UFJF - Universidade Federal de Juiz de Fora

1. Projeto Pedagógico do Curso de Engenharia de Produção

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1.1 Introdução

 

1.1.1 Considerações Iniciais

 

O termo Projeto Político Pedagógico foi assumido pela ABENGE (Associação Brasileira de Ensino de Engenharia), principalmente a partir dos Seminários do PAEPE (Programa de Apoio ao Ensino e a Pesquisa em Engenharia) que foram realizados no período de julho a setembro de 2002. Estes Seminários foram organizados pela ABENGE e financiados pela SESU (Secretaria de Ensino Superior do MEC) em diferentes pontos do país através das 06 coalizões regionais de instituições de ensino de engenharia. Conforme disposto no Relatório Geral destes Seminários, encaminhado pela diretoria da ABENGE, “os principais objetivos do PAEPE são dar suporte à elaboração de projetos político-pedagógicos que possibilitem a reestruturação curricular e a adequação da infra-estrutura dos Cursos de Engenharia do País”.

O acréscimo da palavra Político ao termo Projeto Pedagógico que consta da legislação atual, foi consolidada durante o XXX COBENGE (Congresso Brasileiro de Ensino de Engenharia), realizado em Piracicaba/SP de 22 a 25 de setembro de 2002, organizado pela UNIMEP (Universidade Metodista de Piracicaba). De fato, esta denominação é bem mais abrangente que o termo Projeto Pedagógico e encerra com mais precisão o preconizado na legislação atual e nas resoluções decorrentes. Também está mais bem sintonizado com o que vem sendo formulado pelas diversas entidades que congregam professores e instituições que tratam da Educação Superior no país.

 

 

1.1.2 Objetivos Gerais

 

A legislação atual coloca como exigência para os cursos, a elaboração de um Projeto Pedagógico “que demonstre claramente como o conjunto das atividades desenvolvidas garantirão o perfil desejado de seu egresso e o desenvolvimento das competências e habilidades esperadas”.

Os objetivos principais do presente Projeto Político Pedagógico são:

É também objetivo deste Projeto Político Pedagógico traçar diretrizes visando criar um ambiente no qual, mais que professores e alunos envolvidos num processo de ensinar/trabalhar/aprender/ralar, todos possam conviver em harmonia, tendo como meta maior fazer desse tempo de Escola de Engenharia o melhor das nossas vidas.

 

 

1.2 A Engenharia de Produção

 

1.2.1 Definição e Conceituação

 

Adota-se como base para este Projeto Político Pedagógico a definição e conceituação de Engenharia de Produção da ABEPRO (Associação Brasileira de Engenharia de Produção), entidade que congrega estudantes, profissionais, professores e cursos de graduação e pós-graduação relacionados à Engenharia de Produção de todo o país.

A referência principal é o documento “Engenharia de Produção: Grande Área e Diretrizes Curriculares” que se baseia nas definições do IIIE (International Institute of Industrial Engineering). A primeira versão deste documento foi elaborada nas reuniões do Grupo de Trabalho de Graduação em Engenharia de Produção realizadas no XVII ENEGEP (Encontro Nacional de Engenharia de Produção) realizado em Gramado/RS de 6 a 9 de outubro de 1997, organizado pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul). Este documento foi integralizado no III ENCEP (Encontro de Coordenadores de Cursos de Engenharia de Produção) realizado em Itajubá de 27 a 29 de abril de 1998, organizado pela EFEI (Escola Federal de Engenharia de Itajubá). Este documento ainda foi aprimorado no ENCEP 2001 realizado em Penedo/RJ de 09 a 11 de maio de 2001, que foi organizado pela UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro).

O citado documento “Engenharia de Produção: Grande Área e Diretrizes Curriculares” estabelece como campo da Engenharia de Produção:

“Compete à Engenharia de Produção o projeto, a modelagem, a implantação, a operação, a manutenção e a melhoria de sistemas produtivos integrados de bens e serviços, envolvendo homens, recursos financeiros e materiais, tecnologia, informação e energia. Compete ainda especificar, prever e avaliar os resultados obtidos destes sistemas para a sociedade e o meio ambiente, recorrendo a conhecimentos especializados da matemática, física, ciências humanas e sociais, conjuntamente com os princípios e métodos de análise e projeto da engenharia”.

“Produzir é mais que simplesmente utilizar conhecimento científico e tecnológico. É necessário integrar fatores de naturezas diversas, atentando para critérios de qualidade, produtividade, custos e responsabilidade social, entre outros. A Engenharia de Produção, ao voltar a sua ênfase para características de produtos (bens e/ou serviços) e de sistemas produtivos, vincula-se fortemente com as idéias de projetar e viabilizar produtos e sistemas produtivos, planejar a produção, produzir e distribuir produtos que a sociedade valoriza. Essas atividades, tratadas em profundidade e de forma integrada pela Engenharia de Produção, são fundamentais para a elevação da qualidade de vida e da competitividade do país” .

 

 

1.2.2 A Engenharia de Produção como área do conhecimento

 

A ABEPRO, ainda no mesmo documento, “Engenharia de Produção: Grande Área e Diretrizes Curriculares”, define como sub-áreas da Engenharia de Produção:

1- Gerência de Produção;

2- Qualidade;

3- Gestão Econômica;

4- Ergonomia e Segurança do Trabalho;

5- Engenharia do Produto;

6-Pesquisa Operacional;

7- Estratégia e Organizações;

8- Gestão da Tecnologia;

9- Sistemas de Informação;

10-Gestão Ambiental;

11- Educação em Engenharia.

Este conjunto de sub-áreas, exceto a 11a, está integralmente contemplado na Resolução CNE/CES 11/2002 que “Institui Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Engenharia”, na forma de conteúdos profissionalizantes e devem constituir o núcleo de conteúdos profissionalizante de todos os cursos de Engenharia de Produção.

 

 

1.2.3 Cursos de Engenharia de Produção do País

 

São considerados cursos de Engenharia de Produção aqueles que atendem às atuais diretrizes curriculares em termos de conteúdos básicos e que contemplem os 10 conteúdos profissionalizantes explicitados no item anterior. Estes cursos podem ainda possuir uma ênfase a partir de uma base tecnológica clássica (mecânica, civil, elétrica, química, etc.) ou que atenda a um setor ou ramo produtivo, desde que seja coerente com os seus objetivos e atenda à legislação em vigor. Não podem ser considerados como Engenharia de Produção aqueles que tenham a Produção como ênfase (Ex: Engenharia Mecânica, ou Civil, ou Elétrica etc., com ênfase em Produção).

De acordo com o banco de dados da ABEPRO (www.abepro.org.br), existem no país 91 cursos de graduação em Engenharia de Produção (ver quadro a seguir). Deste total 43 são cursos de Engenharia de Produção que não explicitam uma ênfase. Estes são também conhecidos como Cursos de Engenharia de Produção Plenos ou simplesmente Cursos de Engenharia de Produção.

 

Cursos de
Eng de Produção
do País

Total de cursos

“Plena“

Ênfases declaradas

Mecâ-nica

Civil

Elé-trica

Agro-indus-trial

Quí-mica

Mat / Metal

Empre-sarial

Tecno-logia

Textil

Con-fecção

Cal-çados

Soft-ware

Com uma
só ênfase

82

43

20

7

4

4

1

1

1

1

 

 

 

 

Com mais de
uma ênfase

09

2

5

4

4

1

4

3

1

 

1

1

1

1

Total de
ênfases

91

45

25

11

8

5

5

4

2

1

1

1

1

1

Fonte: Organizado pelo autor com base em dados fornecidos pela ABEPRO  (dados de 2002)

 

Houve um aumento significativo de número de cursos na década de 90. Na primeira metade da década de 90, havia cerca de 35 cursos de Engenharia de Produção sendo a maioria com ênfase em alguma base tecnológica clássica. Na segunda metade da década de 90 houve um crescimento do número de cursos, sendo que a maioria dos novos cursos foram criados como cursos de Engenharia de Produção sem ênfase, segundo a base de dados da ABEPRO.

Em Minas Gerais não existiam cursos de Engenharia de Produção até 1998. Desde então foram criados 8 cursos (ver quadro a seguir), sendo a maioria também sem explicitar ênfase em uma base tecnológica clássica. Estes cursos criaram o Fórum Mineiro de Engenharia de Produção com o objetivo de criar e manter uma identidade para os cursos mineiros, formular propostas de intercâmbios diversos e de representar os cursos de Engenharia de Produção Mineiros junto a organismos públicos, privados e profissionais.

