Clipping UFJF – 28, 29 e 30 de Novembro de 2015

Veículo: Estado de Minas

Editoria: Gerais

Data: 28/11/2015

Link:http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2015/11/28/interna_gerais,712413/professor-da-ufmg-lista-iniciativas-que-poderiam-contribuir-para-avali.shtml

Professor da UFMG cita iniciativas que podem recuperar áreas devastadas

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) desenvolve projetos de pesquisa relacionados à avaliação de danos e intervenções na Bacia do Rio Doce que poderiam contribuir para a recuperação da área devastada pelo rompimento da Barragem do Fundão, em Mariana, mas não há sinalização de que autoridades buscarão parceria com a instituição. O alerta é do professor e biólogo Ricardo Motta Pinto Coelho, do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFMG, para quem “o desastre de Mariana terá efeitos muito graves, a curto, médio e longo prazos”. “O governo deveria criar uma força-tarefa envolvendo pesquisadores”, defende.

O biólogo critica o que considera “falta de atenção” de autoridades com os desdobramentos da tragédia. Ele considera inadequada, por exemplo, a forma como é feito o monitoramento da água do Rio Doce. “É insuficiente. Foram divulgados dados de cerca de 15 pontos distribuídos ao longo do rio e nos tributários afetados. Dada a extensão do desastre, teríamos que trabalhar com um número muito maior de pontos de coleta”, defendeu.

Segundo ele, o governo deveria articular uma rede de pesquisa, envolvendo universidades públicas e particulares, para medir a contaminação provocada na bacia pela lama de rejeitos. “Acho inadequado ficar divulgando dados oficiais contratados em laboratórios particulares. O governo tem a obrigação de coordenar e participar ativamente de todas as etapas do monitoramento e recuperação ambiental que serão exigidos nesse caso”, opinou. Coelho listou como problemas ambientais mais graves possíveis casos de contaminação, extinção de espécies, instabilidade na qualidade de água, propagação de doenças de veiculação hídrica e assoreamento em diversos pontos dos rios atingidos pelo desastre.

Projetos Entre os projetos desenvolvidos com participação da UFMG que poderiam contribuir para avaliar e minimizar efeitos dos rejeitos de minério na natureza está uma sonda automatizada, capaz de realizar o monitoramento de alta frequência. Batizada de Hydro Nodee, ela permite medir as reais condições da água da bacia, transmitindo dados por telemetria. A sonda foi projetada e construída pelas equipes dos laboratórios de Gestão de Reservatórios e de Ciência da Computação da UFMG, em parceria com pesquisadores das universidades federais de Viçosa (UFV) e de Juiz de Fora (UFJF).

Além da sonda, o Instituto de Ciências Biológicas da UFMG tem prontos outros quatro projetos de pesquisa que podem ser relacionados ao Rio Doce. Um deles é o estudo que se propõe a analisar as perdas da biodiversidade e diminuição de recursos pesqueiros. O autor, o pesquisador Rangel Eduardo Santos, doutorando em ecologia, explica que, devido ao derramamento de rejeitos de minério, será formada no Rio Doce uma “barreira físico-química, provocando o isolamento das populações de peixes”. “O objetivo é fazer coletas da ictiofauna para fazer análises biológicas e comparativos dos pontos situados na cabeceira e na foz do rio”, afirma Rangel.

Já a avaliação do acúmulo de metais pesados nos peixes do Rio Doce é  tema de pesquisa de Fernanda Andrade, doutoranda em ecologia da UFMG. “O projeto vai mostrar a toxicidade que os rejeitos de minério provocaram nos peixes”, diz Fernanda, que pretende instalar tanques-rede dentro do rio. Neles serão postas tilápias, que depois serão submetidas a análises para verificar a contaminação por metais pesados como chumbo, zinco, e manganês. A toxicidade dos peixes também será objeto de estudo do pesquisador Alberto Isla.

Uma outra pesquisa do ICB/UFMG, de autoria do professor Rogério Fonseca, visa a implantação de unidades de conservação nas próprias áreas impactadas pelo vazamento da lama de rejeitos da mineração. “A ideia é usar mecanismos da legislação brasileira para implementar as unidades de conservação nas áreas degradadas e desenvolver ações para a recuperação dessas áreas”, diz Fonseca.

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Veículo: Estado de Minas

Editoria: Gerais

Data: 28/11/2015

Link:http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2015/11/28/interna_gerais,712401/rejeitos-da-barragem-da-samarco-atingem-praia-de-naturismo-do-espirito.shtml

Rejeitos da barragem da Samarco atingem praia de naturismo do Espírito Santo

Linhares (ES) – A lama da barragem da Samarco rompida em Mariana, na Região Central de Minas, que desce pelo Rio Doce, continua se alastrando pelo mar no Espírito Santo e atingiu mais uma praia turística. Depois de afetar a colônia de pescadores e surfistas em Regência, que é distrito de Linhares e berçário de tartarugas marinhas ameaçadas de extinção, a mancha agora trouxe a coloração vermelha para as praias de Barra Seca, também em Linhares, a cerca de 60 quilômetros da foz. A informação é da Polícia Federal. O local é conhecido por ser a única praia de naturismo do litoral capixaba.

Uma das grandes atrações era o banho no encontro do Rio Barra Seca com o mar, mas a sujeira espantou os frequentadores. Com isso, ambientalistas ligados ao Instituto Chico Mendes de Biodiversidade, comitê da Bacia Hidrográfica da Foz do Rio Doce e Projeto Tamar de proteção às tartarugas marinhas requisitaram o deslocamento de mais máquinas para o local, mas ainda não se sabe se é possível usar boias para proteger o rio e seu estuário. Com esse avanço, a mancha está prestes a atingir o município de São Mateus, um dos mais importantes do Norte capixaba.

Enquanto a lama avança, autoridades e especialistas em análises químicas não se entendem quanto à toxicidade da água do Rio Doce. Laudos diversos têm sido divulgados por várias entidades e empresas, incluindo a Samarco, apresentando o teor dos diversos metais presentes na água, mas até agora não se tem uma certeza sobre os efeitos que o uso dessa água pode trazer à população.

Ontem, o Ministério Público de Minas Gerais e o do Espírito Santo divulgaram notas divergentes sobre o assunto. O MPMG apresentou o resultado das análises laboratoriais para metais pesados realizadas sobre a água bruta do Rio Doce e a tratada pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Governador Valadares em estações de tratamento, assim como dos sedimentos coletados no Rio Doce e no tanque de decantação do SAAE, e concluiu que a água tratada se encontra dentro dos padrões para metais pesados determinados pelo Ministério da Saúde. O exame foi realizado pela Comissão Técnica Científica da Universidade Federal de Juiz de Fora – Câmpus Governador Valadares (UFJF-GV). E, ainda segundo o MPMG, apesar da detecção de metais pesados nas amostras de água bruta, eles podem ser eliminados no processo de tratamento da água.

