Investigação inédita deixa UFJF em destaque na busca pela compreensão de atividades mediúnicas

 

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Professor Alexander Moreira-Almeida da UFJF integra grupo de pesquisadores que estudam atividades mediúnicas.

Coordenador do Núcleo de Pesquisa em Espiritualidade e Saúde (Nupes) da UFJF, o professor Alexander Moreira-Almeida teve, no último dia 16, um de seus trabalhos publicados no periódico científico PLoS ONE, avaliada pela CAPES como entre as de melhor qualidade na área médica (Qualis A1).

 

O estudo “Neuroimagem durante o estado de transe: uma contribuição ao estudo da dissociação” foi realizado pelo professor em parceria com profissionais de outras instituições do Brasil e dos Estados Unidos, tais como o Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), a Universidade da Pensilvânia e a Universidade Thomas Jefferson.

A publicação se refere a uma experiência realizada em 2008, quando foram monitoradas as atividades cerebrais de médiuns psicógrafos em transe, na Universidade da Pensilvânia, e o resultado de uma análise criteriosa dos dados levantados na ocasião. O estudo inédito no mundo, seguiu critérios rigorosos de investigação, usando técnicas modernas específicas e equipamentos de alta tecnologia.

Método

Participaram do estudo dez voluntários brasileiros rigorosamente selecionados, sendo cinco deles mais experientes e outros com menos tempo de atividade mediúnicas. Outra preocupação durante a seleção dos voluntários foi que nenhum deles portasse qualquer tipo de transtorno mental, usasse medicações psiquiátricas ou fosse canhoto. Em uma sala preparada para exames mais sofisticados, foi utilizado o método conhecido pela sigla Spect (Tomografia Computadorizada de Emissão de Fóton Único). Desta forma, foi possível mapear a atividade cerebral por meio do fluxo sanguíneo em duas situações: os médiuns tiveram que redigir um texto elaborado por eles em estado normal de consciência e em outro momento o monitoramento foi feito durante o transe da psicografia.

Segundo Moreira-Almeida, também coordenador dos programas de pós-graduação Strictu Sensu da UFJF, o grande desafio do trabalho foi garantir que os médiuns se sentissem à vontade e, ao mesmo tempo, executar o trabalho com o máximo de rigor. “A criatividade científica é fundamental para desenvolver um método rigoroso e que ao mesmo tempo capte perfeitamente o fenômeno. Procuramos tornar o ambiente amigável, para que eles se sentissem confortáveis e respeitados”.

Resultado

Além das atividades cerebrais, os textos também foram analisados por especialistas gerando resultados ainda mais ricos. Surpreendentemente, durante a psicografia foi constatada menor atividade na área frontal do cérebro, ligada ao planejamento e à criatividade, apesar de os textos produzidos terem sido mais complexos que aqueles escritos “sem interferência espiritual”. A conclusão é compatível com o argumento defendido pelos médiuns, de que a autoria dos textos não seria deles, mas dos espíritos com os quais teriam se comunicado durante a atividade psicográfica.

Trabalho é pioneiro

Ao conquistar, neste ano, um dos mais importantes resultados da pesquisa ao publicá-la no periódico PLOS ONE, o professor lembra a importância do trabalho para a ciência brasileira. “Foi um estudo pioneiro. Pela primeira vez os recursos mais modernos da neurociência foram aplicados a um estudo sobre a atividade do cérebro humano buscando compreender o fenômeno da psicografia. Isso coloca o Brasil como referência neste tipo de estudo.”

A publicação que já alcançou, em cinco dias, mais de cinco mil acessos no periódico PLoS One, aguçou o interesse de diversos meios de comunicação brasileiros, gerando inclusive uma extensa matéria na revista Época desta semana, que ficou por vários dias como a mais lida do site.

Mais informações: Núcleo de Pesquisa em Espiritualidade e Saúde

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