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O projeto

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O estado de Minas Gerais ocupa uma área de 588.384 km2, apresentando uma grande diversidade física, com relevo fortemente acidentado, onde se destacam as Serras da Mantiqueira e do Espinhaço. A vasta superfície, o clima, o relevo e os recursos hídricos propiciam o aparecimento de uma cobertura vegetal extremamente rica e diversa no estado, agrupada em três grandes biomas: a Mata Atlântica, o Cerrado e a Caatinga, com inúmeras formações fitoecológicas, responsáveis por uma grande diversidade de paisagens. Tal variedade resulta numa riqueza extraordinária da flora, que se apresenta em tipologias que ocupam grandes espaços territoriais, como as florestas estacionais semideciduais montana e submontana, a floresta decidual, a caatinga e o cerrado, com suas diferentes fisionomias e o campo rupestre (Drummond et al., 2005).

O processo de ocupação verificada no Estado, aliado a uma política pouco racional de desenvolvimento, tem provocado uma crescente erosão de sua diversidade biológica. Ao longo de sua história, Minas Gerais sofreu um intenso desmatamento de seus ecossistemas naturais mais representativos, como a Mata Atlântica e o Cerrado. A introdução da cultura do café provocou o primeiro grande impacto sobre os ecossistemas nativos. Após o declínio do café, a presença do minério de ferro, associada à disponibilidade energética representada pelas florestas nativas, favoreceu a implantação da indústria siderúrgica.

Na década de 70 do século XX, a concessão de incentivos fiscais federais para o reflorestamento estimulou a formação dos grandes maciços florestais plantados, parte deles destinada ao suprimento do setor siderúrgico. Apesar disso, a grande oferta de material lenhosos, os baixos custos de extração, a inexistência de legislação adequada e a fragilidade dos sistemas de controle permitiram que a utilização dos recursos nativos atingisse quase o limite da exaustão.

Nos últimos anos, o aperfeiçoamento da legislação florestal e ambiental tem possibilitado o aumento gradativo da participação das florestas plantadas no abastecimento global. Entretanto, isso não ocorreu a tempo de permitir a manutenção de áreas estratégicas para a conservação das formações florestais, o que ocasionou grandes perdas do patrimônio natural e da biodiversidade. Sendo assim, a responsabilidade pela sua recuperação recai sobre a geração atual, herdeira de um processo de ocupação não sustentável. A riqueza biológica que restou permanece isolada em ilhas de vegetação nativa remanescente, que devem ser preservadas a partir do delineamento de um plano de ação consistente para a conservação.

A flora de Minas Gerais, apesar de pouco estudada, apresenta uma grande diversidade, reunindo 538 espécies ameaçadas de extinção, sendo 87 com ocorrência na Floresta Atlântica e 358 nos campos rupestres (Mendonça & Lins, 2000).

Em muitas regiões do estado de Minas Gerais, a inexistência de levantamentos biológicos ou, estudos incipientes impossibilitam a avaliação das áreas e indicação de ações concretas para conservação da sua biodiversidade.

A região da Serra da Mantiqueira é considerada de alta riqueza de espécies de fauna e flora raras, endêmicas e ameaçadas, segundo análise de diferentes grupos temáticos na indicação de áreas prioritárias para a conservação da biodiversidade em Minas Gerais (Drummond et al., 2005). Todo o complexo é considerado de importância biológica especial e a região de Bom Jardim de Minas, em específico, de importância muito alta e com necessidade de criação de unidade de conservação. Esse é um dos municípios que faz divisa com Rio Preto, onde um conjunto de Serras formam o Complexo Serra Negra, que corre desde Bom Jardim de Minas a oeste até Santa Bárbara do Monte Verde a leste.

Há uma grande diversidade de ambientes nessa região, onde as florestas estacionais semideciduais cobrem as encostas e vales, enquanto nas cotas altitudinais mais altas formam-se densas florestas ombrófilas e campos rupestres e de altitude.

A Serra Negra representava uma lacuna de conhecimentos sobre a biodiversidade, sendo contígua à APA da Mantiqueira, a oeste, onde faz divisas com a Serras de Bom Jardim de Minas e Aiuruoca (incluídas na APA). As extensas florestas, formam um grande corredor interligando toda a região sul da Zona da Mata a APA Mantiqueira, incluindo o maciço do Itatiaia.

A vegetação é condicionada pela topografia local, drenagem e tipos de solos, sendo comparável em seu aspecto fisionômico aos paramos dos Andes (Safford, 1999). Deve-se destacar o alto índice de endemismo da flora dos campos de altitude no Brasil especialmente com relação às licopodiáceas (Öllgaard, 1993), pteridófitas (Brade, 1956; Tryon, 1972), bambus (Calderón & Soderstrom, 1980; Clark, 1992), Eriocaulaceae, Asclepiadaceae, Cactaceae, Orchidaceae, Bromeliaceae, Melastomataceae e Ericaceae (Brade, 1956; Hueck, 1966; Simpson, 1979; Martinelli & Bandeira, 1989; Luteyn, 1989. Em uma análise biogeográfica das espécies coletadas nos campos de altitude do Itatiaia, Martinelli & Bandeira (1989) estimaram que 11% das espécies de plantas vasculares são endêmicas restritas. O elevado número de taxa endêmicos encontrados nesses campos indica que são relativamente antigos e não produto de ocupação antrópica recente ou resultado de queimadas. As evidências paleobotânicas sugerem que os campos de altitude do sudeste do Brasil foram interligados desde o desde o pleistoceno superior (Behling, 1997).

Muitos taxa que ocorrem nos campos de altitude mostram conexão com habitats semelhantes nos Andes incluindo a flora (Rambo, 1951, 1953; Brade, 1956; Troll, 1959; Smith, 1962; Hueck, 1966; Landrum, 1981; Berry, 1989; Clark, 1992) aves (Sick, 1984; Haffer, 1987; Fjeldsã, 1992), sapos (Lynch, 1979), borboletas (Brown, 1987), abelhas (Erwin & Pogue, 1988) e himenópteros (Willink, 1988; Silveira & Cure, 1993).

A região da Serra Negra é marcada por um relevo montanhoso com escarpas íngremes e vales encaixados, apresentando cristas e picos elevados que ultrapassam 1400m de altitude. A medida em que se segue o rumo leste, em direção à Zona da Mata, a Serra da Mantiqueira torna-se mais dissecada e com a escarpa frontal (sul) mais recuada. Desta maneira, pode-se observar nessa região, três grandes domínios geomorfológicos: a) colinas e morros rebaixados; b) escarpa sul da Serra da Mantiqueira; c) morros e serras suspensos do Planalto da Mantiqueira.  O domínio de morros e colinas rebaixadas ocupa, principalmente, as porções sul e leste da Folha Rio Preto, caracterizando a porção mais dissecada do sopé da vertente sul da Mantiqueira e apresentando as menores altitudes, em geral, entre 400 e 800 m. As cotas mais baixas da região estão situadas junto ao leito a jusante do Rio Preto, entre 500-400 m de altitude (Heilbron et al., 2000).

Deve-se destacar que esta região, sob domínio da Mata Atlântica, forma o corredor sudeste, englobando remanescentes primários de floresta atlântica com alta conectividade, incluindo as florestas urbanas de Juiz de Fora, as áreas prioritárias do Parque Estadual do Ibitipoca, de Bom Jardim de Minas, de Bocaina de Minas e de Monte Verde – APA Fernão Dias. A região é altamente explorada pela atividade agropecuária e reflorestamento de Pinus e Eucaliptus e ainda pela especulação imobiliária.

A indicação do corredor sudeste como região prioritária para a conservação em Minas Gerais, tem como foco o estudo das variações florísticas e estruturais, através de esforços imediatos na realização de levantamentos detalhados da flora, que permitirão análises sobre similaridade e possibilidades de conectividade entre fragmentos de vegetação natural.

A Serra Negra comporta-se como um corredor florístico no sentido leste-oeste, entre a Mantiqueira Norte, Vale do Paraíba do Sul e Mantiqueira Sul e no sentido norte-sul entre Ibitipoca e o Maciço do Itatiaia (Valente, 2007).

Um fato relevante, que torna a região ainda mais especial é sua proximidade do Parque Estadual do Ibitipoca, no município de Lima Duarte, do qual dista em linha reta 35 km, sendo estas as duas Serras com elevação acima de 1500m na região.

Nessa região montanhosa do Sul e parte da Zona da Mata  de Minas, as cidades são de pequeno porte, com economia voltada principalmente para as atividades agrícolas, sendo a pecuária leiteira a mais importante. Além da produção leiteira, que abastece indústrias de laticínio de pequeno a médio porte, são desenvolvidas a pecuária de corte, suinocultura e subordinadamente, avicultura e apicultura. Os cultivos agrícolas que se destacam são principalmente as culturas de arroz, cana-de-açúcar, batata inglesa, mandioca, milho, feijão e laranja.  A reduzida atividade industrial concentra-se no município de Santa Rita de Jacutinga, com uma siderúrgica (ferro-gusa) de pequeno porte.

Somente através de um grande esforço de coleta, procurando-se atingir todos os tipos de vegetação dessa área, identificando e mapeando a cobertura vegetal, e especialmente conhecendo a sua flora será possível identificar espécies ameaçadas, vulneráveis, endêmicas, aumentar o conhecimento sobre a distribuição geográfica dos táxons e finalmente apresentar propostas para a conservação.

Toda essa região vem sofrendo intensa pressão causada pelo “turismo ecológico ou turismo de aventura, devido a grande beleza cênica decorrente da formação de inúmeras cachoeiras, cânions e paredões. A região é bastante explorada para a prática de esportes radicais o que leva um grande contingente de turistas à exploração da área, inclusive com extrativismo predatório de orquídeas e bromélias, na região conhecida como Gruta do Funil, hoje intensamente visitada.