Já o MPES divulgou uma orientação à população daquele estado para que não use de nenhuma forma a água captada do Rio Doce. O MPES aguarda o resultado de uma análise dos laudos fornecidos pelo Serviço Colatinense de Meio Ambiente e Saneamento Ambiental (Sanear), do município de Colatina, fornecidos depois de uma ação de busca e apreensão movida pelo MPES.

Novela em Colatina

Em Colatina, o abastecimento de água virou uma novela. Interrompido em 18 de novembro, quando a lama deslocada ao longo do Rio Doce atingiu a cidade, o abastecimento foi retomado na última segunda-feira, mas paralisado na terça e autorizado a voltar ao normal na quarta-feira. Quando a captação de água do Doce foi liberada, a prefeitura apresentou laudo do Sanear mostrando alterações nos níveis de manganês, porém, dentro do aceitável pela legislação. Pela Portaria 2.914/2011, do Ministério da Saúde, as concentrações de ferro e manganês não podem ultrapassar 2,4mg/L e 0,4mg/L, respectivamente. E, no caso, o parâmetro manganês total apresentou concentração de 0,147mg/L, segundo análise do laboratório Tommasi Analítica, de Vitória.

Já os municípios de Linhares e Baixo Guandu, também banhados pelo Rio Doce, estão usando outras formas de captação de água. Em Linhares, a prefeitura divulgou laudo na última segunda-feira atestando a água estar imprópria para consumo e abastecimento animal (posteriormente foi liberada para irrigação). O laudo apresentou resultados para arsênio, cádmio, chumbo, ferro, mercúrio, zinco, alumínio, manganês e fósforo, nem todos dentro dos parâmetros estabelecidos pelo Ministério da Saúde.  

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Veículo: G1

Editoria: Zona da Mata

Data: 28/11/2015

Link:http://g1.globo.com/mg/vales-mg/noticia/2015/11/mpmg-divulga-resultado-das-analises-da-agua-em-governador-valadares.html

MPMG divulga resultado das análises da água em Governador Valadares

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) apresentou, nesta sexta-feira (27), o resultado das análises laboratoriais feitas da água bruta do Rio Doce e da água que é tratada pelo Sistema Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Governador Valadares (MG). De acordo com o MPMG, a água tratada pelo Saae está dentro dos padrões do Ministério da Saúde para metais pesados. A medida foi tomada depois do retorno da captação de água no rio, que foi atingido por uma enxurrada de lama, após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana.

A análise foi feita pela Comissão Técnica Científica da Universidade Federal de Juiz de Fora – Campus Governador Valadares (UFJF-GV). O exame é preliminar. Nas amostras de água bruta do rio, constatou-se, segundo o MPMG, a presença de metais pesados que estão acima do padrão estabelecido.

Segundo o Ministério Público, o processo de tratamento realizado pelo Saae consegue eliminar os metais que estão na água bruta do Rio Doce. O parecer científico final, que trará todas as conclusões sobre as análises será divulgado na segunda-feira (30).

O químico do Saae de Governador Valadares, Reinaldo Pacini, explicou que o cheiro forte da água se deve ao uso de cloro em uma quantidade maior que a habitual, para que a tubulação também pudesse ser limpa. Ele disse ainda que o cloro já foi normalizado, assim como gosto e odor da água.

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Veículo: Observatório da Imprensa

Editoria: Eventos

Data: 28/11/2015

Link: http://observatoriodaimprensa.com.br/eventos/o-intelectual-e-a-liberdade-de-expressao/

O intelectual e a liberdade de expressão

Nessas sacudidas semanas em curso no Brasil, vem a propósito evocar Alceu Amoroso Lima (1893-1983), o Tristão de Athayde. Este intelectual católico carioca, articulista dos dois jornais de maior tiragem nacional de seu tempo, o JB e a Folha, ensaísta e o grande crítico literário do Modernismo, no dizer de Antonio Candido foi “… num momento terrível, a própria consciência do país”. Antonio Candido refere-se aos artigos de Tristão, com ousadia para nos anos sinistros da década de 1970, do auge da ditadura, por exemplo, denunciar na imprensa o desaparecimento definitivo do deputado Rubens Paiva, sequestrado por milícias paramilitares amparadas por altas patentes na Aeronáutica.

No tempo de Alceu o principal anseio dos intelectuais brasileiros era a liberdade de expressão. O problema da corrupção já existia, naturalmente, embora diluído no sofisma da cultura tolerante com o “rouba mas faz”. Porém, para que falcatruas viessem à tona impunha-se o pré-requisito da liberdade de imprensa e por ela Tristão se bateu corajosamente.

Andou o tempo, foram-se três décadas e o Brasil agora dá mostras de estar decidido a extirpar o compadrio e as negociatas particulares em prejuízo dos cofres da Nação. Estou convencido de que vovô estaria animado com tais gestos de purga, embora exigindo que a faxina não cuide de um grupo político apenas.

Pensando em tudo isso, onze pesquisadores da obra de Alceu montaram a Jornada Tristão de Athayde, a acontecer no Rio de Janeiro, na Casa de Rui Barbosa, na sexta-feira 11 dezembro, entre 10h e 18h.

Os trabalhos abrem-se com o depoimento de biógrafos de Alceu, começando pelo acadêmico Candido Mendes de Almeida, autor de Da Persona à Persona. Em 1983, Alceu chamou o professor a seu leito de morte no Hospital Santa Thereza, em Petrópolis, e convidou-o a dar continuidade ao trabalho na Ação Católica. Em seguida apresentarei Memórias de meu avô, Tristão, uma coleção de memórias domésticas intercaladas com uma tentativa amadora de formular o pensamento de Alceu. Este módulo fecha-se com a palavra de Guilherme Arduini, PHD da tristania pela USP, cobrindo o pensamento social do homenageado, começando da legislação social inspirada a Getúlio Vargas pela Igreja de espada.

O segundo bloco, conduzido pelos professores doutores Leandro Garcia (UCM) e Marcelo Timotheo da Costa (UCM), versa sobre os diálogos intelectuais de Alceu. Depois de mergulharem na correspondência passiva de Alceu (36 mil cartas, incluindo remetentes como os Andrade, Mario, Oswald e Carlos Drummond ) ambos publicaram livros de excelência : Drummond & Alceu e Um itinerário no Século: mudança, disciplina e ação em Alceu Amoroso Lima. Leandro abordará os correspondentes brasileiros, Marcelo tratará de Thomas Merton, o monge trapista norte-americano.

O terceiro bloco das apresentações traz assuntos ouriçados, elas reportam vivas polêmicas. Duas professoras, Agueda Bittencourt (Educação, Unicamp) e Christiane Jalles de Paula (Ciência Politica, UFJF) discorrerão sobre os embates de AAL com Anísio Teixeira e Gustavo Corção.

