UFJF - Universidade Federal de Juiz de Fora

Prêmio Loureiro Fernandes

Data: 19 de setembro de 2009

anapaula O prêmio “Loureiro Fernandes” é concedido pela      Sociedade de Arqueologia Brasileira (SAB) àqueles  profissionais e instituições responsáveis por ações  educativas e estratégias pedagógicas voltadas para a  divulgação dos conhecimentos sobre a arqueologia    brasileira.

No biênio 2006-2007 o prêmio foi concedido à  Profª Drª Ana Paula de Paula Loures de Oliveira,  coordenadora do MAEA-UFJF, durante o 14º  Congresso da Sociedade de Arqueologia Brasileira, realizado em Florianópolis – SC, outubro de 2007.

 

 

 

EDUCAÇÃO PARA A SENSIBILIDADE

 

O Programa de Educação Patrimonial desenvolvido pela equipe do Museu de Arqueologia e Etnologia Americana da UFJF e colocado em prática desde 2001 junto à população de municípios da Zona da Mata Mineira, está fundamentado em ações que pretendem a sensibilização para a importância dos bens culturais, como o arqueológico, a memória coletiva e a tradição cultural.

Numa perspectiva da educação de sensibilidade realizamos oficinas que permitem aos participantes vivenciarem a experiência com a materialidade, e nesse processo de sensações, fazer com que as imagens fluam no sentido da criação. Ao refletirmos sobre o discurso da História oficial demonstramos por meio de dados arqueológicos, históricos e etnográficos, as possibilidades de construção de um novo conhecimento.

A partir da valorização dos saberes coletivos ancestrais parentes e amigos são mobilizados a contribuírem com depoimentos vitais à transformação, inclusive, dos espaços de transmissão do saber. Entendemos que por meio da vivência material o indivíduo pode percorrer a sua ancestralidade e os conhecimentos tradicionais. Neste processo de reavaliação de sua própria realidade os sítios arqueológicos passam a representar o símbolo de uma nova perspectiva de si mesmo. Algo para se reportar não como referência a uma herança étnica específica, mas como representação de um passado que lhes foram subtraído. Essa dinâmica possibilita a reelaboração do conhecimento e uma relação de afetividade com o apresentado.

Consideramos que trabalhar a noção de patrimônio, como um bem de interesse público e mobilizar a sociedade para o despertar desse fato, só é possível com a estrutura de um vínculo afetivo entre o patrimônio e a realidade vivente da comunidade. Para finalizar, o Programa ora descrito tem deixado raízes na prática pedagógica, pois um novo olhar se revela na relação ensino/aprendizagem, deixando clara a idéia de que os sítios arqueológicos devem ser preservados, pois encerram parte da história e da cultura de um país.



Museu de Arqueologia e Etnologia Americana – UFJF