Além da importância biológica e geoecológica da região, deve-se destacar que representa fontes imprescindíveis de abastecimento de água para a população, já que os campos de altitude, com suas inúmeras nascentes, suprem cerca de 25% da população do Brasil (Price 1981; Poore, 1992).

Nos últimos anos, a região tem despertado interesse científico e conservacionista, tendo sido incluída no planejamento de ações para o Corredor Mantiqueira. Atualmente, conta com a  RPPN São Lourenço do Funil e a proposta de criação de mais 19 unidades de conservação, sendo 11 no município de Rio Preto em Minas Gerais e 8 no estado do Rio de Janeiro.

Em março de 2004 a Universidade Federal de Juiz de Fora, através do Departamento de Botânica, iniciou um projeto de conhecimento da flora desta região sob coordenação da profa. Dra. Fátima Regina Gonçalves Salimena. Foram iniciadas as primeiras expedições na região da Serra Negra, em Rio Preto, através da Vila do Funil. Esta Vila, distante cerca de 20 km do centro de Rio Preto, é o ponto de partida e acesso para a Serra. As coletas de material botânico foram realizadas inicialmente concentradas na Fazenda Tiririca e Gruta do Funil. A partir de 2005 foram exploradas as regiões conhecidas localmente como Ninho da Égua, Burro de Ouro e Marciano, Cachoeira da Água Vermelha, situadas acima de 1300 m de altitude.

Esse esforço conjunto gerou um resultado de cerca de 800 espécies vasculares coletadas, distribuídas em cerca de 110 famílias, sendo as famílias mais representativas: Orchidaceae, Myrtaceae, Rubiaceae, Fabaceae, Melastomataceae, Bromeliaceae, amostradas principalmente nas formações campestres formando o estrato arbustivo-herbáceo. Entre as espécies relacionadas, são encontradas na região e citadas na Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas de Minas Gerais: Dyckia ursina, Arthrocereus melanurus, Nematanthus crassifolius, Siningia tuberosa, Persea rufotomentosa, Ocotea tristis, Persea major, Cattleya loddigesii, e ainda Ditassa conceptiones, espécie rara e restrita a campos altimontanos, além da Aechmea bruggeri, espécie endêmica da bacia do Rio Preto.

A grande riqueza florística encontrada nos trabalhos de campo, motivou a proposta de um projeto formal, apoiado pela FAPEMIG com coletas na região da Serra Negra de 2006 a 2007. A partir desses resultados, foram iniciadas as primeiras monografias de famílias botânicas, visando não só a publicação e divulgação científica da flora dessa região, mas também a formação de novos taxonomistas.

Em 2008 o projeto de estudos da flora da Serra Negra foi incrementado com novas coletas explorando a região norte voltada para a Serra do Ibitipoca, da qual dista cerca de 25 km, com o apoio do CNPq através do programa de “Projetos para Apoio a Projetos de Difusão e Popularização da Ciência e Tecnologia,  Linha temática 4: Produção de conteúdos de divulgação científica destinados aos diferentes meios de comunicação”. Com este apoio foram produzidas as fotografias das plantas em campo e criação do site na internet para veiculação do Herbário Virtual, que resultou nesta produção.

A relevância de estudos nesta área motivou o desenvolvimento de diversas monografias de iniciação científica e dissertações de mestrado que vem sendo publicadas em revistas especializadas.

Este projeto vem atender a uma grande expectativa que surgiu durante o desenvolvimento de pesquisas sobre a flora da região da Serra Negra, quando constatamos a sua grande diversidade e riqueza, em condições de preservação totalmente vulnerável.

A falta de unidades de conservação e a exploração da região para plantios de eucalipto e turismo desorientado, são processos que em pouco tempo poderão levar a extinção local de uma grande parte das espécies endêmicas e raras.

Para que estes processos sejam minimizados a informação da importância biológica da região para as comunidades que ali vivem é de extrema importância, além da divulgação para a comunidade científica de sua biodiversidade florística.

A produção de um web site da flora da Serra Negra, com divulgação dos resultados obtidos em pesquisas científicas na região poderá ser um importante passo no caminho da preservação dos recursos naturais desta região.

Não só a consulta de escolares, alunos do ensino médio e de nível superior estará aberta, mas também de profissionais e pesquisadores que necessitam de referências de distribuição geográfica de táxons e sua imagem para consulta em herbário virtual.

Com a disponibilização das informações obtidas nos estudos da flora da região da Serra Negra na internet, espera-se divulgar o conhecimento das espécies de plantas encontradas na região, seus nomes científicos, famílias, aspactos que permitam o seu reconhecimento em campo, como hábito, coloração de flores e época de floração, dispersão dos frutos, habitats, status de conservação seguindo as listas de espécies ameaçadas de Minas Gerais, divulgadas pela Fundação Biodiversitas. O acesso a esta informação de maneira rápida e eficiente poderá contribuir para o conhecimento da flora e vegetação da região em diferentes níveis. Como não existe nenhuma publicação enfocando este aspecto, esta será uma importante fonte de pesquisa para escolares e pesquisadores, servindo como referência nesta área.



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Flora da Serra Negra – Minas Gerais