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TCC

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ATENÇÃO: Alunos que pretendem colar grau devem se matricular nas disciplinas CRE077 e CRE078 apenas no semestre da sua formatura. 

FORMULÁRIOS:

Requerimento de Matrícula 

Ata de Avaliação

Ata final de avaliação

 

Para a formação de bacharel, e conclusão do curso de graduação, é necessário um tipo de trabalho definido como “Trabalho de Conclusão de Curso” (TCC), cujo objetivo é a iniciação do aluno nas atividades profissionais e acadêmicas abarcadas pelo campo dos estudos em Ciência da Religião.

Segundo os regulamentos superiores do Ministério da Educação, o TCC pode conter variações ligadas às diferenças existentes entre as diversas áreas acadêmicas. Dessa forma, o TCC pode ser tanto uma monografia, quanto um artigo acadêmico-científico ou um ensaio. O que se exige é o rigor, o método, a capacidade de articulação de ideias e argumentos relativos aos campos das ciências que estudam a religião ou as religiões, em perspectiva interdisciplinar e, se possível, evidenciando a interdependência disciplinar desejada em Ciência da Religião.

De acordo com o Projeto Pedagógico do Bacharelado Interdisciplinar em Ciências Humanas, e em consonância a este, o TCC da graduação/bacharelado em Ciência da Religião, ou 2º ciclo do Bacharelado Interdisciplinar em Ciências Humanas, deverá ser um artigo científico.

Os artigos obedecem a normas gerais e específicas. As específicas são elaboradas por Conselhos Editoriais de Revistas e devem ser consultadas nos diversos periódicos.

Observe-se que a Associação Brasileira de Normas Técnicas não define as características de configuração (linhas em branco de espaçamento etc.) de um artigo científico. As normas aqui apresentadas servem para uma melhor orientação dos alunos na realização de artigos à guisa de trabalhos acadêmicos. As normais gerais, a serem apresentadas em anexo a Plano Político Pedagógico, foram norteadas pelas sugestões e recomendações da Associação Brasileira de Normas Técnicas (2003).

 

Da definição e organização

O artigo é um trabalho científico que exige a revisão de literatura (síntese de livros, artigos, teses, monografias e outras fontes acadêmicas existentes sobre o assunto escolhido), pesquisa e rigor intelectual. Estrutura-se em:

a)      Elementos pré-textuais:

 Título (na língua do texto): claro e preciso;

 Subtítulo (na língua do texto): se houver, deve estar subordinado ao título;

  Autor: breve relato das credenciais do autor: ocupação atual, área de pesquisa, principais publicações, endereço eletrônico etc.;

  Título, resumo e palavras-chave na língua do texto e sua tradução em inglês, francês, italiano ou alemão;

 

b)      Elementos textuais:

  Introdução: breve exposição inicial, delimitação do assunto, justificativa, objetivos da pesquisa e situação atual do tema;

  Desenvolvimento: a principal parte do artigo, onde se explica e se debate o assunto, fazendo-se uma breve revisão de literatura. Contém a exposição ordenada e pormenorizada do assunto tratado. Pontuado por subtítulos, o conteúdo será desenvolvido em estrutura dissertativa, contemplando os estudos da área temática a que o artigo será dedicado e que variam em função da abordagem do tema e do método;

  Considerações finais: parte onde se apresentam as conclusões correspondentes aos objetivos e hipóteses. É a exposição sintética dos resultados a que se chegou.

c)      Elementos pós-textuais:

  Referências e fontes consultadas: relação dos livros, artigos e demais fontes citadas e efetivamente trabalhadas no decorrer do texto. No caso específico dos artigos científicos, as referências não iniciam em nova página, vindo normalmente após o item anterior;

  Elementos opcionais: glossário / apêndice(s) / anexo(s): são elementos opcionais.

 

Das características gerais

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (2003) divide os artigos científicos em duas categorias:

1 – artigo de revisão: parte de uma publicação que resume, analisa e discute informações já publicadas. Nesse sentido, existem duas formas de revisão de literatura (Medeiros, 2000): a tópica (conceitos e ideias dos autores, expressos em livros e textos, são colocados na ordem de publicação dos mesmos) e a orgânica (conceitos e ideias são agrupados em torno de temáticas sem, necessariamente, respeitar a ordem cronológica das publicações onde estão tais ideias e conceitos).

2 – artigo original: é o resultado de uma pesquisa empírica, arquivística ou documental, de campo ou quantitativa, consistindo na apresentação e debate de experiência de pesquisa, estudo de caso etc.

A partir dessa tipologia, os artigos científicos podem ser classificados em três dimensões que deverão nortear a escolha do graduando ou graduanda em Ciência da Religião:

a) Artigo de análise teórica:

  Estruturado em torno de ideias e conceitos a partir de uma lista de fontes/autores bem elaborada e de qualidade acadêmico-científica comprovada;

  Análise crítica ou comparativa de obras (literárias ou científicas), pessoas e autores, inclusive partindo de outras teorias ou modelos existentes;

b) Artigo de análise teórico-empírica:

  Baseado em uma interpretação de dados primários ligados a um tema específico;

  Apresentar, por exemplo, a testagem de hipóteses, modelos ou teorias;

  Resultado de uma pesquisa qualitativa ou quantitativa: etnografia, participação observante, história de vida, survey, etc.;

c) Artigo de estudo de caso: estudo exaustivo de um caso específico (evento, organização, fenômeno), e que consta do levantamento e leitura das obras da lista de fontes, selecionando e anotando conceitos cuja aplicação seja adequada ao tema.

Observação: nos dois últimos tipos podem ser usados instrumentos como entrevistas, história de vida, questionários etc. Pode haver também coleta de dados e informações complementares junto a entidades, instituições etc. Mas qualquer que seja o tipo, sem análise e reflexão, ela transforma-se em uma “colcha de retalhos”.

 

Da avaliação e da orientação

O TCC do curso de graduação em Ciência da Religião, o referido artigo acadêmico-científico, deverá ser avaliado sob duas formas:

a)                  Aspectos formais ou normas técnicas: a cargo do professor da disciplina de metodologia, a partir das normas definidas e aprovadas pela congregação, sendo expressamente exigida a adequação às normas técnicas que constam em anexo ao Projeto Político Pedagógico do curso de Ciência da Religião;

b)                 Aspectos conteudisticos: a cargo do professor ao qual se vincula ou se encontra afinado com a temática geral do artigo, com 100% do total da nota.

c)                  O aluno ou aluna escolherá, sob a condição de aceite e formalizada em formulário próprio, um professor do corpo docente para orientar na parte de conteúdo, assim que se iniciar o último semestre letivo do curso. O docente, entretanto, conforme avaliar conveniente, poderá contar com o auxílio de um tutor-bolsista para a orientação do referido trabalho de fim de curso.

 

Dos prazos e outros aspectos

 

Graduação em Ciência da Religião