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Conscientização ambiental é tema de projetos de extensão do Programa Boa Vizinhança, em GV

Data: 31 de janeiro de 2018

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Trecho da bacia do Rio Doce

Durante esta semana, o campus avançado da UFJF em Governador Valadares divulga as principais ações institucionais e atividades realizadas pelos integrantes de projetos que compõem o Boa Vizinhança e atuam junto a comunidades atingidas pelo rompimento das barragens da Samarco, em 2015. Além de GV, são atendidas famílias das cidades de Belo Oriente, Naque, Sobrália, Periquito, Fernandes Tourinho, Alpercata, Tumiritinga, Galiléia, Conselheiro Pena, Resplendor, Itueta e Aimorés. 

 

As ações têm como objetivo estimular, apoiar e promover projetos que atendam às demandas das comunidades ribeirinhas afetadas pelo desastre. Para o coordenador acadêmico da UFJF-GV, Fábio Pieri, o apoio do campus sede tem sido fundamental na organização dos projetos realizados. “A atual gestão da Pró-Reitoria de extensão da UFJF tem buscado contemplar os dois Campi de forma igual em editais específicos como o de Extensão em Interface com a Pesquisa e o Edital Boa Vizinhança, concedendo quotas de bolsa de extensão em mesmo número para ambos os Campi”.  

 

Segundo a coordenadora de ações de Extensão da UFJF, Fernanda Cunha Sousa, os projetos são regidos pelos seguintes princípios: afirmação do diálogo e troca de saberes, superando o discurso da superioridade do saber acadêmico; indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão referenciada na interdisciplinaridade; reconhecimento de sua dimensão teórico-metodológica na formação profissional dos estudantes, permitindo a vivência da realidade social, e ainda o compromisso de intervenção na realidade local e regional, com a formulação coletiva de propostas estratégicas, a partir da articulação com o poder público, movimentos, setores e organizações sociais.

 

Na primeira matéria foram apresentadas duas iniciativas desenvolvidas nas comunidades de Ilha Brava e Assentamento Liberdade. Hoje, vamos conhecer mais dois projetos de extensão que visam a conscientização ambiental e o combate à manipulação de informações sobre os impactos do rompimento das barragens na cidade de Mariana.

 

Educação socioambiental e desenvolvimento sustentável

O bairro São Paulo, em GV, foi o local escolhido para a implantação do projeto “Acompanhando a Agenda das Nações Unidas (ONU – 2030) para o Desenvolvimento Sustentável na cidade Governador Valadares – Indicativos para uma metodologia de municipalização”, cujo principal objetivo é desenvolver ações na área de educação socioambiental.

 

Coordenado pelo chefe do Departamento de Direito da UFJF-GV, Bráulio de Magalhães Santos, o projeto tem como referência os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), espécie de metas definidas pela ONU em 2015 para implementação em todos os países do mundo nas próximas duas décadas. A iniciativa conta com a participação de estudantes, bolsistas, prefeitura de Governador Valadares e também da comunidade.

 

A universidade é responsável por mobilizar e capacitar a equipe envolvida no projeto, realizar as pesquisas e atividades de campo e organizar os dados coletados, além da produção de um artigo científico sobre o tema. Já o papel do poder executivo é disponibilizar equipamentos, funcionários, transporte e apoiar a produção de peças informativas.

 

A ideia é buscar o máximo de envolvimento dos moradores, a fim de que eles apresentem as demandas do bairro e se tornem multiplicadores, disseminando o projeto para um número cada vez maior de pessoas.  

 

Além da população do bairro São Paulo, quem também se beneficia com o projeto são os acadêmicos da UFJF-GV, que têm a oportunidade de aplicar em campo o conhecimento adquirido em sala de aula. Na visão do coordenador, trata-se de um “laboratório jurídico-social”, um espaço para “intensificar as pesquisas necessárias aos bacharéis, resultando na premissa essencial das ações de extensão que é atuar na realidade social articulando os segmentos e temas sociais relevantes à cidade”.

 

Já foram realizadas reuniões entre os parceiros e a equipe do projeto, que segue fazendo o levantamento de bibliografias e mapeamento do local. O objetivo é identificar o perfil do bairro para desenvolver ações adequadas às necessidades da população, buscando aproveitar, sempre que possível, as boas práticas já realizadas na área. A expectativa é buscar parcerias e expandir o projeto para outras regiões da cidade.

 

A informação a serviço do Rio Doce

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Foto: VisualHunt

O projeto “Comunicação popular em defesa do Rio Doce: tecendo uma rede de informações sobre os impactos socioambientais e econômicos do rompimento das barragens de Mariana” tem como objetivo informar sobre os impactos do rompimento para as comunidades afetadas. As atividades realizadas envolvem participação em eventos e levantamento de informações, além de contato com pesquisadores e a comunidade.

 

“A importância do projeto para a comunidade está no empoderamento gerado pelo conhecimento. A partir do acesso a informações confiáveis sobre os impactos do rompimento das barragens, a população tem maiores subsídios para se mobilizar e exigir dos responsáveis os reparos possíveis compatíveis com os danos gerados”, declarou o coordenador Leonardo Alexandrino de Almeida. Ainda segundo ele, com as ações, “combate-se ainda a manipulação de informações e, consequentemente, a manipulação da opinião pública, por meio de ações paliativas e investimentos em publicidade”.

 

O projeto é desenvolvido com a participação de bolsistas em eventos relacionados à bacia hidrográfica do Rio Doce, e também na divulgação de informações, de forma oral e por meio de plataformas virtuais, incluindo uma página da web. Ainda em fase de desenvolvimento, o site possui informações sobre os trabalhos realizados pelo projeto, os parceiros, além de fotos dos eventos.

 

Atualmente, colaboram nas atividades o Núcleo de Agroecologia (NAGÔ) e o Centro Agroecológico Tamanduá (CAT).

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