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Atividades de extensão do projeto Boa Vizinhança completam seis meses em Governador Valadares

Data: 29 de janeiro de 2018

Estimular, apoiar e promover projetos que atendam às demandas das comunidades ribeirinhas afetadas pelo rompimento das barragens em Mariana. Estes são os principais objetivos do programa Boa Vizinhança, desenvolvido pelo campus de Governador Valadares desde o final do primeiro semestre de 2017.

 

Coordenado pela Pró-reitoria de Extensão (Proex), o programa conta com cinco projetos desenvolvidos por servidores docentes e técnico-administrativos da UFJF-GV, e contempla as áreas de Saúde, Meio Ambiente, Comunicação e Direitos Humanos e Justiça. A coordenadora de ações de extensão da UFJF, Fernanda Cunha Sousa, destaca a importância do envolvimento acadêmico com a comunidade. “A democratização da universidade passa necessariamente pelo fortalecimento de seu diálogo com os segmentos que a compõem – docentes, técnico-administrativos e discentes – mas, também, com a comunidade externa. Nesse sentido, a extensão universitária é um dos meios fundamentais para que o saber acadêmico, articulado com a vida social, incorpore as demandas sociais e direcione a produção do conhecimento”.

 

No mesmo sentido, o coordenador acadêmico da UFJF-GV, Fábio Pieri destaca que embora o campus avançado ainda possua necessidades estruturais, as atividades demonstram o esforço coletivo em promover melhorias à comunidade valadarense: “nossos docentes, jovens, atualizados e com vontade de buscar melhorias junto a comunidade local atuam fortemente na Extensão Universitária, desde o início das aulas em Governador Valadares”.

 

Durante esta semana, serão divulgadas as principais ações institucionais e atividades realizadas pelos integrantes dos projetos junto à comunidade de Governador Valadares. Na primeira matéria, apresentamos algumas das atividades que envolvem a população atingida pelo rompimento das barragens da Samarco, em 2015. 

 

Combate e prevenção de vermes e parasitas

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Professor Girley Francisco com equipe participante do projeto.

A contaminação do Rio Doce provocada pelo rompimento da barragem de rejeitos da mineradora Samarco incentivou a criação de um projeto relacionado à qualidade de vida da comunidade ribeirinha de Ilha Brava, em Governador Valadares. A iniciativa é do professor do Departamento de Ciências Básicas da Vida, Girley Francisco. Ele desenvolve, em Governador Valadares, o projeto “Prevalência e aspectos epidemiológicos de enteroparasitoses na comunidade ribeirinha de Ilha Brava, GV, MG”, vinculado ao Programa Boa Vizinhança Rio Doce.

 

Junto a estudantes de Medicina e Farmácia da UFJF-GV, o professor busca avaliar os moradores da comunidade ribeirinha através da realização de exames parasitológicos de fezes, a fim de determinar os parasitos prevalentes e propor ações que possam ser empregadas nesta comunidade. “É objetivo também deste projeto trabalhar aspectos relacionados à educação em saúde envolvendo verminoses, qualidade da água, educação ambiental e destino correto do lixo e esgoto”, destacou Girley Francisco. Todas as ações acontecem em parceria com professoras da Escola Municipal de Ilha Brava e com a Coordenação de Atenção Básica à Saúde via o Programa de Estratégia da Saúde da Família de Baguari.

 

 

Melhorias na qualidade da água

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Posto de Saúde de Ilha Brava, onde a comunidade recebe apoio do projeto da UFJF-GV.

Outro beneficiado pelas ações de extensão da UFJF-GV é o Assentamento Liberdade, zona rural de Periquito (MG). A comunidade, localizada a 47 quilômetros de Governador Valadares, também foi afetada pelos rejeitos da mineradora Samarco, o que motivou a implementação do projeto “Qualidade e usos da água no Assentamento Liberdade após rompimento da barragem de Fundão/Mariana”. Seu principal objetivo é proporcionar confiança quanto ao uso da água no local, seja para consumo humano e animal, ou para irrigação de plantios.

 

Entre as ações previstas no projeto estão o mapeamento das fontes hídricas da comunidade e dos problemas encontrados em relação ao seu uso, assim como a coleta e análises físico-químicas e microbiológicas de amostras de água do local. Além disso, oficinas vão ensinar a população a interpretar os resultados desses estudos. 

 

Outra preocupação do projeto coordenado pela professora do Departamento de Farmácia, Andreia Peraro do Nascimento, é a conscientização sobre os usos da água e os cuidados necessários na perfuração de poços artesianos e semi artesianos. Com esse objetivo, serão promovidas oficinas de interpretação de laudos de análise de água, além de palestras e rodas de conversa. 

 

 

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