Vem bem a propósito dos exercícios conceituais acima um intervalo para fruição melódica. Pois o neto de Alceu, o flautista Mauro Senise, nos dará uma canja repetindo o Bach que tocou no quarto do Santa Thereza para o avô agonizante.

Encerra-se a sessão na Rua São Clemente com o painel Alceu e Otavio de Faria. Alceu era guru do cunhado caçula. Este best-seller dos anos 1950, autor da Tragédia Burguesa em 15 volumes, hoje pouco falado, deixou um retrato fundamental da sociedade brasileira. Ele nos será apresentado por Alessandro Garcia da Silva, (Literatura, IFF)mestrando na tristania e hoje desenvolvendo doutorado em Otavio. A bagagem de Alessandro acumula sólido conhecimento dos ensaios de GK Chesterton.

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Veículo: Tribuna de Minas

Editoria: Esportes

Data: 28/11/2015

Link: http://www.tribunademinas.com.br/esporte-e-filosofia/

Esporte e filosofia

Mais do que um esporte, a filosofia de vida promovida pelo aikido será tema do Encontro Nacional da modalidade, que acontece hoje, entre 9h e 18h, na Faculdade de Educação Física da UFJF. Promovido pelo Dojo Nokiochi, o evento deve reunir quase 200 atletas de todas as idades, que participarão de miniaulas para aperfeiçoamento e reciclagem das técnicas da arte marcial.

“Não existe competição de aikido. É uma busca pessoal, de saúde física e mental”, afirma o sensei Luís Ricardo, 57 anos, 25 deles dedicados ao aikido. “Existe também um lado filosófico muito bonito. Apesar de ser uma arte marcial, com técnicas que realmente funcionam, a nossa busca é fazer o oposto do que vemos hoje em dia. Pessoas estressadas, sem educação, egoístas. O aikido trabalha a pessoa para ser cooperativa, educada, gentil, paciente.”

Essa filosofia transmitida pelo aikido está expressa em 14 lemas, entre eles “manter a disciplina”, “ser pacífico”, “manter a ética”, “ser humilde”, “ser justo e honesto” e “conscientizar-se de que a prática do aikido tem por princípio o autoconhecimento”. “O aikido veio da religião omoto, do Japão, e o que temos no Brasil mais próximo disso é a seicho-no-ie, que transmite a visão de pessoas tranquilas, que pensam sempre positivamente, compromissadas com a humanidade e o planeta. Esses sentimentos da seicho-no-ie temos também no aikido, que é a parte mais bonita”, diz Luís Ricardo.

A entrada no evento será gratuita para os interessados em conhecer a modalidade esportiva e os ensinamentos da filosofia de vida. Segundo o sensei, o público “só precisa levar a própria sensibilidade e querer ver uma coisa diferente do que vemos todos os dias. Muitos mal informados, sem boa educação cultural, ficam pensando que é tudo movimento combinado, um teatro. Muitas pessoas ainda estão só ligadas na parte física, como o MMA, mas o aikido é feito de verdades, e não de mentiras.”

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Veículo: Tribuna de Minas

Editoria: Cidade

Data: 28/11/2015

Link: http://www.tribunademinas.com.br/uso-de-banheiro-na-ufjf-provoca-polemica/

Uso de banheiro na UFJF provoca polêmica

A recém-lançada campanha da UFJF “Libera meu xixi”, que pretende combater a transfobia em espaços públicos, está dividindo opiniões e causando reações, inclusive da Câmara Municipal. Tanto o site da Tribuna quanto a página do Facebook do jornal receberam centenas de comentários sobre o tema, a maioria deles contra a iniciativa. A diretora de Ações Afirmativas da instituição, Carolina dos Santos Bezerra, declarou que está sofrendo ameaças, até mesmo contra sua família, em sua página pessoal na mesma rede social. A situação levou a universidade a explicar detalhes sobre a campanha, em comunicado no qual lamenta e repudia ataques pessoais que vêm sendo feitos pela internet “aos envolvidos nesta decisão, que é institucional”. A UFJF esclarece o fato de que a medida é voltada exclusivamente para travestis e transexuais, que poderão utilizar, no campus, o banheiro correspondente ao gênero com o qual se identificam. Também ontem, em proposição de autoria do vereador Oliveira Tresse (PSC), que levou a assinatura de outros parlamentares, a Câmara aprovou uma moção de repúdio à campanha.

Entre os comentários recebidos pela Tribuna, estão declarações de pessoas que lamentam a atitude e a classificam como desrespeitosa e algo que poderá contribuir para práticas de abuso sexual contra mulheres. Há também aqueles que defendem a criação de um espaço específico para o público. “O devido respeito e lugar se daria criando um terceiro banheiro, aí sim seria justo, digno e não opressor”, diz um leitor. “Lamentável! Quer dizer agora que minha filha, assim como as demais estudantes da UFJF estarão à mercê de, a qualquer hora, dar de cara com um homem dentro do banheiro. Já não chega o caso recente de estupro dentro do ônibus daquela instituição”, comenta outro. Por outro lado, há aqueles que defendem a medida. “Sou mulher heterossexual, mas procuro ter empatia. É cruel associar esta medida com práticas de abuso sexual. São homens heterossexuais que abusam e violentam mulheres. Não mulheres trans que querem se proteger do mesmo tipo de abuso usando o banheiro adequado ao seu sexo. As pessoas só querem igualdade de direitos”, defende.

A UFJF reiterou que a demanda pela adesão à campanha #liberameuxixi, que é nacional, chegou à Administração Superior por meio das representações estudantis, sendo que a ideia foi debatida em diversos encontros abertos com estudantes. Em entrevista à Tribuna ontem, a diretora de Ações Afirmativas Carolina Bezerra disse ter ficado assustada com as ofensas e repercussão negativa da campanha, mas alegou não estar se sentindo intimidada. “Eu não tomei esta decisão sozinha, foi coletiva, e estamos seguros e certos dela, não vamos recuar. As pessoas estão entendendo que é uma questão pontual, mas é preciso reiterar que há toda uma política institucional e ideológica embasada por trás. Apesar de o grupo resistente, estamos recebendo apoio de grandes pesquisadores de renome internacional”, declarou.

Em março deste ano, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República publicou resolução número 12 do Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoções dos Direitos de Lésbicas, Gays, Travestis e Transexuais, que recomenda às instituições de ensino do país a adoção do nome social – que já foi aprovado na UFJF – e o uso de banheiro e uniforme escolar de acordo com a identidade de gênero. O texto cita o artigo 5º da Constituição e a Declaração Universal dos Direitos Humanos e define que “deve ser garantido o uso de banheiros, vestiários e demais espaços segregados por gênero, quando houver, de acordo com a identidade de gênero de cada sujeito”.

A discussão também já chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) e obteve, até o momento, votos favoráveis dos ministros Luiz Edson Fachin e Luís Roberto Barroso, relator do processo movido por uma transexual impedida de entrar no banheiro feminino de um shopping em Santa Catarina.

Câmara aprova moção de repúdio contra campanha

A Câmara aprovou, nesta sexta-feira (27), uma moção de repúdio contra a campanha “Libera meu xixi” da UFJF. Jucelio Maria (PSB) e Roberto Cupolillo (Betão, PT) foram os únicos a manifestar voto contrário à moção de repúdio. Segundo o texto redigido pelo gabinete de Oliveira Tresse, a campanha da UFJF não respeita a cultura local e prejudica, principalmente, as mulheres, que, no entendimento do parlamentar, ficariam sujeitas a constrangimentos e violência de “pessoas mal-intencionadas”. Apesar de reconhecer o fato de que a gestão da instituição federal extrapola a competência do Legislativo municipal, o vereador lamentou o fato de a ação ter sido tomada de “forma vertical, sem uma discussão com a sociedade”. Defendendo a necessidade de debates acerca do tema, o vereador Betão chegou a pedir avulso do dispositivo, o que levaria a votação da moção para a próxima terça-feira, em discussão no plenário. Favoráveis à moção, Ana Rossignoli (PDT), Chico Evangelista (PROS), José Emanuel (PSC), José Fiorilo (PDT) e Léo de Oliveira (PMN) se manifestaram pela manutenção da votação, e o pedido acabou derrubado pela maioria dos parlamentares. Um dia antes, André Mariano (PMDB) já havia discursado contrário à ação da UFJF.
Jucelio chegou a sugerir que os vereadores que assinaram a moção se manifestassem de outra maneira, na forma de representação, para evitar o entendimento de que o repúdio partia da Câmara, de forma conjunta. “A representação vai no nome dos vereadores que assinarem e não em nome da Casa.” Diante da manutenção e da aprovação do dispositivo, o vereador solicitou que a Mesa Diretora evidenciasse os votos contrário dele e de Betão ao documento. “A moção está escrita em primeira pessoa. Reflete a opinião do autor. Gostaria que constasse no documento que será enviado à UFJF com os votos contrários.” Presidente da Câmara, Rodrigo Mattos (PSDB) ressaltou que, regimentalmente, o pedido não poderia ser atendido, mas sinalizou que encaminharia junto à moção uma ata da votação desta sexta-feira.
A diretora de Ações Afirmativas da UFJF, Carolina dos Santos Bezerra, declarou que a Câmara demonstrou desconhecimento ao retirar a palavra gênero do discurso e se mostrou fechada ao diálogo sobre o tema. “Ontem (quinta) eu estive na Câmara para uma cerimônia e pedi ao Jucelio que anunciasse minha disposição para esclarecimentos sobre a campanha. É trabalho da câmara ser uma ponte entre o conhecimento teórico da universidade e a implementação de políticas públicas. Isso representa uma disputa política e ideológica de certas orientações, fechadas ao diálogo.”

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Veículo: Tribuna de Minas

Editoria: Cidade

Data: 28/11/2015

Link: http://www.tribunademinas.com.br/lixo-e-mato-alto-no-campus/

Lixo e mato alto no campus

A sujeira e o mato alto no anel viário e na Praça Cívica da UFJF ainda têm incomodado a comunidade acadêmica e usuários do campus. A situação também é notada nas imediações das faculdades de Educação e Comunicação, onde o mato tem tomado os jardins no entorno dos prédios, assim como o lixo espalhado nos canteiros. O mato também é alto na subida do Instituto de Ciências Humanas (ICH) e na Faculdade de Engenharia da UFJF, onde estavam sendo executados os serviços de capina em alguns pontos.

A falta de manutenção vem sendo percebida desde junho, quando houve o encerramento do contrato com a empresa terceirizada que era responsável pelos serviços de jardinagem e limpeza externa. A assessoria da UFJF informou que possui hoje um quadro insuficiente de pessoal para cuidar da manutenção e limpeza, que tem sido feita “atendendo demandas mais críticas”. Hoje são apenas quatro pessoas cuidando da jardinagem e limpeza, dois bombeiros, um eletricista, um serralheiro e quatro pedreiros.

A UFJF informou ainda que a empresa SM21, do Rio de Janeiro, venceu o pregão realizado no dia 5 de novembro e assumirá os serviços de manutenção do campus a partir de 4 de janeiro. O contrato inclui os serviços de reparos elétricos, hidráulicos, de pintura e construção, além da limpeza e jardinagem da áreas comuns do campus fora das unidades acadêmicas. Estão previstos 139 profissionais para atuarem nesses locais.

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Veículo: Tribuna de Minas

Editoria: Painel

Data: 28/11/2015

Link:http://www.tribunademinas.com.br/so-apoio/

Só apoio

Em entrevista ao jornalista Cesar Romero, ontem, no seu quadro na CBN, o ex-reitor da UFJF Henrique Duque descartou a possibilidade de disputar a vaga de Júlio Chebli, que renunciou ao posto há cerca de duas semanas, embora seu nome tenha sido citado em várias rodas de aposta. “Recebi um grande chamamento da comunidade interna para ser candidato a reitor. Estou apto a concorrer, mas, pensando e refletindo, tenho certeza de que já contribuí para a UFJF em dois mandatos. Vejo que cumpri minha missão. Vou continuar contribuindo como professor e assessor e também na sucessão, tentando levar um projeto que começou no término da minha gestão, que não foi concluído, para enfrentar as dificuldades que afetam as universidades. Estou pronto para contribuir de outra forma.”

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Veículo: Tribuna de Minas

Editoria: Esportes

Data: 28/11/2015

Link:http://www.tribunademinas.com.br/jf-volei-perde-de-novo/

JF Vôlei perde de novo

Seis derrotas em seis jogos. Esse é o resumo do início da campanha do JF Vôlei na Superliga. O novo capítulo dessa caminhada foi escrito na noite de ontem. Jogando no Ginásio Tancredo Neves, o Juiz de Fora visitou o Montes Claros e, apesar da entrega em quadra, não conseguiu segurar a pressão do adversário, sendo derrotado por 3 sets a 0.

O panorama dos dois sets iniciais foi semelhante. Embora os donos da casa apresentassem um voleibol mais forte, o JF Vôlei conseguia manter o jogo equilibrado. O placar avançou com curta vantagem de pontos para o Montes Claros até a reta final de cada set, quando a equipe juiz-forana não apresentou a mesma energia para se manter viva na disputa. Com isso, a torcida local pôde comemorar o placar de 25/19 no primeiro set, e 25/17 no segundo.

