Publicada em: 14 de abril de 2009 - Visualizada pela 737º vez
O Reitor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), professor Henrique Duque, apresentou nessa terça-feira, 14, ao Conselho de Graduação (CONGRAD) a proposta do Ministério da Educação (MEC) de unificar o processo seletivo de ingresso das Instituições Federais de Ensino Superior.
O encontro aconteceu às 14h no Anfiteatro da Faculdade de Direito da UFJF e teve como objetivo compartilhar e discutir as informações do Termo de Referência encaminhado pelo MEC às instituições. Na oportunidade, o Reitor pôde comentar com os presentes os assuntos da reunião realizada entre o Ministro Fernando Haddad e a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) nos dias 6 e 7 de abril, em Brasília. No entanto, não quis anunciar sua posição sobre o assunto, deixando a reunião para que o Conselho pudesse debater abertamente.
Segundo o Pró-reitor de Graduação e Presidente do CONGRAD, Eduardo Magrone, esta foi uma discussão preliminar na tentativa de conhecer melhor a proposta. No entanto, ficou acertado que na próxima sexta-feira, 17, haverá uma reunião entre o Conselho e as escolas públicas, particulares e cursinhos pré-vestibulares da cidade. E no dia 23 de abril o CONGRAD volta a se encontrar para, então, dar seu parecer final sobre a proposta.
O Reitor reiterou a importância de ouvir a comunidade para, dessa forma, garantir um resultado com mais possibilidade de acertos. Falou ainda que a decisão será inteiramente pautada nas deliberações do CONGRAD e do Conselho Superior (CONSU), que também deverá reunir-se posteriormente.
As Instituições Federais de Ensino Superior têm até o dia 30 de abril para dar a resposta ao MEC sobre sua adesão ou não à proposta.
O que propõe o MEC?
A ideia é usar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como prova para o ingresso nas universidades. No entanto, o atual modelo será reformulado e a nova versão terá 200 questões objetivas, divididas da seguinte forma: Linguagens (português, literatura, inglês e redação), Matemática, Ciências Humanas e Ciências da Natureza. A prova continuará sendo elaborada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).
Segundo o Reitor, o modelo privilegia a habilidade e o conhecimento geral dos candidatos, mas também abordará alguns conteúdos específicos. Dessa forma, evita a “decoreba” e ainda possibilita maior acesso dos alunos de escolas públicas e com menos condições financeiras.
Caso adotem o novo modelo, as instituições poderão optar por implementá-lo de maneira integral ou parcial. Isso porque o Enem poderá ser usado como única etapa do processo seletivo (integral) ou ser apenas uma delas (parcial). No modelo parcial, as universidades podem ou não incluir a redação e ainda elaborar uma segunda prova ou etapa seletiva a seu critério. Também é permitido atribuir pesos diferentes aos conteúdos.
Após a divulgação das notas dos candidatos, eles poderão inscrever-se em até cinco cursos da mesma ou de diferentes instituições. O candidato terá acesso a nota dos concorrentes e, com base na quantidade de vagas oferecidas, poderá ter uma melhor dimensão de suas possibilidades de ingresso.
Este ano, o governo irá estabelecer apenas uma edição da prova, que acontecerá no início de outubro. Porém, a previsão é de que em 2010 sejam duas provas e, a partir de 2011, poderão ser criadas até sete edições num mesmo ano. Os alunos poderão candidatar-se a quantas edições quiserem e, com base nos seus resultados, requerer a vaga.
As instituições poderão continuar com suas políticas de ações afirmativas e processos seriados de seleção. A UFJF já divulgou que, independente da decisão, não irá alterar seu Programa de Ingresso Seletivo Misto (PISM).
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