Ex-diretores da Faculdade de Direito recebem título de professor emérito

acontece_topo1

Professores Paulo Nader e Paulo Medina recebem o título nesta sexta-feira

Professores Paulo Medina e Paulo Nader recebem o título nesta sexta-feira

 

A tarde do dia 27 de novembro, na Faculdade de Direito, será marcada por reconhecimento e conquista. No Anfiteatro de Estudos Sociais, a partir das 15h os Doutores Paulo Nader e Paulo Roberto de Gouvêa Medina serão intitulados professores eméritos pelo Conselho Superior da UFJF, o Doutor Alberto Luiz Bresciani de Fontan Pereira, Ministro do Tribunal Superior do Trabalho, receberá a Medalha Juscelino Kubitschek e, por fim, será descerrada a placa inaugural da Faculdade de Direito, com suas novas dependências.

Segundo o Diretor da Faculdade de Direito, Marco Vinício Chein Feres, apesar de os dois terem sido seus professores na graduação, Paulo Nader e Paulo Roberto Medina na realidade foram indicados pela congregação da Faculdade ao Conselho Superior “tanto por suas carreiras na Universidade como nacionalmente”.

Ambos os professores são formados em Direito pela UFJF, tendo sido contemporâneos. Paulo Nader foi sucessor Paulo Roberto Medina na direção da Faculdade de Direito e são grandes amigos. Medina possui cinco anos a mais de casa, tendo lecionado na UFJF durante 35 anos, mas as semelhanças no sucesso são inevitáveis. Medina tem publicado os livros Introdução ao Estudo do Direito e Filosofia do Direito e Nader escreveu revistas especializadas e obras coletivas, antecipando a edição de Direito Processual Constitucional.

Paulo Nader ocupa a cadeira número 36 da academia Brasileira de Letras Jurídicas, após ter sido membro correspondente durante muito tempo, além de possuir o título de Cidadão Benemérito de Juiz de Fora. Paulo Roberto de Gouvêa Medina foi presidente do antigo Diretório de Estudantes, em 1959, quando se dedicou à Universidade “antes mesmo que ela surgisse” e participou do movimento para sua criação. Também coleciona importantes cargos, como o de Presidente da Comissão de Ensino Jurídico do Conselho Federal da OAB.

Para Nader, a notícia do título foi recebida com muita emoção. “Me senti sumamente honrado com esta homenagem que, a meu ver, é prestada pelo longo tempo que me dediquei à Faculdade de Direito e também pela minha produção científica no Direito”, expressa o professor que nasceu em Juiz de Fora, onde começou seu magistério. Dividir a solenidade com Medina, segundo ele “um colega de alta extirpe”, é uma honra. “Temos uma convivência muito saudável e fraterna, tanto durante o curso, quanto externa: uma interação permanente. Tenho grande admiração por ele como professor, advogado e pesquisador”, ressalta.

O colega Medina faz da admiração um sentimento mútuo. “Somos grandes amigos. Contemporâneos de Faculdade, ele foi meu sucessor na direção em 81. A nossa convivência sempre foi muito fraterna”, diz o professor que recebeu a notícia do título igualmente satisfeito. “Dediquei 35 anos à Universidade, além disso o primeiro diretor da Faculdade de Direito é meu sogro. Minha mulher assim como meus dois filhos cursaram na Faculdade, inclusive os dois foram meus alunos”, rememora.

Uma faculdade maior

Um novo prédio com dez salas, um elevador de acessibilidade e reforma da biblioteca setorial, do Anfiteatro de Estudos Sociais, do banheiro de alunos do antigo prédio. Concluídas há dois anos e grande parte em funcionamento há um ano, as novas instalações da Faculdade de Direito serão inauguradas oficialmente também no dia 29. “No mesmo evento reunimos o reconhecimento do passado com o do presente e o quanto podem auxiliar no futuro da Faculdade de Direito”, explica o diretor Marco Vinício.

Para os professores eméritos em breve, a ampliação da Faculdade é uma grande satisfação. “Fico feliz porque não apenas conserva todo o idealismo sob o qual foi estruturada, como sua máquina vem crescendo tanto fisicamente quanto cientificamente, desenvolvendo-se internamente e colaborando para o desenvolvimento da região”, ressalta Paulo Nader. “A Faculdade de Direito foi uma das cinco unidades que formaram o núcleo que originou a UFJF em 1960. Ativa, com atuação ininterrupta, ela tem o reconhecimento nacional de sua qualidade”, por esses motivos, Paulo Roberto Medina vê na nova estrutura um grande passo, além de um importante reconhecimento por parte da atual reitoria.

O momento da Faculdade de Direito é tão especial que o seu atual diretor faz questão de reforçar o convite à participação na solenidade: “contamos com a presença de todos os nossos professores e demais professores da Universidade, porque é o momento em que apresentaremos à comunidade o quanto nós progredimos”. Dentre as novidades para alunos e professores, Marco Vinício reitera o acervo atualizado e a disponibilidade de data-show nas salas de aula.

Enfim a entrega da Medalha JK

Alberto, ministro do TST, recebe a medalha JF

Alberto Bresciani, ministro do TST, recebe a medalha JK

Na oportunidade Alberto Luiz Bresciani de Fontan Pereira, também ex-aluno da Faculdade, receberá a Medalha Juscelino Kubitschek, já que há dois anos, o Ministro do Tribunal Superior do Trabalho não pôde comparecer à solenidade do Medalha JK 2007, quando além dele outros 17 profissionais ex-alunos da UFJF foram destacados por sua trajetória.

Alberto Luiz tornou-se bacharel em Direito em 1983 e foi oficial administrativo, advogado e procurador adminsitrativo da Prefeitura de Juiz de Fora até 1988. Tornou-se Juiz do Trabalho Substituto no Distrito Federal a em Tocantins e foi promovido para a Presidência da Junta de Conciliação de Julgamento de Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul, e, posteriormente, de Brasília – até 1998.

O homenageado foi ainda Juiz Togado do Distrito Federal e de Tocantins, tendo sido Vice-Presidente (2004/2006). No Conselho da Saúde, exerceu o cargo de presidência da Comissão de Informática e Jurisprudência. Na sua trajetória profissional, constam também a vice-coordenação da Escola Judiciária, a vice-presidência e diretoria de Estudos Jurídicos e Conselho Fiscal da Associação dos Magistrados do Trabalho da 10ª Região (1993 e 2001).

No ano de 1999, Alberto Luiz passou a integrar o TST. Inicialmente atuou como juiz convocado, tendo sido reconvocado até 2003. Tomou posse como Ministro do TST em 21 de fevereiro de 2006.

Pela extensa e importante atuação do advogado, é possível compreender as razões da homenagem. Como disse o Reitor Henrique Duque na cerimônia de entrega da Medalha JK 2007, ele integra a lista de “profissionais e cidadãos que nos servem de referência. Em atividades tão distintas, em áreas de conhecimento e atuação tão variadas, nos inspiram a reforçar nossa crença de que não podemos nos acomodar”.

 

Compartilhe: