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4. Administração Acadêmica

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3.1 Administração Acadêmica

 

3.1.1 Coordenação do curso

A coordenação de curso é exercida de acordo com a seção IV, artigos 27 a 29 do Regimento Geral da UFJF, que se refere ao Coordenador de Curso, assim como, com as demais normas estabelecidas pelo Conselho de Unidade da Faculdade de Engenharia e pelo Colegiado de Curso de Engenharia de Produção.

Preferencialmente, a Coordenação de Curso deve ser exercida por um Professor do Curso que trabalhe em Regime de Dedicação Exclusiva e que possua o grau de Doutor em Engenharia de Produção além de ser atuante na área. O Coordenador deve também estar em permanente contato com os alunos e com os professores do curso visando acompanhar de forma coerente e sistemática todas as atividades e questões que possam afetar o bom andamento do curso.

 

 

3.1.2 Organização acadêmico-administrativa

Além dos mecanismos relacionados aos registros da vida escolar dos alunos existentes na Coordenação de Assuntos e Registros Acadêmicos (CDARA) da UFJF para todos os cursos, a Coordenação deve implementar dispositivos que permitam o acompanhamento do desenvolvimento e do fluxo escolar dos discentes, assim como, do currículo em termos de atendimento aos objetivos do curso e de atualização permanente de seus conteúdos.

 

 

3.1.3 Atenção aos discentes

A Coordenação, devidamente apoiada por pertinentes órgãos da UFJF, deve disponibilizar apoio psicopedagógico aos discentes que porventura apresentem problemas que afetem a sua aprendizagem, quer logo no ingresso quer ao longo do curso. É necessário ainda que os discentes tenham amplo acesso aos dados sobre a sua vida acadêmica e que recebam orientações quanto ao seu desempenho e ao fluxo escolar; além de ser informado sobre os estímulos financeiros (auxílios moradia, alimentação, manutenção, etc.) ou acadêmicos (monitoria, iniciação científica, extensão, treinamento profissional, etc.) e apoio à participação em eventos. Também deve-se criar meios regulares de divulgação de trabalhos e de produções dos alunos.

É fundamental ainda o desenvolvimento de mecanismos de integração dos alunos tanto com as atividades profissionais relacionadas ao curso, quanto de convívio social e político-acadêmico durante o seu curso. Dentre estas pode-se destacar o incentivo à participação em entidades estudantis, empresas juniores e congêneres. Em especial, dadas as características do curso de Engenharia de Produção, a Empresa Júnior tem importância fundamental e deve ser implementada com o mínimo de interferência institucional para que atenda aos objetivos que um organismo desta natureza deve cumprir.

É importante ainda a implementação de mecanismos e ações de acompanhamento dos egressos, como cadastro, reuniões periódicas de ex-alunos, entre outros, visando, inclusive, revisões no projeto político pedagógico do curso decorrente da avaliação e dos resultados desse acompanhamento.

Nesta direção, o curso já dispõe de visitas técnicas, de trabalhos de integração de conteúdos e de espaços extracurriculares para discussões sobre o curso e o futuro profissional dos alunos, dentre outros. Em termos de orientação e acompanhamento de tais atividades, o Departamento de Engenharia de Produção vem investindo na implementação de mecanismos que possibilitem a ação conjunta dos seus docentes, como por exemplo, as discussões com a participação de discentes do curso e o desenvolvimento de sites (departamento e coordenação) que possibilitem uma maior interação entre docentes e discentes.

 

 

3.2 Atividades acadêmicas articuladas ao ensino de graduação

 

O Curso prevê o desenvolvimento de atividades acadêmicas de modo sistemático por parte dos alunos que são valoradas de acordo com a Resolução Nº 018 do Conselho de Graduação.

Art. 3° – Estabelecer os seguintes tipos de atividades acadêmicas curriculares, definidas no anexo I desta Resolução:

I – atividades de iniciação à docência, à pesquisa ou à extensão;

II – atividades a distância;

III – disciplina;

IV – elaboração de monografia;

V – estágio curricular;

VI – grupos de estudo;

VII – participação em eventos;

VIII – seminário;

IX – vivência profissional complementar

X – outras, consideradas pelo Colegiado de Curso ou Conselho de Unidade relevantes para formação do aluno, a serem homologadas pela Pró-Reitoria de Graduação.

 

Parágrafo Único – A creditação ou carga horária das atividades acadêmicas curriculares estão explicitadas no anexo 2 desta Resolução.

Também, de acordo com a legislação em vigor, o estágio curricular supervisionado é obrigatório e no curso deve ser implementado dispondo de mecanismos sistemáticos de acompanhamento e de cumprimento do estágio, elaboração de relatórios prevendo a existência de professores disponíveis para orientação e avaliação dos relatórios. Para isso o Colegiado de Curso deve elaborar regulamento para este Estágio Supervisionado.

Além disso, está previsto a realização do Trabalho Final de Curso (TFC) através de mecanismos efetivos de acompanhamento, orientação e avaliação. O TFC é um importante articulador e integrador dos conhecimentos disponibilizados durante o curso e constitui-se no momento de coroamento do curso, podendo tornar-se ainda a opção por uma determinada especialidade da Engenharia de Produção por parte do formando. O TFC obedecerá a regulamento próprio aprovado pelo Colegiado de Curso.

 

 

3.3 Corpo Docente

 

O corpo docente do Curso está lotado em 15 departamentos de 5 unidades distintas da UFJF (quadro a seguir), em acordo com os diversos conteúdos que compõem o curso.

