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Operação Automática e Auxílio à Tomada de Decisões Focadas no Novo Cenário da Matriz Energética Brasileira

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Estrategicamente, as usinas de biomassa (UB) têm diversas vantagens como ter uma base energética renovável e gerar baixas quantidades de poluentes, o que contribui para a diminuição do efeito estufa e do aquecimento global. Vários indicadores apontam um crescimento expressivo deste tipo de geração na matriz energética brasileira. Como exemplo a Empresa de Pesquisa Energética projeta a expectativa de crescimento energético dos estados de MS e GO maior que 4300MW, onde serão implantadas 63 UB num total de 2012MW e 14 hidroelétricas com potencial de 1099MW. Destas 63 novas unidades, a grande maioria disponibilizará sua geração em 138kV, onde problemas com queda de tensão, perdas ôhmicas, instabilidade e diversos outros são mais acentuados. Em outra direção semelhante, novas usinas eólicas e células combustíveis de energia também possuem uma perspectiva de impacto neste cenário nos próximos anos.

 

Um problema similar ocorre na Europa onde micro fontes de energia (<5 MW) são ligadas direto na rede de distribuição gerando problemas semelhantes aos apontados anteriormente. Como solução distinguida como revolucionária, foi proposto à criação de microgrids, ou seja, sistemas de controle isolados capazes de atender cargas locais de forma segura, eficaz e sem prejudicar o sistema de transmissão principal. Entretanto, devido ao grande número de novos agentes, os métodos tradicionais de estudos de contingência e estruturação de restabelecimentos tornam-se ineficazes e ineficientes. Logo, como a pesquisa original em microgrids, que é a modelagem dos dispositivos de geração, visa soluções de controle de baixo nível, esta deve ser expandida para abordar o nível de planejamento da operação. Desta forma, para que a entrada desse novo tipo de geração distribuída e de baixo potencial, seja bem aproveitada no sistema elétrico brasileiro, é necessário o desenvolvimento de sistemas específicos para o auxílio dos COS (Centros de Operação do Sistema) a gerir de forma eficaz esta nova matriz. Modelos inteligentes de como isolar, manter, e restabelecer regiões específicas do sistema devem ser estudados, gerando informações aos COS para o auxílio à tomada de decisões.

 

Estas novas características demandam um alto nível de interatividade entre os COS, onde ações e conhecimento são considerados como transações e devem ser compartilhados. Desta forma é necessário que dispositivos dedicados para controlar e automatizar este novo sistema seja estudado e configurado para que sejam capazes de atender prontamente às transações definidas pelos COS. Assim é muito importante estudar e adaptar os equipamentos à norma IEC850, que assegura qualidade, padronização e capacidade de crescimento. Entretanto, ainda não está definido na norma como os COS devem se interagir, mas isso deve ser estudado e implantado para assegurar a integridade desta nova matriz de operação.

 

Os benefícios desta linha de pesquisa para o setor elétrico e para a sociedade são inúmeros: diminuição das interrupções, aumento da qualidade de suprimento de energia, redução do tempo de utilização indevida de equipamentos como transformadores gerando diminuição dos custos de manutenção e conseqüentemente das tarifas de energia, melhor qualidade da energia fornecida na ponta. Outros benefícios como a parceria com empresas nacionais de equipamentos elétricos para a nacionalização de soluções voltadas para os problemas acima descritos também serão obtidos, gerando sustentabilidade para a linha.

 

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Veja também: Equipe, Projetos.