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Referências curriculares da Engenharia de Produção

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Introdução


Este documento foi elaborado por uma Subcomissão de Diretrizes Curriculares da ABEPRO, de conformidade com a decisão da sessão plenária final do IX ENCEP, realizado de 28 a 30 de maio de 2003 no Centro Universitário da FEI, em São Bernardo do Campo/SP. Após a sua elaboração foi submetido à apreciação dos demais membros da Comissão de Diretrizes Curriculares da ABEPRO.

A referência principal é o documento “Engenharia de Produção: Grande Área e Diretrizes Curriculares”, cuja primeira versão foi elaborada nas reuniões do Grupo de Trabalho de Graduação em Engenharia de Produção realizadas no XVII ENEGEP (Encontro Nacional de Engenharia de Produção) realizado em Gramado/RS de 6 a 9 de outubro de 1997, organizado pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), e que foi integralizado no III ENCEP (Encontro de Coordenadores de Cursos de Engenharia de Produção) realizado em Itajubá de 27 a 29 de abril de 1998, organizado pela EFEI (Escola Federal de Engenharia de Itajubá). A versão atual foi aprimorada no ENCEP 2001 realizado em Resende-Penedo/RJ de 09 a 11 de maio de 2001, que foi organizado pela UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro).

As discussões que vêm ocorrendo nos fóruns da ABEPRO, a entrada em vigor da Resolução CNE/CES 11/2002 e o Manual de Avaliação do Curso de Engenharia de Produção do INEP, elaborado em julho 2002, certamente que determinavam atualizações no documento “Engenharia de Produção: Grande Área e Diretrizes Curriculares” (versão 2001). A elaboração de uma proposta de nova Resolução para a habilitação profissional do Engenheiro de Produção, em parceria com representantes do sistema CONFEA/CREAs, conforme decisão da sessão plenária final do IX ENCEP acabou por precipitar atualização daquele documento, pelo menos em três aspectos:

·         Sub-áreas da Engenharia de Produção;

·         Núcleo de Conteúdos Profissionalizantes e Específicos para Engenharia de Produção;

·         Duração, carga horária e tempo de integralização dos cursos de Engenharia de Produção.

 

Núcleo de conteúdos Profissionalizantes e Específicos


O Núcleo de Conteúdos Profissionalizantes, conforme previsto na Resolução CNE/CES 11/02 (Diretrizes Curriculares), dos cursos de Engenharia de Produção deve ser organizado de forma a contemplar as sub-áreas dispostas no item anterior ou um sub-conjunto coerente das mesmas.

Os cursos que optarem pela formação específica em Engenharia de Produção (isto é, a Engenharia de Produção “pura” ou “plena”) devem compor o Núcleo de Conteúdos Específicos a partir de extensões e aprofundamentos de um sub-conjunto coerente dos conteúdos previstos nesse elenco de sub-áreas, cabendo ao seu respectivo Projeto Político-Pedagógico a definição do foco a ser dado a cada sub-área.

Os cursos que optarem pela formação em Engenharia de Produção associada a conteúdos advindos de outras modalidades de engenharia (isto é, Engenharia de Produção com ênfase noutras modalidades) devem compor o Núcleo de Conteúdos Profissionalizantes a partir de um sub-conjunto coerente de conteúdos previstos no elenco de sub-áreas da Engenharia de Produção, mesclados com conteúdos profissionalizantes oriundos da modalidade de engenharia escolhida para ser enfatizada no curso. Da mesma forma o Núcleo de Conteúdos Específicos deve ser constituído a partir de extensões e aprofundamentos dos conteúdos profissionalizantes escolhidos.

Em ambos os casos, porém, os conteúdos profissionalizantes de caráter geral de engenharia (isto é, os constituintes de 15%, aproximadamente, da carga horária do curso, conforme a Resolução CNE/CES 11/2002) corresponderão a conteúdos gerais coerentes com o perfil de formação desejado para os egressos do curso.

Sugere-se que a sub-área 10 (Educação em Engenharia de Produção) deva ser contemplada no currículo a partir de disciplinas como “Introdução à Engenharia de Produção” e de atividades de integração curricular e complementares (Ex.: Iniciação científica; monitoria; participação em eventos da Engenharia de Produção; entre outros).

 

Duração, Carga Horária e Tempo de integralização dos cursos


A carga horária de 3600 (três mil e seiscentas) horas de atividades voltadas preponderantemente para o processo de ensino-aprendizagem, cumpridas num tempo nunca inferior a 4 (quatro) anos, deve ser entendida como referencial mínimo e, assim mesmo, para ser praticado em condições de excepcionalidade, e parece ser o posicionamento mais coerente com toda a exposição feita neste documento.

Para a duração de cursos de Engenharia de Produção, entretanto, ainda deve ser recomendado à base de 5 (cinco) anos, visando o pleno atendimento aos requisitos da formação nessa modalidade, e que possam contemplar adequadamente às demandas da sociedade.

 

 

Documento produzido pela Comissão de Diretrizes Curriculares da ABEPRO, composta pelos Professores Gilberto Dias da Cunha (PUC-RS), Milton Vieira Junior (UNIMEP) e Vanderlí Fava de Oliveira (UFJF) de conformidade com a decisão da sessão plenária final do IX ENCEP, realizado de 28 a 30 de maio de 2003 no Centro Universitário da FEI, em São Bernardo do Campo/SP.