Até então lutando para se manter firme na partida, a equipe juiz-forana sentiu o golpe após Montes Claros vencer dois sets. Começando muito mal o terceiro, o Juiz de Fora permitiu que o adversário abrisse 16 a 6 no marcador, um abismo entre os dois times que se mostrou intransponível. Com facilidade, os donos da casa fecharam a partida com 25/15.
Com o resultado, o JF Vôlei segue com apenas dois pontos ganhos, na lanterna da Superliga. A equipe juiz-forana entrará novamente em quadra no próximo sábado às 18h, quando enfrentará o Funvic/Taubaté no Ginásio da UFJF.

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Veículo: Tribuna de Minas

Editoria: Política

Data: 29/11/2015

Link:http://www.tribunademinas.com.br/partidos-buscam-novos-nomes-para-a-prefeitura/

Partidos buscam novos nomes para a Prefeitura

Em outubro de 2012, a eleição do prefeito Bruno Siqueira (PMDB) colocou ponto final a um ciclo de 30 anos em que os grupos encabeçados pelos ex-prefeitos Tarcísio Delgado (PSB), Custódio Mattos (PSDB) e Alberto Bejani (PSL) se revezaram no comando do Executivo de Juiz de Fora. Sob o discurso da renovação, Bruno desbancou os anseios de Tarcísio nas prévias do PMDB e a ambição de Custódio em se reeleger para cumprir um terceiro mandato. Pouco mais de três anos depois, pesquisas qualitativas internas encomendadas por diferentes lideranças partidárias da cidade indicam que o clamor dos eleitores pelo “novo” ainda não foi silenciado. Tal constatação faz com que as legendas façam uma movimentação inversa à tradicional, deixando caciques em segundo plano para buscar fora de seus quadros nomes de possíveis postulantes à Prefeitura. Assim, nas últimas semanas, quadros tidos como bons gestores, porém sem grandes históricos na vida pública, têm sido sondados e ganham força como candidatáveis.

Entre os rumores que ecoam nos corredores da política local, as apostas de momento como candidatos latentes recaem sobre Wilson Rezende Franco, empresário da construção civil ligado ao Grupo Rezato; Hugo Borges, médico e presidente da Unimed Juiz de Fora; Aloísio Vasconcelos, presidente da Associação Comercial; o engenheiro Eduardo Lucas; e Henrique Duque, ex-reitor da UFJF. Os cinco nomes já foram sondados por vários partidos e lideranças para uma possível empreitada pela Prefeitura. Até aqui, apenas um deles admite abertamente a possibilidade de se lançar na disputa. Ainda sem partido, Eduardo Lucas afirma que já trabalha uma pré-candidatura e tem uma equipe dedicada à consolidação de um projeto para a cidade. “Não são especulações. Há uma pré-candidatura em construção, que deve surgir forte e surpreender muita gente.”

Com uma possível empreitada em estado embrionário, já que ainda precisa de um partido e de um grupo político de forma a fazer uma candidatura consistente, o engenheiro rechaça o rótulo de empresário e se diz um empreendedor. “A ideia (da candidatura) surgiu de trabalhos feitos junto à sociedade civil e lideranças comunitárias. O importante é somar forças que conheçam as demandas da nossa comunidade e isso perpassa pelo empreendedorismo e pelo diálogo com entidades não governamentais.” Apesar de ainda não estar filiado, Eduardo afirma manter diálogo próximo com duas legendas, o PR e a Rede Sustentabilidade, além de, pelo menos, outras cinco legendas.

Até abril

Três dos demais outsiders, como são chamados os quadros sem um histórico na política tradicional, apontados como candidatáveis não confirmam ou descartam uma empreitada. Wilson afirma que ainda não é momento para definição e evita falar sobre uma possível candidatura. “Está tudo no campo dos estudos”, resume. Segundo o empresário, tal definição deve se alongar até abril, prazo final para filiação ou troca de partido dos interessados em ingressar na disputa pelo Executivo ou por cadeiras na Câmara. Apesar da discrição, dados do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) mostram que Wilson acertou vínculo ao PSB no último dia 2 de outubro. O partido ter como principal liderança na cidade o deputado federal Júlio Delgado (PSB), que, recorrentemente, é apontado como possível postulante à Prefeitura. Contudo o nome de Wilson ganha força diante da constatação de pesquisas que apontam um nome novo como o perfil de candidato ideal.

Sem confirmar candidatura, Aloísio Vasconcelos admite que começa a enxergar com bons olhos a possibilidade de se enveredar na disputa. “No ano passado, já havia recebido convites para disputar as eleições, mas isso ainda não me passava pela cabeça. Agora, várias pessoas têm me incentivado. De empresários a integrantes da Associação (Comercial, a qual preside). Não imaginava isso. Estou surpreendido e balançado. Seria falsidade dizer que não estou estudando a possibilidade.” Filiado ao PP, ele pretende utilizar o tempo disponível – até abril – para avaliar o cenário. “Entrei no PP em apoio à candidatura de Cláudio Horta (empresário) que acabou não acontecendo”, lembra Aloísio, que já foi sondado por outras siglas e não descarta uma troca de legenda.

Mais experiente na vida pública, o ex-reitor Henrique Duque é outro que não descarta entrar na disputa pela sucessão. “Nas próximas semanas, pretendo conversar com alguns partidos que me procuraram. Política não é feita de desejo pessoal, mas de diálogo.” Duque, todavia, reforça que seu anseio é contribuir com a cidade. “Seja como candidato ou de outra forma. Mas, se for como candidato, estarei preparado.” No último dia 21, o PCdoB definiu por lançar um nome à Prefeitura. A despeito de ser colocado pela sigla como um nome viável, o deputado federal Wadson Ribeiro (PCdoB) afirmou que aguarda por um posicionamento e uma possível filiação de Duque. O ex-reitor, entretanto, não confirma acerto com a legenda. “É um partido que sou simpático. Sempre tive contato com suas lideranças, assim como líderes de outras legendas. Fico feliz, mas vou conversar com outros partidos.”

Políticos tradicionais na disputa

Do quinteto de outsiders especulados nos bastidores da política local, o único a descartar abertamente a possibilidade no momento é Hugo Borges. Apesar de admitir as sondagens e os convites de algumas legendas, o anestesiologista afirmou que seu compromisso é com os resultados da cooperativa de trabalho médico que comanda na cidade e com a consolidação do hospital da Unimed, em construção no Bairro Salvaterra, e que deve entrar em operação em 2017. O médico já foi filiado ao PPS e garante que, no momento, não deseja se associar a qualquer legenda, defendendo esforços suprapartidários em busca da solução de problemas observados na área da saúde em Juiz de Fora e região.