 

Instituição

Denominação do curso

Início do curso

UNIFEI – Escola Federal de Engenharia de Itajubá

Engenharia de Produção Mecânica

1º/1998

UFOP – Universidade Federal de Ouro Preto

Engenharia de Produção

1º/1998

UNIMINAS – União Educacional Minas Gerais

Engenharia de Produção

2º/2000

CEFET/MG – Centro Federal de Educação Tecnológica

Engenharia de Produção Civil

2º/1999

UFV – Universidade Federal de Viçosa

Engenharia de Produção

1º/2000

UFJF – Universidade Federal de Juiz de Fora

Engenharia de Produção

2º/2000

UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais

Engenharia de Produção

1º/2001

FUMEC – Fundação Mineira de Educação e Cultura

Engenharia de Produção

1º/2001

Fonte: Organizado pelo autor com base em dados fornecidos pelo Fórum Mineiro de Engenharia de Produção(dados de 2002

 

 

1.3 Bases Legais

 

1.3.1  LDB

 

O presente Projeto Político Pedagógico enquadra-se na atual LDB (Lei No 9394 de 20 de dezembro de 1996) que “estabelece as diretrizes e bases da educação nacional” com atenção especial para o artigo 43 (finalidades da educação superior) que tem balizado as ações empreendidas no curso. Registre-se, ainda, que o curso da UFJF já nasceu sob a égide da nova LDB, tendo-se em vista que não havia legislação regulamentadora das diretrizes curriculares para os cursos de Engenharia à época.

 

 

1.3.2 A Resolução CNE/CES 11/2002

 

Outro dispositivo que norteia este Projeto Político Pedagógico é a Resolução CNE/CES 11/2002 que, em síntese, dispõe, entre outros, sobre:

Esclarece-se que o Currículo que está sendo praticado atualmente pelo curso, já está enquadrado nesta Resolução.


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Adota-se como base para este Projeto Político Pedagógico a definição e conceituação de Engenharia de Produção da ABEPRO (Associação Brasileira de Engenharia de Produção), entidade que congrega estudantes, profissionais, professores e cursos de graduação e pós-graduação relacionados à Engenharia de Produção de todo o país.

A referência principal é o documento “Engenharia de Produção: Grande Área e Diretrizes Curriculares” que se baseia nas definições do IIIE (International Institute of Industrial Engineering). A primeira versão deste documento foi elaborada nas reuniões do Grupo de Trabalho de Graduação em Engenharia de Produção realizadas no XVII ENEGEP (Encontro Nacional de Engenharia de Produção) realizado em Gramado/RS de 6 a 9 de outubro de 1997, organizado pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul). Este documento foi integralizado no III ENCEP (Encontro de Coordenadores de Cursos de Engenharia de Produção) realizado em Itajubá de 27 a 29 de abril de 1998, organizado pela EFEI (Escola Federal de Engenharia de Itajubá). Este documento ainda foi aprimorado no ENCEP 2001 realizado em Penedo/RJ de 09 a 11 de maio de 2001, que foi organizado pela UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro).

O citado documento “Engenharia de Produção: Grande Área e Diretrizes Curriculares” estabelece como campo da Engenharia de Produção:

“Compete à Engenharia de Produção o projeto, a modelagem, a implantação, a operação, a manutenção e a melhoria de sistemas produtivos integrados de bens e serviços, envolvendo homens, recursos financeiros e materiais, tecnologia, informação e energia. Compete ainda especificar, prever e avaliar os resultados obtidos destes sistemas para a sociedade e o meio ambiente, recorrendo a conhecimentos especializados da matemática, física, ciências humanas e sociais, conjuntamente com os princípios e métodos de análise e projeto da engenharia”.

“Produzir é mais que simplesmente utilizar conhecimento científico e tecnológico. É necessário integrar fatores de naturezas diversas, atentando para critérios de qualidade, produtividade, custos e responsabilidade social, entre outros. A Engenharia de Produção, ao voltar a sua ênfase para características de produtos (bens e/ou serviços) e de sistemas produtivos, vincula-se fortemente com as idéias de projetar e viabilizar produtos e sistemas produtivos, planejar a produção, produzir e distribuir produtos que a sociedade valoriza. Essas atividades, tratadas em profundidade e de forma integrada pela Engenharia de Produção, são fundamentais para a elevação da qualidade de vida e da competitividade do país” .