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2. O Curso de Engenharia de Produção da UFJF

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2.1 Breve Histórico

 

O Curso da UFJF foi criado através da Resolução No 14/2000 do Conselho Superior que aprovou o “Projeto de Implantação do Curso de Engenharia de Produção”, tendo-se em vista o que consta do Processo 23.071.005334/2000-40 e o que foi deliberado, por maioria, em sua reunião do dia 12 de junho de 2002.

A proposta de “Projeto de Implantação” foi desenvolvida por uma Comissão de Professores da Faculdade de Engenharia e do ICE (Instituto de Ciências Exatas), em um curto prazo de cerca de um mês e meio (março a maio de 2000) devido à necessidade de se iniciarem as atividades do curso ainda no segundo semestre do mesmo ano. Registre-se que não se contou com a assessoria de especialistas externos à Universidade para a elaboração do Projeto do Curso e de seu Currículo.

A primeira turma do curso foi selecionada em vestibular específico, realizado em julho de 2000 e iniciou as suas atividades no 2o semestre de 2000. Atualmente já existem mais seis turmas que iniciaram suas atividades em 2001, 2002 e 2003 uma em cada semestre. Com isso, encontra-se em plena carga as disciplinas dos 7 primeiros períodos do curso.

Em 23 de janeiro de 2002 foi criado, na Faculdade de Engenharia o Departamento de Engenharia de Produção através da Resolução No 01/2002 do Conselho Superior da UFJF, que aprovou a criação do Departamento, tendo-se em vista o que consta do Processo 23.071.009237/2001-15 e o que foi deliberado, por unanimidade, em sua reunião do dia 22 de janeiro de 2002.

Durante os meses de janeiro, fevereiro e março de 2002 a Coordenação de Curso, o Departamento de Engenharia de Produção e alunos representantes das turmas então existentes no curso e, ainda, contanto com o auxílio de dois consultores externos, elaboraram uma proposta de ajustes no currículo visando adequá-lo às novas diretrizes curriculares e à nova realidade decorrente da criação do Departamento de Engenharia de Produção. Estas propostas foram encaminhadas através do Processo 23.071.002876/2002-22 “Reforma Curricular: Engenharia de Produção”, processo esse que foi aprovado no âmbito da Faculdade de Engenharia e recebeu parecer favorável da Coordenação de Graduação da Pro-Reitoria de Graduação da UFJF. Com isso esse novo currículo foi, de fato, implantado e suas disciplinas entraram em carga a partir do 1o período letivo de 2002 que se iniciou em maio do mesmo ano.

Em outubro de 2002, o Conselho de Graduação da UFJF retornou o Processo à Coordenação de Curso de Engenharia de Produção para que o mesmo fosse rediscutido a partir da criação de um Colegiado para o Curso. Tendo-se em vista esse retorno, houve-se por bem elaborar o presente projeto político pedagógico, o que é, inclusive, uma exigência legal e considerando-se, ainda, que não existiam:

 

 

Estes novos instrumentos aliados às rápidas mudanças que ocorreram desde a implantação do curso, determinam que seja elaborado um projeto consistente para o curso visando sustentar, inclusive, ações que já vem sendo praticadas de fato.

 

 

2.2 Objetivos do Curso

 

O objetivo precípuo do curso é formar profissionais para atuarem na área de Engenharia de Produção que:

 

2.2.1 Perfil Geral do Egresso

 

É objetivo do curso, em termos de perfil profissional, formar cidadãos que atendam ao preconizado pela legislação em vigor, quais sejam:

 

Art. 43. A educação superior tem por finalidade:

I. estimular a criação cultural e o desenvolvimento do espírito científico e do pensamento reflexivo;

II. formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua;

III. incentivar o trabalho de pesquisa e investigação científica, visando o desenvolvimento da ciência e da tecnologia e da criação e difusão da cultura, e, desse modo, desenvolver o entendimento do homem e do meio em que vive;

IV. promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de publicações ou de outras formas de comunicação;

V. suscitar o desejo permanente de aperfeiçoamento cultural e profissional e possibilitar a correspondente concretização, integrando os conhecimentos que vão sendo adquiridos numa estrutura intelectual sistematizadora do conhecimento de cada geração;

VI. estimular o conhecimento dos problemas do mundo presente, em particular os nacionais e regionais, prestar serviços especializados à comunidade e estabelecer com esta uma relação de reciprocidade;

VII. promover a extensão, aberta à participação da população, visando à difusão das conquistas e benefícios resultantes da criação cultural e da pesquisa científica e tecnológica geradas na instituição.