Pesquisas à parte, entre os nomes com bagagem na política tradicional também existem muitas especulações. A candidatura de Bruno Siqueira à reeleição é considerada pule de dez, apesar de o prefeito repetir recorrentemente que o anseio de momento é o de manter o foco no exercício de seu mandato. Outro considerado certo na disputa por muitos é o deputado estadual Noraldino Júnior (PSC), que já estaria articulando composições nos bastidores. Pelo PT, o quadro mais forte segue sendo o da deputada federal Margarida Salomão (PT). Contudo, o partido já trabalha com o nome do ex-reitor Renê Mattos, caso a parlamentar refute participar pela terceira vez da corrida pela PJF. Outros detentores recorrentemente colocados como possíveis postulantes são os de deputado Júlio Delgado, Antônio Jorge (PPS) e Lafayette Andrada (PSDB).

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Veículo: Tribuna de Minas

Editoria: Cidade

Data: 29/11/2015

Link: http://www.tribunademinas.com.br/embalagens-de-leite-interferem-no-desperdicio/

Embalagens de leite interferem no desperdício

Quando a caixa de leite chega ao fim, é normal a gente ficar sacudindo a embalagem em busca das últimas gotas. Mas será que, no final das contas, conseguimos aproveitar realmente todo o conteúdo ofertado naquele recipiente e que pagamos por ele? Pesquisa recente lançada pelo farmacêutico juiz-forano Igor Rosa Meurer, de 27 anos, mostra que não. Conforme o trabalho, tema de sua dissertação de mestrado em Ciência e Tecnologia do Leite e Derivados pela UFJF, o design das embalagens influencia diretamente no desperdício do produto. Para se ter uma ideia, entre os casos mais graves, houve uma perda de quase 1,5% do litro de leite UHT (14,7ml), em um teste realizado sem a agitação final da embalagem (ver quadro).

O número pode parecer pequeno, mas para se ter uma noção do problema, caso sejam vendidos um bilhão de litros de leite neste tipo de embalagem, o desperdício, sem a agitação final da embalagem, seria equivalente a 14,7 milhões de litros de leite. Em 2012, foram vendidos mais de seis bilhões de litros de leite UHT no Brasil, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Leite Longa Vida (ABLV).

O farmacêutico explicou que a ideia da pesquisa surgiu no próprio cotidiano. Além da questão do desperdício, outros fatores, como o direito do consumidor e a questão ambiental, influenciaram na justificativa do projeto. “Se o leite desperdiçado entrar em contato com cursos d’água ele se torna poluente para esse meio devido a sua alta demanda bioquímica de oxigênio (DBO), causando danos ambientais. Além disso, vale ressaltar que o cidadão tem o direito de consumir todo o leite comprado e o design da embalagem não pode impedir isso”, explica.

Modelos variados

Para entender a influência do design da embalagem no desperdício de leite, Igor realizou uma pesquisa nos estabelecimentos comerciais de Juiz de Fora e identificou a existência de dez tipos diferentes de modelos, caracterizados pelo material, abertura e dimensões. A partir desses dados e de testes preliminares, ele desenvolveu uma metodologia para quantificar o desperdício de leite nesses diferentes tipos de embalagens, levando em consideração a influência ou não dos consumidores na tentativa de retirar o leite retido no interior da embalagem. “A ideia foi quantificar esse desperdício em duas situações, sendo uma com agitação final, na tentativa de retirar o leite que fica retido no interior da embalagem, simulando o que alguns consumidores fazem, e a outra sem a agitação final, ou seja, sem a influência do consumidor.” A pesquisa demonstrou que a agitação final contribui para a redução do desperdício de leite em todos os tipos de embalagens.

Conforme o resultado da pesquisa, entre os fatores que influenciam no escoamento do leite e, consequentemente, no seu desperdício, estão dobraduras, formas de rompimento do lacre, ondulações e formatos das embalagens. O trabalho, realizado no Laboratório de Análise de Alimentos e Águas da UFJF, também constatou que faltam informações nas próprias embalagens de como reduzir esse desperdício. Conforme o pesquisador, não existe ainda uma legislação que delimite a quantidade permitida de desperdício nestes casos. “Enviamos o trabalho para a Anvisa, a fim de que seus resultados sejam analisados”, explica.

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Veículo: Tribuna de Minas

Editoria: Esportes

Data: 29/11/2015

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A grande família

Entre as centenas de torcedores que encheram o Ginásio da UFJF para torcer pelo JF Vôlei contra o Minas na última quarta-feira, um grupo tem se tornado tradicional em partidas da Superliga. Atletas da equipe de handebol da ADJF compareceram para apoiar os colegas de concentração, já que boa parte dos elencos faz do Independência Trade Hotel o lar de uma grande família. Apoio que tem sido recíproco, seja nas partidas ou no dia a dia, em uma convivência que tem criado laços de amizade e fortalecido o trabalho dos dois representantes de Juiz de Fora na elite do vôlei e do handebol nacionais.

ADJF e JF Vôlei montaram equipes com atletas vindos de todos os cantos do Brasil, e muitos não tiveram a oportunidade de trazer os familiares para Juiz de Fora. Dos 16 jogadores do vôlei, nove não são da cidade e vivem no hotel, enquanto 12 dos 16 representantes do handebol estão na mesma condição. Todos estes estão hospedados no patrocinador de ambas as equipes. E se a distância de casa é um ingrediente comum no esporte, a saudade da família e amigos tem sido compensada pela convivência entre os grupos, que trocam experiências de alegria e frustração do dia a dia, aliviando a tensão de quem passa meses vivendo longe de casa.

“Quando temos oportunidade, vamos assistir aos jogos deles, e eles assistem aos nossos também. É uma ligação bem legal”, afirma o ponta da ADJF Elias. “São experiências diferentes, embora os mundos sejam parecidos. Eles vivem as mesmas coisas que a gente. Estão longe das famílias, sentem falta de tudo. A gente convive e já tem uma amizade.”

Além de amenizar a saudade dos amigos, a convivência entre os dois mundos cria caminhos para a evolução profissional. Conhecer a dificuldade vivida pelo próximo traz amadurecimento, segundo o técnico do JF Vôlei, Alessandro Fadul, que também vive no Independência Trade Hotel. “Todos vivemos realidades bem diferentes. Se compararmos o handebol nacional com o voleibol, o vôlei está um pouco à frente em termos de organização e investimento. Essa troca de experiência de realidades diferentes amadurece não só o atleta, mas a pessoa também. É importante para somar forças. Tanto o handebol quanto o vôlei têm jogadores de altíssimo nível.”

Para o ponteiro do JF Vôlei Mark Plotyczer, que dedicou o ciclo olímpico de 2012 ao voleibol do Reino Unido, ficou claro que as dificuldades enfrentadas por atletas dos dois esportes são comuns, seja no Brasil ou exterior. “O pessoal do handebol conta que existe muito problema de calote. Mas essa não é uma exclusividade do Brasil. Aconteceu também na própria Grã-Bretanha, no handebol e no vôlei após os Jogos Olímpicos, quando encerraram os projetos dessas modalidades por lá. Foi um trabalho de seis anos que começamos do zero, e eles acabaram com tudo depois do ciclo olímpico.”

