historicamente contextualizados que torna fascinante uma exposição de objetos de ciência e tecnologia. Este conjunto de informações devidamente organizado é o aspecto essencial da relação entre o visitante a exposição e o museu tornando-se um processo que não se esgota, fazendo da exposição de instrumentos tecnológicos um processo em permanente construção.