Devido à autonomia conferida às unidades e seus respectivos departamentos, o curso, a partir de sua unidade de pertinência e da sua coordenação, não tem como interferir na escolha dos professores que ministram aulas para o curso. No entanto isto deve ser minorado através da busca de articulação com estas unidades e departamentos. A exceção ocorre quanto ao Departamento de Engenharia de Produção, que por ser o Departamento âncora do Curso, tem no seu corpo docente a principal base em termos de sustentação, de estudos, de discussões, de ações e de definições gerais sobre o curso.

É política do curso sempre buscar formas de garantir que todo o corpo docente tenha formação compatível com os conteúdos pelos quais forem responsáveis e que, preferencialmente esta formação seja em nível de doutorado. Procura-se ainda, através solicitação aos departamentos, que as turmas não tenham excesso de número de vagas e que os docentes sejam do quadro efetivo e, preferencialmente, em regime de dedicação exclusiva.

 

 

Unidade

Departamento

Instituto de Ciências Exatas

Ciência da Computação

Estatística

Física

Fundamentos de Projetos

Matemática

Química

Faculdade de Engenharia

Energia Elétrica

Engenharia de Produção

Estruturas

Hidráulica e Saneamento

Faculdade de Economia e Administração

Análise Econômica

Economia e Finanças

Ciências Administrativas

Ciências Contábeis

Faculdade de Direito

Direito

Instituto de Ciências Humanas e Letras

Ciências Sociais

 

 

Em particular, o corpo docente do Departamento de Engenharia de Produção (EPD) deve ser constituído por docentes que, no seu todo, consigam atender às áreas profissionalizantes do curso que estejam sob responsabilidade do Departamento. De acordo com a carga prevista na proposta curricular constante deste (90 créditos obrigatórios), o Departamento deverá ser constituído por cerca de 8 ou 9 docentes dependendo das vagas docentes a serem disponibilizadas. Este número é irrisório, se comparado ao número de docentes hoje atuando nos departamentos profissionalizantes dos demais cursos da Faculdade de Engenharia, o que significa uma exigência de maior engajamento dos professores do EPD para o atendimento às demandas do curso.

 

 

 

3.4 Instalações

 

 

3.4.1 Instalações Gerais

As instalações utilizadas na maioria das atividades do Curso são as do Instituto de Ciências Exatas, onde predominam as disciplinas do chamado núcleo de conteúdos básicos e da Faculdade de Engenharia onde predominam as disciplinas dos chamados núcleos de conteúdos profissionalizantes e específicos.

Exige-se para as atividades do curso que as salas de aula, os ambientes e demais instalações destinadas ao curso, sejam compatíveis em termos de dimensão, acústica, iluminação, ventilação, mobiliário, aparelhagem específica, limpeza, condições de acesso, infra-estrutura de segurança e necessidades hidro-sanitária, entre outros. Também é fundamental disponibilizar para os alunos o acesso a equipamentos de informática, através de laboratórios destinados ao desenvolvimento de atividades extra-classe dos alunos.

 

 

3.4.2 Biblioteca

Há necessidade de se dispor de um acervo nas bibliotecas existentes, principalmente na biblioteca da Faculdade de Engenharia, com vistas ao atendimento às necessidades do curso em termos de disponibilização de livros, periódicos, vídeos, CDs, DVDs, etc. para os alunos estudarem e pesquisarem. Deve-se também garantir que este acervo seja constantemente atualizado em função das peculiaridades do curso que tem conteúdos em constante mutação.

 

 

3.4.3 Instalações Laboratoriais

O curso deve dispor de:

  • Laboratórios de apoio ao ensino de conteúdos básicos

Esses laboratórios contemplam os conteúdos de física, química, informática e expressão gráfica e estão localizados no Instituto de Ciências Exatas.

  • Laboratórios de apoio ao ensino de conteúdos profissionalizantes gerais:

Devem ser disponibilizados para o Curso, laboratórios que contemplem o ensino de conteúdos profissionalizantes da formação geral em engenharia. Um dos principais laboratórios deve ser aquele que focalize a questão da obtenção do produto através do processamento industrial da matéria prima, enfatizando-se o ensino de conteúdos inerentes à física desse processamento a par da sua efetiva forma de concretização.

  • Laboratórios de apoio ao ensino de conteúdos profissionalizantes específicos:

O curso deve dispor de laboratórios destinados ao estudo de engenharia de produtos (bens ou serviços), processos e informação. Esses laboratórios têm a finalidade de dar suporte às atividades pedagógicas destinadas ao ensino dos conteúdos profissionalizantes específicos da Engenharia de Produção, a saber: engenharia de produto, projeto de fábrica, processo produtivo, gerência de produção, qualidade, pesquisa operacional, engenharia de trabalho, estratégia e organizações e gestão econômica.

 

 

3.5 Turno de Funcionamento do Curso

O Curso de Engenharia de Produção da UFJF funciona no turno noturno de segunda a sexta feira e aos sábados nos turnos matutino e/ou vespertino, de conformidade com a legislação em vigor e a pertinente regulamentação existente na UFJF. Esta característica decorre da intenção de se atender a alunos que porventura trabalhem no chamado horário comercial.

Excepcionalmente pode haver aulas em outros horários, no entanto, tais atividades só devem ocorrer de maneira que não traga prejuízos aos alunos matriculados ou participantes das referidas atividades. Também não está vedado aos alunos cursarem disciplinas oferecidas para outros cursos em outros horários, desde que dentro das normas vigentes na UFJF.