Fanfarronice e videogame

Para acelerar a integração entre os grupos, dois atletas usaram seus perfis extrovertidos. Brincalhão, o ponta da ADJF Elias se identificou com o central do JF Vôlei Ninão. São os dois que mobilizam o restante dos atletas, seja organizando torneios de videogame no hotel ou marcando presença no Ginásio da UFJF quando umas das duas equipes está em quadra. Para Elias, viver concentrado em um hotel exige que criatividade. “Jogamos videogame, às vezes saímos. Vamos pra piscina quando está calor. Não temos muitas opções, né? É bom que ficamos mais unidos. No handebol, principalmente, a gente é família.”

Ninão, por sua vez, garante que sua afinidade com os colegas de “casa” também vem da admiração pelo esporte. “Sempre fui um adorador do handebol. Eu gosto de dificuldade. Cheguei a jogar futebol, basquete, mas optei pelo vôlei por ser mais técnico. E o handebol me traz muito disso também. Não é um esporte fácil. Você precisa quebrar várias barreiras para chegar ao seu objetivo. É um esporte bonito de se ver. Não é qualquer um que vai chegar ali e jogar.”

O armador da ADJF Welton veio de Recife, e na cidade natal era companheiro de clube de Ninão, embora em modalidades diferentes. Mas a referência dada por alguns amigos serviu como cartão de visitas de que aqui, em Juiz de Fora, ele encontraria alguém em quem confiar. “Ele é um cara muito gente boa, cabeça aberta. É muito bom estar ao lado de pessoas confiáveis, das quais a gente gosta. Minha vida de atleta foi fora de casa. Estou acostumado. Mas quando tem uma rede de amigos que se confiam, tudo fica mais fácil.”

Na alegria e na tristeza

Os atletas mostram união na hora da alegria, mas também nos momentos de tristeza. No dia 18 de outubro, a ADJF recebeu o Pinheiros-SP no Ginásio da UFJF. Além do sabor amargo da derrota por 38 a 28, a partida foi marcada pelo rompimento do ligamento cruzado anterior do joelho direito de Elias, lesão que tirou o ponta do restante da temporada.

“Uma contusão é frustrante para todo mundo”, diz Ninão. “Naquele jogo, cheguei um pouco depois da lesão, vi o Elias ali no banco e já achei estranho. Ele é um cara brincalhão, e vendo-o naquela situação, quis dar uma mão amiga. Falei com ele, ‘por mais que não sejamos da mesma modalidade, o que você precisar, pode contar comigo’. Nessas horas, por estarmos tão próximos, nossa família acaba sendo um ao outro. Tentei passar tranquilidade para ele.”

O recado fez a diferença. Apesar de seguir afastado das atividades profissionais, Elias levantou a cabeça e agora ajuda como pode, principalmente apoiando as duas equipes, ADJF e JF Vôlei, quando estão em quadra. “Depois da lesão, meus amigos têm sido primordiais. Ainda mais para mim, que sou um cara extrovertido. Eles sempre estão comigo, o quarto sempre está cheio com a galera, conversando, jogando videogame. E isso ajuda. Sem essa galera seria bem mais difícil do que está sendo”, afirma Elias.

E até nos duelos no videogame entre atletas de handebol e vôlei, o esporte segue em destaque. No desafio virtual é o futebol que acirra a rivalidade. “A gente fez uma amizade muito grande. Contra os outros atletas do vôlei eles conseguem jogar, dá umas partidas boas. Mas contra mim não dá pra eles, não (risos)”, afirma Ninão, iniciando mais uma provocação típica dos bons amigos.

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Veículo: Tribuna de Minas

Editoria: Cultura

Data: 29/11/2015

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Atualizando rumos

Ser atual impõe ao artista veterano o desafio de se renovar, encarando o passado como impulso e não como grilhões. Ao jovem artista, por outro lado, incita o risco de percorrer o novo, sabendo o que já foi feito e o que é coerente fazer. Ser contemporâneo, então, é compreender a noção de “fim da história arte”, sugerida pelo teórico alemão Hans Belting, e ainda assim prosseguir. Segundo o estudioso, as vanguardas impuseram às artes, uma nova maneira de ler e escrever a história, que já não passa pela regência de estilos e irrompe em alguma novidade. Reunindo o hoje das artes visuais juiz-foranas, o 1º Circuito de Arte Atual apresenta tal impulso ao colocar, lado a lado, diferentes gerações autoras de um mesmo contemporâneo.

A proposta da Pró-reitoria de Cultura da UFJF, que termina no dia 23 de dezembro, espalha por sete galerias – entre públicas e privadas – os trabalhos que têm sido desenvolvidos pela cidade. “Para a classe artística, é importante reconhecer seus pares e identificar o momento em que ele está produzindo”, comenta Valéria Faria, pró-reitora de Cultura, professora do Instituto de Artes e Design e artista visual. Sem uma leitura e unidade definidas, a heterogeneidade marca a apresentação dos 80 artistas locais. Porém, a figura de um curador poderia servir positivamente ao mapeamento. “Discutimos a necessidade de ter um curador. Dessa vez optamos pela comissão organizadora. Na próxima edição existirá”, pontua Valéria.

“Precisamos seguir por um caminho mais crítico para falar desse contemporâneo”, ressalta Renato Abud, artista e coordenador do Espaço Manufato, membro da comissão organizadora. “Esse ano também não foi possível fazer do Circuito um espaço de difusão de pesquisa, de ideias, fazendo seminários e trazendo estudiosos, mas esse é um projeto futuro. Por partir do meio universitário, pode e deve ter um perfil acadêmico”, defende a pró-reitora, referindo-se à possibilidade de tornar a espécie de “feira” – ambiciosa ao ocupar galerias de diferentes perfis -, um evento mais impactante e de contribuições mais profundas e duradouras.

As figuras de hoje

Ainda que não hajam predominâncias (de estilos, discursos e técnicas), o Circuito aponta para pontos que a própria arte contemporânea desenha nas últimas décadas, como o fortalecimento da fotografia enquanto expressão liberta dos ditames do registro e o enriquecimento do figurativo não enquanto representação, mas como construção narrativa. “Percebo uma tendência de aproximação das outras visualidades com o pensamento e o olhar fotográficos”, destaca Nina Mello, artista e coordenadora da CasaVinteum e membro da comissão organizadora. “Muitos artistas merecem ser acompanhados”, concorda Renato Abud, que espera realizar individuais em 2016 com nomes que conheceu no evento.