 

 

Art. 3º O Curso de Graduação em Engenharia tem como perfil do formando egresso/profissional o engenheiro, com formação generalista, humanista, crítica e reflexiva, capacitado a absorver e desenvolver novas tecnologias, estimulando a sua atuação crítica e criativa na identificação e resolução de problemas, considerando seus aspectos políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais, com visão ética e humanística, em atendimento às demandas da sociedade.

 

Art. 4º A formação do engenheiro tem por objetivo dotar o profissional dos conhecimentos requeridos para o exercício das seguintes competências e habilidades gerais:

 

I. aplicar conhecimentos matemáticos, científicos, tecnológicos e instrumentais à engenharia;

II.projetar e conduzir experimentos e interpretar resultados;

III. conceber, projetar e analisar sistemas, produtos e processos;

IV. planejar, supervisionar, elaborar e coordenar projetos e serviços de engenharia;

V. identificar, formular e resolver problemas de engenharia;

VI. desenvolver e/ou utilizar novas ferramentas e técnicas;

VII. supervisionar a operação e a manutenção de sistemas;

VIII. avaliar criticamente a operação e a manutenção de sistemas;

IX. comunicar-se eficientemente nas formas escrita, oral e gráfica;

X .atuar em equipes multidisciplinares;

XI. compreender e aplicar a ética e responsabilidade profissionais;

XII. avaliar o impacto das atividades da engenharia no contexto social e ambiental;

XIII. avaliar a viabilidade econômica de projetos de engenharia;

XIV. assumir a postura de permanente busca de atualização profissional.

 

A conjugação destes dois dispositivos coloca um perfil bastante amplo e, à primeira vista como sendo o perfil de um “super homem”, no entanto, há que se considerar que vários destes requisitos são interdependentes e compõem o que se pode chamar de atitudes esperadas de um cidadão profissional de engenharia.

 

2.2.2 Perfil Específico do Egresso

 

O campo de atuação do Engenheiro de Produção vem se diversificando cada vez mais. O seu precursor, o Engenheiro Industrial, tinha formação voltada para atuar principalmente no “chão de fábrica”, tendo uma formação gerencial apensada à formação tecnológica. Hoje o Engenheiro de Produção se habilita também a projetar, operar e manter os sistemas de produção a partir de uma formação bem mais abrangente em termos de gestão de sistemas ou de organizações de uma maneira geral.

Os aspectos relacionados à gestão dos sistemas produtivos, conforme organizados nas 11 sub-áreas da ABEPRO, têm se tornado cada mais complexos, vindo a constituir-se no que é considerado hoje como uma base tecnológica própria da Engenharia de Produção. Com as recentes mudanças estruturais e organizacionais desses sistemas de produção e a evolução dos cursos de Engenharia de Produção, os profissionais egressos desta modalidade têm se mostrado, ainda, hábeis empreendedores e capazes de atuar nas mais diversas organizações da sociedade.

No que se refere especificamente ao egresso do curso da UFJF, faz-se necessário compreender o contexto local, regional e global em que estará se formando.

A cidade de Juiz de Fora é um importante pólo regional que abrange a Zona da Mata Mineira com repercussões nas regiões circunvizinhas, que vem apresentando nos últimos anos um significativo crescimento econômico industrial e tem uma posição geográfica estratégica por estar entre três dos maiores centros industriais e econômicos do país, que são as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. As organizações de produção de bens e de serviços locais vêm evoluindo da sua característica, na qual predominam ainda as de base familiar, para empresas de gestão profissionalizada.

A nova ordem mundial ditada pela chamada globalização vem determinando a modernização das organizações, em busca de mais produtividade e qualidade, assim como o aporte de novos empreendimentos na cidade. Este conjunto de fatores determina a necessidade de profissionais cada vez mais capacitados e aumenta significativamente a necessidade e a oportunidade de trabalho para engenheiros de produção.

Em verdade, a UFJF deve formar o Engenheiro de Produção, não adequado apenas à realidade atual, mas que seja capaz de inserir-se neste contexto de constantes mudanças intervindo, inclusive, como agente destas mudanças. O desejável é que seja capaz de atuar local/regionalmente mas com uma ampla visão global.

Considerando estes aspectos, o Engenheiro de Produção deve ter uma formação generalista em termos de Engenharia de Produção tendo o curso características da chamada Engenharia de Produção Plena, ou seja, um engenheiro projetista, gestor e empreendedor de organizações, tanto unitárias quanto em redes ou cadeias de sistemas produtivos. Isto permitirá que os egressos do curso aumentem o seu espectro de opções de exercício profissional e de contribuição efetiva para o desenvolvimento da sociedade e para o crescimento do país.