Para Petrillo, artista, professor e coordenador da Hiato – Ambiente de Arte, o Circuito possibilita que “o elenco da cidade se renove, contribuindo na circulação”. “Além disso, é urgente mostrar quem está começando”, afirma, apontando para uma das mais vibrantes características do evento, que reúne uma nova geração afinada com o universal e, também, consciente de sua localidade. Mesmo parecendo um cenário múltiplo e disforme (no qual faltam propostas vanguardistas em vídeo e performances), a arte contemporânea de Juiz de Fora, quando atualizados seus rumos, revela-se terreno fértil, fresco e encorajador.

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Veículo: Tribuna de Minas

Editoria: Cidade

Data: 30/11/2015

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Grande volume de chuva provoca estragos na cidade

Um domingo de muita chuva fez estragos pela cidade. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o acumulado de precipitações nas últimas 24 horas em Juiz de Fora foi de 78 milímetros, número correspondente a 40% do esperado para todo o mês de novembro, que é 191 milímetros, considerando a média histórica do instituto. Tal volume fez do domingo o dia mais chuvoso de todo o ano e aumentou para 240 milímetros o volume de chuva contabilizado no mês. Já pluviômetros do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres (Cemaden), monitorados pela Defesa Civil, registraram média um pouco menor, de 44,76 milímetros nas últimas 24 horas. Cidade Universitária, com 76,6; Santa Terezinha, 76; e São Pedro, 68,14, foram as regiões com maior acumulado, segundo o instituto.

A segunda-feira (30) deve continuar com tempo instável em Juiz de Fora. Conforme aviso meteorológico do(Inmet), há possibilidade de pancadas de chuva acompanhadas de descargas atmosféricas e rajadas de vento ocasionais em várias áreas isoladas do estado, inclusive na Zona da Mata.

Com o alto volume de precipitações, muitos pontos da cidade ficaram alagados. Houve alagamento também na Avenida Itamar Franco, próximo à esquina com a Rua Monsenhor Gustavo Freire. A foto foi enviada pela leitora Viviane Rodrigues. Fotos enviadas pelo leitor Claudiney Franklin Gomes mostram a situação na Rua Padre Gabriel, em Benfica, na Zona Norte. A situação se repetiu na Rua das Calcedônias, no Bairro Marilândia, onde um córrego transbordou, inundando o quintal de várias casas da rua. Já a imagem do leitor Paulo Ferreira mostram uma cratera formada no asfalto da Rua Goiás, no Bairro São Sebastião, na região Sudeste. Houve alagamento também na Avenida Itamar Franco, próximo à esquina com a Rua Monsenhor Gustavo Freire. A foto foi enviada pela leitora Viviane Rodrigues.

Segundo a Defesa Civil, 73 chamados foram abertos nas últimas 72 horas, 42 somente na Zona Norte. O Corpo de Bombeiros ainda não divulgou o balanço de chamados em função da chuva. Nesta manhã, militares trabalham no corte de duas árvores, uma inclinada sobre residência e outra apoiada na rede elétrica, nos bairros Santa Cecília e São Benedito, respectivamente. Além da chuva, a velocidade dos ventos também foi alta em alguns pontos da cidade. Por volta das 14h, as rajadas chegaram a 83km/h no campus da UFJF.

De acordo com a Cemig, 23 bairros tiveram queda de energia entre sábado e domingo. As principais causas para o desfornecimento foram quedas de árvore e telhas sobre a rede elétrica, além do rompimento de condutores. Três postes também caíram durante o vendaval. Na manhã desta segunda, cerca de 300 clientes, de pontos isolados da cidade, ainda seguiam sem luz. A previsão é de que o serviço seja restabelecido até o fim da tarde.

Mais chuva
Conforme o meteorologista do Inmet, Jorge Moreira, as condições climáticas devem se manter, pelo menos, até quinta-feira. “A situação deve-se a uma frente fria estacionada sobre o oceano, que favorece o fluxo de umidade pela região, criando condições de chuva. Até quarta, a estimativa é de acumulado alto na Zona da Mata”, destaca.

Mesmo com a chuva, os termômetros devem seguir em alta em Juiz de Fora. Para esta segunda, a previsão é de máxima girando entre 28 e 30 graus.

Aumento discreto no nível das represas

O grande volume de chuva, no entanto, não resultou em aumento significativo dos mananciais da cidade. Em relação aos dados da última sexta-feira, o percentual de aumento na Represa João Penido foi de 2%. Em Chapéu D’Uvas o índice foi ainda menor, de apenas 0,4%. Já na Represa de São Pedro houve acréscimo de 13,4%. No entanto, o manancial atende uma pequena parcela da população local, que mora nos bairros da Cidade Alta.

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Veículo: Tribuna de Minas

Editoria: Cidade

Data: 30/11/2015

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UFJF terá que implantar ponto eletrônico

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou à UFJF a implantação do ponto eletrônico em todas as suas unidades. A instalação é obrigatória a todos os órgãos da Administração Pública Federal, conforme decreto 1.867 de 1996. Em 30 dias, a universidade deverá apresentar um cronograma detalhado das etapas e providências administrativas necessárias para a entrada em operação de todo o sistema. Além do ponto eletrônico, deverá ser constituído um sistema de catracas associado ao monitoramento por meio de câmeras, com captura, gravação e armazenamento de imagens pelo prazo de, no mínimo, um ano.

Segundo o MPF, o registro e controle da assiduidade e pontualidade dos servidores da universidade são feitos apenas por meio do lançamento de dados em folha de ponto manual, na qual os próprios interessados colocam os horários de entrada e saída do serviço.

O órgão afirma terem sido verificadas situações que não condizem com a realidade, sendo que os lançamentos manuais são feitos apenas para “fins formais e protocolares” e não permitem verificar se o servidor está efetivamente cumprindo a jornada de trabalho. O órgão ainda lembra que, apesar da lei vigente há 19 anos, a UFJF jamais tomou qualquer providência para cumpri-la.

Assembleia
O coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino de Juiz de Fora (Sintufejuf), Paulo Dimas, informou que a medida será discutida em assembleia com a categoria nesta quarta-feira, às 9h, no anfiteatro da Faculdade de Direito.

A universidade deverá ainda, dentro de um prazo de dez dias, esclarecer aos seus servidores sobre a obrigação legal de se registrar fielmente o ponto, sob pena de os infratores também responderem judicial e disciplinarmente por eventuais irregularidades.

Em nota, a UFJF confirma o recebimento da recomendação do Ministério Público Federal e afirma que irá avaliar todas as ponderações feitas pelo órgão. “A instituição vai manter seu diálogo com o sindicato que representa os servidores e reunir informações de natureza jurídica e administrativa sobre o assunto, a fim de subsidiar uma resposta a esta recomendação, no prazo requerido”, diz em nota.

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